
O actual sacrifício afecta apenas as classes média e baixa que são sempre as prejudicadas tal como o mexilhão ou a relva dos estádios de futebol. Efectivamente, para quem ganha pouco, um corte de 1,5% representa um pão a menos na mesa da família em que já se come menos do que o necessário para manter a vida, enquanto 5% a menos nos proventos de milhões mensais de políticos e de gestores públicos pode significar uma pequeníssima redução no investimento em acções ou outras aplicações financeiras, numa carteira já recheada de valores que apenas serve para alimentar a vaidade relacionada com o volume da fortuna, mas que não se reflecte na vida corrente de alimentação, saúde , renda de casa, vestuário, etc.
Enquanto o pobre conta o dinheiro tendo o cêntimo como unidade, o milionário nem precisa de o contar e refere-o com base no milhão de euros como unidade de medida. Para apreciar os efeitos sociais dos tais sacrifícios é preciso focar bem a óptica conforme o caso a referir.
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