terça-feira, 11 de dezembro de 2018

REDUZIR OS ACIDENTES RODOVIÁRIOS

Reduzir os acidentes rodoviários
(Publicada no Semanário O DIABO em 11 de Dezembro de 2018)

É raro o dia em que não aparecem notícias de acidentes rodoviários, com mortos e feridos. É grave. Como será possível reduzir esse perigo tão trágico para muitas famílias. A GNR está cumprindo a sua missão. Mas não pode eliminar o perigo que a realidade nos evidencia. Há que esclarecer a população para usar de sensatez e precaução a fim de evitar tais tragédias. A GNR pode controlar o excesso de velocidade ou o grau de alcoolémia, mas isso não é tudo.

O excesso de velocidade, só por si, pode não causar acidente, quando se aproveita uma recta, sem risco de colisão nem de despiste, etc. mas, em caso de acidente, agrava extraordinariamente os efeitos pessoais e materiais. A sensatez e a precaução permanente é indispensável, uma quebra de atenção à condução, ao movimento da circulação, às curvas, etc, pode ser fatal para o condutor, para os que com ele viajam e para outras viaturas que circulam na estrada.

A mais pequena distração, com programas de rádio, com o telemóvel, com a conversa dos companheiros, ou com o que se vê nas margens da rodovia, pode causar acidente.

Há que «educar» as pessoas que conduzem e que as acompanham. Os esclarecimentos devem começar em casa com as crianças, continuar nas escolas primárias, nos diversos graus de ensino, nos conselhos difundidos pelas Forças de Segurança, pelas seguradoras, pelos órgãos de Comunicação Social, e pelas instituições que contactam pessoas, como religiões, clubes desportivos, organismos culturais, etc.

E os cuidados preventivos não se resumem ao condutor como operador da máquina, mas também como responsável pelo estado de manutenção dela. Ao mínimo sintoma de que algo não está nas melhores condições de funcionamento, deve procurar recuperar o bom estado de manutenção e de funcionamento. Por vezes um simples aperto ou ajustamento pode evitar uma imobilização em plena via ou uma falha de travões que origine acidente ou desobediência no comando da direcção ou da caixa de velocidades, etc. Um bom conhecimento da máquina permite decidir se uma reparação é urgente ou pode ser adiada até ao fim da viagem.

Trata-se de um problema social, humano e, por isso, cada pessoa deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para reduzir este perigo que ameaça a nós todos e aos nossos familiares. Devemos divulgar a necessidade de respeito pelo próprio, pelos seus familiares e amigos e por todos os seres vivos. Quando esse respeito estiver generalizado, deixará de haver acidentes e ameaças a pessoas, a animais e ao ambiente e a vida será maravilhosa em harmonia e em segurança. Não nos cansemos de agir para bem da humanidade.

E o Governo, tal como tem tentado fazer para reduzir os fogos florestais, deve usar todas as suas disponibilidades e as das autarquias para esclarecer as pessoas a fim de diminuir a quantidade de vítimas de acidentes rodoviários.

Tal como em outros sectores da vida nacional, tem se sentido a falta de programas na TV nacional a ensinar pormenores de condução e de manutenção das viaturas em bom estado. O conhecimento do funcionamento da mecânica automóvel é indispensável para a sua boa utilização e condução. Aprendi muito nas aulas de física no Liceu, na cadeira de motores dada pelo mestre Faria Leal, nos programas de TV (quando a TV tinha programas úteis) e na prática de muitos anos. Tive que conduzir uma viatura pesada com a embraiagem inoperacional, durante cerca de 15 Km em picada africana e metia as mudanças com alteração da rotação do motor para não danificar a caixa de velocidades.

Trave-se a tragédia nas estradas.

António João Soares
4 de Dezembro de 2018


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

FARINHA DE TRIGO CURA QUEIMADURAS DE ÁGUA FERVENTE

Recebido por e-mail, mas já conhecia.

Uma vez eu estava a cozinhar milho verde e quando coloquei o garfo na água
a ferver para ver se o milho estava pronto, sem querer, acabei queimando a
mão toda com água fervente...


Um amigo meu, que era veterano de guerra no Vietname, estava lá em casa e
ele perguntou-me se eu tinha e onde estava a farinha de trigo...

Eu indiquei-lhe e ele, tirou o pacote e enfiou a minha mão toda dentro da
embalagem
e disse para eu conservar a mão na farinha por 10 minutos, o que eu
fiz.

Disse-me ele que, no Vietname, um soldado estava todo a arder e, em pânico,
os camaradas jogaram um saco inteiro de farinha por cima dele todo, o que
apagou o fogo. Isso não só apagou o fogo, mas, depois, reparámos que ele
não ficara sequer com uma simples bolha!!!!


Encurtando a história, eu pus a minha mão no saco de farinha por dez
minutos, e quando a retirei não tinha nem uma mancha vermelha, nem bolha e
NEM DOR ALGUMA
!!!


Agora, eu mantenho um pacote de farinha de trigo no frigorífico e, sempre
que me queimo, uso a farinha de trigo e NUNCA tive uma bolha, nem cicatriz,
nem nada. A farinha gelada é melhor ainda do que a que está à temperatura
ambiente
.


ORGANIZAÇÃO COERENTE E SIMPLES


Organização coerente e simples
(Publicada no Semanário O DIABO em 4 de Dezembro de 2018)

Uma organização, além de outras características, deve ser simples, clara e
coerente com o objectivo pretendido e os seus factores. A simplicidade é uma
virtude indispensável que deve ser respeitada por qualquer instituição
pública ou privada. A complexidade desnecessária é desaconselhada por
encarecer os custos de funcionamento, por criar confusão e aumentar a
burocracia que dificulta ou impossibilita a inovação e a produtividade, pondo
em risco os objectivos desejados. A simplicidade da estrutura organizativa
deve repercutir-se na preparação das decisões, as quais deverão seguir uma
metodologia semelhante à referida no artigo “Preparar a decisão” n’O DIABO de
27/9/2016 e, por estarmos em democracia, para que os objectivos sejam bem
recebidos e alvos de luta para serem bem conseguidos e para que os factores e
os condicionamentos da decisão a tomar sejam bem interpretados e nada fique
esquecido, há vantagem em que as pessoas e os serviços relacionados com o
cumprimento da decisão sejam ouvidos durante a elaboração do estudo a fim de
este ser devidamente preparado com análise exaustiva de todas as condicionantes.
Quem está dentro do problema tem muito a dizer e a sugerir. Vale mais esse
contributo oportuno do que a posterior crítica que fere a competência de quem
preparou a decisão ou assumiu a sua autoria.

E, para gerir com eficiência, é preciso uma informação permanente da evolução
dos condicionamentos dos diversos sectores da organização. Esse conhecimento da
realidade permite tomar decisões adequadas a prevenir percalços, evitar acidentes,
e decidir os passos seguintes a fim de obter melhores resultados. No recente
acidente na estrada de Borba houve conhecimento dos perigos prováveis mas a
imprudência e a falta de sentido de responsabilidade do autarca e do ministério
que, quatro anos antes, reconheceu a situação de risco que conduziu à tragédia
ocorrida agora.

Ao contrário das atitudes desleixadas e desrespeitadoras dos direitos humanos que
deram lugar à tragédia ocorrida recentemente na estrada de Borba, os concelhos de
Aveiro e de Oliveira do Bairro tomaram uma decisão exemplar de cortar o trânsito
na rua do Ribeirinho, que liga os dois municípios, quando a circulação automóvel
foi colocada em perigo, devido a chuvadas que provocaram arrastamento de solos e
destruição de parte da «passagem hidráulica» ali existente. Os dois municípios
comprometeram-se, em cooperação, à elaboração do projecto, já em fase de
conclusão, de intervenção para construção da nova passagem hidráulica, e
prevê-se que os trabalhos para execução da obra tenham início ainda durante o
mês de Dezembro. Esta decisão concretiza o que atrás foi dito, pois demonstra
sentido de responsabilidade e respeito pela segurança das pessoas.

Mas, infelizmente vemos o governo, responsável pelo que acontece no País, a fechar
os olhos às realidades que exigem intervenção urgente e, depois, se desculpar por
ignorância do que se passa, como nos fogos de Pedrógão Grande, o roubo de Tancos e,
agora, a tragédia de Borba.

E quanto à preparação de decisões é significativo o que está a sensibilizar os
bombeiros a propósito da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), e
da Autoridade Nacional de Protecção Civil que não os convence. Isso insere-se na
tendência para criar instituições sem utilidade visível a não ser a de dar salário
aos ex-jotinhas, as quais tomam designações variadas como actividades, agências,
observatórios, comissões, polícias, entidades reguladoras, etc. São muitas
dezenas e, do muito que custam aos contribuintes, não são vistos resultados na
melhoria da qualidade de vida das pessoas, nem aumentam a informação do Governo
sobre as realidades. ■

António João Soares
27 de Novembro de 2018

terça-feira, 27 de novembro de 2018

GERIR PARA UM FUTURO MELHOR

Gerir para um futuro melhor
(Publicada no Semanário O DIABO em 27 de Novembro de 2018)

O passado pertence à história e apenas serve, na gestão quotidiana, como experiência, para aproveitarmos o mais positivo e evitar repetir os erros que levaram a maus resultados. Não devemos hesitar e recear planos de longo prazo, perdendo tempo e oportunidades a repisar o lamaçal do pântano. As grandes obras demoram muito tempo desde a ideia inicial até os resultados estarem bem visíveis. Assentam num plano abrangente que parte de um estudo cuidadoso, abarcando todos condicionamentos, de forma a reduzir a necessidade de, durante a execução, serem feitos aditamentos de relevo. Depois, esse plano geral deve ser traduzido em pequenos planos sectoriais destinados aos técnicos responsáveis por cada aspecto particular da obra, para agirem na sua especialidade de forma convergente com o desejado resultado geral da obra. E, para ser realizado adequadamente, devem ser feitas directivas com esboços de maneira a que os obreiros finais de cada pormenor possam agir com segurança e perfeição.

Daqui deduz-se que desde o artista autor da globalidade da obra até ao mais simples operário, existe uma escala de valores humanos diversificada, o qual precisa de possuir uma formação, preparação, fiável para as funções que terá de desempenhar, com competência e sentido de responsabilidade, a fim de cumprir com a máxima eficiência a parte que lhe cabe na construção da obra.

Isto aplica-se à construção de um palácio, ou de uma catedral, de uma moderna urbanização ou de um paquete de cruzeiros e também à gestão de uma grande empresa ou de um Estado.

Do escalonamento das tarefas e das responsabilidades diferenciadas deduz-se que a preparação e formação dos responsáveis pelos diversos graus de técnica não terá de ser igual mas, sim, adequada à sua função. O ensino no regime anterior tinha uma estrutura dentro de tal espírito, com um ensino médio dividido numa parte mais científica e outra mais dedicada à técnica, com escolas industriais, escolas comerciais e escolas agrícolas. Mas, depois, foi decidido, insensatamente, tornar o ensino todo igual, orientado para a parte científica e desprezando a preparação técnica, e sem flexibilidade para satisfazer alunos especiais com vocações para técnicas diversas. Queixam-se agora de muitas desistências dos estudos, de desmotivação, de fracassos, por serem desprezados e não estimulados os gostos e as vocações dos alunos. Nas tardes de 4ª-feira e aos sábados, havia actividades variadas, da escolha dos alunos, em que se descobriam vocações úteis para a vida posterior. E, agora, quanto a actividades económicas, é referido um desemprego vultuoso de jovens com estudos de grau elevado mas que não têm nem preparação nem vocação nem vontade de encarar tarefas necessárias para empresas com algum tecnicismo ou mesmo com características pouco exigentes.
E o desenvolvimento da economia nacional, para bem de todos os portugueses, exige ensino e formação adequada a fim de em cada profissão e escalão haver pessoas com preparação adequada e vontade de realizar as tarefas indispensáveis para haver produtividade e o país poder ter competitividade na economia mundial de forma a poder desenvolver a exportação em nível remunerador.

Infelizmente, além de terem sido extintas as escolas secundárias de carácter técnico, acabaram também na TV as palestras apresentadas por bons técnicos como o Engenheiro Sousa Veloso em problemas agrários, José Megre na manutenção técnica de automóveis, Júlio Isidro no aeromodelismo, etc., etc.

E para cúmulo, em vez de o Estado incentivar os jovens desempregados a aceitarem formação e oferta de trabalho de muitas empresas, está a pensar-se na entrada de imigrantes, sem critério de selecção e com apetência para boas condições de vida superiores às de muitos cidadãos. ■

António João Soares
20 de Novembro de 2018


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

PORTUGAL ALGEMADO

Portugal algemado
(Publicada no Semanário O DIABO em 20 de Novembro de 2018)

Portugal precisa de governantes com vistas estratégicas à altura, por exemplo, do Infante D. Henrique, Vasco da Gama ou Duarte Pacheco. Mas, em vez de homens de vistas largas e sentido de planeamento como os que fizeram os descobrimentos e deram novos Mundos ao Mundo, temos pequenos e hesitantes surfistas que não se afastam da praia. E, em vez de engenheiros que vêem para lá do horizonte, como os que planearam as estradas A1 e A2 que ligaram o Minho e Trás os Montes ao Algarve ou que criaram obras públicas essenciais para o País, temos apenas calceteiros e pedreiros que não se afastam muito de casa com medo de avançar.

E essa carência não se nota só no poder actual, pois há dias, o líder do partido mais votado nas últimas legislativas disse, com ar ufano e arrogante, que as suas palavras não são como o iogurte que apenas tem uma validade de trinta dias mas, pouco depois, verificou-se realmente que elas não são comparáveis ao iogurte porque, muitas vezes, nem sequer têm validade de trinta horas, a não ser que queira manter as palavras por simples teimosia, sem lógica e racionalidade.

A necessidade de preparar o futuro com vontade de acertar, usando as melhores metodologias de preparação das decisões, exige rapidez porque não se pode perder tempo que é dinheiro e não é recuperável. E vemos, no dia-a-dia, que o tempo é desperdiçado com miudezas secundárias e laterais, esquecendo os assuntos essenciais que, por incompetência, timidez ou cobardia, servem para enganar o povo, tornando ineficazes serviços que deviam merecer alta prioridade para melhor se preparar a qualidade de vida das pessoas, na educação, no ensino, na saúde, na justiça social, na segurança, etc.

Essa incapacidade é assumida ao tentarem evitar comparações com os momentos mais altos da nossa história, atacando os homens mais válidos do passado, há muito falecidos. E foge-se à análise dos assuntos determinantes com «infantilidades» laterais. Por exemplo, o governo fala do envelhecimento da população, da falta de mão de obra e da natalidade, mas toma medidas conducentes a que esta não melhore, antes se agrave, como a legalização de «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo que, sendo contra a natureza, nem devia ter esse nome, e são pessoas que recusam a procriação ou a natalidade e preferem a masturbação mútua. Além disso, está a procurar difundir-se, nas crianças a “idiotologia” do género, com ideias que só podem ser consideradas como destinadas à destruição da cultura ocidental ou, mesmo, da antecipação do apocalipse, ou aniquilação total da humanidade. Até uma ministra, recentemente empossada, teve o arrojo de evidenciar a sua anormalidade e de querer adaptar a cultura nacional ao seu gosto, desprezando o gosto nacional pelas melhores tradições e hábitos que vêm do antecedente. A cultura nacional não é coisa que possa manipular-se ao gosto de qualquer tirano, pois foi criada lentamente, acumulando-se com comportamentos das pessoas, ao longo dos tempos. Ora governar é agir em benefício do povo e não forçá-lo para uma via que ele pode não estar interessado em seguir. Para os grandes projectos de desenvolvimento, deve conhecer-se a vontade do povo e não lhe impor nada que o contrarie, como ditam as regras democráticas. Não deve haver muitas hesitações em fazer mudanças mas, para elas serem aceites, devem ser apropriadas e explicadas por forma a obter o consentimento e a colaboração dos seus destinatários, isto dentro dos mais elementares princípios da democracia de que muito se fala mas que poucos parecem conhecer e estar dispostos a aceitar e pôr em prática.

Com a corrente imposta por falsos sábios que se referem à falta de inteligência do povo e a submissão a ela pelos governantes indecisos, Portugal está a ser aguilhoado arriscando a sua sobrevivência.■

António João Soares
13 de Novembro de 2018


EUCALIPTO, O INJUSTIÇADO

Transferido do Blog «IRRITADO»
NO NEWS, BAD NEWS
Irritado https://irritado.blogs.sapo.pt/
18.11.18, blog irritado de António Borges de Carvalho

Aqui há tempos, como o IRRITADO referiu, realizou-se no Porto uma conferência em que corajosos cientistas se deram ao trabalho de demonstrar a vacuidade da “ciência” oficial que postula a antropogénese das alterações climáticas e de pôr a nu as monumentais, e universais, aldrabices sobre os malefícios do CO2.

Desalinhados com as “verdades” oficialmente estabelecidas, em vez de terem dado origem a qualquer onda informativa (material não faltava), passaram à categoria de no news. Que eu saiba, não houve um único órgão de informação que tivesse dedicado um segundo ou uma linha ao assunto. No news, bad news.

Nos últimos dias, tem vindo no jornais um manifesto que, sob o título “O Bode Expiatório”, demonstra por a+b que a campanha nacional contra os eucaliptos - que o IRRITADO não se tem cansado de denunciar - não passa de fruto, ou de ignorância crassa, ou de politiquice esquerdista do mais baixo nível levada a cabo por “intelectuais” tipo Louçã, Catarina e outros do mesmo estilo. Politiquice macacoidemente aceite pelo chamado governo e até pelo senhor de Belém – que chegou ao ponto de andar no campo a arrancar renascentes eucaliptos, sem noção, nem do ridículo, nem do chamado “sentido de Estado”.

O manifesto em causa é assinado por 40 académicos, 8 industriais, 10 Câmaras municipais, 12 antigos governantes e outras personalidades de relevo na nossa sociedade, e por 56 produtores florestais. Mas, para ter alguma hipótese de chegar ao público, teve esse grupo que recorrer a publicidade paga! É que a nossa chamada “informação” alinha no rebanho da demagogia esquerdista oficial. Tem medo de dizer verdades inconvenientes para o estabelecido, o que lhe interessa é estar de bem com o “correcto”, não fazer ondas que possam perturbar a paz dos senhores/as que andam, com pezinhos da lã, a preparar um futuro miserável, em que a liberdade seja a de estar de acordo com o que é oficial e o ostracismo (pelo menos) a paga de quem se atrever a infirmá-lo.

No caso dos incêndios, o grande culpado, isto é, o bode expiatório “cientificamente” nomeado pelos esquerdistas e outros serventuários da “correcção”, foi o eucalipto. No entanto, segundo os números referentes ao período que vai de 2003 a 2017, o eucalipto foi “responsável” por 17% da área queimada, atrás do pinheiro bravo, de outras ocupações e, a uma distância abissal, dos matos secos.

O que está em causa nas teorias em vigor não é o ordenamento florestal, a protecção contra incêndios, a plantação de espécies mais resistentes ao fogo, coisas que, por importantes que sejam, não chegam aos calcanhares da luta contra os eucaliptos. É que tal luta, por estranho que pareça aos menos avisados, faz parte da grande guerra do socialismo radical, do socialismo do governo e até, imagine-se, da pouco avisada opinião do Presidente da República contra a propriedade privada, contra a indústria que não lambe as botas ao poder, numa palavra, é a guerra à democracia liberal, às grandes empresas, aos pequenos produtores independentes - kulaques do século XXI –, a guerra pelo mais radical estatismo e pela sociedade politicamente controlada.

Por isso que os que não aceitam vergar-se à nova "moral" sejam obrigados a pagar publicidade para que a sua opinião, por mais certa que esteja, chegue ao grande público. Não têm direito a news.
No news, bad news.

18.11.18