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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

ESPERAMOS UM MUNDO MAIS RACIONAL

Esperamos um Mundo mais racional
Publicado em DIABO nº 2236 de 08-11-2019. Pág 16

Actualmente, ouve-se falar muito contra a história e os feitos heróicos que nos davam orgulho do passado e nos ajudavam a suportar as incertezas ou maus auspícios sobre o amanhã e o pessimismo, desde as alterações climáticas à crise económica ou à guerra, que começam a afectar a saúde mental. E é dado muito relevo à violência a vários níveis, quer doméstico quer internacional, sem se apontarem sinais motivadores de esperança salutar.

Mas, felizmente, há sinais de optimismo e de esperança, embora pareçam não ser do gosto dos jornalistas, que começam a brilhar como luz ao fundo do túnel e merecem ser sublinhados pelo muito que representam para quem se preocupa com o futuro da humanidade, não só pelo seu significado local mas, principalmente, por deverem servir de exemplo e incentivo para os detentores do Poder a nível das Nações e das Instituições Internacionais.

Há variados casos que merecem ser bem apreciados pelo que representam de exemplo a seguir por todos os governantes e por todas as pessoas. Notícia de 18 de Outubro diz que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou “fortemente” o ataque a uma mesquita no Afeganistão, que provocou 62 mortos e 36 feridos. E, provavelmente, este nosso compatriota não se deve ter ficado pelas palavras e, de forma mais ou menos directa, deve ter accionado a ONU a fim de acabar com este tipo de ataques selvagens e cobardes que tiram a vida a muitas pessoas inocentes.

E tal provável acção de Guterres pode estar na origem do facto noticiado no dia 23 de que movimento talibã participa na China, nos dias 28 e 29, numa nova ronda de diálogo inter-afegão para a paz. Oxalá este diálogo tenha êxito e ponha fim à guerra que, há 28 anos, tem dizimado a população do Afeganistão, sem benefício para ninguém a não ser para os fabricantes de armas e munições.

Outro caso, este com nítida acção da ONU, passa-se na Guiné-Bissau em que são notadas dificuldades entre várias forças políticas, quando se aproximam as eleições presidenciais, e onde foi criada uma Comissão da Configuração da Paz da ONU para a Guiné-Bissau, sendo presidente o embaixador brasileiro Mauro Vieira. Este, em consonância com o multilateralismo defendido pela «estratégia dos três M», nos dias em que se deslocou a Bissau, reuniu-se com as autoridades nacionais, órgãos responsáveis pela organização das eleições, partidos políticos, sociedade civil e parceiros internacionais. Nos seus contactos, durante a estada de dois dias, disse a todos que todas as dificuldades que possam surgir no caminho devem ser superadas pelo consenso, pela negociação, pelo diálogo.

Também, em sintonia com a repulsa da violência e da guerra e pela defesa do diálogo e da negociação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um apelo ao crescimento global e à renúncia aos conflitos comerciais que põem em causa esse crescimento. Os membros do FMI, durante a assembleia geral de Outono, encerrada, há poucos dias, em Washington, debateram como aumentar a “pressão do grupo” sobre os países em confronto comercial, de modo a que melhorem e respeitem as regras globais do comércio, disse a directora-geral da instituição na conferência de imprensa de encerramento dos trabalhos. Nestes, um dos principais temas de discussão na assembleia foi o da tensão comercial entre os EUA Unidos e a China.

Também a Rússia advertiu que a situação de tensão no nordeste da Síria, onde se acordou uma trégua na operação militar turca contra as milícias curdas, pode prejudicar o processo de negociação política. A isto a Turquia afirmou que “não tem necessidade” de retomar a sua ofensiva contra as forças curdas no norte da Síria.

Estes exemplos aqui referidos mostram- -nos razões de esperança de que o Mundo irá entrar na racionalidade e pretender atingir os fins prognosticados pelo comentador político Kishore Mahbubaini na sua «estratégia dos três M». ■

terça-feira, 10 de abril de 2018

A FORÇA DA JUVENTUDE GERA ESPERANÇA

A força da juventude gera esperança
(Publicado no semanário O DIABO em 10-04-18)

O futuro pertence aos jovens e, por isso, eles devem começar cedo a ser optimistas, entusiastas e positivamente inconformados com o ambiente opressivo em que são criados. Devem abrir os olhos para aquilo que é positivo e que merece o seu esforço para conseguir o seu futuro de dignidade, com respeito pelos mais válidos valores éticos e combater corajosamente as amarras socialmente patológicas com que os querem impedir de sonhos e de desenvolvimento. Devem exigir condições para crescer em idade, saber e civismo. E, neste, enquadra-se o respeito pelos outros, a recusa de injustiças, prepotências, exigências inúteis, etc.

Não podem deixar de ser motivos de esperança casos como os dos quatro projectos de investigação inovadores, de jovens investigadoras que estão a abrir novas pistas, a desbravar, no estudo das ciências da saúde e do ambiente, que mereceram as Medalhas de Honra L’Óreal Portugal 2018. Além da honra de terem sido escolhidos, entre mais de 70 candidaturas, vão receber também 15 mil euros cada, para aplicarem na continuação dos seus projectos de investigação.

Cito-as por ordem alfabética: Carina Crucho, investigadora no Instituto Superior Técnico, em Lisboa; Dulce Oliveira, estuda o clima do passado, no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA); Inês Bento, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), da Universidade de Lisboa; Margarida Fernandes, bolseira de pós-doutoramento na Universidade do Minho.

Estas quatro jovens merecem mais publicidade na Comunicação Social do que a que lhes foi dada e deve ser-lhes demonstrado o orgulho que temos nelas. Merecem mais tempo de antena do que qualquer malandrim a quem as TV dedicam muitas horas por dia. Elas dão-nos esperança de que a imagem de Portugal será recuperada. Parabéns a estas estudantes e investigadoras entusiastas.

Além destes casos, tem havido outros de projecção internacional e continuará a haver muitos mais, o que prova que o real valor dos portugueses está a ser revitalizado pelos jovens. Felizmente, Portugal não se evidencia apenas pelo futebol!

Mas o caso mais focado nas notícias é o que ocorreu nos EUA, em que sobreviventes do ataque em Parkland, Florida, em 14 de Fevereiro, em que um ex-aluno promoveu um massacre na escola Marjory Stoneman Douglas, matando 17 pessoas e deixando vários feridos, organizaram uma manifestação geral em todos os EUA que chegou a mais de 800 localidades e, em Washington DC, juntou meio milhão de pessoas, em que os discursos foram reservados aos menores de idade e gerou protestos solidários de Londres a Sydney, de Genebra a Tóquio.

A chamada geração dos tiroteios na Marcha Pelas Nossas Vidas foi um protesto global contra as armas, contra a permissividade da concessão de licença de uso e porte de arma e pela alteração da lei, de forma a restringir esse direito.

A sociedade tem vindo a cair na falta de respeito pelos outros, na insegurança, no crime. Estes jovens querem um mundo sem armas. Não querem mais mortes nas escolas, manifestando-se contra as armas e outros perigos e exigindo ao governo que actualize a legislação e deixe de se submeter aos lobbies do armamento. E gritaram «Basta. Nunca mais».

É muito positivo que a juventude aja para ter um futuro melhor. Cabe às gerações mais novas preparar o seu futuro, eliminando muita coisa errada da sociedade. Devem lutar por mais civismo e menos prepotências e arrogâncias dos detentores dos Poderes político, económico e financeiro.

António João Soares
03 de Abril de 2018

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O PR, A SUA ACTIVIDADE E O POVO



O Senhor Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, está a desenvolver a actividade que prometeu de proximidade e afecto em relação a todos os portugueses, tendo passado pelo Alentejo com o tempo todo dedicado ao convívio com cidadãos de todas as condições. Foram bem esclarecedoras as imagens que chegaram através das televisões acerca da reacção de agrado das pessoas.

Deu ânimo aos portugueses, despertando a esperança para um futuro melhor e apontando exemplos muito positivos de empreendedorismo, como foi o da produção de morangos por via hidropónica.
Mas o seu esforço precisa de ser aproveitado por autarquias, governantes e técnicos dos diversos sectores para que dele resulte aquilo que ele e os portugueses desejam. O PR não possui «poder executivo» e as suas palavras terão o efeito correspondente ao interesse de quem pode, no terreno, tirar delas o desejado resultado, com a colaboração entusiasmada das pessoas.

Desta forma, o PR está a tornar-se o homem mais dependente do chefe do Executivo, o PM António Costa. O PR cria esperanças mas nada pode decidir para as concretizar, porque esse poder pertence ao PM. E se o PM não puder ou não quiser resolver os problemas detectados pelo PR, ao sabor da vontade do povo, este que não compreende o sistema de competências, pode, quando houver novas visitas do PR, recebê-lo de forma menos amistosa.

Porém, se o PM, através do Governo e do estímulo às autarquias e outros serviços públicos, concretizar as ideias que o PR levanta durante as visitas, então as populações que receberem apoio para melhorar a sua qualidade de vida verão nele o salvador e PORTUGAL crescerá em vários aspectos da vida social e da economia. Oxalá tudo venha ao encontro dos melhores resultados.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

PÁSCOA, PRIMAVERA, RENOVAÇÃO, ESPERANÇA DE MELHOR FUTURO

Aproveitemos a festa da Primavera para rever os melhores Planos de vida harmoniosa


No primeiro fim-de-semana após a primeira Lua Cheia depois do equinócio da Primavera, festeja-se a chegada do semestre mais quente, das flores, do desabrochar da Natureza. É altura de dar morte a tuto o que é erva daninha, prejudicial, contrário à boa qualidade de vida das pessoas e da sociedade, limpar a casa retirar inutilidades que ocupam espaço e absorvem energias.

Depois é preciso fazer renascer, reabilitar os valores que nos podem ajudar a ter uma vida mais pacífica, harmoniosa e justa e que têm andado desprezados, pisados pelas ervas daninhas. Primavera é renascimento. Páscoa é Ressurreição.

Olhemos à nossa volta com lógica, com racionalidade, e separemos o Bem do Mal e sepultemos o mal, para, em vez dele, termos o Bem, em cima de um pedestal para nos iluminar o horizonte a fim de podermos eleger o bom caminho para um Futuro melhor. Mesmo que o presente seja difícil, devemos aceitá-lo, com o propósito de, em breve, o substituirmos por dias melhores.

Mas não esperemos que este resultado nos caia no prato da sopa sem algum esforço da nossa parte. Nada nos é dado gratuitamente a não ser a desgraça, precisamos de lutar contra a apatia, os hábitos fáceis, para depois, como resultado de tal luta, virem dias melhores.

Aproveitemos a Páscoa para varrer a casa e eliminar todo o lixo e o que é nefasto.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O MAIOR ATRACTIVO SERÁ A EXPLICAÇÃO DOS RESULTADOS


O artigo «Discurso de Passos marcado por uma palavra até agora proibida: "Optimismo"»  de Susete Francisco, publicado no Ionline, em 25 de Dezembro, pode suscitar reflexões parecidas com as seguintes:

NUM DISCURSO NESTA QUADRA DO ANO E A POUCOS MESES DE ELEIÇÕES, é difícil a um líder partidário, na função de PM e candidato à continuação nas funções, não adornar as suas palavras com ramos floridos de optimismo, esperança e confiança.

Mas, como tais promessas fantasiosas já foram, durante cerca de 4 anos, proferidas em vão e anuladas poucos dias depois, será melhor desistir de fazer promessas e, em contrapartida, falar dos RESULTADOS obtidos durante este mandato na MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO, nos sectores de Saúde, Educação, Justiça, Ordem Pública, Emprego, apoio a crianças, a idosos, reformados e deficientes, etc. O povo sacrificado pela austeridade, que ainda não parou de se agravar, deve ser informado dos dividendos obtidos do investimento de sacrifício que foi obrigado a fazer, ou saber se do seu sofrimento apenas resultou a produção de mais milionários, mais corrupção, etc, para benefício sempre dos mesmos.

Mas essas explicações dos resultados devem despir-se de habilidades de linguagem e ser claras, verdadeiras, para todos os portugueses compreenderem e poderem tirar as suas conclusões. Cada um vive com as conclusões que tira da informação que obtém e já não confia nas conclusões tiradas por pessoas que são parte do processo. Por lei, o arguido está autorizado a mentir e, por isso, a sua palavra não constitui prova da sua inocência.

Por favor, Sr PM mostre os resultados reais, bem visíveis e inequivocamente demonstráveis das medidas que tomou com o dinheiro que nos sacou em cortes diversos, supressão de subsídios e outros apoios, aumentos de impostos, etc, etc. Qual a melhoria da QUALIDADE DE VIDA dos mais pobres e desfavorecidos?

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PONTO DE VISTA DE ELEITOR APARTIDÁRIO


Achei interessante a originalidade da expressão de um cidadão (aparentemente isento e apartidário), que vou tentar reproduzir.

Quando uma pessoa se sente doente vai procurando recuperar com chá e mesinhas até que, como não melhora, decide ir ao médico, na esperança de, dentro de pouco tempo, sentir melhoras e, depois, recuperar completamente a sua alegria de viver e a energia anterior.

No nosso pais passou-se algo parecido. No primeiro semestre de 2011, houve uns sábios que diagnosticaram a doença do país reprovaram o PEC !V forçaram a entrega dos destinos do País à troika e prometeram salvar o País do mal de que sofria e, em 14 de Agosto de 2012, chegarem ao ponto de anunciar o fim da recessão em 2013.

Mas ao doente não melhorou, antes pelo contrário, terminou 2012 com o quarto maior défice e a terceira maior dívida na UE. E não contente com isso, depois de muitas promessas e previsões falhadas em 2013, a confusão nunca foi explicada, continua o mau tratamento ineficaz e prevê-se um 2014 com um dramático agravamento do doente, com cortes e restrições em todos os variados sectores da vida das pessoas.

Depois de tão constante agravamento, o doente ou se convence de que vai morrer da doença e aceita esse destino ou se enche de coragem e procura o parecer e o serviço de outro médico.

Achei graça à simplicidade e clareza deste raciocínio e relato-o na esperança de que o médico em acção reveja o tratamento da doença do seu doente e assuma a responsabilidade dos erros cometidos e da necessidade de aplicar uma terapia diferente e mais eficaz. E será que aparecerá médico melhor, neste bairro de pobres de espírito?

O que dirá a isto o supremo médico deste hospital, responsável porque tudo funcione bem, com a maior eficácia, para benefício de todos os doentes?

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

SINAIS POSITIVOS GERADORES DE ESPERANÇA


Após tanto tempo de angústia, de desespero, de sacrifícios e privações, sem vislumbrar uma ténue luz ao fundo do túnel, perece que estão a surgir os primeiros sinais positivos. Não convém ter esperanças eufóricas, mas são um estímulo para estarmos atentos a outras informações esperando que surjam cada vez mais provas de que o pior já passou. E, ao mesmo tempo, cada um na sua área de interesse, pessoal, familiar e profissional fazer tudo o que puder para que o futuro pessoal e colectivo passe a ser o mais desejado para a felicidade de todos e o crescimento toda economia de Portugal e da sua distribuição mais racional e socialmente justa.

Eis alguns dos referidos sinais:

- Indicador do Banco de Portugal aponta para recessão mais branda no segundo trimestre

- Há dois anos que o indicador da actividade económica não caia tão pouco em Portugal

- Citigroup menos pessimista com evolução da economia portuguesa

- Governador do Banco de Espanha acredita que “o pior já ficou para trás”

- Portugal foi o país da OCDE onde a produtividade do trabalho mais subiu

- Actividade económica na Zona Euro supera estimativas em Junho

- Poder de compra dos portugueses está 25% abaixo da média europeia

- Cavaco apela a medidas imediatas de combate à pobreza

- Confiança dos investidores alemães sobe acima do esperado em Junho

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

PR DEPOSITA ESPERANÇA NUM MILAGRE


Vejamos as notícias:

Avaliação da troika foi "inspiração da nossa Senhora de Fátima"
Cavaco invoca São Jorge para pedir melhores dias

Já há quem se interrogue se a próxima reunião do Conselho de Estado terá lugar em Fátima ou num Santuário de S. Jorge.

Entretanto, na espera atenta de sinais de milagre, surge a notícia:
Cavaco diz que Portugal precisa de "boas notícias"

E que dizem a isto os elementos do Governo mais responsáveis pala gestão da vida colectiva dos portugueses, em quem já nem o PR parece depositar confiança e esperança?

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Desemprego e uma nova sociedade


O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, na Sé de Braga, na homilia da missa de domingo de ramos, disse que o fenómeno do desemprego "deve ser tratado como uma tragédia e não como estatística económica".

Mostrou-se preocupado porque «os números são bastante claros: Portugal atingiu quase um milhão de desempregados e, desses, 40% são jovens»

Aconselhou que "é proibido desistir", pois «custa ver tanta gente nova a desistir de lutar por um futuro melhor».

Lamentou que "nos últimos tempos, parece que a esperança tem dado lugar ao desânimo na agenda de muitos jovens".

E apontou uma saída, "numa sociedade tão cansada de promessas políticas, repleta de palavras gastas e esgotada de teorias utópicas, são gestos alternativos como os que o papa Francisco está a operar que conferem toda a esperança, tornando-se numa referência social".

E deu o alerta da partida para a necessidade de construir uma nova sociedade, "na qual as pessoas passam da periferia para o centro de decisão", uma nova identidade humana, "privilegiando os mais fracos, os mais pobres e os mais pequeninos.

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Passos lamenta injustiça social


Julgo merecer a mais profunda meditação a seguinte frase retirada de notícia do Jornal de Negócios de ontem, segundo a qual Passos Coelho lamenta:

"Tivemos uma sociedade pouco dinâmica em que a mobilidade social foi escassa e em que uma percentagem muito pequena das pessoas acumulou uma parte significativa da riqueza e depois a larga maioria da população se encontra num limiar muito próximo da pobreza".

Como não se trata de um vulgar cidadão, «blogger» ou «agit prop», mas sim de um alto responsável da estrutura do Estado, já com 20 meses de experiência no actual cargo, seria bom que explicasse aos portugueses as correcções que, em tal período, introduziu na sociedade e quais os resultados já conseguidos, que esclarecesse, com verdade e transparência, os cidadãos, por forma a estimular neles um maior respeito pelos governantes e uma justificada esperança quanto ao futuro dos próprios e dos seus descendentes; seria bom que informasse com valores traduzidos em quantidade de salários mínimos, quantas pensões se situam acima dos 10 salários mínimos, acima dos 15, acima dos 20, etc.; seria interessante informar quantos salários mínimos (incluindo subsídios, mordomias, telemóvel, cartão de crédito, carro, etc) recebem deputados, assessores, «especialistas», responsáveis por instituições públicas ou subsidiadas pelo Estado, tais como fundações, observatórios, empresas públicas e municipais, etc.

O que tem sido feito, nos últimos 20 meses para bem da justiça social, reduzindo o fosso entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres e, assim, criar justiça social e gerar mais dinamismo na sociedade?

Quanto a pensões, tem sido defendida a criação de um tecto. Há sintomas de que a pensão de reforma deixou de ser a devolução ao beneficiário da importância acumulada dos descontos sofridos durante a vida activa, para ser um «benefício social», uma benesse do Estado. Esse conceito conduz, por justiça social, ao referido tecto. O reformado deve ser apoiado para viver o resto da vida com dignidade, mas nada justifica que o Estado lhe garanta uma vida de fausto e de ostentação. Se isso foi justo no desempenho de funções, para dignidade e prestígio destas, deixou de ser necessário na reforma e se o reformado tiver amealhado poupanças poderá, por sua conta, a fazer ostentação e usar dos luxos que puder, mas não ser isso uma condicionante do volume da pensão, que deve ser digna e com alguma consideração pela sua posição social e hábitos, o que justifica que o tecto possa ir acima dos 10 salários mínimos, o que já constitui uma diferenciação considerável em relação aos mais carenciados.

Sem haver medidas correctas e um leal esclarecimento que tire as dúvidas dos contribuintes acerca do emprego do dinheiro dos impostos, a confiança nos governantes esbate-se e a esperança no futuro esfuma-se, o que pode originar desagradáveis situações de ordem pública nada parecidas com o simples cântico da «Grândola, Vila Morena do dia 14 na AR.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Em 2013, haja alguma esperança

Gostaria de desejar a todos os amigos, a todos os portugueses, que 2013 lhes traga aquilo que mais desejarem, que se sintam felizes. Mas, dada a previsão da notícia referida a seguir e não se prever bonança tenho que acrescentar «quanto possível».

- “2013 vai ser pior do que 2012”, diz Marcelo Rebelo de Sousa

Talvez o amigo visitante pretenda ver também as seguintes notícias que pode abrir fazendo clic no título respectivo.

- Mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho na íntegra

- Cardeal exorta católicos a estarem “atentos” às inquietações das pessoas

- Discurso Natal: Passos Coelho a (tentar) seduzir Marcelo Rebelo de Sousa!

- Oposição critica mensagem de Natal do primeiro-ministro

- PS diz que mensagem de Passos "não cola com a realidade"

- BE diz que sempre que Passos anuncia fim da crise seguem-se mais sacrificios

- Mensagem do primeiro-ministro foi "patética"

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Jovens que querem crescer e mudar o mundo

Várias vezes aqui se referiu que a esperança de mudanças para um mundo melhor reside nos jovens e, agora, sentimos o prazer de ver que o Jornal de Notícias traz um sinal de jovens que querem crescer e dizem




Foto de Miguel Gonçalves


Deve ser lido e divulgado.

A iniciativa merece todo o apoio.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A «religião» de Passos Coelho

O título da notícia "Acredito no meu país, acredito na Europa", disse Passos Coelho na Guarda é curioso mas é vazio de mensagem e, por isso, sugere a leitura, mas desta não resulta uma ideia que arraste os portugueses para o desejado conforto de esperança no futuro.

Devemos respeitar a religião de cada um, a sua fé a sua crença, aquilo em que acredita. Mas não somos obrigados a mudar de religião só porque o missionário diz que acredita. Dizer que «os resultados das medidas tomadas "já são visíveis"» sem os mostrar para os vermos e deles nos convencermos, não basta, não convence quem hoje vive aflito e cheio de preocupações e dúvidas acerca do amanhã.

É bom ver optimismo nas palavras do PM, mas como já estamos habituados a tanta banha de cobra, e às promessas não cumpridas da campanha eleitoral com que os portugueses foram levados, são precisos factos, dados indiscutíveis para transmitir optimismo às pessoas menos sonolentas.

Ao fim de 7 meses de governo, já não é convincente ficar por palavras vagas de desejos e esperança e de falar de medidas que não concretiza. Já é altura de mostrar resultados, mesmo que ainda incipientes, mas em vias de crescerem de se concretizarem para melhorar a vida da economia nacional, a dos consumidores e trabalhadores mais carentes (inclusivamente de emprego).

Mas continuamos a falar de estudos. Faz lembrar o tempo de Guterres em que prometeu diálogo, mas não saía do diálogo, não tirava dele conclusões traduzidas em decisões correctas para bem dos portugueses. Os estudos, em vez de produzirem soluções adequadas, podem ser manobra dilatória para «encanar a perna à rã», ficar pela hesitação entre o emaranhado de hipóteses não devidamente avaliadas e estéreis por não haver clarividência e coragem para a decisão, para a escolha da melhor. Mas para tal escolha, é indispensável que o estudo comece por definir o objectivo desejado tendo em vista a missão como dizem os militares nas suas grandes operações bélicas. Sem saber para onde se deseja ir, não é possível pensar na escolha do itinerário a seguir. E, segundo diz um conhecido político, parece que a prioridade é a de facilitar despedimentos. Certamente que ele exagera, mas é preciso demonstrar que não é esse o objectivo e esclarecer qual é.

Sejamos práticos e objectivos: O que se quer para os portugueses? Para o obter, que medidas é preciso tomar em cada um dos diversos sectores? Como as pôr em prática? Como controlar a acção que elas desencadeiam, para não haver desvios, corrupção, distorções anti-sociais?

Não podemos perder de vista a importância da metodologia de preparação da decisão e devemos seguir o essencial de alguns exemplos de países de sucesso. Por exemplo, a Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros. Que tal, dinamizar a nossa Justiça para ser mais rápida e aplicar a lei para «todos» os portugueses, sem excepção?

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ciência em destaque em Portugal

É frequente ouvir políticos e comentadores dizer que a educação, o ensino, constitui a pedra basilar para a recuperação de Portugal com vista a um lugar digno no futuro da humanidade mas, nos momentos solenes em que são distribuídos prémios e comendas, raramente se nota que seja dado destaque aos factores, como este, que serão a mola para um futuro mais próspero.

Por isso, devemos realçar notícias a notícias como estas que nos enchem o peito com esperança em dias melhores p+ara os nossos descendentes:

Publicação científica portuguesa triplica em dez anos
Público. 10.02.2012 - 19:06 Por Nicolau Ferreira

Cientistas da Universidade do Algarve descobrem ser vivo mais velho da Terra
Público. 10.02.2012 - 21:30

Devemos sentir prazer neste bons sinais de que Portugal tem potencialidades que o podem elevar acima das crises que nos torturam, criadas por más governações. Seria bom que os políticos aprendessem com os melhores portugueses a fim de darem a gestão mais eficaz da causa pública merecida pelas elites científicas e de outras profissões que têm efeitos directos na economia nacional e no bem estar da generalidade dos portugueses.

Imagem do PÚBLICO

sábado, 28 de maio de 2011

Confiança em Perda


Quando um avião entra em perda, por qualquer deficiência de potência, será difícil evitar a aterragem forçada ou a queda. Situação semelhante se pode passar quando se perde a confiança, pelo que é preocupante que haja Famílias portuguesas cada vez menos confiantes na economia.

E a perda de confiança das famílias não acontece por acaso, pois são muitos os sinais preocupantes que a Comunicação Social transmite:

Finanças confirmam “ajustamentos pontuais” entre as duas versões do acordo com a troika

Eduardo Catroga desconhece “completamente” existência de duas versões do acordo com a ‘troika’

Passos exige explicações sobre alterações ao acordo com a "troika"

Acordo com a troika “não permite ficar pela cosmética”, diz Carlos Costa

Desconhecimento de segundo texto do acordo da troika é “inacreditável”, diz Ribeiro e Castro

CDS não foi informado de alterações ao acordo com a "troika" e já pediu explicações

Portas diz não ter sido informado de alterações ao acordo

“Então não sabem o que é que assinaram?”, pergunta Louçã sobre acordo com a troika

Louçã: "Então não sabiam do que falavam?"

Sócrates diz que partidos tinham conhecimento de dois documentos sobre ajuda externa

Sócrates fala em "compatibilização" de documentos e partidos assinaram ambos

Jerónimo de Sousa: "Tanta pressa para tramar os trabalhadores"

Finanças confirmam "ajustamentos pontuais" do acordo com a troika

Parece que o acordo com a troika é muito semelhante aos PECs que se sucederam em várias versões, até chegar a uma nova fase antes declarada indesejável. Por isso, é compreensível que haja muitas dúvidas acerca dos dias que hão-de vir!!!

Imagem do Google

segunda-feira, 16 de maio de 2011

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Falta de credibilidade gera falta de esperança

Os avanços e recuos, as hesitações, o deixar andar, as medidas avulsas desinseridas de uma orientação estratégica, as inverdades arrogantes para criar ilusões, retiram credibilidade a entidades que deviam estar acima de qualquer suspeita e merecer a confiança e o respeito dos cidadãos.

Há dias na AR, apesar do pano de fundo dever ser a crise que asfixia a maior parte dos portugueses, assistiu-se a troca de «galhardetes» entre líderes políticos, sem conteúdo e com tom e linguagem que têm que ser muito burilados para atingirem o nível das discussões entre vendedeiras de peixe na praça do Bulhão. Ou se esqueceram de que a televisão estava a transmitir em directo ou então têm mesmo falta de chá.

Quanto a este tema, o recente artigo no JN de Honório Novo começa com o seguinte: «Na entrevista à RTP, Sócrates garantiu que em 2011 não serão precisas mais medidas de austeridade; preparemo-nos pois, que o mais certo é vir a caminho o PEC IV! De facto, a confiança na palavra de Sócrates atingiu níveis tão baixos que o melhor é pensar no contrário do que o homem disser.»

Também Nuno Saraiva disse no seu artigo do DN: « A minha avó Luísa, com a sabedoria popular de quem anda por cá há mais de 90 anos, dizia esta semana, a propósito das medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro: "Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo."»

E o ex-Presidente Jorge Sampaio disse: «“Há desenvolvimentos extremamente positivos. Mas temo que cresça o fosso entre os decisores e os cidadãos em geral. Isso é muito mau para a coesão social que o país tem de ter, a única maneira de poder avançar por entre as vicissitudes da globalização. E, por outro lado, uma vida política e democrática ainda muito pouco participada...Estamos a cair num desinteresse e numa modorra que é relativamente difícil. E sobretudo temos de combater a falta de esperança”,

Estas opiniões vêm ao encontro daquilo que ficou escrito no post «Esperança»

Imagem da Net