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terça-feira, 6 de março de 2018

ACÇÕES PRECISAM-SE. PROMESSAS COM PALAVRAS BALOFAS DISPENSAM-SE

Acções precisam-se. Promessas com palavras balofas dispensam-se
(Publicado no semanário O DIABO em 6-03-2018)

Portugal precisa de acções concretas e não de promessas falaciosas, com palavras encantadoras mas vazias de conteúdo prático e concretizável.

Já em 18 de outubro de 2016, em Artigo no semanário O DIABO, referia os inconvenientes de «promessas e decisões anunciadas precocemente», mas a propaganda destinada a obscurecer as realidades e a enganar e iludir o povo continua a ser uma ferramenta diabólica nas mãos de governantes. Jogam com o adormecimento e a ilusão do povo, esquecendo que ele acabará por despertar da anestesia e modorra a que o submetem e, em consequência, perderá a confiança e o respeito por quem o governa.

A Comunicação Social vem colaborando com o Governo mas não pode evitar que as suas notícias sejam interpretadas por quem esteja com alguma atenção e interesse sobre a gestão dos interesses nacionais. Com efeito, no passado dia 18 de Fevereiro, o MAI em demorada entrevista, apresentou medidas, projectos e planos que não passaram de intenções ou promessas enganadoras (os próximos meses o dirão) sobre a prevenção de fogos florestais e preparação de um combate eficaz daqueles que não tenham sido evitados. Três dias depois, em 21 de Fevereiro, veio notícia de medidas (ou simplesmente promessas) tomadas pelo Ministério da Agricultura para fazer face à seca que parece aproximar-se de forma persistente. Ficou, desde logo, claro que a concretização dessas promessas ou medidas, mesmo que realizada, apareceria daqui a muito tempo.

Entretanto, no dia 24, segundo dados da Protecção Civil, estavam em curso pelas 13H45, no norte e centro do País, nove incêndios rurais, três em povoamento florestal e os restantes em zona de mato e terrenos agrícolas. Isto passa-se cerca de oito meses após a tragédia de Pedrógão Grande, o que faz perguntar: que medidas preventivas e de reforço do sistema de combate foram implementadas neste período de tempo? Se em oito meses nada parece ter sido feito, que esperança pode haver para a próxima temporada que iniciará daqui a cerca de 3 meses, ou que já começou como mostram os incêndios do passado dia 24? Que confiança podemos depositar em quem nos governa e que nos sobrecarrega com tantos impostos taxas e taxinhas? Mas a falta de confiança não surge apenas daqui. Após os oito meses decorridos sobre Pedrógão Grande e os fracassos do SIRESPE, como explicar a falta de telefone fixo, em Vale da Ameixoeira, concelho da Sertã, um morador de 79 anos, com problemas de visão e cardíacos, teve de percorrer dois quilómetros a pé para poder ligar ao INEM, depois da mulher se ter sentido mal. Com esse esforço, o idoso conseguiu contactar os serviços de emergência, mas foi em vão porque quando os bombeiros chegaram, uma hora depois, já a doente Maria dos Santos tinha morrido.

Mas, oito meses depois da tragédia de Pedrógão Grande, aparece a notícia de que a «Anacom está a fiscalizar falhas nos telefones nas zonas afetadas pelos fogos»!!! Até quando durará esta fiscalização? Quando terminará a reparação das falhas verificadas? E que garantia temos de haver medidas preventivas para que elas não se repitam, sem apelo nem agravo? No entanto o ministro do Planeamento e das Infraestruturas afirmou a sua confiança na Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que está no terreno a fiscalizar as condições de reposição do funcionamento dos serviços e sublinho que estes serviços são essenciais "para coesão territorial e para a vida das populações". Pois!!!

Pensar no futuro é prevenir acontecimentos como os que têm sido verificados. O verão que se aproxima pode ser seco e quente, propício para incêndios florestais. Prevenir é indispensável, e próprio de pessoas inteligentes e com sentido de responsabilidade e respeito pelas populações. Não é com promessas incumpridas que se melhora a qualidade de vida dos cidadãos.

António João Soares
27 de Fevereiro de 2018

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

PROMESSAS E DECISÔES ANUNCIADAS PRECOCEMENTE


Promessas e decisões anunciadas precocemente
(Publicado em O DIABO de 18 de Outubro de 2016)

Por vezes, deparam-se situações em que, talvez, a ansiedade de transmitir esperança, afecto e apoio espiritual, leve pessoas, ocupando cargos de grande responsabilidade, a cometer erros gravíssimos de difusão de promessas que «garantem» e «asseguram» mas que não são mais do que impulsos, caprichos, intenções, que não passaram pelo estudo e análise como preconiza a metodologia referida no texto «preparar a decisão» publicado em O Diabo de 27 de Setembro. Aquela ou outra metodologia parecida mostra que a elaboração da decisão é um processo mental sem rigor suficiente para garantir seja o que for, mas com a consistência necessária para procurar a melhor solução, sem desprezar apoios de opiniões, sugestões e propostas de quem conheça a complexidade do problema e possa contribuir para que a decisão seja inteligente, racional, lógica e realmente bem adequada ao assunto a resolver. Recordo que, na fase da elaboração da lista de soluções possíveis, o falecido General Betencourt Rodrigues costumava dizer «agora, durante cinco minutos, a asneira é livre».

Em fases do estudo, como esta, não convém que saia a público uma das «asneiras» do gosto do orador e que a prometa, assegure e garanta. Houve recentemente, acerca da preparação do orçamento, afirmações contraditórias de membros do Governo com alta responsabilidade sobre medidas que iriam ser tomadas. Isto descredibiliza as pessoas que, depois, dificilmente se podem fazer acreditar.

No texto «amar Portugal sem submissão a partido» publicado em O Diabo de 4 de outubro, sugeria-se a colaboração de grupos de pessoas esclarecidas, de diversas cores, para, em gabinete fechado, procederem a análises imparciais, centradas no interesse nacional, a fim de procurar as melhores estratégias e tácticas para construir o futuro do Pais. Nenhuma afirmação proferida em tal ambiente deve ser afirmada em público por um governante, como promessa garantida, para que depois não venha outro membro do mesmo governo afirmar coisa diferente sobre o mesmo assunto.

Perante tal linguajar, o povo, se tal hipótese o beneficia, reagirá com apoio e cria uma esperança, mais ou menos eufórica que, no caso de não vir a concretizar-se pode dar para o outro lado, dar para o torto. Também os insatisfeitos com a hipótese desenvolverão pressões que, depois, dificultarão a vida de quem tem que governar todos. Por isso, há que evitar referir aquilo que ainda está em estudo, como sendo uma coisa garantida e segura.

Não é oportuno listar todos os casos de contradições e negações recentes, porque entretanto tudo consta já no projecto de Orçamento, aprovado por Conselho de Ministros depois de todos os retoques que foram julgados convenientes. Mas, atenção, que nunca agradará a todos.

E há uma reflexão que já foi referida algumas vezes. Se o orçamento é um programa de gestão em que constam as despesas e investimentos a realizar com as receitas disponíveis, em que a diferença entre as somas de umas e de outras deve ser ZERO, porque se prevê antecipadamente que haja um défice? Seria preferível que houvesse um superávite. Essa é a regra das contas familiares em que deve procurar-se, sempre que possível, uma poupança. O défice que a própria UE aceita e ao qual estabelece limite, é um gerador de dívida que crescerá até a um momento impossível de tolerar. Triste herança se está a preparar para os vindouros. Que ideia terão, acerca do défice e da dívida, os altos ocupantes da liderança da UE?

A João Soares
12-10-2016

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

OPTIMISMO ERA APENAS FANTASIA DE UM MÁGICO

Em resposta a um e-mail que encontrei na caixa de entradas, esta manhã, saiu esta reflexão:
(do e-mail para D R F em 150101 às 07h16)

Espero que já estejas recuperado da «grande trabalheira». As tuas desculpas são exageradas e desnecessárias entre amigos. Falhar nas intenções e promessas é demasiado usual na nossa vida actual, como bem demonstra o PM que não se dá ao trabalho de se desculpar com as «grandes trabalheiras». Mas estou à espera que justifique as desilusões que nos causa, alegando, como nos tem habituado há mais de três anos, à má governação anterior, desde 2011, que, com uma austeridade incurável, nos tem obrigado a abrir, sucessivamente, mais furos no cinto, ao ponto de o sentirmos já amarrado às vértebras.

Há dias, fez um discurso que veio em notícias com títulos de OPTIMISMO. Foi puro malabarismo passista ou passado de que hoje começamos a ver a fantasia desaparecer com aumento dos preços da electricidade, da água, do gás e dos combustíveis. Grande mágico este OPTIMISTA. Já tem um longo treino de promessas fantasiosas não cumpridas e o percurso tem vindo a ser muito regular no empobrecimento de quem ainda não era pobre e no enriquecimento de quem ainda não era tão rico como desejava mas tem vivido sob a protecção do Poder. Quem beneficia com a nova versão da austeridade? Certamente os milionários já existentes e os muitos que pendularmente aparecem a aumentar a lista. Mas a culpa é do passado, com o Passos a gerir o leme, com a sua determinação desajustadamente orientada.

E apesar de tanta determinação anunciada, interrogamo-nos sobre o que impediu que fizesse a prometida REFORMA ESTRUTURAL DO ESTADO que, se tivesse sido cumprida com competência e rigor, teria cortado a burocracia para o mínimo indispensável e dado uma machadada na corrupção. Mas isso não convinha aos seus «boys» de quem ele é «determinado» protector e simultaneamente subordinado, numa ininterrupta troca de favores.

Agradeço-te os votos e desejo que tenhamos um ANO MELHOR, usando o conceito realista do nosso amigo Caniné
 Imagem de arquivo

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O MAIOR ATRACTIVO SERÁ A EXPLICAÇÃO DOS RESULTADOS


O artigo «Discurso de Passos marcado por uma palavra até agora proibida: "Optimismo"»  de Susete Francisco, publicado no Ionline, em 25 de Dezembro, pode suscitar reflexões parecidas com as seguintes:

NUM DISCURSO NESTA QUADRA DO ANO E A POUCOS MESES DE ELEIÇÕES, é difícil a um líder partidário, na função de PM e candidato à continuação nas funções, não adornar as suas palavras com ramos floridos de optimismo, esperança e confiança.

Mas, como tais promessas fantasiosas já foram, durante cerca de 4 anos, proferidas em vão e anuladas poucos dias depois, será melhor desistir de fazer promessas e, em contrapartida, falar dos RESULTADOS obtidos durante este mandato na MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO, nos sectores de Saúde, Educação, Justiça, Ordem Pública, Emprego, apoio a crianças, a idosos, reformados e deficientes, etc. O povo sacrificado pela austeridade, que ainda não parou de se agravar, deve ser informado dos dividendos obtidos do investimento de sacrifício que foi obrigado a fazer, ou saber se do seu sofrimento apenas resultou a produção de mais milionários, mais corrupção, etc, para benefício sempre dos mesmos.

Mas essas explicações dos resultados devem despir-se de habilidades de linguagem e ser claras, verdadeiras, para todos os portugueses compreenderem e poderem tirar as suas conclusões. Cada um vive com as conclusões que tira da informação que obtém e já não confia nas conclusões tiradas por pessoas que são parte do processo. Por lei, o arguido está autorizado a mentir e, por isso, a sua palavra não constitui prova da sua inocência.

Por favor, Sr PM mostre os resultados reais, bem visíveis e inequivocamente demonstráveis das medidas que tomou com o dinheiro que nos sacou em cortes diversos, supressão de subsídios e outros apoios, aumentos de impostos, etc, etc. Qual a melhoria da QUALIDADE DE VIDA dos mais pobres e desfavorecidos?

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

PASSOS COM AS MELHORES INTENÇÕES !!!




Passos Coelho, tem tido o dom de frequentemente «informar» os cidadãos de que tem boas intenções e ainda não deixou essa actividade prazerosa. Das promessas contidas nas intenções de há três anos a esta parte já conhecemos, ou não, os resultados para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Essa constatação permite-nos avaliar quais serão os resultados das intenções agora confessadas, quer no Pontal quer noutros locais e ocasiões. E agora, tal como antes das eleições de 2011, muita esperança ilusória vai ser fomentada nas mentes menos esclarecidas e mais inocentes.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ENGANOS COM PROMESSAS E ESPERANÇAS


Neste momento em que se recomeça a abusar das PROMESSAS e da ESPERANÇA é bom reflectir sobre tais manobras de embrutecimento das pessoas menos prevenidas.

Como parece não haver informação a dar acerca de realizações efectuadas para bem de Portugal e como se aproximam variadas eleições – dentro do PSD, para o Parlamento Europeu, para PR e para a AR – os governantes colocam de lado os verdadeiros interesses nacionais e ocupam-se com os interesses dos partidos e dos que pretendem ser candidatos.

Para isso, sem factos realizados para bem dos portugueses, abusam de promessas e esperanças. Foi o PM a «esperar» que até fins de Julho recomecem os trabalhos no túnel do Marão e agora o MAI a dizer que «quer» ter o dispositivo operacional de combate aos incêndios do verão deste ano aprovado em meados de março, daqui a cerca de dois meses. Para quê fazer tal alusão com tanta antecedência?

Como portugueses interessados, devemos procurar compreender estas manifestações de vontade e de esperança. Mas a realidade é que os funcionários e os reformados públicos recebem hoje, de facto, sem falsas esperanças nem ilusões, muito menos do que recebiam no Governo anterior. Contra factos não há argumentos. E a vida destas pessoas não se gere com a vontade e as esperanças dos governantes, mas sim com decisões e medidas correctas e socialmente adequadas. Os lesados concretamente não estão muito interessados em fantasiosas vontades de ministro para daqui a dois meses ou a esperança do PM para de hoje a seis meses

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domingo, 19 de janeiro de 2014

PM NÃO PROMETE, TEM ESPERANÇA

Passos Coelho, em visita a Bragança na campanha de candidato a líder do seu partido, disse, na qualidade de PM, que espera retomar as obras do túnel do Marão no primeiro semestre de 2014.

Não devemos deixar de reparar que há dois anos, ao fazer promessas, usava a ênfase «garantir», «assegurar» acerca de afirmações que pouco depois evidenciavam ser pura falácia. Agora, Governo perdeu a bússola e revela estar "perdido e desnorteado". E, o que é gritante é que não consegue anunciar o reinício das obras TÚNEL DO MARÃO, mas quer ganhar trunfos falando disso e, como já não tem força anímica para prometer, só consegue dizer que ESPERA. Depois de tantos incumprimentos, quem será que o acompanha nessa fé? Continuamos à espera de uma real Reforma do Estado, com profundos cortes nas gorduras da máquina administrativa, limitação de apoios a fundações que tenham utilidade para os portugueses em geral, eliminação de instituições e empresas públicas e municipais que não tenham efectiva utilidade pública, redução da burocracia ao mínimo indispensável, agilização da Justiça para processar todas as decisões que não contribuam para o Bem Público, combate a à corrupção, ao tráfico de influências, ao enriquecimento ilícito, às negociatas, à promiscuidade de interesses públicos e privados, ao compadrio, ao exagerado número de assessores, às mordomias e aos gastos de dinheiro público, etc, etc.

Por outro lado, manifesta tal esperança numa regiãoa em que as pessoas estão interessadas na rápida conclusão da obra e estão convictas de que Rui Rio é o mais bem preparado para governar o país e, portanto, para ser eleito presidente do partido.

As coisas não estão a correr bem para Passos como se vê pela polémica levantada no Parlamento pela «jota» acerca da qual o seu camarada de partido Marques Mendes disse que o referendo à co-adopção “é uma golpada”. E, curiosamente, Passos apressou-se a dizer que não deu qualquer indicação sobre referendo à co-adopção.

Enfim, constata-se que a meteorologia do PSD está, realmente, pouco animadora.

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

JOGOS DE PALAVRAS


Há jogos que servem de passa-tempo, ou para passar o tempo, há os culturais e há os infantis, há os de azar e sorte e há os de interesse, para ganhar uma taça, um título, um negócio, etc. E há outros que são difíceis de classificar e, com inocência e credulidade poderemos crer que servem apenas para passar o tempo, à espera que haja um milagre.

Por exemplo, Gaspar admite reduzir impostos assim que possível, o que nem parece ser jogo de palavras, pois Monsieur de La Palisse não ousaria dizer coisa de maior ciência ou intelectualidade. Isto nem sequer pode ser considerado promessa, mas apenas um punhado de areia lançado aos olhos dos inocentes e incautos. Não diz quando nem quanto nem como, enfim, não diz nada. E, por tal razão, seria preferível estar calado.

Mas não está sozinho, pois o seu chefe de Governo, talvez para não perder a cartada no referido jogo, sugere algo parecido, com efeito semelhante, quando diz que Governo trabalha para baixar IRS mas não faz "promessa".

Que brilhantismo, que genialidade, o destas tiradas de grande efeito, que mereceriam elogios dos nossos escritores consagrados como Eça de Queiroz ou outros da grande família lusíada!

Como a minha modesta condição não me permite sondar tão altos desígnios, sinto-me forçado a partilhar a «ignorância» de Constança Cunha e Sá pois não percebo do que o Governo fala.

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

PASSOS QUERERÁ MESMO CONTINUAR POR MAIS SEIS ANOS??



Da notícia FMI alerta para perda de apoio político e social ao programa de ajustamento  transcreve-se o seguinte parágrafo:

«O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece que o consenso social e político que tem permitido implementar o programa de ajustamento em Portugal “enfraqueceu de forma significativa”. No relatório da sétima avaliação, o Fundo avisa que esta situação conjugada com a melhoria do ambiente nos mercados internacionais está a fragilizar a vontade de realizar reformas. O organismo reconhece que a retoma económica está a demorar mais do que o previsto, o que levou à flexibilização das metas orçamentais. No entanto, assinala que a falta de iniciativas com impacto no aumento da competitividade no curto prazo, aumenta o risco do ajustamento continuar a ser feito através de mais medidas recessivas.»

Este alerta e as preocupações nele referidas condizem com as seguintes notícias:

FMI avisa que dívida pública poderá chegar aos 140% do PIB
Défice em contabilidade pública vai poder atingir os 8,9 mil milhões de euros este ano
Pensões no Estado reduzidas para 80% do último salário a partir de 2014
Eduardo Catroga: 'Surpreenderam-me os erros políticos de Passos'

Mas tais notícias deixam confuso qualquer português de cultura média e grande empenho em observar os passos que estamos a dar para amanhã, e os sinais vindos dos timoneiros, ao comparar este cenário pouco animador com as seguintes notícias recentes

Passos Coelho: “Tenho muito orgulho no trabalho que estou a fazer”
Passos Coelho não tem medo de eleições nem dos portugueses
Passos quer mais seis anos. Pois...
Passos quer dar a cara em 2015
Querer (nem sempre) é Poder !!!

Depois de uma curta meditação sobre tanta confusão, surge a perplexidade: Qual seria a finalidade e os fundamentos da declaração do PM em 08-06-2013 de que pensa candidatar-se a novo mandato em 2015? A quem se dirigia tal mensagem? Queria ameaçar quem? Será que pensa que tais palavras levantam o moral e a confiança num futuro melhor da maioria dos portugueses? Depois de tantos projectos fantasiosos não materializados, o povo jã perdeu a confiança em promessas que mais se parecem com cortinas de fumo, de camuflagens destinadas a desviar as atenções de casos graves que mostram a inutilidade da austeridade que tem «esmagado» as populações distante dos gabinetes do Poder como se vê quando a dívida, em vez de diminuir, está a aumentar até aos 140% do PIB.

Quem poderá ajudar o espírito dos portugueses a obter alguma tranquilidade e confiança?

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sábado, 4 de maio de 2013

PASSOS COELHO GARANTE, MAIS UMA VEZ!!


Depois de muitas «afirmações» do tipo «garanto que», «asseguro que», «custe o que custar», surge a notícia Passos Coelho garante que “não haverá pântano em Portugal enquanto for primeiro-ministro”.

Como não concretizou promessas «garantidas» e «asseguradas» esta afirmação não traz alívio nem esperança, até porque o «bom caminho» que está a ser seguido, não é de bom augúrio. Mas, dada a parte final da afirmação, pode ser que esteja a planear sair em breve de primeiro-ministro.

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESPIRAL RECESSIVA NÃO INFLECTE


Apesar de sucessivas previsões falhadas por excessivo optimismo e de promessas não cumpridas por terem sido irreais e tendentes a criar infundadas esperanças, as notícias mostram que a nível das realidades palpáveis, a «espiral recessiva» não evidenciam sinais de inflexão.

Não é animador saber que 21 falências entram por dia em tribunal, e que os casos de insolvências de pessoas singulares continuaram a aumentar. O próprio ministro Gaspar diz que cortes ascendem a 4700 milhões entre 2014 e 2016, o que, como a experiência de dois anos aconselha, devemos acrescentar uma percentagem de segurança ao volume dos cortes e ao prazo que ele indica. Por outro lado, empresas públicas agravam prejuízos, o que é compreensível por os seus gestores serem escolhidos pelo poder e não por concursos públicos honestos na apreciação dos currículos.

Mas o mais significativo, do ponto de vista da opinião pública, poderá ser o caso de VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) e profissionais terem ficado retidos por falta de crédito para pagar combustível, durante demasiado tempo, de que poderia ter resultado perda de vidas de pessoas à espera de socorro.

E não deixa de ser grave que, apesar da austeridade e dos cortes já com muito tempo de funcionamento, em vez de a dívida pública ter sido reduzida, consta que aumenta 131 milhões de euros por mês, o que leva a concluir que não há motivo para esperar a paragem da «espiral recessiva» e muito menos da sua inflexão. Certamente, não há vontade ou coragem para fazer parar o esbanjamento de dinheiro público, referido no post austeridade em 2013 e 2014 ??? e nos elementos nela linkados.

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terça-feira, 26 de março de 2013

Governo já viu o mar !!!


O secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, defendeu que o mar «ainda não é» um «fator determinante» na economia nacional e que há que «inverter esta situação».

Declarou que se pretende com a Estratégia Nacional para o Mar (ENM) promover a «valorização» económica, social e ambiental com «benefícios de prosperidade« para «todos os portugueses».


Disse que está em fase de discussão pública, a pesquisa e conhecimento, exploração dos recursos que o meio ambiente do mar oferece e a preservação.

Destacou que se pretende que sejam criados uma série de projetos para estes vetores da ENM.


Um governo, depois de 21 meses de actividade, devia ter vergonha de, em vez de mostrar medidas já decididas e acções já em desenvolvimento, se limitar a vir com desejos, intenções e promessas vagas como se ainda estivesse em campanha eleitoral.
As palavras do secretário de Estado do Mar, ficariam bem num elemento da oposição a fazer crítica ao Governo e a mostrar o que já devia ter sido feito.
Palavras vagas como estas e a meio do mandato são impróprias de um Governo que devia procurar merecer a confiança dos cidadãos, através de melhoramentos realizados e em curso.

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Promessas e mais promessas !!!



Não é bem uma «peste grisalha», mas sim uma «peste política», com sintomas de obsessão de aparecimento e discurso em público e como, apesar dos sacrifícios impostos à população ao fim de 20 meses, não há resultados visíveis na melhoria de vida das pessoas, faz-se propaganda de ideias e de projectos que, quando, eventualmente, são decididos, terão de recuar, por não terem sido bem preparados com realismo e conhecimento correcto do País e dos dados do problema.

Quase ao mesmo tempo que é noticiado um recuo em várias questões do Ensino Especial, aparece o ministro Miguel Relvas a prometer que, sem dizer quando nem como, o “Estado irá facilitar o regresso dos jovens à agricultura”, falou de algo a que chamou «orientações estratégicas para as políticas de juventude» de que não referiu a mínima característica, referiu também, sem nada de concreto dizer, de «um plano nacional de acção na área da juventude». Também se referiu a uma «estratégia global» e disse que «em breve será também concluído o Livro Branco». Nada mais que promessas e ideias vagas sem sinal de concretização.

Afirmou que «muitos jovens querem regressar à agricultura e o Estado pode e vai ter um papel para facilitar esse regresso”», não disse a qualidade de tal papel, nem referiu a quota-parte que se espera ser representada pela agricultura na nova economia nacional em que se possa apoiar a modernização do País. Quererão convencer-nos de que venha a ser a agricultura o factor decisivo no desenvolvimento nacional?

Resumindo e apesar de muito boa vontade, não foi possível descortinar propostas concretas, as quais irão aparecer! E que poderão ser tão concretas como as promessas que temos vindo a ouvir há mais de dois anos e, das poucas que foram decididas, muitas foram sujeitas a recuos ou anuladas por impraticáveis.

O ministro referiu o programa Impulso Jovem que, como ele afirmou, constitui uma promessas tão pouco aliciante que «a sua própria filha de 21 anos não sabe o que é tal impulso»!!! Enfim, o que é ponto forte na actividade dos governantes é fazer promessas e falar de ideias que poderão nunca ser tornadas acções.

Reconhece que as condições que vêm sendo oferecidas aos jovens desempregados são de tal forma insignificantes que eles recorrem aceleradamente à emigração o que «representa uma fuga de cérebros (e de mão de obra qualificada) com prejuízos para o país». Quanto à emigração de mão de «obra especializada, a TAP sofre com a sua fuga para outras companhias aéreas.

Sobre a quantidade de promessas e de palavras vazias de conteúdo ao lado de ausência de resultados de medidas concretas levadas a cabo, traduzidas em benefício para as populações não pertencentes à «elite» política, sugere-se a leitura do penúltimo post.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A espiral recessiva


Transcrição de artigo do Económico, seguido de NOTA:

Cavaco tinha razão
Económico. 15/02/13 00:35 | António Costa

Cavaco Silva afirmou no discurso de Ano Novo (ver NOTA) que Portugal já estava numa situação de espiral recessiva. Os números da evolução da economia ao longo de 2012, que terminou com uma contracção de 3,8%, um valor a tocar os máximos históricos, dão-lhe razão, e deveriam fazer soar os alarmes em São Bento e na Praça do Comércio.

24 horas depois de serem divulgados os dados do desemprego - 16,9% no último trimestre - a semana não poderia acabar da pior forma. A economia portuguesa registou uma recessão de 3,2% em 2012, ligeiramente acima do previsto (na última de uma sucessão de revisões) pelo Governo. Sim, a diferença de duas décimas é, estatisticamente, irrelevante.

O problema, esse sim muito relevante, é outro, é a tendência que se verifica ao longo do ano e essa sim é uma espiral recessiva. Basta, aliás, cruzar esta queda do produto com o nível de destruição de desemprego nos últimos três meses do ano - metade do total de 200 mil ao longo de 2012 - para ficar claro o nível de ajustamento brutal que atingiu a economia portuguesa.

O Governo fez o ajustamento orçamental em 2012 à custa de impostos e de cortes temporários de despesa, que os juízes do Tribunal Constitucional se encarregaram de chumbar. E fez aprovar um Orçamento de 2013 que é, basicamente, um confisco para cumprir as metas de redução do défice acordadas com a ‘troika'. Foi, é um modelo de ajustamento desequilibrado, que retirou recursos à economia privada, que só poderia ter este resultado. E vem aí mais.

"A austeridade está a resultar, mas falta o resto", escrevi ontem neste espaço, a propósito do desemprego que atinge mais de 1,4 milhões de pessoas. ‘O resto' é enorme. E faltará ainda mais em 2013, tendo em conta o orçamento que está em vigor e a crise económica que atinge a Europa.

Pedro Passos Coelho anunciou em Agosto o regresso do crescimento em 2013, reafirmou ontem a inversão do ciclo económico na segunda metade do ano, mas não se percebe bem em que é que é o primeiro-ministro se baseia para fazer estas previsões. Com a informação disponível, é pura astrologia. O primeiro-ministro está a ver um crescimento nas estrelas.

Passos Coelho e Vítor Gaspar não têm dado ouvidos aos alertas, muitos de dentro do próprio Governo, sobre os riscos de o País cair numa espiral recessiva. Agora, já caiu, já passou a linha que separa o ajustamento necessário, pelo qual este Governo não é responsável, da recessão crónica. Em 1982/83, por exemplo, Portugal tinha instrumentos para realizar uma desvalorização interna de preços e tinha, ao mesmo tempo, uma economia europeia que estava a crescer. Vivíamos um problema nosso.

Hoje, vivemos um problema nosso em simultâneo com um problema europeu e, até, mundial. Não há escapatórias em 2013, talvez em 2014 com a ajuda da ‘troika', que tem de ser chamada à razão já nesta sétima avaliação que se inicia no dia 25 de Fevereiro, tem de estar disponível para regimes de excepção e medidas de choque, fiscal por exemplo, se não quiser ter mais uma Grécia quando está tão perto de ter mais uma Irlanda.

Cavaco disse na mensagem de Ano Novo, em 130101:

Temos urgentemente de pôr cobro a esta espiral recessiva, em que a redução drástica da procura leva ao encerramento de empresas e ao agravamento do desemprego.
De acordo com as previsões oficiais, as dificuldades das famílias não irão ser menores no ano que agora começa.
O Orçamento do Estado para 2013, aprovado pela Assembleia da República, visa cumprir o objectivo de redução do défice acordado com as instituições internacionais que nos têm emprestado os fundos necessários para enfrentar a situação de emergência financeira a que Portugal chegou no início de 2011.
A execução do Orçamento irá traduzir-se numa redução do rendimento dos cidadãos, quer através de um forte aumento de impostos, quer através de uma diminuição das prestações sociais.
Todos serão afectados, mas alguns mais do que outros, o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios.


Pedro Passos Coelho anunciou em Agosto, na «festa do Algarve» o fim da recessão em 2013

Depois disso vieram os avanços e os recuos, maiores do que aqueles, os erros sucessivos nas «previsões» e o agravamento da recessão com inconvenientes em todo o horizonte dos interesses da quase totalidade dos portugueses, bem evidenciados mos números oficiais e nas opiniões de pessoas insuspeitas.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Atoleiro profundo

Costumo seguir o princípio de não recusar opiniões, independentemente da sua origem, desde que possam contribuir para melhorar a minha visão dos problemas, sem desprezar as facetas menos expostas. Se assim não for acabamos por ter os nossos neurónios a funcionar apenas na submissão aos condicionamentos da fumaça, politicamente correcta, que usa as promessas (desmentidas a curto prazo), tentativas, erros e recuos, perdendo tempo (o recurso mais precioso por não ser recuperável) e adiando a hipóteses de soluções adequadas.

Acresce que a conversa balofa que sustenta a fumaça obscurantista gira à vilta da macroeconomia, de números de dívida e de orçamento sem abrir uma fresta para as realidades da maioria dos cidadãos para quem o mês tem mais dia do que salário e que não tem a mínima possibilidade de poupar para a reforma, por mal terem hipóteses de ir sobrevivendo no dia-a-dia.

Nestas condições transcrevem-se algumas frases do artigo que se refere ao relatório do Banco de Portugal:

“Estamos num atoleiro, sem qualquer capacidade de transformar o nosso perfil económico e a nossa capacidade de crescimento, com um Governo que apenas está determinado em fazer cortes de tal maneira que são absolutamente desastrosos para a nossa capacidade de crescimento económico”

“Há uma contracção tal do que é o consumo interno, uma estagnação das nossas exportações, que há esta sensação de sufoco, em que a economia portuguesa agrava a sua queda, agrava a sua capacidade de criar riqueza. E, portanto, vamos ter um aumento do desemprego sem que haja no horizonte qualquer perspectiva.”

“O Governo há dois anos que nos vem prometendo que, se for implementado um conjunto de reformas, isto vai melhorar, e à medida que as previsões se vão sucedendo, elas são sempre para pior”.


Estas palavras devem ser inseridas nas nossas análises pessoais a fim de os nossos neurónios ficarem mais habilitados a formular opinião mais fundamentada e perfeita, e ficarmos mais imunes a propaganda falaciosa.

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Passos quer crescimento acima da média

Para atingir objectivos não basta querer e falar vezes sem conta acerca do desejo que se alimenta obsessivamente. Isso não transforma o desejo em realidade. Trata-se do fenómeno que José Gil denomina de obsessão neurótica.

Não é por muito querer que as medidas surgem e produzem efeitos. Fica a interrogação: O que está a ser planeado e programado para materializar esse «querer»? Só tais medidas, se forem viáveis, poderão criar esperança e optimismo nos cidadãos. Sem isso, cai-se na contestação, na crítica, na reclamação, por vezes pouco ponderada, e no descrédito de quem promete.

Acerca de reclamar, recordo as seguintes três frases:

- Se lutares, podes perder; se não lutares, estás perdido!
- O que me preocupa não é o grito dos maus! É o silêncio dos bons
- Para o triunfo do mal basta que os bons não façam nada.

Porém, na actual situação, parece estar a acontecer que ninguém se preocupa em pensar seriamente naquilo que vai dizer. Uns prometem e até decidem coisas que não lembram ao diabo e, por vezes, sentem-se na necessidade absoluta de recuar. Outros disparam críticas ao acaso sem fazer uma pontaria cuidadosa e sem ter a hombridade de sugerir, mesmo que toscamente, uma hipótese de caminho considerada melhor para as soluções dos problemas que lhes parecem mal resolvidos.

Temos que concluir que a sociedade está doente, mas é dela que saem os governantes que, infelizmente, nem sempre provêm da amostra menos afectada.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A «religião» de Passos Coelho

O título da notícia "Acredito no meu país, acredito na Europa", disse Passos Coelho na Guarda é curioso mas é vazio de mensagem e, por isso, sugere a leitura, mas desta não resulta uma ideia que arraste os portugueses para o desejado conforto de esperança no futuro.

Devemos respeitar a religião de cada um, a sua fé a sua crença, aquilo em que acredita. Mas não somos obrigados a mudar de religião só porque o missionário diz que acredita. Dizer que «os resultados das medidas tomadas "já são visíveis"» sem os mostrar para os vermos e deles nos convencermos, não basta, não convence quem hoje vive aflito e cheio de preocupações e dúvidas acerca do amanhã.

É bom ver optimismo nas palavras do PM, mas como já estamos habituados a tanta banha de cobra, e às promessas não cumpridas da campanha eleitoral com que os portugueses foram levados, são precisos factos, dados indiscutíveis para transmitir optimismo às pessoas menos sonolentas.

Ao fim de 7 meses de governo, já não é convincente ficar por palavras vagas de desejos e esperança e de falar de medidas que não concretiza. Já é altura de mostrar resultados, mesmo que ainda incipientes, mas em vias de crescerem de se concretizarem para melhorar a vida da economia nacional, a dos consumidores e trabalhadores mais carentes (inclusivamente de emprego).

Mas continuamos a falar de estudos. Faz lembrar o tempo de Guterres em que prometeu diálogo, mas não saía do diálogo, não tirava dele conclusões traduzidas em decisões correctas para bem dos portugueses. Os estudos, em vez de produzirem soluções adequadas, podem ser manobra dilatória para «encanar a perna à rã», ficar pela hesitação entre o emaranhado de hipóteses não devidamente avaliadas e estéreis por não haver clarividência e coragem para a decisão, para a escolha da melhor. Mas para tal escolha, é indispensável que o estudo comece por definir o objectivo desejado tendo em vista a missão como dizem os militares nas suas grandes operações bélicas. Sem saber para onde se deseja ir, não é possível pensar na escolha do itinerário a seguir. E, segundo diz um conhecido político, parece que a prioridade é a de facilitar despedimentos. Certamente que ele exagera, mas é preciso demonstrar que não é esse o objectivo e esclarecer qual é.

Sejamos práticos e objectivos: O que se quer para os portugueses? Para o obter, que medidas é preciso tomar em cada um dos diversos sectores? Como as pôr em prática? Como controlar a acção que elas desencadeiam, para não haver desvios, corrupção, distorções anti-sociais?

Não podemos perder de vista a importância da metodologia de preparação da decisão e devemos seguir o essencial de alguns exemplos de países de sucesso. Por exemplo, a Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros. Que tal, dinamizar a nossa Justiça para ser mais rápida e aplicar a lei para «todos» os portugueses, sem excepção?

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Passos e as "conversas em família"

Transcrição de notícia de jornal, seguida de NOTA:

Passos promete reformas para "democratização" da economia
Público. 25.12.2011 - 21:07 Por São José Almeida

Passos Coelho sublinhou que "2012 será um ano de grandes mudanças e transformações".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, aproveitou o espaço televisivo da mensagem de Natal para olhar para o próximo ano e garantir que “2012 será um ano de grandes mudanças e transformações”, as quais “incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas”, com o objectivo de conseguir o que entende pela “democratização” economia.

Lembrando que já tinha anunciado que “2012 será um ano determinante” para “todos os portugueses”, o primeiro-ministro sublinhou que no próximo ano o país terá “muitos compromissos para honrar” e “muitos objectivos orçamentais e financeiros para cumprir”, mas frisou que será um ano importante “sobretudo porque temos muitas reformas estruturais para executar”.

Passos Coelho fez questão de apresentar as razões que encontra na sociedade portuguesa que justificam a sua atitude reformista da organização da sociedade e da economia e argumentou que “são estas estruturas que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidade”, mas que também “protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação”, por isso, concluiu que “são estruturas que têm de ser mudadas”.

Transformação do país

Explicando o que quer dizer com democratização da economia, o primeiro-ministro explicou que quer “colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do país”. E “que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico”.

Para isso, prosseguiu, quer que “estas reformas nasçam de baixo para cima, para os que se propõe “criar as condições para que todos os portugueses, cada um dos portugueses, nas suas escolhas, com o seu trabalho, com as suas capacidades, construam o seu próprio futuro e, em conjunto, o futuro de todos”. E garantiu que “as reformas que o Governo vai executar foram pensadas para fazer dos homens e das mulheres de todo o país os participantes activos na transformação e na recuperação de Portugal”.

Referindo-se especificamente ao facto de falar no dia de Natal, Passos Coelho referiu que esta “ a importância de relações de amizade, de solidariedade e de confiança”, para sublinhar que “na nossa vida colectiva a degradação dos laços de confiança ao longo dos anos teve graves consequências na qualidade da nossa democracia, no nosso desempenho económico e na nossa solidariedade comunitária”.

Defendeu ainda que “a confiança é um activo público, é um capital invisível, é um bem comum, determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade” e que “são os laços de confiança que formam a rede que nos segura a todos numa mesma sociedade”. Prometendo em seguida que “um dos objectivos prioritários do programa de reforma estrutural do Governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança”. E explicou que se referia “não só da confiança dos cidadãos nas instituições, mas também da confiança que temos uns nos outros, nas nossas relações profissionais, nas nossas relações sociais e nas nossas relações de cidadania”.

Até porque, concluiu o primeiro-ministro, “com mais confiança vem mais solidariedade, mais democracia, mais justiça e mais vitalidade social”. E isso só se consegue, segundo o mesmo Passos Coelho, com reformas. “Para construir a sociedade de confiança que queremos temos de reformar a Justiça, temos de tornar muito mais transparentes a máquina administrativa e as decisões públicas, temos de abrir a concorrência, agilizar a regulação e acelerar a difusão de uma cultura de responsabilidade no Estado, na economia e na sociedade”, garantiu.

NOTA. A memória faz que o tempo antigo seja recordado e, de tal recordação, surgem comparações que podem ser traduzidas em lições que distinguem o melhor e o pior, aquilo que deve ser repetido e o que deve ser evitado.

A comunicação social está a usar o verbo «garantir» quando se refere a simples promessas eventualmente bem intencionadas ou, pelo contrário, falaciosas.

As palavras da mensagem de Natal do PM são maravilhosas, mágicas, divinas, indo ao encontro de sugestões
aqui colocadas e reforçadas em posts posteriores. Mas, como ali se disse, o pensador que pretenda colaborar na passagem a «nova etapa de civilização» deve «usar de isenção, independência e apartidarismo», porque quem está comprometido e condicionado pelas soluções erradas que originaram a crise, não dispõe de real liberdade de pensamento e de acção para a mudança profunda que agora foi «garantida».

Quando comecei por falar de memória recordei-me de Marcelo Caetano que, pouco depois de assumir o cargo de «Presidente do Conselho de Ministros», iniciou regulares «conversas em família» em que começou por citar os diversos problemas do País que era necessário resolver e deixando a promessa de reformas profundas, em estilo semelhante ao agora usado por Passos. Em conversa com amigos, no dia seguinte, disse que se o anterior governo tinha a desculpa de não saber de tais problemas, este deixou de ter tal desculpa e tornava-se mais responsável no de não lhes dar solução. Aquela declaração de conhecimento da situação real foi um passo arriscado.

Essa impressão que me ficou veio a tornar-se concreta quando, um ano depois, noutra «conversa em família», veio a repetir vários aspectos que continuavam à espera de solução, o que não podia ser interpretado senão como uma confissão de fracasso, de incapacidade para resolver os problemas que tinha mostrado conhecer.

Ter boas intenções e fazer promessas deliciosas, de nada serve se as realidades não vierem a mostrar competência, capacidade, vontade e coragem para as concretizar.

Para bem de Portugal e dos Portugueses, será bom que Passos Coelho consiga ter mais êxito do que teve Marcelo Caetano e torne realidade as suas promessas de profundas reformas, que o País precisa.

A memória diz também que Sócrates iniciou o seu primeiro governo com belas promessas de reformas mas, ao querer concretizá-las, errou na metodologia, agindo contra quem devia ter sido chamado a colaborar, como juízes, professores, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, militares e polícias.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Promessas e acusações

Publicado em 28 de Junho de 2009 no blogue Do Miradouro.

A campanha eleitoral das últimas legislativas, assente em promessas miríficas e em projectos de reformas de que o Estado estava necessitado para se modernizar, granjearam ao PS a maioria absoluta dos votos. Foi uma táctica vencedora, premiada. O Governo prometia ser o melhor desde 1974.

Porém, passados poucos meses, o entusiasmo e a ilusão deram lugar ao desconforto, ao descrédito e à desilusão, e as recentes eleições para o PE vieram concretizar o sentimento colectivo que se vinha tornando visível. É que as promessas não foram cumpridas. Os projectos de reformas foram muito mal esboçados e iniciados, pois em vez de procurarem obter a colaboração e o entusiasmo dos agentes mais representativos dos sectores afectados, hostilizaram os funcionários que iriam ser beneficiados ou atingidos pelas reformas visadas. E daí a resistência de juízes, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, professores, militares, polícias e a generalidade dos funcionários públicos.

A lição devia ter sido aprendida por forma a que os erros tácticos não fossem repetidos e a actual campanha fosse iniciada em moldes mais prometedores. A estabilidade governativa de que tanto se fala, o respeito pelos governantes, a credibilidade do Estado, mereceriam esse cuidado!

Mas, pelo contrário, a falta de autocrítica, de exame de consciência, leva à continuação da arrogância que já deu o que tinha a dar. À falta de outras modalidades de acção, ouve-se o início de mais promessas.

O secretário-geral socialista, José Sócrates, propôs a criação de cinco mil estágios profissionais por ano na administração pública, considerando que a promoção de estágios é também uma obrigação do Estado. Mais do mesmo: uma promessa vaga e sem estudos de base que a tornem credível. Talvez um projecto do tipo «novas oportunidades» que não parará enquanto houver um português sem diploma de licenciatura.

Um outro assunto que nesta data devia ser ponderado é o de os partidos deveriam procurar votos com argumentos positivos, mostrando as suas capacidades de realização, aquilo de que são capazes para solucionar os problemas de Portugal, e evitar os ataques soezes aos partidos rivais. Este procedimento de ataques sistemáticos e cansativamente repetitivos e descabidos, foi usado pelo cabeça de lista do PS ao PE, Vital Moreira, que, com isso, obteve um resultado aviltante para o partido, como ficou bem visível pela atitude do seu secretário-geral na noite das eleições.

Destes ataques devia ter sido tirada a devida lição para a evitar a repetição dos mesmos erros nesta campanha que está a ser preparada.

Porém, em vez da assunção da lição, vemos o próprio secretário-geral a imitar Vital Moreira como se vê pelos as notícias com os títulos Sócrates acusa direita de querer retroceder nas políticas sociais e Sócrates intensifica críticas à Direita. Os eleitores já mostraram que não se deixam pressionar por esses argumentos demolidores, reagindo a eles negativamente. Será preferível que o partido reaja de forma positiva, construtiva, mostrando aquilo que vale, aquilo de que é capaz e tudo isto condimentado por uma forte afirmação de vontade de colocar os interesses dos cidadãos trabalhadores acima dos interesses dos partidos e dos políticos.

Infelizmente, para desgraça dos portugueses, tudo começa mal, com a preparação da decisão das datas das eleições em que os argumentos assentaram nos interesses dos partidos e não nos interesses dos portugueses, dos custos de dois actos eleitorais em vez de apenas uma campanha e de um dia.

Os eleitores dirão nas urnas a sua posição. Já mostraram que não são tão «burros» como por aí se possa pensar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Evitar promessas não concretizáveis. 050409

(Publicada no Expresso em 9 de Abril de 2005)

Após ouvir a promessa do primeiro-ministro de que vai acabar com os «furos» nas escolas, tive oportunidade de ouvir um jovem professor dizer que na escola em que lecciona levaram a efeito tal solução, durante dois anos, para evitar a desocupação dos alunos, nada favorável ao ambiente escolar e à formação das crianças. Mas a escola teve de terminar com isso porque os custos não eram comportáveis com as exíguas verbas disponíveis. Baseado nesse exemplo, considerava que a promessa do Governo, embora interessante não é realizável, pelos custos que implica.

Se a promessa entrar em fase de concretização, é de temer que venhamos a assistir a greves de professores por falta de pagamento das horas extraordinárias, tal como já aconteceu com funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, com a PSP, com os bombeiros, com os funcionários judiciais, com médicos e com juizes, etc. Seria do mais rudimentar bom senso que, antes de fazer promessas, fosse analisada a sua exequibilidade em termos humanos, materiais e financeiros. Não deve ser esquecida a promessa de um ministro dos dois governo mais recentes, feita aos antigos combatentes do Ultramar de pagamento de uma pensão especial proporcional ao tempo de serviço na defesa dos interesses da Pátria. Esta promessa era tão interessante para os que dela iriam beneficiar como a do preenchimento dos «furos» nas escolas, da criação de milhares de empregos, dos benefícios de milhares de idosos e de pobres, etc. Só que a falta de dinheiro não a tornava realizável e, para cúmulo da demagogia irresponsável (devido à inimputabilidade), o ministro teve a falta de senso de dar essa pensão a uma minoria dos que a ela têm direito, deixando os outros (em grande maioria) legitimamente descontentes (para não utilizar adjectivo mais forte). Mas, o eleitor tem uma arma poderosa na mão, e neste caso os combatentes, embora não se tivessem organizado, souberam individualmente utilizar a força do voto, para fazer saltar da cadeira do poder o referido ministro e levá-lo até a abandonar a liderança do seu partido. O povo está atento e não come com as promessas mas com actos concretos, sendo com base nestes que decide a orientação do seu voto nos actos eleitorais. Embora os políticos nada façam para aumentar o grau de esclarecimento da população, esta vai reflectindo de forma objectiva nas realidades da sua vida e vai tornando ineficaz as campanhas de promessas vãs e de poeira lançada para os seus olhos. O Governo anterior caiu, apesar de poucos dias antes do acto eleitoral ter prometido a construção de duas novas pontes sobre o Tejo. Estas anedotas já não colhem risos a não ser de escárnio.

Será do mais rudimentar bom senso que os responsáveis por aumentar o bem-estar da população evitem promessas utópicas e não realizáveis. A população gosta de ver comportamentos sérios e realizações conducentes às finalidades que devem nortear os governantes com vista ao crescimento da economia, a melhor distribuição das riquezas, a diminuição da pobreza e da exclusão, de que muito se fala mas que poucos progressos têm sido vistos.