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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PSD SENTE-SE ENCURRALADO ???


Parece que o maior partido da coligação governamental se sente desconfortável, como que encurralado e perseguido por todos os lados. A notícia em que o porta-voz do PSD, Marco António Costa, acusou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI) de "hipocrisia institucional", não aparece isoladamente, pois ainda não foram esquecidas as hostilidades contra o Tribunal Constitucional e agora além da agressividade ao FMI, Passos critica PS por propor défice de 5%. Vai longe o tempo, cerca de dois 2 anos, em que Passos se ufanava da sua valentia de decretar uma austeridade superior ao que a «troika» aconselhava.

Com tal austeridade excessiva Passos reduziu gravemente o poder de compra da maior parte dos portugueses, o que diminuiu o consumo, colocou o comércio em dificuldade, levando ao encerramento de empresas e ao desemprego, o que despoletou o agravamento da recessão que, apesar do sentido de cerco, já não pode atribuir ao governo anterior porque, em mais de dois anos, não só não melhorou a situação herdada, mas, pelo contrário, a agravou dramaticamente.

E, para dourar a pílula, não deixa de fantasiar o amaciamento da crise dizendo que, apesar de a «troika ser evasiva», «não está nenhuma porta fechada». Será que não está mesmo? Podem não estar todas fechadas, mas ninguém vislumbra a luz ao fundo do túnel!!!

Porque é que quando se fala de despesas públicas se referem apenas as que são lesivas dos deveres e direitos fiscais e sociais dos portugueses, mais carentes em termos de saúde, pensões, ensino, etc e se mantêm os altos salários, as mordomias e subvenções de altos funcionários públicos mais ligados aos elementos do Governo? Parece que não são apenas as matas que estão arder, mas todo o País, a começar pelos mais responsáveis pela continuação da crise.

Imagem de arquivo

sábado, 19 de novembro de 2011

CUIDADO com as «divindades» da TROIKA

Errar é humano, mas há erros previsíveis pelas tendências e interesses subjacentes às atitudes. Os «sábios» da Troika são representantes de interesses poderosos no mundo, o FMI, e como tal, por mais que quisessem não conseguiriam descer aos problemas das pessoas, compreendê-los e procurar para eles as melhores soluções em conformidade com todas as vicissitudes das circunstâncias.

Por isso, como foi há dias referido aqui, veio a público a notícia de que a Troika quer que empresas também cortem nos salários em 2012, contra o que surgiram de imediato várias reacções e a que o PR não ficou indiferente, como diz a notícia Cavaco critica sugestão de baixar salários no privado.

Por um lado, há que atender a que não é favorável ao desenvolvimento procurar a competitividade com salários mais baixos, mas sim, aumentando a capacidade de inovação e melhorando a qualificação dos recursos humanos, simultaneamente com investimento na eficiência dos equipamentos industriais e nos métodos de trabalho com uma boa ligação entre o ensino superior e as empresas, além de muitos outros factores como a qualidade da marca e o marketing.

Por outro lado, de acordo com o modelo económico português, “o poder político não tem competência para determinar directamente os salários praticados no sector privado”, devendo deixar funcionar a livre iniciativa, dentro de limites que salvaguardem o respeito pelas regras da leal concorrência.

Esta atitude da Troika, ao contrário dos milionários americanos, pretende que Portugal resolva o problema da crise, gerada por más decisões de governantes sob pressão de grandes empresários e outras espécies de milionários, não à custa de quem mais tem mas à custa de quem vive do salário do trabalha e que se vê frequentemente espoliado do pouco que recebe.

Agudizar o empobrecimento já bastante notório inviabiliza qualquer esforço de desenvolvimento e de recuperação da crise, como se vê pelas notícias Indicador de consumo privado com novo mínimo histórico e Actividade económica e procura mantiveram perfil negativo em Setembro.

Não é difícil compreender que, baixando o poder de compra das pessoas, o comércio começa a facturar menos, muitas lojas encerram, aumentando o desemprego, a indústria passa a produzir menos, com perigo de falências e desemprego, o total recebido dos impostos diminui e a crise agrava-se.

As «divindades» da troika não são infalíveis, não fazem milagres e nem sempre analisam os problemas nas suas complexas implicações. Cavaco, desta vez, colocou o dedo na ferida com justeza, oportunidade e sem ambiguidade.

Imagem de arquivo