Transcrição de artigo com palavras ponderadas de um cidadão que, apesar de se considerar "razoavelmente bem informado e com atenção à realidade", diz que neste momento não sabe "exactamente o que se passa" em Portugal, seguido de NOTA:
PÚBLICO. 21.04.2011 - 00:33 Por Lusa
O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, demonstrou esta quarta-feira preocupação por uma "alergia que está aí a nascer, dos portugueses em relação aos partidos", apelando ainda a que as empresas mantenham e criem novos postos de trabalho.
"Isto é um apelo muito grande aos partidos para se valorizarem culturalmente. Não podem ser arranjos de circunstância", disse D. José Policarpo no debate "Portugal - Que Futuro?", organizado pela Rádio Renascença.
D. José Policarpo defendeu como essencial para a dinamização da economia portuguesa a manutenção e criação de postos de trabalho, fazendo um apelo às empresas nesse sentido.
"Neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho", declarou o Cardeal Patriarca.
Descrevendo-se como um cidadão "razoavelmente bem informado e com atenção à realidade", D. José Policarpo diz que neste momento não sabe "exactamente o que se passa" em Portugal.
"Não tenho os dados objectivos que me permitam ter um juízo pessoal do que se passa no país", declarou, apelando a uma maior intervenção na comunicação de outras figuras que não da esfera política portuguesa.
"Neste momento é urgente que os portugueses não ouçam só o discurso político, que a própria comunicação tenha isso em conta e não gaste 90 por cento do seu tempo a veicular discurso político. Há outras pessoas da sociedade que têm coisas para dizer", ressalvou.
No que refere ao papel da Igreja, D. José Policarpo sustenta que a "vasta doutrina e pensamento adquirido" sobre "as grandes questões da sociedade" devem servir para um diálogo "com os fiéis e os cidadãos" de modo a ajudar a "identificar a realidade" do país.
NOTA: Os discursos dos políticos constituem uma barragem de embrutecimento dos cidadãos, impedindo-os de conhecer as realidades, de se interrogarem e pensarem pela própria cabeça, sendo transformados em ovelhas dóceis facilmente manipuladas pelos acólitos do poder.
As palavras citadas no artigo são actuais e adequadas , devendo ser devidamente analisadas e aproveitadas como orientação do comportamento dos «responsáveis» pelo Nação.
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