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quarta-feira, 4 de maio de 2016

CIÊNCIA, TÉCNICA E PRATICA


A investigação científica tem originado, através das aplicações práticas, a grande evolução que a humanidade tem conhecido. E mais útil será se for mais divulgada e originar mais desenvolvimento técnico que facilite o percurso do saber até ao ponto de aplicação concrecta.

A jovem doutora investigadora MARTA ENTRADAS tem-se distinguido nessa tarefa de comunicação e, por tal, foi premiada pela Associação Europeia para a Promoção da Ciência e da Tecnologia.

Ela tem focado a sua pesquisa na área da COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E TEM 13 (TREZE) ARTIGOS PUBLICADOS em revistas internacionais e o seu trabalho de levar a ciência ao conhecimento da sociedade foi reconhecido por contribuir para acabar com barreiras entre cientistas, cidadãos e decisores políticos.

Devemos estar gratos, felicitar a Doutora Marta Entradas e desejar-lhe a continuação do seu trabalho e muitos êxitos, para bem da humanidade.

Para saber mais deste caso exemplar veja AQUI.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

VERDADE REDUNDANTE E AMEAÇADORA



O PM Passos Coelho disse «País não vai parar» mesmo com decisão negativa de TC, o que é uma verdade redundante, dado que nada impede o país, os portugueses, de continuar a existir, como se viu ao longo da sua história de 870 anos. Mas, no momento actual, em que vimos sofrendo os efeitos de uma austeridade galopante e que promete continuar por 2014 e seguintes , não é tranquilizador, antes é ameaçador e preocupante, a afirmação de que não vamos parar.

Depois dos erros do PREC, temos vindo a regredir e a situação actual é o resultado dessa marcha orientada para a desgraça. E, nos dois últimos anos, a velocidade aumentou contra toda a lógica e contra a própria Constituição. A promessa «irrevogável» de que o País não vai parar nesta corrida degradante, é sinal de que, em breve, estaremos no fundo do abismo sem possibilidade de um regresso à dignidade nacional. Será que perderemos a pouca soberania ainda existente e passaremos a ser um protectorado da Europa ou de Angola?

Certamente que a intenção do orador não seria lançar o pânico mas, para o evitar, deveria usar o sistema de pensar antes de falar e deixar de falar tanto para ter tempo de preparar melhor os discursos.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

DITADURA DE ROSALINO ???


O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino tentou explicar a uma deputada da oposição a questão da aplicação da condição de recursos às pensões de sobrevivência e confessou que se trata de uma questão técnica de difícil compreensão para a generalidade dos portugueses.

Ao ser-lhe pedido então que desse exemplos que fossem de melhor compreensão para os deputados e para os portugueses, o governante demonstrou a sua frustração por já ter dado várias explicações sobre o mesmo tema e ofereceu-se então para fazer um desenho à deputada a explicar o complexo problema. «Senhora deputada eu já lhe expliquei. Não sei como é que lhe hei-de explicar isto de outra maneira, já lhe expliquei de várias maneiras. Tenho de lhe fazer um desenho, eventualmente».

Podemos portanto concluir que numa democracia em que se fala muito, em que se refere a transparência, sucede que os eleitores têm que aceitar docilmente que os seus mandatários tomem decisões que não conseguem explicar não só à maioria dos cidadãos mas mesmo aos deputados que é suposto serem dotados de uma inteligência não inferior à média nacional. Um ditador não faria isso mais claramente. «Penso quero e mando e não dou explicações porque é uma questão técnica muito acima da vossa compreensão». Aguentem e caladinhos.

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domingo, 29 de setembro de 2013

COMUNICAÇÃO CIFRADA OU SIMPLESMENTE CONFUSA?


Há uma semana era publicado o post comunicação menos cuidada é armadilha e verifica-se que os altos responsáveis pelos destinos do País continuam a usar uma comunicação confusa – não creio que seja formalmente cifrada – que apenas serve para criar nevoeiro no espírito dos cidadãos. Faz lembrar a frase do ex-primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo «é só fumaça». Mas na época e na intenção tal frase estava correcta. Agora não é correcto altas entidades responsáveis e que devem ser credíveis e respeitáveis digam coisas de forma a confundir os cidadãos.

Passos, em notícia das 11h48 dizia que há sempre uma leitura nacional a fazer» das eleições o que coincide com a opinião geral e a leitura depende de quem a faz, dos interesses que defende, do conjunto de dados informativos de que dispõe, isto é, dizer «há uma leitura» subentende uma ideia, uma intenção que é deixada no escuro. E nem seria oportuno, durante o acto eleitoral, explicá-la, pelo que nem devia ter sido referida.

E, em notícia das 14h14, Cavaco disse que futuro do Governo não depende de eleições locais, mas não especificou que isso é o aspecto formal, legal, mas na sequência das perguntas do jornalista que se referiu ao caso de António Guterres que se demitiu na sequência de umas eleições autárquicas, em 2001, Cavaco Silva disse que essa foi uma decisão pessoal. «Isso foi a decisão de um primeiro-ministro, é com ele».

Perante isto, estas palavras de pitoniza permitem admitir que, em face dos resultados eleitorais locais, pode haver alterações no Governo. Há quem admita que, para poupar os custos de eleições, possa haver uma alteração como a que consistiu na substituição de Durão Barroso por Pedro Santana Lopes, e que agora seria a substituição de Passos, por exemplo, por Rui Rio.

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domingo, 8 de setembro de 2013

INVESTIMENTO E EXPORTAÇÕES TERMINAM A RECESSÃO ???


São vários os autores que consideram como finalidade da governação a melhoria da qualidade de vida da população, em geral, e que a economia política constitui uma ferramenta para atingir tal finalidade.

A notícia «Menor queda do investimento e exportações explicam saída da recessão», parece referir sinais de que a crise com recessão está a ser ultrapassada. No entanto O governo, segundo algumas opiniões, baseadas nas notícias sobre o OE para 2014 em preparação, continua com ameaça e chantagem, em vez de explicar as cidadãos as razões reais e verdadeiras da austeridade, os resultados já conseguidos (se há alguns) para a sua qualidade de vida.

É possível que haja dificuldades para tal explicação de forma credível e compreensível pelos cidadãos contribuintes e eleitores, apesar de alguns governantes serem considerados detentores de elevada formação teórica e intelectual mas, aparentemente, sem capacidade de compreensão das realidades e de efectuarem a ligação entre as doutrinas que decoraram e os factos no terreno.

Mas, mau grado tais dificuldades de comunicação com o cidadãos mais simples, ela é indispensável e não podem ser regateados esforços para esclarecer o povo que, sem isso, pode entrar numa doentia falta de esperança e de confiança que pode ser geradora de situações conflituosas de proporções imprevisíveis.

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

JOGOS DE PALAVRAS


Há jogos que servem de passa-tempo, ou para passar o tempo, há os culturais e há os infantis, há os de azar e sorte e há os de interesse, para ganhar uma taça, um título, um negócio, etc. E há outros que são difíceis de classificar e, com inocência e credulidade poderemos crer que servem apenas para passar o tempo, à espera que haja um milagre.

Por exemplo, Gaspar admite reduzir impostos assim que possível, o que nem parece ser jogo de palavras, pois Monsieur de La Palisse não ousaria dizer coisa de maior ciência ou intelectualidade. Isto nem sequer pode ser considerado promessa, mas apenas um punhado de areia lançado aos olhos dos inocentes e incautos. Não diz quando nem quanto nem como, enfim, não diz nada. E, por tal razão, seria preferível estar calado.

Mas não está sozinho, pois o seu chefe de Governo, talvez para não perder a cartada no referido jogo, sugere algo parecido, com efeito semelhante, quando diz que Governo trabalha para baixar IRS mas não faz "promessa".

Que brilhantismo, que genialidade, o destas tiradas de grande efeito, que mereceriam elogios dos nossos escritores consagrados como Eça de Queiroz ou outros da grande família lusíada!

Como a minha modesta condição não me permite sondar tão altos desígnios, sinto-me forçado a partilhar a «ignorância» de Constança Cunha e Sá pois não percebo do que o Governo fala.

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O BOM POLÍTICO OUVE O POVO



Das manifestações populares ocorridas em S Paulo e no Rio de Janeiro, chegam várias notícias. Delas convém não desprezar as que se referem à posição da Presdente da Repúblicae chefe de Governo: Dilma está atenta às reivindicações dos brasileiros e aquela em que evidencia a sua posição democrática perante a expressão do desagrado popular Dilma Rousseff diz que manifestações pacíficas são «legítimas».

Esta prática dos conceitos democráticos é para nós uma surpresa por estarmos habituados a comportamentos opostos, quando verificamos que, pelo contrário, Passos Coelho tem afirmado arrogantemente que não tem medo dos portugueses nem se deixa impressionar por manifestações nem cede a pressões, e avança com a sua ideia «custe o que custar».

Onde está a democracia? Afinal o que é uma ditadura? Democracia não pode resumir-se a eleições de quatro em quatro anos para os eleitores, depois de semanas de intoxicação com falácias, ser colocado perante a escolha entre listas em que constam nomes que desconhece totalmente. Estamos a necessitar de uma «excelentíssima reforma», a começar pelas mentalidades dos políticos e das funções dos partidos.

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

CONSENSO OU TABU E IMPOSIÇÃO?


Vejamos alguns sinais:

"Portugal seguirá o caminho que procura equilibrar objectivos de consolidação orçamental", aproveitando o alargamento do prazo do empréstimo, "com uma atitude proactiva", disse hoje o primeiro-ministro Passos Coelho, considerando que assim se aplicará "uma politica financeira saudável".
Passos Coelho

O DEO mais parece um exercício feito "de pernas para o ar", feito em concordância "com os objetivos que a 'troika' impôs" e, em seguida, "construíram-se os indicadores de forma a encaixar" neles."É preciso ter uma varinha mágica para transformar uma abóbora numa carruagem. Está bom para contar aos meus netos mas não para nos se dito a nós",
Manuela Ferreira Leite

"Não estou nada convencida de que seja exequível aquilo que estão a dizer que vão fazer (DEO). Podem anunciar, podem amedrontar, podem criar ainda mais espírito de recessão, podem afundar psicologicamente as pessoas, mas resultados não vão ter nenhuns. Não é por essa via que vou ficar preocupada".
Manuela Ferreira Leite

O Partido Socialista "desconhece em absoluto" as medidas que serão apresentadas ao país, amanhã, pelas 20h, pelo primeiro-ministro, disse ao Expresso João Ribeiro, porta-voz do PS.
João Ribeiro, PS

Consenso, essa ideia “arriscada” e de “utilidade questionável” será envolvida em mistério até que o PM abra a embalagem e retire a camuflagem e depois está dito e o povo terá que se submeter!

NOTA:

É angustiante verificar a preocupação de o PM dizer coisas programáticas, vagas, de intenções, sem as explicar nem sequer mostrar que sabe como as irá concretizar, E o resultado tem sido mais ou menos zero, segundo a opinião da generalidade dos cidadãos. Promessas aéreas, com pés de barro, que só poderiam servir para iludir as pessoas e criar esperanças enganosas. Não faltam palavras raras, como proactiva, cujo significado pouco ou nada diz. Porém, no primeiro engano qualquer pode cair, mas no segundo só cai quem quer. Por isso, convinha que os governantes mudassem de táctica a fim de recuperar a credibilidade.

Quanto ao consenso ou diálogo com o maior partido da oposição, ele seria útil para que as medidas fossem mais correctas, melhor aceites e com garantias de que não fossem anuladas logo após as próximas eleições. Como se pode acreditar que o Governo pretenda um consenso com a oposição, ou pelo menos com o PS, se mantém o tabu até ao fim sem trocar ideias com o potencial futuro Governo?

Como se poderia hoje construir o mosteiro da Batalha ou o dos Jerónimos, que duraram vários reinados? Agora cada governo procura mudar tudo o que o anterior tinha planeado ou feito e assim se desperdiçam os recursos e as energias do País. Para evitar tal desgaste de potencialidades, convinha efectivar-se o tal consenso, por forma a que o futuro governo se senta empenhado em continuar as obras iniciadas pelo anterior.

A experiência dos tempos mais recentes ensinam que não podemos esperar que as promessas teóricas e com linda roupagem palavrosa se venham a concretizar, mas devemos temer ou recear aquilo que, na realidade, virá a acontecer.

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domingo, 28 de abril de 2013

O IDIOMA CAVAQUÊS ABUSA DO ECONOMÊS


A noção de liberdade de expressão, de «transparência democrática» de explicação, de auscultação da opinião popular, de fomento da confiança e esperança com base em esclarecimento geral e verdadeiro não aconselha a utilização de códigos profissionais.

Antes de continuar e para aliviar a tensão, o Amigo José, militar, há dias lamentava a desconfiança e implicação da mulher que o levava a ter de lhe fazer todos os dias o SITREP e, mesmo assim, ela não ficava tranquila. Um dos presentes ficou cheio de curiosidade e perguntou, um pouco tímido: «Que raio de modalidade de carícia ou de posição é essa?». O José ficou surpreendido com a ignorância do amigo e explicou que é o «SITuation REPort», relatório da situação que, no caso, era a descrição de todos os seus movimentos e de tudo o que fez desde que saiu de casa até regressar.

Vejamos o que escreveu a professora Joana Amaral Dias no seu artigo no Correio da Manhã de ontem:

Cavaquês

A segurança jurídica e a competitividade e previsibilidade fiscal são elementos decisivos para as decisões dos agentes económicos e, logo, para o crescimento disse o Presidente da República no discurso do 25 de Abril.

A tinta que já correu sobre tal elocução: facciosa, paradoxal, divisionista. Mas já repararam no quão mal escrita está? Para quê tanta conjunção aditiva na frase citada, por exemplo? Para quê "decisivos para as decisões"? Não podia ser cruciais para as resoluções? Determinantes para os juízos?

Enfim, a coisa está pejada destas deselegâncias. Mas a maior de todas é o economês. Por alma de quem é que um PR, de todos os portugueses, no 25/04, enche 4 folhas A4 com expressões como "rácios de solvabilidade", "superavites primários" "desalavancagem dos bancos", "défice primário estrutural", "rácio da dívida pública", "pacotes normativos six-pack" e "two-pack" . Só lhe faltou citar Kant, Habermas, Arendt, como a Presidente da AR. Para que serviu o exibicionismo vernacular? Para ninguém entender? Ou teremos outro candidato a Ministro da Economia? Também tu, Cavaco? Ou, afinal, será mesmo das finanças?

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Passos lamenta injustiça social


Julgo merecer a mais profunda meditação a seguinte frase retirada de notícia do Jornal de Negócios de ontem, segundo a qual Passos Coelho lamenta:

"Tivemos uma sociedade pouco dinâmica em que a mobilidade social foi escassa e em que uma percentagem muito pequena das pessoas acumulou uma parte significativa da riqueza e depois a larga maioria da população se encontra num limiar muito próximo da pobreza".

Como não se trata de um vulgar cidadão, «blogger» ou «agit prop», mas sim de um alto responsável da estrutura do Estado, já com 20 meses de experiência no actual cargo, seria bom que explicasse aos portugueses as correcções que, em tal período, introduziu na sociedade e quais os resultados já conseguidos, que esclarecesse, com verdade e transparência, os cidadãos, por forma a estimular neles um maior respeito pelos governantes e uma justificada esperança quanto ao futuro dos próprios e dos seus descendentes; seria bom que informasse com valores traduzidos em quantidade de salários mínimos, quantas pensões se situam acima dos 10 salários mínimos, acima dos 15, acima dos 20, etc.; seria interessante informar quantos salários mínimos (incluindo subsídios, mordomias, telemóvel, cartão de crédito, carro, etc) recebem deputados, assessores, «especialistas», responsáveis por instituições públicas ou subsidiadas pelo Estado, tais como fundações, observatórios, empresas públicas e municipais, etc.

O que tem sido feito, nos últimos 20 meses para bem da justiça social, reduzindo o fosso entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres e, assim, criar justiça social e gerar mais dinamismo na sociedade?

Quanto a pensões, tem sido defendida a criação de um tecto. Há sintomas de que a pensão de reforma deixou de ser a devolução ao beneficiário da importância acumulada dos descontos sofridos durante a vida activa, para ser um «benefício social», uma benesse do Estado. Esse conceito conduz, por justiça social, ao referido tecto. O reformado deve ser apoiado para viver o resto da vida com dignidade, mas nada justifica que o Estado lhe garanta uma vida de fausto e de ostentação. Se isso foi justo no desempenho de funções, para dignidade e prestígio destas, deixou de ser necessário na reforma e se o reformado tiver amealhado poupanças poderá, por sua conta, a fazer ostentação e usar dos luxos que puder, mas não ser isso uma condicionante do volume da pensão, que deve ser digna e com alguma consideração pela sua posição social e hábitos, o que justifica que o tecto possa ir acima dos 10 salários mínimos, o que já constitui uma diferenciação considerável em relação aos mais carenciados.

Sem haver medidas correctas e um leal esclarecimento que tire as dúvidas dos contribuintes acerca do emprego do dinheiro dos impostos, a confiança nos governantes esbate-se e a esperança no futuro esfuma-se, o que pode originar desagradáveis situações de ordem pública nada parecidas com o simples cântico da «Grândola, Vila Morena do dia 14 na AR.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Alergia dos portugueses aos partidos


Transcrição de artigo com palavras ponderadas de um cidadão que, apesar de se considerar "razoavelmente bem informado e com atenção à realidade", diz que neste momento não sabe "exactamente o que se passa" em Portugal, seguido de NOTA: 

 PÚBLICO. 21.04.2011 - 00:33 Por Lusa

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, demonstrou esta quarta-feira preocupação por uma "alergia que está aí a nascer, dos portugueses em relação aos partidos", apelando ainda a que as empresas mantenham e criem novos postos de trabalho.

"Isto é um apelo muito grande aos partidos para se valorizarem culturalmente. Não podem ser arranjos de circunstância", disse D. José Policarpo no debate "Portugal - Que Futuro?", organizado pela Rádio Renascença.

D. José Policarpo defendeu como essencial para a dinamização da economia portuguesa a manutenção e criação de postos de trabalho, fazendo um apelo às empresas nesse sentido. 

"Neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho", declarou o Cardeal Patriarca.

Descrevendo-se como um cidadão "razoavelmente bem informado e com atenção à realidade", D. José Policarpo diz que neste momento não sabe "exactamente o que se passa" em Portugal. 

"Não tenho os dados objectivos que me permitam ter um juízo pessoal do que se passa no país", declarou, apelando a uma maior intervenção na comunicação de outras figuras que não da esfera política portuguesa. 

"Neste momento é urgente que os portugueses não ouçam só o discurso político, que a própria comunicação tenha isso em conta e não gaste 90 por cento do seu tempo a veicular discurso político. Há outras pessoas da sociedade que têm coisas para dizer", ressalvou.

No que refere ao papel da Igreja, D. José Policarpo sustenta que a "vasta doutrina e pensamento adquirido" sobre "as grandes questões da sociedade" devem servir para um diálogo "com os fiéis e os cidadãos" de modo a ajudar a "identificar a realidade" do país.

NOTA: Os discursos dos políticos constituem uma barragem de embrutecimento dos cidadãos, impedindo-os de conhecer as realidades, de se interrogarem e pensarem pela própria cabeça, sendo transformados em ovelhas dóceis facilmente manipuladas pelos acólitos do poder.
Tal objectivo não se resume apenas ao cidadão comum mas engloba os políticos seguidores dos líderes, como se viu na votação da lei da rolha, na da lei de financiamento dos partidos e, recentemente, no congresso de endeusamento do «querido líder».
As palavras citadas no artigo são actuais e adequadas , devendo ser devidamente analisadas e aproveitadas como orientação do comportamento dos «responsáveis» pelo Nação.

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domingo, 14 de março de 2010

Professores educadores

Há pessoas muito atentas, com bons arquivos e com bom sentido das oportunidades. Depois dos suicídios de um aluno em Mirandela e de um professor em Rio de Moura, o problema da indisciplina nas escolas veio à conversa.

No jornal de Notícias a notícia «Professores não sabem lidar com indisciplina» mostra que a gestão de conflitos nas aulas está nas mãos do docente e que há cada vez mais professores a procurar formação para aprender a lidar com a indisciplina.

Assiste-se a uma "mudança social no relacionamento das pessoas". Perdeu-se a solidariedade e a empatia, a comunicação na sala de aula complicou-se. Nem sempre é assertiva e positiva como deveria ser. No entanto a estrutura escolar não funciona devidamente e «a gestão da disciplina na sala de aulas está nas mãos de quem ensina».

Mas o que queria salientar é a oportunidade com que me foi enviado o seguinte texto, já conhecido de há muito, mas que com interesse:

Educadores mais do que professores – Duas histórias

1ª história

Num liceu no Porto estava a acontecer uma coisa muito fora do comum. Um "bando" de miúdas andava a pôr batom nos lábios, todos os dias, e para remover o excesso beijavam o espelho da casa de banho.

O Conselho Executivo andava bastante preocupado, porque a funcionária da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao fim do dia e, no dia seguinte, lá estavam outra vez as marcas de batom.

Um dia, um professor juntou as miúdas e a funcionária na casa de banho e explicou que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam e, para demonstrar a dificuldade, pediu à empregada para mostrar como é que ela fazia para limpar o espelho.

A empregada pegou numa "esfregona", molhou-a na sanita e passou-a repetidamente no espelho até as marcas desaparecerem.

Nunca mais houve marcas no espelho...

2ª história

Numa dada noite, três estudantes universitários beberam até altas horas e não estudaram para o teste do dia seguinte.

Na manhã seguinte, desenharam um plano para se safarem. Sujaram-se da pior maneira possível, com cinza, areia e lixo. Então, foram ter com o professor da cadeira e disseram que tinham ido a um casamento na noite anterior e no seu regresso um pneu do carro que conduziam rebentou. Tiveram que empurrar o carro todo o caminho e portanto não estavam em condições de fazer aquele teste.

O professor, que era uma pessoa justa, disse-lhes que fariam um teste-substituição dentro de três dias, e que para esse não havia desculpas. Eles afirmaram que isso não seria problema e que estariam preparados.

No terceiro dia, apresentaram-se para o teste e o professor disse-lhes com ar compenetrado que, como aquele era um teste sob condições especiais, os três teriam que o fazer em salas diferentes. Os três, dado que tinham estudado bem e estavam preparados, concordaram de imediato.

O teste tinha 6 perguntas e a cotação de 20 valores.

Q .1. Escreva o seu nome ----- ( 0.5 valores). Q.2. Escreva o nome da noiva e do noivo do casamento a que foste há quatro dias atràs ---(5 valores ). Q.3. Que tipo de carro conduziam cujo pneu rebentou.--( 5 valores). Q.4. Qual das 4 rodas rebentou ------- ( 5 valores ). Q.5. Qual era a marca da roda que rebentou ---- (2 valores). Q.6. Quem ia a conduzir? ------ (2.5 valores).

Há professores e educadores...

domingo, 16 de agosto de 2009

Confissões discretas de políticos. 060423

Confissões discretas de políticos
(Enviada aos jornais em 23 de Abril de 2006)

Os nossos políticos, de quem não devemos menosprezar a inteligência, procuram de forma obsessiva defender a sua posição de homens do poder e, para isso, sentem necessidade de ocultar as verdades e fazer afirmações que, para os mais atentos, mais não são do que afirmações da sua insegurança. Recentemente a sucessão dessas confissões subtis foi sintomática. O ministro das Finanças, em relação à situação do País nos aspectos financeiros e económicos, afirmou que não há razões para entrar em pânico. Ora, este conselho só aparece em momentos em que o pânico é perfeitamente justificado, em situação de catástrofe, donde se pode concluir que o ministro queria expressar exactamente o contrário daquilo que disse. Aliás o mesmo se podia depreender da sua frase, aprendida dos conselhos de sua mãe «o que arde cura e o que aperta segura». Em concordância com esta afirmação, própria de qualquer ditadura em tempo de vacas magras, vieram afirmações de vários políticos aconselhando a que os cidadãos não devem criticar os políticos porque de política sabem eles. Mas, então, o que significa democracia? E liberdade de opinião e de expressão?

Outra confissão recente foi a do deputado M Alegre que disse que o PR não deveria no discurso do 25 de Abril «puxar as orelhas aos deputados». É uma afirmação própria de miúdo que cometeu uma falta e tem consciência de que merece um puxão de orelhas. Uma confissão de que os deputados tiveram um comportamento público que justifica um bom raspanete, e que vem justificar a referência aos cueiros feita em plena AR por um vetusto ministro, com longa experiência política em diversos cargos quer nacionais quer no estrangeiro. Se as faltas são condenáveis, é pior ainda o facto das assinaturas da presença antes da fuga e é infantil a preocupação de apresentar desculpas que não são aceitáveis para qualquer funcionário a quem eles devem dar bons exemplos, tudo isto sendo próprio de meninos mal comportados, como o Zequinha das anedotas escolares.

Embora difícil, não entremos em pânico e procuremos manter a esperança de os nossos políticos passarem a ter comportamentos que não suscitem críticas tão negativas como as que nos últimos dias têm sido lidas e ouvidas.