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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CAMPANHA ELEITORAL EXPLICA MUITO..


Como compreender as contradições das notícias que vêm a lume? Talvez a proximidade de eleições esteja a explicar muita coisa e a tirar certas dúvidas da sinceridade dos governantes.

Por um lado, «o primeiro-ministro e o seu vice alinharam os discursos que levaram ontem ao parlamento, colocando na "esperança" e num "novo ciclo"  as expressões-chave que deverão levar até às eleições de Maio.»

Por outro lado, «a dívida pública portuguesa atingiu 129,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do ano passado, segundo o último relatório da UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) do parlamento sobre endividamento». Assim, «2013 terá sido mais um ano em que a dívida portuguesa furou as metas previstas pelo governo e pelas instituições internacionais».

Também, «o produto interno bruto (PIB) português terá recuado 1,4% ao longo de 2013, segundo a estimativa rápida divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) - que contabiliza já 80% dos factores com relevância no apuramento do PIB. Os valores definitivos só serão conhecidos a 11 de Março.

Há quem diga que a proximidade das eleições seja a explicação para «nuvem de fumo» para iludir os portugueses. Também o comportamento das exportações foi pouco animador pois abrandaram face ao crescimento de 5,7% registado em 2012, tendo aumentado em 2013 apenas 4,6%.

Imagem de arquivo

sexta-feira, 21 de junho de 2013

SINAIS POSITIVOS GERADORES DE ESPERANÇA


Após tanto tempo de angústia, de desespero, de sacrifícios e privações, sem vislumbrar uma ténue luz ao fundo do túnel, perece que estão a surgir os primeiros sinais positivos. Não convém ter esperanças eufóricas, mas são um estímulo para estarmos atentos a outras informações esperando que surjam cada vez mais provas de que o pior já passou. E, ao mesmo tempo, cada um na sua área de interesse, pessoal, familiar e profissional fazer tudo o que puder para que o futuro pessoal e colectivo passe a ser o mais desejado para a felicidade de todos e o crescimento toda economia de Portugal e da sua distribuição mais racional e socialmente justa.

Eis alguns dos referidos sinais:

- Indicador do Banco de Portugal aponta para recessão mais branda no segundo trimestre

- Há dois anos que o indicador da actividade económica não caia tão pouco em Portugal

- Citigroup menos pessimista com evolução da economia portuguesa

- Governador do Banco de Espanha acredita que “o pior já ficou para trás”

- Portugal foi o país da OCDE onde a produtividade do trabalho mais subiu

- Actividade económica na Zona Euro supera estimativas em Junho

- Poder de compra dos portugueses está 25% abaixo da média europeia

- Cavaco apela a medidas imediatas de combate à pobreza

- Confiança dos investidores alemães sobe acima do esperado em Junho

Imagem de arquivo

terça-feira, 10 de julho de 2012

Que alternativas encontrará o Governo ???

A notícia seguinte cria expectativa e dúvidas, mas seria desejável que o resultado ressuscitasse a esperança segura de que os Portugueses andam necessitados.

Governo procura alternativas ao corte dos subsídios que gerem “consenso”

Será bom que o Governo observe soluções que estão a ser seguidas em países mais evoluídos e que podem servir de exemplo, depois da conveniente adequação ao caso Português.

Por exemplo, nos Estados Unidos da América:
Obama defende redução de impostos para a classe média e aumento para os mais ricos

E em França:
França aumenta impostos sobre os mais ricos

Isto vem ao encontro da sugestão da UGT:
UGT: medidas não podem afectar sempre os mesmos”

Imagem de arquivo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Crise, história e mudança

Aproveito, com alguns retoques, um comentário colocado aqui há dias num artigo que faz pensar na actual situação da Europa, que muitos dizem estar em decadência. Realmente, na vida real do Planeta, tudo tem evoluído de forma sinusoidal, com subidas e descidas, conforma a Natureza e a sucessão das quatro estações do ano. Neste momento estamos em baixo e, para tentar recuperar, será necessário não cometer erros na defesa do futuro do Continente. Mas não se vislumbram políticos com competência e dedicação à causa colectiva em grau que garanta um futuro saudável para os europeus. Vários pensadores o têm afirmado de entre os quais se pode citar o ex-PR Mário Soares.

No princípio da história o poder estava na Ásia, com a China, e o seu Império do Meio a ditar as modas. Mas este império que deixou muitos sinais do elevado grau da sua cultura e ciência perdeu poder, apesar da Grande Muralha construída na dinastia Quin (221-207aC), esteve dominado pela Mongólia nos séculos XIII e XIV, sofreu mais tarde a guerra do ópio e, recentemente, foi invadida pelo Japão, estando agora, depois de poucas décadas de acentuado progresso, a recuperar o seu poder de antanho.

Entretanto, na Europa, os gregos e os romanos atingiram um grau de cultura que impulsionou toda a Europa, mesmo depois da queda do Império Romano. Há seis séculos a Europa, seguindo os descobrimentos dos portugueses, iniciou a primeira globalização, embora com o aspecto negativo dado à colonização que, em vez da prometida difusão da cultura e da religião, se dedicou mais à exploração das riquezas locais (especiarias, ouro e outras).

Na Europa houve um acontecimento, a Revolução Francesa, que embora prometedor, não ocorreu com a maior eficiência e coerência e pecou por erros graves e com más implicações no futuro. Do seu lema de três palavras, uma a Fraternidade, é incontestável e decalcada na mensagem de Cristo, mas as outras , Liberdade e Igualdade, eram contraditórias e mutuamente adversas. Se há liberdade cada um gere a sua vida segundo os seus genes e a sua formação ética e cultural, não podendo daí resultar Igualdade. Para que esta exista, tem que haver autoridade que a imponha, disciplina militar com uniforme, ou moda imposta, o que não deixa lugar para liberdade. Pode dizer-se que se pretendia «igualdade de oportunidades», mas um lema, uma palavra de ordem, não pode exigir um manual do utilizador e este não é lido. E, por isso falhou. A liberdade foi para a libertinagem. E a Igualdade levou a que a guilhotina acabasse com os diferentes. Na mesma altura e com troca de experiências entre os contemporâneos, houve a revolução Americana que não usou o mesmo lema mas valorizou a pessoa e a iniciativa individual, como fonte de inovação, criatividade e via para o progresso. Os resultados diferentes viram-se nos séculos seguintes.

Da colonização nascida da expansão da Europa pela mão dos descobrimentos portugueses nasceu no fim do século XVIII na América aquele Estado que viria a tornar-se a maior potência económica e militar do Mundo. Por seu lado, a Europa iniciou o seu declínio, que não soube gerir de forma a recuperar a grandeza de outrora, e que pecou com as desmedidas ambições napoleónicas e mais tarde com duas guerras mundiais fruto de ambições e rivalidades entre a Alemanha e a França e, por outro lado, a hostilidade insular da Grã-Bretanha.

Terminada a II GM, houve na Europa quem pensasse e bem que a união seria a forma de evitar o colapso, mas não houve aberta adesão e comunhão numa estratégia de futuro, e o mais grave é que não surgiu uma estratégia definida com inteligência que fizesse convergir todas as energias e recursos para um futuro comum de desenvolvimento e bem-estar para os europeus. Não houve o devido respeito por todos que se sobrepusesse às ambições paroquiais de domínio que já tinham mostrado ser nefastas. Os políticos continuaram a olhar para o seu umbigo e a tentar explorar os mais pequenos em beneficio imediato dos grandes. A decadência tem continuado por falta de uma política coerente com um objectivo bem definido e aceite por todos.

Entretanto, depois de muitos abusos em que exauriu os seus recursos, também a América está perante a sua queda, ao mesmo tempo que se levantam os Estados Emergentes em que a China, a Índia e o Brasil se preparam para desempenhar os principais papéis.

Nestas condições, a Europa tem que gerir com muita prudência e determinação a sua marcha pela sobrevivência, definindo claramente e com realismo aquilo que pretende ser na nova ambiência internacional, sem complexos de qualquer espécie, mas com a preocupação de acertar em todas as suas decisões e gerir com prudência as suas relações com os gestores multinacionais do sistema financeiro, tendo sempre presente os próprios interesses de longo prazo. Há que parar de olhar para o próprio umbigo com arrogância e ambição despropositadas. Há que aproveitar as realidades internacionais actuais e controlar o barco da forma mais adequada para evitar um grande naufrágio e conseguir um futuro adequado.

Para isso, precisamos de políticos dedicados à causa pública que usem de competência e boa intenção e sem obedecerem à partidocracia que, erradamente, sucedeu á Democracia.

Imagem do Google

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Espanha despertou


Para sair da crise , não se pode a continuar a chapinhar na lama, é preciso mudar, é preciso dar um passo para terreno sólido, para solo seco, saltar do pântano.


O povo espanhol já tomou consciência da necessidade de mudança, deixou de continuar à espera de milagres, convenceu-se que o futuro do País e de cada um depende de cada cidadão e aproveitou a oportunidade.

Além das concentrações em várias cidades em que têm sido apoiados por cidadãos de vários países europeus, manifestaram nas urnas o poder do povo que caracteriza a verdadeira é Democracia.

São muito significativas as notícias que nos dizem que Espanhóis desafiam proibição e mantêm concentrações em várias cidades e, nas eleições regionais e municipais de Espanha causaram a derrocada do PSOE.

Certamente, após este resultado da vontade do povo, sentirão a esperança num futuro melhor, com intensidade suficiente para o conseguirem. A vontade e a motivação do povo, quando bem liderado, tornam grandes os Países.

Imagem de Juan Medina/Reuters

sábado, 14 de maio de 2011

Portugal vs Finlândia

Transcrição de artigo de Agenda Cascais 31, em que não foi aceite comentário por este ser reservado aos membros da equipa.

Ser Português! Para o bem e para o mal!

Tenho orgulho no passsado do povo a que pertenço mas alguma nostalgia pelo facto de sentir que Portugal, enquanto Nação, enfrenta nos tempos que correm algumas fragilidades e deficiências.

Mas gostaria de poder contribuir de forma empenhada para ajudar a mudar este rumo que teimamos em seguir.

Dito isto, passo a comentar a última coqueluche da Geração C Cascais, o vídeo que foi apresentado no encerramento das Conferencias do Estoril:



É bom ter orgulho no nosso passado.Indiscutível!
É bom reagir à crítica quando ela não é justa.Com veemência!

Mas é bom ter a humildade de reconhecer os erros que se cometem e a capacidade de arrepiar caminho procurando corrigir esses erros.

Com convicção, considero que a sobranceria, a arrogância, a agressividade, têm que ser usadas na medida certa sob pena de tendo razão, podermos aos olhos de todos perdê-la.

Este filme, na primeira abordagem, é uma lição mais ou menos correcta de história, e acima de tudo uma injecção de adrenalina no ego do povo português que tanto precisa de ânimo e de confiança.

Mas, à imagem do lider espiritual da Geração C, Carlos Carreiras, a mensagem descamba para a provocação fútil, para a arrogância e para a agressividade barata que não só nada resolve, como nos retira a réstia de razão que nos poderia assistir.

Os Finlandeses têm dúvida em emprestar uns patacos a Portugal? Tomem lá sopa de urso, que é para

Nós somos muito mais antigos, eles até usam uma bandeira que já foi nossa e para além de inúmeros exemplos da nossa grandiosidade passada, até lhes demos uns pares de sapatos e umas camisas de colarinhos coçados em 1940 o que os transforma em mal agradecidos!

Desculpem lá, geração C, Carlos Carreiras ou seja lá quem for que tenha sido o autor disto mas, com este tom, esta mensagem não é de certeza uma boa ajuda para os nossos objectivos nacionais!

Deixem-me ser um bocadinho Finlandês, só por momentos, para vos responder no mesmo tom. E vejam lá se não é tão agradável…

Nós os Finlandeses estávamos esfomeados em 1940 e foi importante a ajuda Portuguesa nessa altura. Mas construimos, a partir daí, um país solidário, com justiça social, com crescimento económico, com trabalho.

Não temos nenhuma estátua de um jogador negro moçambicano à porta dos nossos estádios, mas temos um telemóvel construído por nós no bolso de mais de metade dos portugueses.

Em contrapartida Portugal nos anos oitenta pediu empréstimos ao FMI, nos anos noventa e na primeira década do século XXI recebeu paletes de milhões de euros de ajudas da CE que supostamente deveriam ter sido aplicados a infraestruturar Portugal e a desenvolver a sua economia.

E o que temos hoje? Um país com auto-estradas com fartura, mas que em algumas delas passam carros de dez em dez minutos, um país que se propôs construir um TGV para poupar meia hora na viagem Lisboa Porto, um país que criou uma panóplia de incentivos ao não trabalho sob a capa de ajuda social, um país que se habituou a gastar mais do que produz como se isso fosse normal e sustentável, um país que despreza a justiça, um pais que alimenta uma classe política despesista sem exigência ou critério, um país que alimenta uma função pública nacional e local pouco produtiva.

Porque carga de água devem os Finlandeses aceitar, sem reservas, que as cigarras portuguesas voltem a usfruir dos bens que as formigas finlandesas ajudaram a criar?

Precisamos de ajuda.

Por nossa culpa.

Não por culpa dos Finlandeses mas dos Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e o nosso “dilecto” actual primeiro ministro José Socrates.

Todos, embora com responsabilidades diferentes, deixaram a sua impressão digital no regabofe que este país se transformou.

Proponho uma alternativa para este diferendo com os Finlandeses e que poderia ser personificado por Carlos Carreiras, dando o exemplo de arrepiar caminho no tal regabofe, propondo-se acabar com as agências que criou no universo CMC e assegurando por essa via a exemplar redução de 15% dos custos com pessoal naquela câmara.

Eu Finlandês considerava um sinal de juizo e contenção na despesa pública que Portugal precisa, eu Português começava a creditar que é possível refundar Portugal…


Publicado por Lixa nº 5

NOTA: O comentário que pretendia deixar é:
Não importa o número da lixa!!!
Está aqui uma crítica muito positiva, muito construtiva para dar um bom acabamento na escultura de recuperação da nossa imagem perante nós próprios e perante o exterior. Essa escultura não deve tardar a ser erigida como resultado e estímulo das energias nacionais remanescentes.
Parabéns por este texto muito patriótico.

domingo, 17 de abril de 2011

Políticos paranóicos?!!!


A notícia PS acusa PSD de querer "usar a crise para destruir o Estado Social" leva a recordar que a Wikipédia define a paranóia como psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crónico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria.»


É impressionante e chocante que os políticos, numa situação de crise quase fatal, em vez de ocuparem o espírito em procurar remédios para os problemas que por eles têm sido criados, brincam infantilmente com palavras vazias de conteúdo e sem a mínima utilidade para recuperar a economia nacional e o bem-estar das populações. Olham para o próprio umbigo, na desgastante loucura da campanha, sem mostrar nada de positivo, mas apenas querendo denegrir o adversário. Evidenciam as suas incompetências, de cérebro vazio de onde nada pode sair de positivo a não ser a conquista ou a manutenção dos benefícios de gangs que estiveram na origem da desertificação dos cofres do Estado, desviando o dinheiro dos impostos para os bolsos dos amigalhaços, usando os malabarismos de criar novos votos distribuindo os dinheiros públicos sob pretextos fictícios de criar centenas de funções inúteis com a simples intenção de dar salários e mordomias a amigos e assim se criar o «Estado socratino» a que se referiu Manuela Moura Guedes. 

Diz Francisco Assis que o partido concorrente quer destruir o Estado Social! Mas, afinal, explique-nos o que é o «Estado Social»? Será a injustiça social em que o País se encontra, com um fosso cada vez mais acentuado entre os mais ricos e os mais pobrtes? Será a quantidade de chafaricas sem utilidade destinadas apenas a justificar salários e mordomias aos «boys» e «girls»? Será a fundação da Cidade de Guimarães?, Será o enriquecimento rápido de Rui Pedro Soares, de Armando Vara, da família Penedos ou de muitos outros? Ou serão as reformas milionárias e acumuladas de todos (salvo eventuais excepções) os ex-políticos? Será a frequência de ministros a desautorizarem e contradizerem colegas da mesma equipa?

Mas, na ausência de ideias esclarecedoras e de estratégias para ultrapassar a crise e iniciar o desenvolvimento económico e social, os políticos usam as técnicas da publicidade para embrutecer as pessoas, turvando-lhes o espírito, com a imagem e o som das palavras que ocultarem a falta de conteúdo dos discursos. Seguem a regra de que é preciso aparecer muitas vezes e dizer qualquer coisa com um sorriso que aparente boa disposição. Sabem que, mesmo que alguém critique, é preferível isso do que nada seja dito a seu respeito.

Eles sabem que a multidão não usa o raciocínio, age por sinais e os nossos políticos têm bons técnicos de marketing a aconselhá-los!!! Veja-se as votações por unanimidade e outras por grande maioria. Veja-se a ausência de reacções a casos gritantes, a adoração ao «querido líder» apesar da incompetência que tem demonstrado e dos variados casos de suspeitas em que tem estado envolvido. 

As ovelhas pretendem apenas um pastor que as leve ao pasto, seja quem for o pastor ou qual for pasto. É preciso que apareça em frente da multidão alguém que se mostre e fale ou agite um trapo visível para as levar atrás.

O diagnóstico da doença nacional (inserido em grande parte nos artigose atrás linkados) mostra o estado aterrador em que está a sociedade e retira qualquer esperança de uma cura fácil e rápida. Como fazer a terapêutica, onde encontrar os médicos e enfermeiros?

A eliminação dos agentes parasitas será o primeiro passo, mas depois quem escolher, quem será capaz de orientar o País, passo-a-passo, no processo de restauração? E como domar as multidões a aceitarem o novo rumo, se elas estão intoxicadas por modos desonestos de arrastamento ovino?

Portugal está a precisar de um doutrinador com um esquema claro de governação criativa, inovadora, com perspectivas de futuro e de um pastor com pulso forte para meter tudo em cima dos carris que conduzem ao progresso, ao desenvolvimento, com Justiça social e decisões ajustadas. Não precisamos de vendedores de maus produtos que nada dizem de sólido nem de útil.

O País não está em momento de infantilidades nem de perder tempo com palavras vãs e tricas entre vizinhos em competição por um lugar de estacionamento.

Imagem do Google

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Decisões urgentes estão demoradas

Ao aproximar-se o fim do ano, recorda-se o título do livro de Pedroso Marques «Tempos difíceis – Decisões urgentes», pois continuamos, após muitos meses de promessas eivadas de falso optimismo, a fazer a contagem de repetidos PECs, sem vislumbrarmos a luz ao fundo do túnel, sem vermos resultados do sacrifício a que nos têm obrigado.


E como diz Diogo Feio no seu artigo de hoje no Jornal de Notícias, «quanto mais tarde resolvermos os nossos problemas estruturais - educação, justiça, condições de investimento, mundo laboral, e forma de funcionamento da Administração Pública - pior será.»

Entretanto, chegam palavras com pouca consistência assente na realidade sentida pelos portugueses mais lesados pela austeridade , vindas do PM que «pediu “empenhamento na defesa do interesse nacional” e garantiu ao Presidente da República “a fidelidade do Governo aos valores da lealdade e da cooperação institucional, que são tão necessários nesta fase que o país atravessa”. E do PR chega o desejo de que «os ministros e secretários de Estado tenham “energia e determinação para enfrentar os problemas que, com certeza, se colocarão sobre as vossas secretárias”. Mas nada nos indica que destas palavras possam resultar medidas urgentes e eficazes para curar os males do sistema doente que nos esmaga.

Há sérios motivos de preocupação por não se verem aparecer decisões urgentes tendentes a eliminar ou reestruturar os sorvedouros de dinheiro público referidos em Onde se cortam as despesas públicas??? e Dezenas de institutos públicos a extinguir. Não se vê nada além de paliativos, medidas sem estratégia, que curem as causas da crise interna e evitem que ela se prolongue além do limite crítico e depois não venha a repetir-se.

Usando as ideias atrás citadas, quanto mais tarde se aplicar a terapia eficaz, pior será!!! É indispensável o respeito pelo interesse nacional, a fidelidade e a lealdade ao País (aos portugueses) e a energia e determinação para tomar medidas eficientes para bem dos mais de 80% que estão a ser mais sacrificados pela austeridade e dos quais só se fala durante campanhas eleitorais.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Lacão descobre a pólvora

Depois da lança em África lançada por Vitalino, surge agora Lacão a descobrir a pólvora, dizendo que "Não era substituindo pessoas que os problemas passariam por milagre a ser resolvidos".

O Sr. Ministro deveria saber que os portugueses não são assim tão obtusos que acreditassem que a simples mudança de caveiras nas cadeiras do poder iria, só por si, resolver os graves problemas de Portugal, criados durante os últimos governos. O mal não está nas pessoas mas naquilo que elas mostraram fazer ou deixar de fazer, na podridão em que transformaram a máquina do Estado.

Só que quem foi causa do problema dificilmente será parte da sua solução. E não se imagina que os actuais «donos» do Poder sejam capazes de acabar com irresponsabilidades, imunidades e impunidades e eliminar dezenas de Instituições públicas em conflito por sobreposição com outras, inúteis e prejudiciais por complicarem o funcionamento da máquina administrativa, outras com excesso de «gestores», fundações e outros sumidouros de dinheiro público, sem a mínima hipótese de rentabilidade em termos nacionais.

Agora fala-se no BPN e no BPP , mas na América o caso do banqueiro Madoff ocorrido na mesma data foi resolvido com sentença aplicada passados seis meses. Já lá vão anos e em Portugal ainda se está nas buscas domiciliárias, ignorando-se quando haverá sentença, se é que entretanto o processo não é arquivado ou prescrito. Também no âmbito da Justiça, é notícia a forma discutível como foi decidida a Fusão dos Serviços Prisionais e da Reinserção Social que agora cria dificuldades, o que evidencia não ter seguido a regra salutar de Pensar antes de decidir. Não se pode dizer que se funde, elimina ou organiza uma instituição ou instituições só para servir de propaganda política, é preciso estudar bem os problemas antes de lhes aplicar a solução mais adequada aos verdadeiros interesses nacionais.

É indispensável que o governo passe a contar com pessoas com capacidade, vontade e sem amarras, que possam, com sentido de responsabilidade e de Estado, reorganizar toda a máquina de Estado, pessoas disciplinadas e disciplinadoras que procurem a maior simplicidade sem nada de supérfluo, capazes de despedir «boys» e de os aconselhar a criarem empresas privadas individuais, em actividades sem ligação ao Estado, em que sejam capazes de sobreviver, isto é que tratem da sua vida, sem estarem a mamar indevidamente nas tetas do Estado.

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domingo, 5 de setembro de 2010

Investimento e exportação a chave da recuperação???

Segundo noticia o Público, Sócrates disse que as duas palavras-chave para a recuperação da economia nacional são “investimento e exportação”. O entusiasmo com que estes discursos são pronunciados é, por vezes, perigoso por criar expectativas irrealistas. Tem havido no País entusiasmos semelhantes que bateram com a testa no muro, empresas que ou não chegaram a iniciar a produção ou encerraram pouco depois. Algumas mudaram-se para outras áreas geográficas, deixando centenas de pessoas no desemprego com o que isso representa de problemático para as famílias.

Sem dúvida que a exportação constitui um indicador, uma mola de recuperação, pelo dinheiro que entra no País e pelos efeitos que estão a montante, negócio dos fornecedores, trabalho e respectivos salários ao pessoal, remuneração ao capital e lucro, etc. Quanto a isso não há dúvidas. Mas quanto ao investimento, é preciso ter em conta as lições de experiências anteriores, as decisões que conduzam a medidas concretas devem ser muito ponderadas e utilizadas com critérios bem adequados, para não se repetirem erros, em que, com a falácia do investimento, foi esbanjado muito dinheiro com empresas estrangeiras que não se mostraram merecedoras do apoio.

A Alemanha, segundo notícia recente, terá este ano o desemprego mais baixo desde 1992pois está a obter grande sucesso no combate ao desemprego através das «pequenas e médias empresas e, em especial, do sector de serviços».

Portanto nada se resolve com palavras milagrosas, com uma varinha mágica, mas com análises criteriosas, desapaixonadas quanto a hipóteses mais favoráveis a amigos ou compadres e preparando as decisões tendo sempre em mente o interesse de Portugal e as condições existentes nas realidades dos portugueses, de quem se espera o melhor esforço para a recuperação que os deverá beneficiar. É preciso que todos estejam conscientes de que tudo será organizado para que os benefícios não fiquem concentrados nos que já estão favorecidos, mas sejam distribuídos com justiça social para reduzir o fosso entre os que tudo têm e os de que de tudo carecem.

Imagem da Net.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dicas para enfrentar a crise

Como diz Paquete de Oliveira no Jornal de Notícias de hoje, a insustentável situação em que nos encontramos, embora seja mais aparente nos aspectos financeiro e económico, é também notória no aspecto social e político. Segundo o próprio Presidente, ela já vinha dando sinais do seu crescimento progressivo há mais de meia década, com uma acentuada degradação da sociedade em todos os seus vectores. E durante este tempo, apesar de vários sinais de alerta, não houve cabeças válidas com capacidade para estruturar medidas que evitassem o agravamento e, depois da eclosão, para lhe pôr fim e para eliminar as causas que, se persistirem, haverá mais réplicas de maior ou menor gravidade extenuando as capacidades de resistência da maior parte da população.

Segundo o artigo de Paulo Baldaia no JN de dia 12, é insustentável que os próximos governos se limitem a fazer o que fizeram os seus antecessores. São precisas ideias novas para estruturar o Estado para uma nova era, pós-crise. É preciso cortar com muitas rotinas que já mostraram ser nocivas ao País, embora possam satisfazer aos jogos partidários. «É preciso gente nova, gente que não tenha medo de perder eleições na tentativa de ganhar um país mais justo e solidário.»

Na nova reestruturação do País, deve ser encarado o estado de esvaziamento do interior e há quem esteja em posição que obriga a procurar solução mas que mostra estar derrotado á partida dizendo que a desertificação é difícil de contrariar, em vez de analisar os diversos vectores em jogo estabelecer uma estratégia e colocá-los todos a puxar para o mesmo objectivo, sem pressa, mas com perseverança, sem actos falhados. Se a agricultura era a forma de vida das populações locais, porque não fomentar uma agricultura moderna, servindo-se de estufas, da biológica, da pecuária, etc. Começar com indústrias de pequena dimensão utilizando os recursos locais. Parece que tais problemas estão à espera que venha solução de altos cérebros muito teóricos e «inovadores» mas sem capacidade realizadora por desconhecimento das realidades.

Como diz Tiago Azevedo Fernandes no JN de hoje, precisam-se novas perspectivas de avaliação das realidades de hoje, o uso da inteligência passou a ser uma necessidade absoluta, já não se limitando a ser apenas conveniente. Há que ensinar as pessoas a desenvolver hábitos de poupança e rigor e a incuti-los nas crianças em idade escolar. E os investidores devem espreitar onde estão as oportunidades de negócio, e não se limitarem a esperar que elas lhes caiam nas mãos. Temos que aprender a reflectir sobre aquilo que nos cerca, os recursos de que dispomos, o uso que lhes podemos dar, e convencermo-nos de que temos que assumir a nossa quota-parte de responsabilidade na gestão do mundo de hoje e de amanhã .

Entretanto o Museu do papel Moeda ensina a lidar com dinheiro, uma iniciativa que pode ser uma chamada de atenção para um problema que tem andado muito arredado da gestão familiar em lares onde o endividamento ultrapassa o razoável.

Entretanto, segundo o artigo de Manuel António Pina, o INEM, para poupar, reduz os meios de socorro e termina com o apoio telefónico a pessoas em estado de grande depressão em vias de se suicidarem. Cinicamente, isto poderá justificar-se porque impedir alguém de se matar contribui para o agravamento do défice. Assim, poupam nos encargos com pessoal e meios e a Segurança Social poupa em pensões e subsídios. Estes raciocínios irónicos fazem pensar no fenómeno ligado à aceleração da vinda da eutanásia e do suicídio assistido, que podem prestar-se a abusos «económicos» mas que, em complemento da facilitação do aborto ou do incremento deste com argumentos de vária ordem, podem trazer poupança em apoios sociais.

Enfim, a sociedade está perante ameaças reais e esboçadas que alteram tudo aquilo a que temos estado habituados.

Imagem da Internet.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tácticas de diversão

Como aqui tem sido dito repetidamente, uma empresa com dimensão considerável deve ser administrada com visão estratégica desde o investimento inicial, com vista a uma finalidade bem definida, ao produto a fabricar, à qualificação da mão-de-obra, à escolha e manutenção dos equipamentos, ao relacionamento com fornecedores e clientes, à concorrência e ao ambiente social em que se encontra de que resulta o mecenato e o apoio aos operários e famílias, etc.

Por maior razão, gerir um País, que poderá ser comparado a uma grande empresa em que a finalidade é o desenvolvimento da felicidade e bem-estar do povo, da Nação, qualquer decisão deve ser tomada atendendo sempre a tal finalidade e ter em consideração todos os factores envolventes e condicionantes, em íntima coordenação e convergência com as decisões anteriores e as que se seguirão. Trata-se de um mecanismo que deve ser operado com meticulosidade e rigor, para evitar avarias. Deve ser evitada a táctica obnubiladora de varrer para debaixo do tapete, a táctica de diversão , de desviar a atenção do essencial para aspectos marginais que apenas fazem perder tempo e energias e prejudicam as finalidades nobremente pretendidas. É indispensável a definição de estratégias integradas que excluam tácticas casuais, avulsas e descoordenadas.

O fenómeno é abordado nas seguintes frases do artigo de António Freitas Cruz no JN de ontem, «A exploração do futebol»

«Há dias, na imagem de abertura de um telejornal, vi ao lado da "pivot" dois monstros sagrados do arraial mediático: um escritor de sucesso e um antigo primeiro-ministro expulso do cargo com a ajuda da "má moeda". Enfim, dois comentadores multiusos para ocasiões especiais.

Pensei: queres ver que houve grande acontecimento? E houve: nada menos que um treino da selecção do senhor Queiroz. Estiveram os três naquilo 28 minutos, durante os quais não meteram bedelho nem a crise, nem Israel, nem as escolas fechadas - nem nada.»


Tais manobras desviantes de futebol, fado, telenovelas, «casos» judiciais e inquéritos parlamentares, mantêm a população enganada e iludida naquilo que Eduardo Lourenço definia há dias como «excesso de auto-estima» que alterna com momentos de depressão, lamentos e impulsos de insurreição. Parece que ainda somos o País de grande desenvolvimento de há cinco séculos em que se vivia facilmente com as especiarias que chegavam do mundo recentemente descoberto, ou de há 20 anos em que se perdeu a noção da necessidade de trabalhar e produzir porque a União Europeia nos financiaria os luxos e o consumismo.

É urgente dar ouvidos a Ernâni Lopes quando nos diz com muita clareza que é preciso substituir imediatamente uma série de defeitos e erros pelas virtudes que se lhes opõem, aquelas que fazem as pessoas sentir-se honradas, independentes e moralmente ricas. Há que começar já a alteração de mentalidades e procedimentos e isso deve ser iniciado pelo Governo que deve dar o exemplo da dignidade e clareza de propósitos e fomentar a moralização do regime e do País. Todos devemos ajudar dentro das respectivas capacidades, mas o responsável pelo País é, e não pode deixar de ser, o Governo.

Imagem da Internet.