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sábado, 4 de abril de 2020

COREIA DO NORTE COM VAIDADE E ARROGÂNCIA

Coreia do Norte com vaidade e arrogância
(Public em O DIABO nº 2257 de 03-04-2020, pág 16)

A loucura da guerra e a vaidade de ter armas de grande poder destruidor são defeitos comuns a grandes potências que sonham com o domínio do Mundo, o que suscita comentários demolidores dos pensadores mais serenos. Mas, infelizmente, há países de reduzida dimensão que não resistem à tentação de mostrar a pior das vaidades e esquecem o bem-estar e a segurança do seu povo, para desbaratarem o pouco produto do trabalho dos cidadãos no fabrico de armas vistosas de que não obtêm resultados correspondentes ao custo.

O caso mais recentemente noticiado é o do lançamento pela Coreia do Norte de dois mísseis de curto alcance na manhã de dia 21 de Março que percorreram 410 quilómetros antes de caírem no mar do Japão. Segundo a Coreia do Sul e os seus militares do Serviço de Informações que estão em permanente observação das actividades do seu vizinho do Norte, este foi o terceiro lançamento neste mês de Março.

O governo norte-coreano, com vaidade e arrogância, justificou a produção de armas nucleares como uma resposta necessária contra a política externa agressiva dos Estados Unidos em oposição à Coreia do Norte. Mas não analisa correctamente tal posição que é absurda porque, numa guerra propriamente dita com os EUA, a Coreia do Norte ficaria reduzida a pó. Mesmo que os EUA não praticassem tal destruição, a Coreia, depois dos custos que já está a ter e dos danos que teria durante o conflito, mesmo que ligeiro e rápido, não obteria a mínima vantagem nesta arrogância. E, provavelmente, não encontraria qualquer potência que, para apoiar tal loucura, se levantasse contra a grande potência americana.

Na actual situação da pandemia do Covid-19, surgida na China e já espalhada por grande parte do globo em que as pessoas estão em quarentena, a fim de evitar as piores consequências, esta acção de preparação bélica constitui um “acto altamente inapropriado”, não só pela pandemia surgida no país seu vizinho e que, certamente, está a afligir o seu povo mas também por a sua população viver com dificuldades e ver o fruto do seu trabalho desperdiçado em fantasias de grandeza desnecessárias e completamente inúteis.

No início de 2019, houve uma cimeira com Trump em Hanói a fim de a Coreia do Norte parar com experiências nucleares, mas não houve cedências à América e esta recusou levantar as sanções económicas. Porém, Kim Jong-un, apesar das suas dificuldades económicas, quer ter o país preparado para combater qualquer guerra provocada pelos EUA e disse que “as suas Forças Armadas estão prontas para proteger o seu povo e o céu azul da sua pátria”. Trata-se de uma arrogância insensata, com a qual os responsáveis militares não concordam, mas a que não podem desobedecer por não desejarem ser assassinados.

Há quem manifeste esperança de a humanidade vir a ter grandes modificações, após ter sido habituada a novos comportamentos pela quarentena que lhe foi imposta para fazer frente à actual pandemia. Porém, tais esperanças terão de ser condicionadas pela péssima qualidade de grande parte dos “responsáveis” pelos Estados que colocam acima dos reais interesses dos seus povos, o vício da ambição pessoal, da vaidade, do orgulho, da arrogância e da ostentação de actos insensatos.

A actual pandemia do Covid-19 deve incitar à reflexão profunda ponderando que todas as pessoas, independentemente da riqueza e da posição social, estão sujeitas à doença e à morte, pois têm morrido médicos e foram afectados governantes que decidiram abandonar as funções e entrar no isolamento das quarentenas e até em cuidados intensivos. ■


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

DITADURA DE ROSALINO ???


O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino tentou explicar a uma deputada da oposição a questão da aplicação da condição de recursos às pensões de sobrevivência e confessou que se trata de uma questão técnica de difícil compreensão para a generalidade dos portugueses.

Ao ser-lhe pedido então que desse exemplos que fossem de melhor compreensão para os deputados e para os portugueses, o governante demonstrou a sua frustração por já ter dado várias explicações sobre o mesmo tema e ofereceu-se então para fazer um desenho à deputada a explicar o complexo problema. «Senhora deputada eu já lhe expliquei. Não sei como é que lhe hei-de explicar isto de outra maneira, já lhe expliquei de várias maneiras. Tenho de lhe fazer um desenho, eventualmente».

Podemos portanto concluir que numa democracia em que se fala muito, em que se refere a transparência, sucede que os eleitores têm que aceitar docilmente que os seus mandatários tomem decisões que não conseguem explicar não só à maioria dos cidadãos mas mesmo aos deputados que é suposto serem dotados de uma inteligência não inferior à média nacional. Um ditador não faria isso mais claramente. «Penso quero e mando e não dou explicações porque é uma questão técnica muito acima da vossa compreensão». Aguentem e caladinhos.

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sábado, 10 de agosto de 2013

ELES SABERÃO O QUE FAZEM ???



Não houve surpresa ao deparar-se com a notícia que informa que:

O Governo não realizou, esta sexta-feira, o “briefing” com os jornalistas, como estava programado. Além disso, também não se compromete com dois encontros na próxima semana (…)
Quando os encontros com jornalistas foram retomados, a 31 de Julho, foi assinalado que os “briefings”, que ,quando começaram deveriam ser diários, passariam a ser bissemanais. Iriam acontecer à terça e à sexta-feira. Contudo, na segunda semana desde que foram retomados os “briefings”, houve um cancelamento. O desta sexta-feira.(…)


NOTA: Enfim, decisões impreparadas, desconhecendo a metodologia aconselhada em «Pensar antes de decidir». Os senhores governantes não têm respeito pelo povo deste País, nem pelos jornalistas e brincam infantilmente com caprichos e fantasias, antes de pensarem serenamente no objectivo que pretendem, na análise cuidadosa de todos os factores com incidência no problema e na escolha da modalidade mais correcta, planeando (planear é prever) os pormenores por fora a não mostrarem o seu aprendizado deficiente ou falta dele e procurarem evitar ter de fazer face às suas hesitações com emendas, avanços e recuos.

Não pensaram, com oportunidade, que os jornalistas são inteligentes (o seu QI médio não será inferior ao dos políticos) e não uns burros incipientes que comem toda a palha, independentemente da forma como lhes é dada. Por outro lado, eles conhecem melhor do que a maioria dos políticos os problemas dos portugueses das diversas regiões. E, a jusante dos jornalistas, estão os portugueses que lêm e ouvem a Comunicação Social..

Senhores governantes, não esqueçam que não são os detentores exclusivos da inteligência e da verdade. Procurem esclarecer em vez de aumentar as dúvidas e as interrogações, porque estas nunca são favoráveis aos ocupantes dos gabinetes governamentais,

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O BOM POLÍTICO OUVE O POVO



Das manifestações populares ocorridas em S Paulo e no Rio de Janeiro, chegam várias notícias. Delas convém não desprezar as que se referem à posição da Presdente da Repúblicae chefe de Governo: Dilma está atenta às reivindicações dos brasileiros e aquela em que evidencia a sua posição democrática perante a expressão do desagrado popular Dilma Rousseff diz que manifestações pacíficas são «legítimas».

Esta prática dos conceitos democráticos é para nós uma surpresa por estarmos habituados a comportamentos opostos, quando verificamos que, pelo contrário, Passos Coelho tem afirmado arrogantemente que não tem medo dos portugueses nem se deixa impressionar por manifestações nem cede a pressões, e avança com a sua ideia «custe o que custar».

Onde está a democracia? Afinal o que é uma ditadura? Democracia não pode resumir-se a eleições de quatro em quatro anos para os eleitores, depois de semanas de intoxicação com falácias, ser colocado perante a escolha entre listas em que constam nomes que desconhece totalmente. Estamos a necessitar de uma «excelentíssima reforma», a começar pelas mentalidades dos políticos e das funções dos partidos.

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sábado, 15 de junho de 2013

SEM RAZÃO PARA ESPERANÇA NO FUTURO PRÓXIMO


Segundo notícia de hoje, neste ano de 2013, desapareceram 1100 empregos por dia até Março. «Considerando os dados até Março, ontem avançados pelo Eurostat, Portugal já conta com 21 meses consecutivos de destruição de emprego».

E, apesar desta miséria nacional, o PM está orgulhoso do seu trabalho e ameaça candidatar-se a novo mandato. Veja os seguintes artigos linkados, Se não tiver tempo para ler tudo, veja ao menos, os títulos das notícias.

Passos Coelho: “Tenho muito orgulho no trabalho que estou a fazer” 
Passos quer dar a cara em 2015
ELEIÇÕES DE 2015 SÃO OBJETIVO PARA PASSOS

Embora não evidencie capacidade minimamente credível para esclarecer os cidadãos e para lhes captar o voto em próxima oportunidade, diz com sobranceira arrogância que não tem medo de eleições nem dos portugueses], mas como, normalmente, apenas diz que não tem medo quem está tolhido e condicionado por ele, vejamos e comparemos as notícias seguintes:

Passos Coelho não tem medo de eleições nem dos portugueses
Passos sem medo dos portugueses e do seu julgamento
Segurança reforçada à chegada de Passos Coelho à Amadora 
Governo precisou de protecção da polícia espanhola no 10 de Junho 
10 de Junho. Polícia espanhola garantiu segurança de Passos e Cavaco

E, como Passos atende mais aos alertas do exterior do que aos desabafos e manifestações dos seus concidadãos e eleitores, o FMI faz-lhe o favor de o alertar para perda de apoio político e social ao programa de ajustamento.

Perante isto, se o seu partido não o substituir na liderança, resta-nos a angústia de recear o pior para o seu partido nas próximas eleições em que, segundo promete, quer impor a sua presença.

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

O MEDO É DA COR DA PRUDÊNCIA!!!???


O primeiro-ministro «garantiu», não ter medo nem das eleições autárquicas e europeias que se avizinham nem dos portugueses.

Recordei o que ficou escrito sobre o exemplo de famoso líder. «Um bom líder não sente necessidade de ser arrogante, vaidoso ou autoritário, porque sabe captar as simpatias da sua equipa, para seguir as melhores estratégias a caminho do objectivo selecionado».

Acerca desta declaração do PM, o meu amigo AMF disse, no seu tom cauteloso, «tenho para mim que quem afirma que «não tem medo» está muito mais do que amedrontado, pois já está paralisado, cobardemente, no pensamento e na acção!...Diz-se também que «quem tem medo compra um cão»…

Mas um governante não precisa de comprar cão, pois tem garantida segurança por profissionais bem preparados, como se viu no mesmo dia na Amadora.

«As autoridades cortaram uma rua da Amadora por causa da presença do primeiro-ministro na apresentação do candidato do PSD à câmara local. Minutos antes da chegada do PM, a avenida Santos Matos já tinha sido cortada ao trânsito do automóveis e peões, o que impediu todos de passar em frente ao auditório onde Pedro Passos Coelho esteve.

Mas, se Passos foi exageradamente arrogante quando falo de medo, os serviços de segurança estão atentos e avaliam que o grau de ameaça aos ministros do Governo de coligação, é o mais elevado dos últimos 20 anos e procuram reduzir os riscos o mínimo possível

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

O BOM LÍDER NÃO É ARROGANTE NEM VAIDOSO


Transcrição de post do Blog Sempre Jovens, publicado por Celle:

 Coisas do Papa Francisco! "E tu, irias sentar-te na cadeira de trás?"

Uma das últimas cadeiras da igreja é ocupada pelo Papa.
É o que se vê na foto.

Ele está a celebrar uma Missa muito peculiar: os convidados são os jardineiros e o pessoal de limpeza do Vaticano. Num momento da celebração o Papa pede a todos que orem em silêncio, cada um pelo que o seu coração deseja. Nesse instante, ele levanta-se da sua cadeira presidencial que está na frente e vai sentar-se numa das últimas cadeiras para fazer a sua própria oração. Dá a impressão de que este chefe preferiu que todos se centrem em ver de frente a verdadeira razão da sua existência, esse Cristo crucificado que está ali presente e não em que o vejam a ele, o seu chefe, que não é mais que um homem que falhou e continuará a falhar, e a quem hoje todos chamamos o Papa Francisco.

A famosa diferença entre chefe e líder é absoluta nesta foto. O chefe sempre se emproa, pondo-se à frente para que todos o vejam e lhe obedeçam, enquanto que o líder sabe quando se deve sentar atrás, não incomoda, acompanha, facilita o caminho para que os outros consigam os seus propósitos; o líder é capaz de desaparecer no momento oportuno, para que os seus companheiros cresçam e se centrem no que é verdadeiramente importante. O líder não teme perder o seu lugar, porque sabe que, muito para além do “seu lugar”, trata-se de ajudar aqueles que se encontrem no seu caminho.

Na foto, o admirável Francisco está de costas. Ele sabe que muitos o queriam ver de frente, mas neste instante tão íntimo, ele prefere ficar de costas para os fotógrafos e dar a cara a esse Deus de todos, Amor para o jardineiro e Amor para o Papa, esse Deus que não diferencia o abraço nem dá mais por um ou por outro, ambos são pecadores e ambos precisam d’Ele.

Quantos chefes terão a capacidade de ir sentar-se naquela cadeira de trás? Quando é que mães e pais teremos que “celebrar” essa cerimónia chamada vida com os nossos filhos, e num momento oportuno sermos capazes de nos sentarmos atrás, para que eles fiquem de frente para a sua missão? Quantos poderemos voltar as costas aos aplausos, à barafunda dos “clicks”, aos elogios, para dar a cara, num momento íntimo, a essa oração profunda que torna o nosso coração despido de orgulho, a um Deus que deseja com fervor escutar-nos?

O Papa ficou-me gravado nesta foto, e eu espero que hoje esta injeção sirva para me situar no resto da minha vida...

NOTA: Sua Santidade, com este exemplo de humidade, ensinou que devemos ser para os outros tal como desejamos que eles sejam para nós. Há diferença entrem o SER e o TER. Francisco, nesta atitude mostrou que deve considerar-se irmão dos irmãos, aconselhar como se devem concentrar na reflexão sobre as suas faltas por pensamentos, acções e omissões. Deu o exemplo, ao concentrar-se na sua reflexão, de que o seu Ser deve sobrepor-se à ostentação do cargo que tem, e que acha que não deve ser utilizado como imagem de poder, mas de líder, de condutor de pessoas para o caminho do Bem.
Um bom líder não sente necessidade de ser arrogante, vaidoso ou autoritário, porque sabe captar as simpatias da sua equipa, para seguir as melhores estratégias a caminho do objectivo seleccionado.


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Arrogância versus persuasão


Em democracia, a soberania reside na Nação, nas pessoas, nos eleitores e a estes deve ser dada conveniente explicação das medidas tomadas pelos seus mandatários, os eleitos que ocupam os poderes, principalmente o executivo. Este não precisa de utilizar a arrogância nem propaganda com promessas falaciosas, pois ninguém ignora a força de que ele dispõe para impor as medidas mais convenientes para bem do povo. Em vez de arrogância, será mais democrática, mais diplomática a persuasão, com informação leal, em diálogo bem conduzido, ouvindo o povo e explicando os factores menos explícitos.

Uma decisão deve ser explicada de forma semelhante a esta: «O problema (objectivo) é o seguinte… havia três hipóteses de solução, A, B e C… a que pareceu melhor é a A, embora a C parecesse aceitável não foi escolhida por ter o inconveniente de … Agora vamos pô-la em prática com as seguintes fazes…».

Os fortes não precisam de estar sempre a mostrar os músculos e falar dos seus arsenais bélicos, perante os seus dependentes. A persuasão, mesmo que não possa ser completamente aberta, amacia os contactos e reduz o sofrimento de eventuais sacrifícios que tenham de ser suportados.

Mas, contrariamente a estes procedimentos democráticos, temos assistido à táctica da arrogância totalitária, do custe o que custar, doa a quem doer, eu posso quero e mando.

As medidas excessivas de austeridade foram mais dolorosas do que foi sugerido pela ‘troika’, o que suscitou críticas de conceituados observadores, técnicos e políticos nacionais e estrangeiros. Tal austeridade asfixiante cortou o poder de compra da classe média, a mais consumidora, daí que o comércio tenha diminuído a facturação, levando à travagem da indústria, ao encerramento de empresas, ao desemprego e à diminuição das receitas fiscais e aumento de despesas com subsídios de desemprego.

Para fazer face a resultados tão lógicos, previsíveis e desanimadores, houve a arrogância de não mudar de solução, de insistir no uso do tóxico causador do mal-estar. Os discursos com promessas falaciosas talvez com a intenção de criar esperança ao rebanho que estava a ser conduzido para o abate, não pararam de subir como balões de hélio. A arrogância foi percorrendo o percurso de espiral recessiva, inicialmente negada e de que nem se queria falar, como quem pretende tapar o sol como uma peneira. E isso passou-se apesar de repetidos alertas de +pessoas bem informadas aquém e além fronteiras.

A emigração passou a ser a esperança mais consistente dos jovens e, assim, se perdem cérebros e mão-de-obra bem cotados, não se tratando, agora, dos emigrantes da mala de cartão de outros tempos. É um grave empobrecimento que retira forças de recuperação do desejado crescimento.

Os governantes, na sua tão convicta como irracional arrogância, parece que consideram que na população só burros e, em vez da elucidação realista, e da persuasão discreta e suave, nem têm evitado expor-se infantilmente às manifestações de indignação que tem estado a surgir nas poucas pessoas pensantes, com energia transbordante e tendência infecciosa como se viu na diferença entre a manifestação no «Clube dos Pensadores» em Vila nova de Gaia e a do dia seguinte no ISCTE em Lisboa, face ao mesmo ministro que dias antes tinha feito um discurso sem nada de concreto mas com muitas alusões vagas a ideias, projectos, guiões…

Perante esta segunda manifestação, o governo, antes de ponderar e analisar o fenómeno em questão, reagiu de imediato, evidenciando a insensata arrogância de quem mostra o chicote à fera enfurecida. Precisam-se domadores que actuem com realismo, pela simpatia cativante, atracção esclarecedora.

Em vez da arrogância deve haver informação leal, persuasão, mas, depois de tomadas racional e metodicamente as melhores soluções, o mais consensualmente possível, não pode haver perda de firmeza na concretização, sistematicamente controlada, para evitar desvios perniciosos e abusos de corruptos.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Arrogância como tradição???

Desde miúdo (e já lá vão várias décadas!), numa aldeia do interior, ouvia dizer que «andamos a aprender até morrer», «o saber não ocupa lugar», «perfeito só Deus», «errar é humano», etc.

No entanto, ainda aparecem pessoas que se querem apresentar como sábios infalíveis, geniais, divinos, mas só acredita em tal arrogância e basófia quem não filtra as suas «barbaridades» de linguagem pelo crivo do próprio pensamento, pois quem observa as acções e omissões desses seres balofos, vaidosos e cheios de prosápia inconsistente, verifica que não passam de seres normais com imperfeições e erros, mais ou menos, como qualquer mortal.

Já houve um governante de quem ficou célebre a frase «nunca erro e raramente me engano», mas «decretou» não haver tolerância de ponto num Carnaval e o povo não gostou e a sua carreira política sofreu um ligeiro revês. Agora frequentemente mostra que ‘nem sempre’ acerta.

Parece que tal arrogância de quem não quer aprender com os outros e com a experiência está a tornar-se tradição. Senão vejamos o título de notícia no PÚBLICO que é a transcrição de palavras de um governante "Governo não aceita lições de moral da esquerda sobre sensibilidade social”.

O Zequinha das anedotas escolares ficou ignorante porque não queria aprender, não aceitava lições, porque já «sabia tudo». Mas estão a surgir afirmações da área do Governo que mostram ainda haver algo a aprender, ainda há lições a receber, como se vê da notícia Capucho considera "contraproducente, negativo e injusto" não dar tolerância de ponto, também desta Deputado do CD-SPP contra extinção de alguns tribunais e desta mais antiga Cavaquistas defendem saída de Vítor Gaspar do Governo.

A arrogância e a falta de humildade, levando a não estar atento a sugestões bem intencionadas, vindas de qualquer azimute, levanta dúvidas sobre a capacidade de decidir da melhor forma para criar uma vida melhor dos portugueses, da disposição para fazer uma boa preparação das decisões segundo uma metodologia do género da indicada em Pensar antes de decidir. O povo tem razão, o sábio, o cientista procura sempre aprender mais, e coloca sempre em dúvida aquilo que já sabe, com vista a aperfeiçoar-se mais.

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domingo, 25 de julho de 2010

Pesporrência nacional

O termo pesporrência, segundo o Google, significa arrogância, basófia.

Mário Contumélias na sua crónica do Jornal de Notícias, intitulada Somos os maiores…, depois de referir o êxito» da selecção de pessoal, aquilo que tem sido dito e o eventual «prémio» ao treinador, termina com o seguinte trecho que merece muita reflexão:

«Se sairmos da esfera do futebol, a onda mantém-se.

Por exemplo, temos a maior taxa de abandono escolar da União Europeia? Não importa, a ministra está satisfeita porque estamos a melhorar.

Quase 49% dos alunos do 9.º ano tiveram negativa nos exames de Matemática? O Ministério da Educação sublinha que a média do conjunto de todas as provas é positiva.

O Governo empenha-se na info-inclusão, mas 55,4% dos portugueses não usam a Internet? Não faz mal, importa é 44,6% são verdadeiros navegadores.

Somos dos europeus com mais baixos rendimentos e maiores dificuldades para chegar ao final do mês com as contas pagas? E depois? Importante é que no final do ano passado havia 11 mil portugueses com fortunas superiores a um milhão de dólares (815 mil euros), mais 600 do que em 2008.

Afinal, estamos em franco progresso. Vai-se a ver, somos os maiores.»

Poderemos acrescentar: Estamos em crise? Mas o PR passa uma semana em Angola, com volumosa comitiva, numa época em que as comunicações, as vídeo-conferências permitem contactos íntimos, tornando menos necessários os contactos directos e as custosas viagens, depois de o PR ter aconselhado os cidadãos a passar férias cá dentro.
Enfim, pesporrência nacional. Somos os maiores!

Imagem da Net.

domingo, 16 de maio de 2010

Corrupção e enriquecimento ilícito

Um dos maiores resistentes na AR contra a legislação para combater a corrupção e o enriquecimento ilícito e que mais defendeu a famosa lei de financiamento dos partidos «saiu a meio de uma entrevista com dois jornalistas da revista ‘Sábado’, levando-lhes os gravadores da referida conversa».

Parece inacreditável, mas para saber mais acerca deste episódio «democrático» inserido na «liberdade de expressão e de informação, leia os seguintes artigos:
- Ricardo Rodrigues tira gravadores a jornalistas da ‘Sábado’ (COM VÍDEO)
- Ricardo Rodrigues vice-presidente da bancada socialista

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Rei-Sol


Como num post anterior referi o Rei-Sol, Luís XIV de França, um amigo, possuidor de um bom arquivo, ofereceu-me esta imagem em homenagem ao visado.
Recordo que este Rei autoritário colocou a França em grande perigo de que resultou o seu neto Luís XVI ter sido morto na guilhotina no eclodir da Revolução Francesa.

domingo, 16 de agosto de 2009

«Rigor» pretensioso. 060712

(Enviada aos jornais em 12 de Julho de 2006)

Segundo notícias de 11 de Julho, «a espessura da camada de ozono tem vindo a diminuir à razão de três por cento durante os últimos 30 anos. Após alguns anúncios optimistas, a NASA chegou à conclusão de que o buraco do ozono só desaparecerá em 2068, 20 anos depois do previsto». Quer dizer que esta é mais uma previsão, depois de outras terem fracassado. Acho muita graça a este «rigor» pretensiosamente científico. Porque se fixa essa data daqui a 62 anos e não 50 ou 60? Porque vão ao ponto deste preciosismo, só faltando dizer o mês? Em que se baseiam? Quais as previsões da evolução de cada um dos múltiplos factores do fenómeno? E se a evolução diária da tecnologia permitir novas fontes de energia não poluentes para a indústria, como as alternativas ou a termonuclear, por fusão, por exemplo?

Esta previsão tão pretensiosamente rigorosa faz lembrar os custos finais das obras públicas que são sempre «ene» vezes os orçamentados. Ou o resultado das promessas em números feitas pelos governantes. Ou a previsão do défice feita há cerca de ano e meio pelo Banco de Portugal, com aproximação até às milésimas – que logo pareceu ridículo para previsão dependente de uma complexidade de variáveis, dificilmente controláveis – e que pouco tempo depois foi corrigida, mas mantendo o «rigor» das milésimas!

Apesar da credibilidade da NASA, nada tira a dúvida de o buraco de ozono desaparecer em 2068 e o porquê desta data. Não haverá um mortal que fique convencido de que num facto tão fluido e dificilmente mensurável, nas suas variáveis, haja uma certeza tão «matemática», tão «rigorosa». Uma coisa é certa, a tecnologia está a avançar diariamente a passos largos e, se for bem orientada, pode abreviar a data do tamponamento do buraco. Bastaria que os políticos governantes tivessem bom senso e cumprissem o acordo de Quioto e tomassem outras medidas ecologicamente correctas, em que se inseriria o esclarecimento das populações. Sem isso, terá de haver mais correcções dos cientistas da NASA, no sentido se protelar a previsão para cerca de 2100!

sábado, 15 de agosto de 2009

Os políticos e «os outros». 051230

(Publicada no Jornal de Notícias em 30 de Dezembro de 2005)

Apesar das minhas várias décadas de acumulação de saber (pouco) e de experiência e dos meus cabelos brancos, não desisto de querer continuar a aprender. E, curiosamente, as lições com temas novos não cessam de ocorrer. Agora veio mais uma do decano dos candidatos a Belém, o «pai da democracia», o persistente reincidente na corrida ao palácio do Ocidente (Ocaso), o patriota que está disponível para se imolar no altar da Pátria até ao último suspiro numa total doação «aos outros». Disse ele aos microfones convocados para dar cobertura à visita a uma instituição da AMI de apoio a idosos carenciados, que «os políticos também pensam nos outros», e repetiu.

Dito por um tal Mestre, é para acreditar, mas dito desta forma e em tais circunstâncias, feriu-me os ouvidos. Na minha inocência, estas palavras (aquele «também») ao apresentarem uma excepção, uma eventualidade ocasional e secundária que é preciso dizer-se que existe, deixou-me confuso. Então, não é que estava convencido de que os políticos, em democracia, estão permanentemente focalizados «nos outros», nos cidadãos, por cujo bem-estar se sacrificam! Sempre pensei que os objectivos prioritários e permanentes dos governantes e legisladores seria a procura da felicidade dos outros, colocando os interesses do seu partido em segundo lugar e os seus próprios interesses individuais em último lugar.

Afinal, o grande Mestre, o profissional mais célebre, mostra-nos que pensar nos outros é uma rara excepção cuja eventual concretização, sendo rara e circunstancial, deve ser convenientemente publicitada, o que ele teve o cuidado de fazer. Portanto, conclui-se (como já se viu nas autárquicas) que os políticos, por regra, pensam apenas em si próprios, nas suas ambições de Poder, e, segundo sentiu necessidade de dizer, às vezes, «também pensam nos outros». Estou banzado ao constatar que tenho andado iludido, ingenuamente enganado, com ideias utópica imbuídas de música celestial. Mas na realidade não se pode esperar que os políticos sejam seres divinos, mas compreender que são meros seres humanos, com os seus egoísmos, ambições e outras imperfeições. Agradeço ao grande Mestre mais esta esclarecedora lição.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Excesso de auto-estima e presunção. 040318

(Publicado no «Correio d manhã» de 18 de Março de 2004)

Embora não sejam inesperadas nem originais as recentes palavras do Sr. Dr. Mário Soares em relação a Paulo Portas e a Pedro Namora, elas demonstram um excesso de auto-estima e de presunção que não são necessárias e não lhe beneficiam a imagem. Julgando-se o detentor único da «credibilidade» devia estar consciente de que os dois visados pela sua crítica ácida ainda estão a tempo devido à sua idade («cresça e apareça»), de a obterem, enquanto o arrogante credível já não pode recuperar a «credibilidade» que tem vindo a perder, através das suas contradições sucessivas. O povo é quem mais ordena, como diz o poeta, e, quando abalado pelo ruído das campanhas eleitorais, pode enganar-se ao votar, mas, depois, na serenidade do seu raciocínio e das suas apreciações, sabe analisar o real valor das pessoas. O Sr. Dr. Mário Soares poderá estar realmente convencido de que tem uma «credibilidade» superior à de todos os cidadãos portugueses, mas parece não acreditar na «credibilidade» das suas ideias e daí a sua recusa em discuti-las com os seus opositores, por recear não as poder defender com argumento credíveis.

Uma observação rápida das palavras de Mário Soares, teriam levado a acreditar que era democrata, respeitador das liberdades e da cidadania de todos, do direito à indignação, defensor de não haver cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, e de que ninguém está acima das críticas. O «credível» Soares contradiz o ex-«democrata» Soares. Porém aquele real valor e a carência de democraticidade e bom senso ficaram bem patentes na célebre cena ocorrida na estrada de Vila Franca quando gritou a um GNR, no cumprimento de missão conferida legitimamente por superior seu, «ó Sr Guarda desapareça». Esse caso foi relembrado no jornal A VOZ DE ESMORIZ de 25 de Fevereiro, pela pena de José Vasconcelos e Sá, em artigo muito bem informado, que o comparava, pelo contraste, com a atitude de Salazar para com Xavier de Brito que comandava uma pequena força da GNR. Também recordo a descompostura dada em público em Coimbra ao Comandante Distrital da PSP por não ter corrido à bastonada uns manifestantes que o aguardavam junto à ponte.

Não defendo os doutores P Portas e P Namora e nem sequer os conheço pessoalmente, e eles não necessitam da minha defesa. Mas o seu valor nada ficou diminuído com as palavras azedas com que foram mimoseados e que em nada diminuíram a força das suas atitudes alvejadas por tal colosso credível. Tal arrogância só é de esperar em ditadores, como foram Pinochet, Mobutu, Bocassa Idi Amin, Saddam Hussein, e o ainda vivo Kim-Jong Il. Não será própria de um democrata dialogante que respeite todos os cidadãos como seus iguais, deteste fascistas e elitistas que se considerem acima do comum dos mortais que considere carentes de credibilidade.

Enfim, se ainda pensávamos que era um democrata, caímos das nuvens ao depararmos com um autocrata, elitista, presunçoso, com laivos de ditador e de fascista. E o pior é que já não tem idade para «crescer e aparecer» nem para recuperar dos seus maus vícios. Tenho dúvidas se algum dia foi um verdadeiro democrata ou se se limitou a ser um razoável táctico na luta política. Mas de baixa política, como ficou bem evidenciado nas suas declarações quando foi preterido por uma senhora na corrida à presidência ao Parlamento Europeu. Nesse momento, a UE, sem o dizer, mostrou-lhe que devia «crescer e aparecer», coisa que talvez não tenha compreendido.

E se considera os dois doutores citados sem credibilidade, certamente eu não terei tanta como eles. Mas não lhe reconheço autoridade para me restringir o direito constitucional de ter e de exprimir opinião sobre um caso tão preocupante.

Os maiores da Europa? . 020513

Comecei por me sentir mais orgulhoso de ser português, ao ver, no vosso jornal de hoje (13), a notícia «Igreja de Alverca vai ter o segundo maior carrilhão da Europa». Mas, logo a seguir, entristeci-me pelo facto de essa comparação, já banalizada acerca de outros eventos, ter um cheiro a terceiro mundismo. Recordo que na Costa do Marfim, na cidade natal do ex-presidente (1960-93), Boigny, foi construída uma réplica da catedral do Vaticano, apesar de o PNB per capita ser apenas de 660 dólares.

Sentir-me-ia mais orgulhoso do meu país se obtivéssemos semelhante lugar nessas comparações com a Europa quando se trata de acidentes rodoviários, acidentes no trabalho, sida, alcoolismo, conhecimentos de matemática, conhecimentos da língua nacional, etc. Infelizmente, nestes sectores, estamos na cauda dos Quinze.

Penso que, enquanto não forem resolvidos estes problemas graves, devemos evitar gastos de fachada, de faz de conta, que constituem uma provocação aos mais desfavorecidos que lutam com necessidades básicas da sua sobrevivência. Isto deve ser um problema de consciência de todos os portugueses, principalmente daqueles que, pelas suas funções ou pelo seu poder de influência, podem conduzir alguns actos públicos dos seus semelhantes.