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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CRIAR EMPREGO NÃO É FUNÇÃO DO ESTADO


Quem cria emprego são as empresas bem geridas com capacidade de expansão. E para as empresas progredirem tem que haver pessoas com poder de compra, trabalhadores com saúde, e motivados para trabalhar com perfeição e dedicação. Os empregos criados pelos governos são uma PESTE para os portugueses porque se resumem em colocar os «pestinhas jotinhas» mais subservientes e que nada sabem fazer em tachos que nós pagamos. Isso traduz-se apenas num brutal esbanjamento de dinheiro público até porque todos vão ganhar cerca de 5.000 euros muitos com carro do Estado, mordomias, e aumentam o tráfico de influências e a corrupção. Isso tem sido feito pelo actual Governo, apesar de ter aliviado o património nacional.

Texto escrito num comentário ao artigo transcrito no Facebook com o título «PS prevê 207 mil novos empregos no final da próxima legislatura»

sábado, 15 de junho de 2013

SEM RAZÃO PARA ESPERANÇA NO FUTURO PRÓXIMO


Segundo notícia de hoje, neste ano de 2013, desapareceram 1100 empregos por dia até Março. «Considerando os dados até Março, ontem avançados pelo Eurostat, Portugal já conta com 21 meses consecutivos de destruição de emprego».

E, apesar desta miséria nacional, o PM está orgulhoso do seu trabalho e ameaça candidatar-se a novo mandato. Veja os seguintes artigos linkados, Se não tiver tempo para ler tudo, veja ao menos, os títulos das notícias.

Passos Coelho: “Tenho muito orgulho no trabalho que estou a fazer” 
Passos quer dar a cara em 2015
ELEIÇÕES DE 2015 SÃO OBJETIVO PARA PASSOS

Embora não evidencie capacidade minimamente credível para esclarecer os cidadãos e para lhes captar o voto em próxima oportunidade, diz com sobranceira arrogância que não tem medo de eleições nem dos portugueses], mas como, normalmente, apenas diz que não tem medo quem está tolhido e condicionado por ele, vejamos e comparemos as notícias seguintes:

Passos Coelho não tem medo de eleições nem dos portugueses
Passos sem medo dos portugueses e do seu julgamento
Segurança reforçada à chegada de Passos Coelho à Amadora 
Governo precisou de protecção da polícia espanhola no 10 de Junho 
10 de Junho. Polícia espanhola garantiu segurança de Passos e Cavaco

E, como Passos atende mais aos alertas do exterior do que aos desabafos e manifestações dos seus concidadãos e eleitores, o FMI faz-lhe o favor de o alertar para perda de apoio político e social ao programa de ajustamento.

Perante isto, se o seu partido não o substituir na liderança, resta-nos a angústia de recear o pior para o seu partido nas próximas eleições em que, segundo promete, quer impor a sua presença.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

FMI trava teimosia obsessiva do Governo ???


A notícia Directora do FMI defende equilíbrio entre ajustamento e efeitos na economia evidencia que a teimosia obsessiva da austeridade, que tem vindo a ser agravada sucessivamente, sob o lema «custe o que custar», tem que ser travada porque tem acarretado graves efeitos negativos sobre a economia e a vida dos cidadãos.

Christine Lagarde, directora do FMI, diz que «"A política económica em Portugal precisa manter um difícil equilíbrio - fazendo progressos no necessário ajustamento fiscal, mas também evitando tensões indevidas na produção e no emprego", afirma, acrescentando que "estes princípios são o guia de trabalho da equipa do FMI" durante a sétima avaliação, que está a decorrer em Lisboa.» … «o objectivo desta visita é "avaliar as circunstâncias económicas e, muito importante, assegurar que o equilíbrio necessário está a ser mantido".»

…«o mandato da delegação do FMI tem como missão procurar um "equilíbrio correto" entre o ajustamento orçamental e os efeitos na economia e no emprego é "da maior importância".»

Esta opinião está em conformidade com palavras já antigas da mesma entidade e de outros conceituados pensadores, observadores e políticos nacionais e estrangeiros, mas que foram desprezadas pelos «eruditos do Governo». Vejamos agora se o problema começa a ser encarado com lucidez e sentido de Estado, pensando na vida dos cidadãos, isto é, na economia nacional. É preciso reconhecer que não é missão fácil para os actores da obsessão que tem reinado, pois a correcção de erros é sempre mais natural e fácil por quem não esteve na sua génese.

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Promessas e mais promessas !!!



Não é bem uma «peste grisalha», mas sim uma «peste política», com sintomas de obsessão de aparecimento e discurso em público e como, apesar dos sacrifícios impostos à população ao fim de 20 meses, não há resultados visíveis na melhoria de vida das pessoas, faz-se propaganda de ideias e de projectos que, quando, eventualmente, são decididos, terão de recuar, por não terem sido bem preparados com realismo e conhecimento correcto do País e dos dados do problema.

Quase ao mesmo tempo que é noticiado um recuo em várias questões do Ensino Especial, aparece o ministro Miguel Relvas a prometer que, sem dizer quando nem como, o “Estado irá facilitar o regresso dos jovens à agricultura”, falou de algo a que chamou «orientações estratégicas para as políticas de juventude» de que não referiu a mínima característica, referiu também, sem nada de concreto dizer, de «um plano nacional de acção na área da juventude». Também se referiu a uma «estratégia global» e disse que «em breve será também concluído o Livro Branco». Nada mais que promessas e ideias vagas sem sinal de concretização.

Afirmou que «muitos jovens querem regressar à agricultura e o Estado pode e vai ter um papel para facilitar esse regresso”», não disse a qualidade de tal papel, nem referiu a quota-parte que se espera ser representada pela agricultura na nova economia nacional em que se possa apoiar a modernização do País. Quererão convencer-nos de que venha a ser a agricultura o factor decisivo no desenvolvimento nacional?

Resumindo e apesar de muito boa vontade, não foi possível descortinar propostas concretas, as quais irão aparecer! E que poderão ser tão concretas como as promessas que temos vindo a ouvir há mais de dois anos e, das poucas que foram decididas, muitas foram sujeitas a recuos ou anuladas por impraticáveis.

O ministro referiu o programa Impulso Jovem que, como ele afirmou, constitui uma promessas tão pouco aliciante que «a sua própria filha de 21 anos não sabe o que é tal impulso»!!! Enfim, o que é ponto forte na actividade dos governantes é fazer promessas e falar de ideias que poderão nunca ser tornadas acções.

Reconhece que as condições que vêm sendo oferecidas aos jovens desempregados são de tal forma insignificantes que eles recorrem aceleradamente à emigração o que «representa uma fuga de cérebros (e de mão de obra qualificada) com prejuízos para o país». Quanto à emigração de mão de «obra especializada, a TAP sofre com a sua fuga para outras companhias aéreas.

Sobre a quantidade de promessas e de palavras vazias de conteúdo ao lado de ausência de resultados de medidas concretas levadas a cabo, traduzidas em benefício para as populações não pertencentes à «elite» política, sugere-se a leitura do penúltimo post.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Reforma do Estado é problema nacional


Do muito que tem sido publicado conclui-se que a reforma do Estado não pode ser um remendo colocado por capricho do actual Governo, mas constitui uma necessidade, um imperativo nacional e deve ser levada a cabo com o objectivo claramente definido de sair da crise, evitar cair noutra de causas semelhantes, dar aos portugueses melhor qualidade de vida com bons apoios de educação, de saúde, de justiça, de equidade social, de segurança e de garantia de emprego.

Para isso, é estranho que agora o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, diga que o seu partido se mantém disponível para "aproximar posições" com os partidos oposição. Isso não poder ser aceite como uma concessão da coligação no Poder, pois a reforma, para ser eficaz e duradoura, deve ser fruto de convergência de esforços de todos os partidos e forças vivas. Não são aconselháveis avanços e recuos a bel-prazer de partidos que subam ao Governo.

Está no caminho certo a Presidente da AR, Assunção Esteves, quando defende uma carta de intenções em que os partidos parlamentares clarifiquem o objecto da comissão de reforma, em que haja boa-fé garantida à partida pela explicitação do objecto da comissão.

Além do objectivo da reforma, é preciso, a seguir, traçar as linhas estratégicas gerais a que devem obedecer as medidas práticas indispensáveis: tornar o Estado e a administração pública e autárquica, mais simples sem burocracias desnecessárias, mais barato, mais eficaz, tornando extensivos os apoios atrás referidos a todos os cidadãos, por meio de uma justiça social que reduza ao mínimo os explorados e carenciados, crie um tecto para as pensões de reforma douradas, e use o salário mínimo como medida de cálculo e de expressão dos salários e mordomias dos funcionários públicos e dos políticos.

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sábado, 22 de dezembro de 2012

Greves. Porquê tantas ?

Ultimamente, apesar de a situação de crise aconselhar a aumentar a produtividade, em benefício da economia nacional, isto é, do aumento do bem-estar dos portugueses, tem-se usado e abusado das greves, algumas que nada prejudicam os causadores do mal-estar, mas que provocam sérios incómodos aos inocentes utentes dos serviços públicos.

A notícia intitulada Tribunal intima administração da RTP a reunir-se com trabalhadores sugere meditação sobre as relações entre trabalhadores e entidades patronais.

Primeiro a interrogação: porque será que, dizendo-se que estamos em democracia, essa reunião entre administração e trabalhadores não teve já lugar, de forma espontânea, sem ser necessário a imposição do tribunal? A resposta não pode afastar-se da qualidade dos administradores e gestores de instituições e empresas públicas e ou dependentes de dinheiro público.

Geralmente, salvo eventuais excepções, eles não ocupam os cargos por reconhecida competência técnica e de liderança, mas apenas por troca de favores, compadrio, cumplicidade ou conivência com os detentores do Poder político. Como estão ali para receber um bom salário e pouco ou nada sabem, não têm possibilidade de dialogar com os representantes dos trabalhadores.

Por estas razões, o diálogo, que deve ser uma análise das realidades e dos pontos de vista dos litigantes e consta de cedências de ambas as partes para encontrar o ponto de entendimento, nunca é concludente, porque há um grande desequilíbrio entre as capacidades das partes dialogantes: dum lado, está o sindicato, com profundo conhecimento dos problemas em litígio, e experiência de argumentação, obtida ao longo de anos de luta. Do outro lado, está o administrador sem a mínima capacidade, interessado em agradar ao Poder para manter o tacho, com a agravante de usar da arrogância devida ao apoio que a política lhe concede, e não está disposto a fazer cedências. O resultado é o sindicato suspender a fantochada das negociações e ir para a greve.

A greve constitui o último degrau da escalada de conflito entre a entidade laboral e a entidade patronal, como a guerra o é nos conflitos entre Estados. Muitas vezes a guerra é dispensada por ter havido acordo, em diálogo directo ou por intermédio de mediadores aceites pelos dois lados. No diálogo há sempre cedências de ambas as partes, as quais são maiores ou menores conforme a capacidade de diálogo, os argumentos utilizados pelas partes.

Há dias, um amigo salientava a ausência de greves nas instituições militares, mas há uma explicação para isso. É uma questão da reconhecida competência e valor da autoridade patronal, neste caso dos comandantes das unidades e da instituição. Entre os militares, normalmente o comandante, pela sua preparação inicial e continuada, a experiência adquirida ao longo do tempo de serviço, o ascendente que tem sobre o pessoal e, porque não, a disciplina por todos assumida, compreendida e aceite, tornam desnecessária a greve. Esta só poderá acontecer com a conivência do comando contra a tutela política (só em situação pré-revolucionária).

O militar, desde os primeiros postos, aprende o trabalho de equipa e a compreensão dos subordinados, por forma a que no combate, quando olhar para os lados e para trás veja que os seus colaboradores estão consigo e não se encontra isolado em frente do inimigo.

Nas empresas com características públicas ou municipais, os responsáveis, muitas vezes, não possuem saber, sensibilidade e experiência para liderar a equipa em cuja chefia foram colados artificialmente.

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sabedoria salomónica!!!

Em democracia, devem sempre ser apoiadas as sugestões para resolver os problemas colectivos. Hoje tive o prazer de almoçar com o amigo Rui Abrantes que, do alto dos seus quase 86 anos, disse ser fácil saier da crise, bastando dois diplomas legais e a consequente regulamentação.

Acabar com o desemprego. Quem está a receber subsídio de desemprego passa a prestar serviço público a autarquias ou outras instituições, para ter direito à quantia que está a receber. Quem recusar tal trabalho é porque não precisa e tem outros recursos para sobreviver, pois deixa de receber subsídio.

Os agentes da Justiça têm que utilizar os computadores, para serem mais rápidos e eficazes com redução de pessoal e de despesa em papel.


Não sei bem se estas medidas seriam suficientes, mas constituiriam um bom início, para uma mudança de mentalidades e de economia.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Crise económica e desemprego

Duas notícias mostram efeitos da crise alargada que nos está a esmagar. O facto de se referirem a sectores diferentes faz pensar.

Retirando lições da crise e procurando tornar a empresa mais rentável, a construtora «Soares da Costa prepara reestruturação que pode eliminar até 900 postos de trabalho». É um sinal preocupante pois mostra que vai ser reduzida a actividade de um sector que contribui para a riqueza nacional, o aumento da comodidade e bem-estar dos cidadãos e a melhoria do património habitacional e das obras públicas. Empresas que produzem bens e que exportam bens ou serviços, quando reduzem a actividade, empobrecem o pais.

Também a britânica «BBC vai acabar com 2000 postos de trabalho até 2017», para reduzir custos de funcionamento o que leva a fechar algumas redacções e reduzir alguma programação. Embora a divulgação de informação e de cultura seja indispensável na vida corrente, pode haver muitos cortes inofensivos para os «clientes». Será bom motivo para seleccionar os programas mais adequados à formação da sociedade de amanhã e eliminar os que corroem as pessoas estimulando a violência e as acções menos éticas e de solidariedade. Encontra-se já muita gente que diz não ver TV e que considera prejudicial que os jovens percam tempo em frente do ecrã.

Outra diferença entre estes dois casos, é que nos 900 trabalhadores da construtora a maioria são pessoas de fracos recursos, enquanto na BBC, entre os 2000, encontram-se muitos com salários exorbitantes, muito acima da média e que, por outro lado, têm facilidade em encontrar alternativas e usar a sua criatividade em ramos paralelos.

É conveniente ter atenção aquilo que afecta as pessoas e garantir a sua sobrevivência em condições humanamente aceitáveis.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Combate ao desemprego jovem


A propósito da notícia de que uma jota propõe iniciativas "emblemáticas" de combate ao desemprego jovem, encontrei um texto que faz parte de um artigo publicado na Revista «L'Express», Paris, 200-.04-13, pág 48 – 53 que se refere a exemplos de empreendedorismo jovem na Suécia.


Como entre nós não existe tal tradição nem mentalidade, é preciso estudar bem o problema e descobrir as pistas para avançar na procura das melhores soluções. Há obrigatoriamente que interpretar o apoio ao empreendedorismo, como estímulo à produção de bens e serviços e consequente criação de emprego e de riqueza e não, como tem sido costume português, como forma de consumir o dinheiro público em subsídios sem esperança de rentabilidade.

Eis o capítulo do artigo, mais expressivo para este efeito.


«Empresários em série» com 16 anos

«Os suecos são naturalmente reservados, o que explica sem dúvida que eles estejam mais à vontade na Internet do que nos bares», diverte-se um professor da prestigiosa Escola real politécnica. Outra figura da nova economia sueca, Patrik Lindehag não o contradiz. Actual presidente de um dos mais importantes fundos de investimento em Estocolmo, Sky Ventures, dissimula mal o seu mal-estar perante a admiração que lhe testemunham. A sua ascensão é sem dúvida impressionante. Antes mesmo de a Internet ter verdadeiramente desembarcado no Velho Continente, ele lançava, em 1986, a primeira sociedade europeia de vendas de computadores... em linha! Não tinha então senão 16 anos e, dois anos mais tarde, revendeu o seu fundo de comércio por «apenas» seis mil contos. «O meu menos bom negócio», declara ele hoje. Com 30 anos, e apenas mais seguro de si, acaba de ceder duas outras das suas sociedades e de embolsar vários milhões de contos. Mas Patrik Lindehag não é homem para parar em caminho tão bom. «Considero-me como um empresário em série», brinca ele. A sua última criação Sky Ventures, conhece já uma ascensão fulgurante: dois meses depois da sua introdução na Bolsa, o título da sociedade ganhou mais de 500%.

«Os empresários suecos compreenderam desde há longo tempo que o sucesso das suas «novas empresas» implicava uma estratégia tanto internacional como local», analisa Staffan Helgesson, director de Startupfactory, um dos últimos viveiros de empresas em Estocolmo. «A vantagem é dupla se considerarmos que a força da Internet reside em ser um instrumento ao mesmo tempo colectivo e individual», lembra ele. Em claro, quando os Americanos e Europeus pensam primeiro em impor-se sobre o seu próprio mercado, os Suecos falam em conquistar o mundo. Com toda a simplicidade, certamente. A exemplo do Spray, a grande maioria das «novas empresas» suecas começaram também muito cedo a implantar-se no estrangeiro, por vezes antes mesmo de serem realmente exploráveis. É o caso, por exemplo, de Citikey, uma sociedade de serviços Internet dedicada aos telemóveis. Criada há precisamente um ano por um jovem diplomado da Escola real politécnica, Ziad Ismail, a neófita, já com 50 assalariados, implantou-se em Estocolmo, Berlim, Londres e Paris. «Contamos instalar-nos já este ano na Ásia e nos Estados Unidos», explica Ziad Ismail. «Ter pessoas nos mercados locais é indispensável». Os seus accionistas estão aparentemente convencidos: depois de ter já colocado sobre a mesa mais de 200 mil contos em 1999, eles aceitaram investir mais de dois milhões de contos este ano.

«O sucesso das 'novas empresas' suecas devem também muito aos investimentos públicos», lembra sempre Jean-Marie Guastavino, conselheiro científico na embaixada de França na Suécia. Montante interessante, o valor anual investido pelo Estado na investigação e desenvolvimento representa 4% do PIB, um recorde na Europa, contra 2,5% em França.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Desemprego sobe para 11,1%

Apesar das promessas da campanha eleitoral do anterior Governo do mesmo partido e do mesmo Primeiro-ministro de criar 150.000 postos de trabalho, a actual situação de desemprego é a traduzida pelas seguintes notícias:


No entanto o Secretário de Estado, o mesmo da célebre TLEBS no anterior Ministério da Educação anterior, Valter Lemos, defende-se, como se se tratasse apenas de números e não de famílias sem sustento:


Imagem da Net

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estado incentiva o ócio?

A notícia do JN de hoje «Ofertas de salário são 9€ mais baixas que subsídio» traz à luz uma situação que parece irreal, por traduzir um incentivo à ociosidade, à recusa em trabalhar. É simples de ver, embora pareça que os governantes não conseguem compreender.

Ora vejamos: O salário mínimo nacional (remuneração por um mês de trabalho) é de 450€, mas o subsídio de desemprego (pago a quem não trabalha) é de 532€ (mais 18% do que recebem os que vencem o salário mínimo nacional!!!).

A notícia refere que em 2009, em média, as entidades patronais propunham aos candidatos inscritos em centros de emprego, para um trabalho a tempo inteiro, 523€ que, embora seja 16% acima do salário mínimo nacional, acaba por não ser aceite pelos candidatos porque continuando com o subsídio de desemprego recebem mais 9€. E como há situações em que a recusa faz perder o subsídio, alguns aceitam ir trabalhar durante um mês e depois entram novamente no desemprego, para ganharem mais e sem terem de cumprir horário, de aturar patrão e de trabalhar um pouco.

Parece que não há falta de oferta de emprego, mas há um atractivo subsídio de desemprego que é ofensivo para quem ganha o salário mínimo e que dificulta a satisfação da procura de trabalhadores por parte dos empresários.

Sugere-se a leitura da notícia para ter a noção do erro do sistema e dos brandos costumes, conivências e aproveitamentos, ligados à falta de rigor e de clareza das manhas praticadas pelos interessados e pelos tolerantes.