Mostrar mensagens com a etiqueta Democracia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Democracia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de maio de 2019

DEMOCRACIA NÃO É EXPLORAÇÃO DA MAIORIA POR ALGUNS

Democracia não é exploração da maioria por alguns
DIABO nº 2212 de 24-05-2019, pág 16. Por António João Soares

Vivemos enganados, submetidos a uma lei constitucional cozinhada em ambiente condicionado, numa Assembleia cercada e submetida à vontade de um poder amordaçante. Os anos passaram e as poucas e pequenas alterações ao papel inicial serviram para aumentar as mordomias e ostentações de poder de tiranos, por vezes, sem apoio claro e indiscutível da vontade dos eleitores, que têm beneficiado familiares, amigos, cúmplices e coniventes de forma não submetida à vontade popular por eleições ou por referendo.

A quantidade de beneficiados, isto é de funcionários no Governo e Instituições dele dependentes tem subido nos últimos anos de cerca de um por cento anual e a admissão não tem sido feita com base na capacidade, competência ou dedicação à melhoria das condições de vida da população, pois o funcionamento dos serviços mais significativos não tem melhorado, antes pelo contrário, como demonstram as generalizadas greves que têm ocorrido. A Saúde, a Educação, Justiça têm sido alvos de tais descontentamentos. E estes não têm sido tão visíveis nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança, porque a sua formação disciplinada e regulamentação as têm impedido de se manifestar, mas os sinais das suas dificuldades têm saído para fora dos seus muros.

E as carências que afectam os principais serviços públicos e a vida nacional não se devem a menos dinheiro sacado aos contribuintes, pois os impostos, adicionados de taxas e taxinhas têm aumentado, o que evidencia que ele tem sido mal gerido para fins que não devem ser priorizados, com pagamentos a mais ‘boys’ e ‘girls’ encabidados em gabinetes sem serem necessários e sem irem contribuir para melhorar a eficácia da governação. E, dessa forma, dizem reduzir o desemprego, mas parece não se ter conseguido um aumento da economia nacional nem do bem-estar dos portugueses e, pelo contrário, criou- -se motivo para o povo criticar o regime de “república familiar” com concentração de benefícios de vária ordem na elite com seus familiares, amigos, cúmplices e coniventes e com resultado de agravar a injustiça social, aumentando dívidas e despesas não produtivas, e prolongando o período em que não são visíveis melhorias do património nacional, agravando a comparação da evolução deste nos 45 anos mais recentes com a sua evolução em igual período anterior, apesar de então ter havido efeitos muito pesados da segunda guerra mundial e da guerra do Ultramar.

A falta de lógica e de racionalidade da gestão governativa, contra tudo o que é ética e democracia é manifesta no adiamento das aconselhadas reformas de estrutura e da regulamentação das actividades públicas, o que tem sido notório nas reflexões anteriores e nos gastos do dinheiro público (dos contribuintes) em apoio de empresas privadas, Novo Banco por exemplo, e para outras actividades não prioritárias e de forma pouco inteligente como a contagem de tempo serviço de professores, desprezando os funcionários públicos de outros sectores que se encontram em semelhante situação de injustiça.

A “Democracia” em Portugal apenas conheceu três referendos e nenhum tendo sido vinculativo, mas outros assuntos mereciam ser debatidos, de forma o mais independente possível, para que a população se sentisse interessada na gestão do seu dinheiro e dos interesses nacionais. E, quanto à gestão do dinheiro, muito deve ser feito a começar por serem publicitadas, em termos compreensíveis pelos cidadãos mais simples, como, por exemplo, o valor das parcelas da despesa pública, isto é, saber qual o destino do dinheiro que lhes foi sacado.

Em termos de valor do PIB, convém comparar a quantidade de deputados, de gente constante de folhas de pagamento de Presidência, de Governo, de Parlamento, de autarquias, bem como das verbas gastas com carros, viagens e outras coisas não essenciais. ■

sábado, 13 de maio de 2017

DITADURAS GERADAS DEMOCRATICAMENTE?

Ditaduras geradas democraticamente?
(Publicado em O DIABO de 9 de Maio de 2017)

As ditaduras são detestadas pela maioria da população. Digo maioria e não totalidade porque uma pequena parte dos cidadãos beneficiam das vantagens do poder único e omnipotente, por viverem à sombra dos usurpadores das regalias, com os privilégios daí decorrentes. O que é de estranhar é que, em muitos casos recentes, há ditadores que usam e abusam do poder, mas os eleitores, talvez por ausência de cultura, de capacidade de discernimento e sujeitos aos efeitos de adequada propaganda ou lavagem de cérebro, dão-lhes o voto. O caso mais flagrante foi o do presidente da Turquia que, depois de mostrar, claramente, a sua tendência para se vingar do mínimo gesto que lhe desagrade, fez um referendo para alterar a Constituição passando, legalmente, a ser «todo poderoso», sem Governo e sem um Parlamento onde a oposição possa temperar os seus excessos, e obteve a maioria dos votos.

Os casos em países africanos, asiáticos e na América Latina são numerosos, embora a Comunicação Social não faça especiais reparos. Mas a violência que está a grassar na Venezuela não está a passar despercebida. E a eleição de Trump não merece os elogios de pessoas bem-pensantes e isentas de interesses.

Entre nós, embora se fale de democracia, ainda se não foi além da «partidocracia», como se verifica no sistema eleitoral, em que ao simples eleitor não é dado o direito de escolher os seus representantes nos órgãos de soberania, mas apenas o de votar a lista de um partido, ignorando pormenores sobre os componentes das mesmas que foram escolhidos por decisão de um «líder». O caso mais chocante e recente é o da candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, sem ter sido ouvido, sequer, o presidente da concelhia de Lisboa do Partido, que acabou por se demitir, procurando não melindrar demasiado o seu líder partidário.

Em democracia, a soberania reside na Nação, nos cidadãos, que, para melhor funcionalidade, delegam em representantes, os quais, por honestidade e lealdade para com os representados, devem procurar conhecer os seus sentimentos, as necessidades e objetivos legais, para melhor conseguir preparar um futuro com melhor qualidade de vida para todos, principalmente os mais desamparados. O dever patriótico cabe a todos os cidadãos, cada um participando com críticas positivas, sugestões ou propostas, conforme a sua situação e capacidade. Acerca disto, penso numa líder oposicionista que fala muitas vezes, mas sempre com o mesmo objectivo de criticar demolidoramente o Primeiro-Ministro, acusando-o de erros que já eram frequentes no Governo a que ela pertenceu. Seria mais patriótica se procurasse contribuir para um Portugal melhor, se apresentasse críticas, sugestões e propostas adequadas. Se fosse ao ponto de se mostrar interessada pela metodologia do Presidente da Tanzânia, John Magufuli, isso granjear-lhe-ia mais prestígio e votos para futuros cargos por mostrar maior capacidade e ser defensora dos interesses da maioria dos portugueses.

António João Soares
2 de Maio de 2017

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DEMOCRACIA OU DITADURA ?

Democracia ou ditadura
(Foi publicado em O DIABO de 11 de de Outubro de 2016

Numa época em que muito se fala em democracia, direitos humanos, respeito pelas pessoas, transparência, liberdade de expressão, justiça social, etc. aparecem governantes com actos ditatoriais, autoritarismo, intolerância e que, estranhamente, são aceites e quase justificados pelos seus parceiros internacionais.

È agora o caso das Filipinas, foi recentemente o da Turquia, tem sido repetidamente o da Coreia do Norte, que vêm juntar-se a muitos outros desde a Europa à América do Sul, passando pela África e Ásia. No entanto, os problemas cívicos e sociais devem ser colocados numa prioridade muito acima do alcance das competências de grande parte dos governantes. Tais problemas exigem competência, inteligência e sensibilidade.

Não é fácil. O célebre lema da histórica Revolução Francesa – Igualdade, Liberdade e Fraternidade – contém uma impossibilidade, a da incompatibilidade entre igualdade e liberdade. Para as pessoas serem iguais, não podem ter liberdade de ser como gostam. O resultado de tal conflito de conceitos conduziu a que os líderes saídos da revolução, desejosos que, em nome da igualdade, todos comungassem dos mesmos ideais, não admitiram que houvesse pensadores com a leviandade de usar a liberdade de ter ideias diferentes e as exprimirem publicamente. E, para os calar, puseram a guilhotina a trabalhar. Mas passados 227 anos sobre tal acontecimento histórico e tendo sido adoptado o conceito de democracia, nas palavras proferidas publicamente pelos políticos, já é altura de assumir inteiramente o ideal democrático ou implantar outro que seja aceite. Afinal, para que quiseram destruir as monarquias, se não eram capazes de governar melhor em todos os aspectos da qualidade de vida das pessoas especialmente das mais débeis?

Parece que as Filipinas, como outros Estados, estão a fazer a criação de «novo método de governar», mas que contradiz o conceito civilizacional de Humanidade e respeito pelos outros. No século XXI tem que ser escolhida uma forma aceitável de educar os jovens desviados do bom caminho e desenvolver métodos de informação e de educação das pessoas para vivermos pacificamente em harmonia, espírito de ajuda, de compreensão e evitar ambições com formas selvagens de competição por pretextos insignificantes.

domingo, 28 de junho de 2015

A DEMOCRACIA E O VOTO



Transcrição seguida de NOTA

"Se temos más políticas é porque os portugueses querem"
POR NOTÍCIAS AO MINUTO. 150628. ÀS 17:07

O presidente do PS garante que a única alternativa é o voto no PS para contrariar a "má política" nestes últimos quatro anos.

No congresso do PS/Madeira, Carlos César, diz não ter dúvidas que as más políticas e os maus políticos são responsabilidade dos portugueses. “Se temos más políticas é porque os portugueses querem, sobretudo os que não vão votar”, afirma.

O presidente do PS indica ainda que mesmo os que sabem que este Governo “não presta” nada fazem para o alterar. Mas isso não iliba o Governo, nem os erros cometidos, segundo o Expresso.

“O mesmo Governo que tudo fez para destruir uma das melhores realizações do Portugal do pós-25 Abril: o sistema nacional de saúde. Essas são responsabilidades de quem governou o país nos últimos quatros anos”, acrescenta.

Para o socialista a única alternativa é votar no PS nas próximas eleições. E caso o façam, tudo será feito para recuperar o emprego e a economia portuguesa.

NOTA:

Estas palavras de Carlos César valem o que vale tudo o que nos é cuspido pelos propagandistas dos partidos em vésperas de eleições. As promessas são sempre encantadoras mas o encanto é rasgado e atirado ao lixo logo que são conhecidos os resultados da contagem dos votos.
O próprio acto de escolher uma lista constitui uma armadilha porque a maioria dos eleitores não conhece minimamente os nomes nela constantes.
O sistema eleitoral precisa de ser democratizado.
Por exemplo: Cada eleitor escreve no voto para as freguesias 3 ou 4 nomes e dessa totalidade são selecionados os que têm mais votos para constituir os respectivos órgãos autárquicos. Depois são os eleitos de todas as freguesias que agem de igual forma para os órgãos dos concelhos e, assim, por este processo, devidamente burilado, se chega ao Parlamento.
De tal forma, se poderia dizer que o povo tem o Poder que escolheu. Mas, na realidade, a partidocracia não está interessada em perder a sua «liberdade» autoritária de decidir quem quer que seja nomeado, colocando os candidatos em listas devidamente priorizadas.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

É URGENTE COMEÇAR A PREPARAR O FUTURO


A política deve funcionar, como ciência e como arte, com o objectivo de se preocupar em encontrar as melhores soluções  para os problemas que afectam os direitos dos cidadãos à boa qualidade de vida e ao crescimento de PORTUGAL. A Administração Pública de alto nível não pode ser apenas um espectáculo de entretenimento, uma sequência de erros e de débeis tentativas de emendas. Os cidadãos mais esclarecidos não gostam disso e esperam mais eficiência. Os políticos eleitos pelos cidadãos não podem deixar de assumir o compromisso de cumprir as promessas feitas para conquistar o voto e zelar para uma melhor qualidade de vida e felicidade das pessoas e o maior crescimento da economia nacional. Para isso, devem colocar os interesses pessoais e partidários em segunda prioridade, abaixo dos interesses nacionais, isto é, dos legítimos interesses do povo que os elegeu

Se os governantes devem agir com medidas concretas, lógicas, sensatas e ajustadas à estratégia de longo termo decidida a nível nacional, os deputados têm um papel muito importante no controlo e na crítica às acções do Governo, de modo a que estas não caiam no facilitismo ao sabor de caprichos do momento, ou de sonhos irrealistas ou de pressões pouco sérias de donos da finança e da grande empresa. Mesmo os da oposição devem fazer críticas construtivas para Bem do País, com sugestões e propostas ou projectos de medidas praticas com vista a dois resultados: contribuir para um melhor futuro dos portugueses e criar uma imagem de eficiência e competência que facilite ao seu partido ser alternativa de governo nas eleições seguintes. Tudo isso deve ser positivo, construtivo, e não se ficar pela crítica derrotista e arrasadora. Qualquer assunto mesmo que pareça marginal, deve ser encarado com lógica e coerência nas posições tomadas não descurando interacções e efeitos secundários que prejudiquem o efeito desejado.

Não é com má gestão do dinheiro público, nomeadamente do dinheiro da segurança social, que se mostra respeito pelos direitos humanos dos contribuintes, que se defendem as promessas de campanha eleitoral ou que se contribui para a melhor qualidade de vida da população.

Os governantes, devem assumir a democracia de que tanto falam, não se considerarem donos do país e não fazerem desacatos nas costas do povo que obriguem este a suportar os maus resultados dos erros cometidos com a má gestão pública. São tais erros que geram a austeridade, cortes nas pensões e nos salários e aumento das dificuldades nas escolas, nos tribunais, na saúde, nos serviços públicos. Não devem atropelar desumanamente os direitos das pessoas, em vez de melhorar a sua qualidade de vida e fazerem crescer PORTUGAL Acerca da Segurança Social, não devem ser ignoradas as opiniões de duas pessoas notáveis da área do Governo

A opinião geral é que estamos a deslizar numa rampa que nos leva ao abismo e é preciso uma ruptura.no sistema político-social. A má vontade contra idosos, reformados e outros «não activos» ou «não produtivos» fazia crer que se tratava de uma «eutanásia» discreta e progressiva, mas esta redução de jovens, de futuros adultos trabalhadores, dirigentes e cientistas, através da emigração; leva as cogitações mais além. Sem uma geração capaz de gerir o futuro de Portugal, o país ficará nas mãos de imigrantes, talvez jihadistas ou chineses, que destruirão toda a história de grandeza dos Descobrimentos da geração que «deu novos Mundos ao Mundo».

Parece que está a tornar-se urgente uma ruptura que acabe com o actual regime partidário e dê oportunidade a Portugueses que, movidos por valores de humanidade, de cidadania, de responsabilidade para com a memória da nossa história, se desprendam das ambições pessoais e se preocupem prioritariamente com a reconstrução do Portugal de que todos nos possamos orgulhar. Precisamos do Conde de Aviz, do D.João II, do D.Jáo IV, do Marquês de Pombal e de outros em quem poder não teve a morte.

A tendência actual é para o desastre total. Cada líder gosta de se rodear de pessoas que lhe obedeçam sem fazer objecções, e evitam pessoas esclarecidas, moralmente bem formadas que pudessem ajudar a fazer «Mais e Melhor por Portugal». Depois, de entre essas pessoas de baixa condição moral e cultural, sai o líder seguinte que usa o mesmo procedimento e, assim, se caminha para líderes cada vez menos competentes e de menor qualidade. Isto será assim...até que haja uma paragem, uma reflexão esclarecida de que resulte uma reforma na sociedade e se escolham os cidadãos mais capazes.

O sistema financeiro também precisa de muita atenção. Empresas públicas pagam, com o nosso dinheiro,aos bancos mais do dobro do que o total dos salários do seu pessoal. O dinheiro público não é apenas destinado a pagar luxuosamente aos incompetentes do Poder, mas também para enriquecer os detentores do sistema financeiro que, como reles parasitas, esmifram o mais que podem, com o consentimento e o apoio de tais incompetentes. O caso BPN foi esclarecedor, tendo sido vendido por apenas 1,8% do custo já pago pelo Estado e que ainda não parou de aumentar. E, este sumidouro ainda não está bloqueado ao ponto de o Tribunal de Contas alertar que BPN poderá trazer mais custos para o Estado.

A João Soares. 12-08-2014
Imagem de arquivo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

SUBJUGADOS POR UM POLVO OU POR UMA HIDRA?


Devo dar realce a uma troca de mensagens com o Amigo Arnaldo MF, acerca da opinião muito generalizada de que estamos a ser dominados e explorados por um polvo de inúmeros tentáculos. Segundo ele, o perigo é maior do que o polvo, pois a imagem mais adequada é a da hidra mitológica com sete cabeças e muitos tentáculos que pode sobreviver depois de lhe cortarem todas as cabeças menos uma.

Quanto à hidra, o problema não está no poder e volume da cabeça, mas na multiplicidade das suas cabeças, o que torna difícil o seu corte de um só golpe. Sem dúvida, como se pode destruir o Bilderberg, ou a Maçonaria, ou a Opus Dei, etc.? Estas variadas organizações podem ser consideradas como braços do polvo. Mas, por outro lado, é certo que têm uma raiz comum que é o vil metal e a paixão que ele gera em todas as mentes da elite do poder, mesmo nos degraus mais baixos da escala social.

Por isso, talvez, o mundo só possa libertar-se de tal perversidade, com um «apocalipse», uma revolução sistémica, repentina, traumática, que destrua a origem das vaidades e de que renasça uma "Nova Era" em que os valores morais e humanos voltem a ser postos acima dos valores materiais, dos poderes económicos e financeiros, cuja raiz comum é o "vil metal" sob a forma de papel moeda ou moeda de papel ou sob quaisquer outras formas que as cabeças da hidra sejam capazes de inventar! Receio, porém, que ainda tenhamos vida para assistir ao nascimento dessa "Nova Era"!...Mas, quando ela vier, que seja bem-vinda para bem da Humanidade, pelo menos para mais dois milénios!

Tal mudança não poderá afastar-se muito das doutrinas de Cristo, de Carl Marx e de outros filósofos frequentemente citados. E, talvez, deva seguir os exemplos da vida de muitas espécies animais da selva, que nós, arrogantemente, consideramos «irracionais», mas que vivem mais felizes, com lógica e disciplina em harmoniosas relações pessoais, familiares e sociais. Dão-nos lições de vida familiar, de distribuição de tarefas, de criação de filhos até o crescimento tornar aconselhável o seu afastamento para a caça e o amor. E também na vida social na busca de água, de alimentos na transumância, na «migração», tudo em equipa disciplinada, sempre com respeito pelos velhos e mais fracos.

Obrigado, Amigo Arnaldo. Espero que a síntese das nossas opiniões não esteja contra o seu gosto. Mas, se tiver algum reparo ou aditamento para esclarecimento do tema, terá aqui espaço para comentar e enriquecer a sua ideia.

Imagem de arquivo

sexta-feira, 9 de maio de 2014

DEMOCRACIA SEM TRANSPARÊNCIA E COM EMBUSTE???


É considerado característica da verdadeira DEMOCRACIA a verdade, a lealdade dos eleitos aos que os elegeram depositando neles confiança para serem seus mandatários ao leme da gestão dos interesses nacionais. Mas nem tudo é perfeito e, por vezes, em vez de clareza surge a escuridão, o mistério, o embuste.

Fala-se numa carta do Governo para o FMI em cujo conteúdo o PS suspeita haver algo que o Governo quer ocultar dos cidadãos e exige revelação da carta de intenções até às eleições. As tentativas de explicação de tal ocultação não têm sido minimamente convincentes nem esclarecedoras. Já houve da área governamental a promessa de que a carta seria mostrada depois das eleições europeias do dia 25, o que deixa suspeitar que o conhecimento do conteúdo da carta antes dessa data poderia fazer perder votos aos partidos da coligação.

Agora, José Pacheco Pereira, em artigo do Ionline, afirma sem hesitações que Carta ao FMI contém detalhes do DEO que o governo "não quer revelar". Mas o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) já foi publicado em jornais, talvez com omissões. A explicação de Pacheco Pereira vem dar credibilidade às palavras de Catarina Martins, BE, quando disse que DEO é um "documento do embuste orçamental". O significado que deu à letra E, parece indicar que a Catarina tem o dom de premonição.

Estamos perante um dos muitos truques que o Governo tem estado a usar como arma da campanha eleitoral para as europeias. E algumas dessas armas têm tido detonação na culatra. Com o tempo difícil dos sofrimentos impostos, as pessoas abrem os olhos e vêm alguns (cada vez mais) dos muitos embustes. E, para facilitar a busca futura por interessados pesquisadores, deixa-se uma lista de títulos sobre o tema:

Pacheco Pereira. Carta ao FMI contém detalhes do DEO que o governo "não quer revelar"

PS exige revelação da carta de intenções até às eleições

BE. Catarina Martins diz que DEO é um "documento do embuste orçamental"

Tudo o que muda com o DEO

Oposição centra-se nas "mentiras" e a maioria no recuo dos cortes

DEO faz Passos cair em contradição

Governo volta a falhar promessas e aumenta impostos

Devolução de 80% dos cortes nos salários vai depender do próximo governo

'Governo não merece confiança dos portugueses'

Governo volta a falhar promessas e aumenta impostos

Ministra das Finanças garante que carta para o FMI não tem “surpresas nem sustos”

CDS aceita aumento de impostos

IVA e TSU aliviam pensionistas

Passos não comenta aumento do IVA e da TSU

DEO. Oposição centra-se nas "mentiras" e a maioria no recuo dos cortes

TÁCTICAS PARA SEGURAR O PODER

Passos Coelho: “Que se lixe as eleições”

Passos diz que medidas servem para suportar pensões e não para reduzir défice

Passos Coelho. País está pronto para caminhar pelas próprias posses e meios

Governo volta a falhar promessas e aumenta impostos

Devolução de 80% dos cortes nos salários vai depender do próximo governo

Jerónimo de Sousa. "Governo não tem cura e esta política não tem saída"

UGT apela à mobilização contra "esbulho" e condena aumento do IVA e TSU

CGTP anuncia duas “grandes manifestações” para Junho

Imagem de arquivo

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DUVIDA SOBRE A CAPACIDADE DOS GOVERNANTES

O Reitor da Universidade de Lisboa mostra-se céptico em relação à nossa classe política, conforme artigo de «notícias ao minuto»

O Sr Reitor foi cuidadoso e correcto ao utilizar o verbo duvidar. Mas o facto da incapacidade não surpreende. Basta olharmos para o critério de admissão às Jotas (Ver aqui), em que impera a ambição e o oportunismo de pessoas falhadas na avaliação escolar que procuram maneira fácil e vistosa de buscar garantia de futuro.

Depois a mentalidade nos partidos de competição para os votos por qualquer forma, a especulação, a ganância e apresentação de listas eleitorais com nomes que não foram devidamente apresentados aos eleitores o que leva estes a terem de escolher não pelo valor ético, moral, cultural, académico ou de experiência profissional, mas a optar pela lista cuja propaganda ou interesse pessoal mais o motiva. Só muito depois das eleições e casualmente se vão conhecendo os eleitos, como os casos de Duarte Lima, Isaltino, Carlos Peixoto, Ricardo Rodrigues, Jorge Barreto Xavier entre muitos outros.

As eleições, embora sejam o acto mais significativo da democracia, constitui uma farsa em que os eleitores não têm condições para escolher os cidadãos mais válidos, mas apenas os mais ambiciosos unidos entre si por obscuros laços de empatia, de conivências, cumplicidades e trocas de favores.

Imagem de arquivo

sábado, 23 de novembro de 2013

PORTAS «REPROVA SOARES» E «REPROVO» PORTAS


Compreendo e concordo com Portas quando «reprova» Mário Soares por «legitimar a violência». As suas palavras são sensatas quando diz: "As declarações de um antigo Presidente da República [Mário Soares] são graves porque elas significam, mesmo que involuntariamente, a legitimação da violência e em democracia a violência nunca é a forma adequada de manifestar uma opinião".

Mas quando diz "em democracia e em liberdade, a forma adequada de expressar uma opinião é o voto", não se pode deixar de as «reprovar», porque infringem os direitos constitucionais de liberdade de pensamento, de expressão, de associação, de manifestação etc. A liberdade não pode ser circunscrita ao «voto». Curiosamente, essa lei da rolha que defende, contraria o apelo do PM aos portugueses que se aliem independentemente do partido   Ora, aliar-se significa trocar opiniões, expressar-se, para uma finalidade que entretanto for esboçada e consentida pelos aliados.

Se o apelo do PM não parece muito saudável e pode acarretar os mesmos perigos que se podem subentender das palavras de Mário Soares, as palavras de Portas são um atentado intolerável à liberdade da democracia, uma mordaça aplicada a cada cidadão que até fica impossibilitado de obter informação, através dos seus amigos e conhecidos, que lhe permita tomar conscientemente a decisão do voto, que Portas considera ser a «forma adequada de expressar uma opinião».

Parece que, em democracia, não é curial aplicar tal mordaça e não convém contrariar o povo que, na sua sabedoria milenar, diz que «da discussão nasce a luz».

Imagem de arquivo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

DITADURA DE ROSALINO ???


O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino tentou explicar a uma deputada da oposição a questão da aplicação da condição de recursos às pensões de sobrevivência e confessou que se trata de uma questão técnica de difícil compreensão para a generalidade dos portugueses.

Ao ser-lhe pedido então que desse exemplos que fossem de melhor compreensão para os deputados e para os portugueses, o governante demonstrou a sua frustração por já ter dado várias explicações sobre o mesmo tema e ofereceu-se então para fazer um desenho à deputada a explicar o complexo problema. «Senhora deputada eu já lhe expliquei. Não sei como é que lhe hei-de explicar isto de outra maneira, já lhe expliquei de várias maneiras. Tenho de lhe fazer um desenho, eventualmente».

Podemos portanto concluir que numa democracia em que se fala muito, em que se refere a transparência, sucede que os eleitores têm que aceitar docilmente que os seus mandatários tomem decisões que não conseguem explicar não só à maioria dos cidadãos mas mesmo aos deputados que é suposto serem dotados de uma inteligência não inferior à média nacional. Um ditador não faria isso mais claramente. «Penso quero e mando e não dou explicações porque é uma questão técnica muito acima da vossa compreensão». Aguentem e caladinhos.

Imagem de arquivo

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DEMOCRATICAMENTE, CALA-TE


Na metodologia de preparação de uma decisão, «depois de analisados os factores e todas as condicionantes, esboçar todas as possíveis formas ou soluções de resolver o problema para atingir o resultado, a finalidade, o objectivo ou alvo; nestas modalidades não deve se preterida nenhuma, por menos adequada que pareça». Por isso não devem ser calados os elementos que apresentem ideias, mesmo que pareçam pouco sensatas, porque depois todas devem se analisadas para ser escolhida uma, a que for considerada melhor.

Mas infelizmente, há equipas de trabalho em que o seu chefe não admite objecções à sua ideia, mesmo que esta careça de fundamento racional e não seja devidamente explicada e justificada aos seus colaboradores. E assim alguns partidos perderam candidatos às autárquicas, com prestígio entre os eleitores e por eles respeitados e apreciados, que, depois, candidatando-se como independentes, venceram a votação. E assim funciona «a nossa dita democracia»!

Esta reflexão vem a propósito da notícia em que Ribeiro Castro acusa direcção do CDS-PP de "silenciamento". Transcreve-se o seguinte parágrafo:

«"Não reunimos o suficiente, como é devido, útil e necessário. Várias vezes somos confrontados com matérias que temos que votar e que não foram devidamente avaliadas", afirmou, sustentando que os pedidos que fez para a realização de reuniões semanais "e com agenda aberta" foram sendo sucessivamente recusados.»

Estranha forma de democracia! Algo precisa de uma «excelentíssima e reverendíssima reforma».

Imagem de arquivo

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

LEITURA DAS ELEIÇÕES


Passos esteve certo quando disse que há sempre uma leitura nacional a fazer das eleições e parece que a grande lição a tirar é que deviam ter sido tomados em consideração muitos alertas vindos de cidadãos descomprometidos e interessados num futuro melhor para os portugueses. Os resultados das eleições obrigam a reconhecer que:

- A forte derrota do principal partido do Governo, está relacionada com a pouca atenção dada pelos governantes às pessoas que vêm sofrendo há mais de dois anos as agruras de uma austeridade sempre crescente sem lhes ser devidamente explicada a razão da solução tomada em vez de outras possíveis, nem serem mostrados resultados positivos do sacrifício que lhes foi pedido.

- A teimosia obstinada sem esclarecimentos das decisões tonadas aparentemente por capricho, «custe o que custar», as palavras «garanto que…», «asseguro que…», desmentidas pelos factos pouco tempo depois, criaram a péssima sensação que agora foi evidenciada, como expressão do descontentamento e como protesto. Para isso também contribuíram as promessas e previsões fantasiosas rapidamente desmentidas.

- O resultado da ida às urnas reflectiu bem «a desilusão, o desencanto e a falta de confiança dos cidadãos nos partidos políticos tradicionais. E estes não podem deixar de refletir sobre a forma como funcionam e como se relacionam com o mundo real.»

- Também se conclui que os portugueses não são tão obtusos como, por vezes, se pensa e não se deixam arrastar por demagogia, populismo nem palavras bonitas mas sem conteúdo convincente. Os candidatos que usaram técnicas de vendedor de banha de cobra foram «rejeitados pelos eleitores que, por mais descontentes que possam estar, não perderam a noção da realidade.»

- Pode não haver consequências imediatas na estrutura do poder mas, a partir de agora nada será como dantes. Há que evitar a continuação de erros e falsidades, de corrigir a «podridão dos hábitos políticos» (referida por Rui Machete), há tornar mais simples e barata a estrutura do Estado e das autarquias, para reduzir a burocracia ao essencial, combater a corrupção, o tráfico de influências, as negociatas lesivas do bem público, as promiscuidade entre a acumulação de interesse públicos e privados, etc

Parece poder concluir-se que a teimosia do «custe o que custar» de Passos está a custar muito ao PSD depois de ter custado imenso aos portugueses. Estes não estão tão apáticos como se pensava. Mostraram que estão prontos a reagir a abusos do poder. Convém evitar que utilizem formas de reacção mais desaconselhadas. Além de outras fontes foram aproveitados os seguintes textos:

- «Há sempre uma leitura nacional a fazer» das eleições, diz Passos
- A mensagem das eleições 
- A derrota pesada de Passos Coelho

Imagem de arquivo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CONVERSA DE DOIS AMIGOS NO DIA 30


O Joaquim telefonou ao Manuel para perguntar como passou as férias:
Depois dos cumprimentos tradicionais e dos pormenores da saúde da família, etc, o diálogo encaminhou-se para as eleições de ontem:

Joaquim: - Então quem ganhou aí as autárquicas? Os que estão ou outros?

Manel: - Mas porque fazes essa pergunta? Eles são todos do mesmo género, o que querem é o seu próprio enriquecimento e dos seus familiares e amigos, e fazem uma ou outra obra para terem do seu lado o construtor amigo e iludirem o Zé Povinho.

Joaquim: - Mas não estás a inventar nada de novo e mesmo os que perderam não deixam de mamar à sombra do poder. Mas qual foi o grupo vencedor?

Manel: -O vencedor foi o partido XIS, mas sei apenas dois nomes da lista e, mesmo desses, não faço a mínima ideia das suas qualidades e defeitos. Como de costume, os eleitores votam às cegas e só depois, a pouco e pouco, é que vêm a saber algumas das nódoas passadas dos eleitos, como tem acontecido com o Passos, o seu amigo Relvas, o Machete, e muitos outros. Esta forma de democracia é uma grande açorda!!!

Joaquim: - Mas aí não tiveram a sorte de ter um candidato dinossauro que iria, com a sua experiência, competência e generosa dedicação, tornar toda a gente rica e feliz.

Manel: - Estás a brincar. Esses tipos o que querem é aumentar o seu património para subirem na lista dos mais ricos do País e do Mundo. Nesta época em que vivemos não podemos esperar tal generosidade de políticos. Se for encontrado um com tal dedicação e honradez, deve ser logo feita uma estátua.

Joaquim: - Enfim, passou-se o dia, parte do dinheiro dos nossos impostos vai ser entregue aos grupos de candidatos mais votados para suprir as despesas que fizeram na campanha e o povo deixa de contar com tal quantia e vai continuar na mesma, apenas com a diferença de terem mudado as moscas.

Manel: - Agora sou eu que te chamo ingénuo. Então não tens reparado que cada mudança traz piores condições de vida e mais sacrifícios para o pagode, que aumenta o número dos beneficiados com as subvenções vitalícias que procuram manter ocultas para o povinho não saber da pouca-vergonha? Vê lá se os que eram pobres antes de serem eleitos voltaram a sê-lo!!!

Isto é ficção, pois estamos a 23!!!

Imagem de arquivo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

PASSOS FALA DA SUA FÉ !!!


Passos não acredita que a nossa Constituição nos impeça de fazer o que qualquer sociedade desenvolvida faz”. Mas o povo é tolerante e não descrimina as religiões. Não lhe interessa a religião do PM, daquilo em que acredita ou não. Por outro lado um PM não tem que dizer que acredita ou não na Constituição, apenas tem que a saber, interpretar e explicar aos cidadãos, sem que a estes restem dúvidas.

Diz que é “verdadeiramente importante” definir o que o Estado pode fazer directamente e o que pode fazer em parceria com a sociedade civil. Mas porque não definiu ainda, depois de dois anos de governo?

O povo mais desprotegido, as denominadas classes média e baixa, tem vindo a ser obrigado a apertar o cinto, já em torno das vértebras, desde há dois anos, sem ainda vislumbrar quando pode «acreditar» que irá aliviar um furo.

Tem razão quando diz não compreender o que se tem passado, nestes últimos dois anos de austeridade sucessivamente agravada, «a indulgência perante a irresponsabilidade e o que eu acho indesculpável é uma sociedade política que não tem inteligência e exigência para cobrar a quem governa os resultados que são importantes para o país”.

Aquilo em que agora diz acreditar é um quadro de maravilha que nos prometeu, há mais de dois anos, na pré-campanha eleitoral das legislativas. Como então venceu a s eleições, agora está a usar os mesmos truques na esperança de ganhar as autárquicas, mas o clima de confiança e de credibilidade é diferente o que torna necessário mudar o discurso e deixar de falar naquilo em que acredita ou não acredita e começar a mostrar resultados visíveis do «trabalho» feito. Com uma boa «informação», até pode ser que o povo se esqueça dos sacrifícios feitos e acredite que os resultados foram compensação suficiente. Mas o acreditar é um fenómeno tão subjectivo que a sua modificação pode não estar ao alcance das mentes «iluminadas» dos políticos que nos têm enganado, como a promessa de que em 2013 acabaria a recessão.

Imagem de arquivo

domingo, 28 de julho de 2013

PAPA FRANCISCO E A SOCIEDADE FUTURA


Transcrição de artigo com interesse para estudos geoestratégicos:

«OPapa Francisco pode ser o líder de uma revolução mundial» EL PAÍS, 
EL PAIS, Madrid 30-3-2013 Por Juan Arias Publicado em julho 3, 2013 por R Paiva

Juan Arias escreveu em El País, periódico espanhol de tendência socialista (Madri 30.03.13) que “a Igreja encontrou um líder? E o mundo político? A Igreja foi mais rápida que o mundo político”. O articulista traça um retrato da Igreja na Europa, cuja população envelhece e as crianças rareiam, vendendo templos, muitos convertidos em boates, e o mundo político, “que se encontra perdido numa profunda crise, não só económica, mas também de valores, órfão de liderança, em plena revolta civilizacional”. Então, “as duas instituições – a religiosa e a leiga – se arrastam sem horizontes para as jovens gerações, sem saber por onde ir”.

Arias admira-se  de que, “nesse panorama, a Igreja, com seus dois mil anos de história, seus santos e demônios, suas inquisições e mártires da caridade, conseguiu encontrar um líder mundial (…) Um pequeno grupo de cardeais – a maioria anciãos e conservadores – (…) deram-se conta de que o eixo do mundo mudou: já não é a Europa, mas os países emergentes”. Por isso foram procurar o novo Papa longe.

O Papa Francisco, que “se continua intitulando sacerdote e bispo, se converteu, em menos de um mês no cargo, “no personagem mais em foco do planeta, como um dia foram Gandhi e Martin Luther King (…) Com alguns gestos simbólicos ele desencadeou uma autêntica revolução religiosa e política, que começa a refletir-se além da Igreja”.

Arias relembra como Stalin perguntou quantas tropas tinha o Papa: “Falava de armas, contudo, a Igreja tem outras armas, que começavam a enferrujar”. Ela é uma instituição, acrescenta, “apesar dos erros que arrasta, das melhor organizadas do mundo, que conta com ‘meros’:

• 1.200 milhões de fiéis;
• Um exército de 1 milhão de sacerdotes e religiosos;
• Com 114.736 instituições assistências pelo mundo;
• 5.246 hospitais;
• 74 mil dispensários e leprosários;
• 15.208 residências para anciãos necessitados;
• 1.046 universidades;
• 205 mil colégios;
• 70 mil acolhimentos para 7 milhões de crianças;
• 687.282 centros sociais;
• 131 centros de apoio a pessoas que sofrem de AIDS em 41 países”.

Arias cita um líder comunista italiano, que comentava que se o Partido contasse com estes elementos, faria “uma verdadeira revolução social”, e comenta: “E essa verdadeira revolução social é a que o Papa Francisco começou a levar a cabo na Igreja, e que o mundo político parece incapaz de empreender, mergulhado em suas receitas de sacrifícios e cortes de gastos com os mais fracos, enquanto, como erva daninha, se multiplica a corrupção dos políticos e banqueiros”.

O articulista prossegue : “A Igreja parece ter encontrado este líder. E não é um líder místico, trancado em suas orações, com uma visão arcaica e autoritária da fé, mas alguém que pediu aos militantes deste exército que deixem de ser ‘coleccionadores de antiguidades’ e cultivadores de ‘teologias narcisistas” para irem “sujar os pés com o barro nas periferias do mundo’, onde se encontram os mais explorados pelo poder”.

Segundo Arias, este Papa é um jesuíta dotado de “racionalidade e fé”, que, além de teologia, estudou psicologia e literatura. Um jesuíta, que adoptou como símbolo o nome de Francisco, “pode chegar a ser mais que um líder espiritual de uma Igreja. Seus antecedentes como arcebispo e cardeal de Buenos Aires e seus primeiros gestos de desapego às aparências e símbolos de poder do vaticano, a fim de enfatizar que a Igreja deve ser ‘pobre para os pobres’ o estão convertendo numa referência política e social para o mundo”.

Por isso, os poderosos estão percebendo, até com certo medo, que “o Papa Francisco não é apenas um religioso que se contentará em lavar os pés dos pobres e visitar favelas”. Eles começam a intuir que “apostar nos deserdados da terra, na escória do mundo, nos desalojados, não só para os consolá, mas para os elevar social e culturalmente (…), equivale a uma nova revolução mundial”.

Arias refere que se diz que o Papa Francisco, quando encontra agnósticos e ateus, só lhes fala de Deus se eles tomam iniciativas, mas sempre lhes pergunta se estão disponíveis para se empenhar na luta contra as injustiças. Ele gosta da política “como força responsável pelo bem-estar das pessoas”.

Comenta que as autoridades brasileiras estão preparando um serviço de segurança com 750 policiais e militares para proteger o Papa em sua vinda ao Rio para a Jornada Mundial da juventude, e diz: “Não será fácil, contudo, blindar totalmente um Papa, que pediu aos sacerdotes do mundo inteiro que ‘não tenham medo de perder a própria vida’, se o empenho social e religiosos o exigisse”.

O longo artigo – que merece ser lido na íntegra – conclui citando Gandhi: “Os covardes, afinal, são já vivos mortos”.

Publicado em Coisas do Povo de Deus por R Paiva. Marque Link Permanente.

Imagem de arquivo

FALAR PARA FALAR !!!


O primeiro-ministro disse há dias que o país precisa de um “clima de união nacional que permita convergência", o que foi muito criticado por ter utilizado uma expressão «excomungada» há quase 40 anos. Mas em vez de escolher uma ideia inovadora reafirma apelo à "união nacional", mostrando a sua teimosia obsessiva e arrogamte.

Independentemente do termo usado, Esta reiteração do desejo de «união nacional» não está explicada, pois ela não poderá traduzir-se em todo o país começar a aplaudir o PM, mesmo quando a sua inflexibilidade se manifesta por arrogância e teimosia raiando o patológico. União não pode significar que cada cidadão se submeta aos caprichos mal definidos do PM, abdicando do seu próprio conceito de patriotismo e interesses nacionais.

Passos Coelho sempre afirmou guiar-se pelas suas próprias ideias, sem as explicar, «custe o que custar» e afirmou ignorar os sinais de «indignação» dos portugueses expressos através de grandes manifestações ou da greve geral ou de afirmações públicas de parceiros sociais, partidos, etc.

Ora, para haver união tem que haver vontade de aproximação, de sensibilidade para ouvir e sentir o pensamento da população, tal como fez o Papa Francisco ao ir ao encontro da Juventude Mundial e do povo brasileiro. Os governantes, se não encontrarem exemplo melhor, sigam o de Sua Santidade, lendo, ouvindo e meditando as suas palavras difundidas por diversos órgãos de Comunicação Social. E em vez de «união nacional», falem de convergência de todos, amor a Portugal, bem nacional, etc tudo menos despertar fantasmas indesejados.

Seria bom que seguisse os conselhos de colegas de partido, que só falasse quando tivesse algo de importante a dizer, que não fosse apenas palpite ou vago sonho e que, antes de falar, se preparasse bem a fim de evitar banalidades inconsistentes e efémeras que depois não são concretizadas.

Imagem de arquivo

sexta-feira, 26 de julho de 2013

DEMOCRACIA É UM SONHO IMPERFEITO


A Democracia constitui uma forma de governar os destinos dos países muito difícil de concretizar, podendo ser considerada um sonho imperfeito, pois parece praticamente irrealizável no seu mais alto ideal. O povo vota sem ter conhecimento satisfatório dos efeitos da sua opção, sem conhecer os factores da decisão nem poder prever razoavelmente os efeitos desta nem das alternativas por onde escolher, isto é, as qualidades e capacidades dos candidatos.

Este assunto é grave porque da parte dos candidatos há pouco amor ao seu País e são arrastados por pressões inconfessadas de grupos sombra que acabam por dominar o poder sem serem eleitos. Na generalidade são adoradores de «ídolos efémeros» como o dinheiro, o poder, a ostentação, o egocentrismo, etc.

E o pior é que não se aparenta fácil encontrar uma solução para a cura dos males que afectam a democracia e que infestam a vida da generalidade dos seres humanos, em todos os continentes.

Vejamos os efeitos da «primavera» que parecia libertar o Norte de África do domínio ditatorial. O Egipto, tentou enveredar pela democracia e hoje ainda não estabilizou uma vivência pacífica e duradoura. Nestes dias mais recentes, na sequência de perturbações e do golpe militar  foi noticiada nova onda de violência no Cairo entre simpatizantes e opositores de Morsi, o presidente deposto, o que acabou por levar a ONU a tomar uma atitude, aparentemente ineficaz, com o seu Secretário-geral a pedir a libertação de Morsi.

Na Tunísia, político da oposição foi assassinado, o que deu ocasião de o PM qualificar o assassínio de "crime odioso", talvez sem verdadeira convicção, mas com a prudente tentativa de evitar que a oposição se vire para ondas de violência que criem uma instabilidade que coloque em risco a vida económica do país, nomeadamente o turismo, uma importante origem de divisas e ponto alto dos interesses nacionais.

E apesar de a democracia ser um sonho imperfeito, cabe a todos os políticos no Governo ou na oposição a fazer um esforço persistente, continuado e patriótico com a finalidade de garantir uma vida socialmente justa, pacífica, com pernas para andar cada vez melhor no futuro dos Estados e da Humanidade. E um tal objectivo não pode ser atingido se forem desprezados os bairros dos arredores das cidades, as gentes do interior, oe reformados e, de uma forma geral, os mais indefesos, isto é, se não se cuidar da «justiça social». Todos somos pessoas, todos fazemos parte da Nação, da Humanidade, que desejamos mais justa, solidária e fraterna.

Imagem de arquivo

domingo, 14 de julho de 2013

DÚVIDAS ACERCA DA CRISE


Perante uma situação grave, são aceitáveis as dúvidas, as interrogações e as sugestões, até que a decisão seja tomada, ou a daqueles a quem não caiba a decisão mas que gostam de compreender e de analisar os problemas. Com a devida vénia,vou aqui aproveitar muitos elementos de análise do texto publicado no blogue no Blog O TRIUNFO DOS PORCOS.

Não é fácil entender, à luz da democracia e da Constituição, a salgalhada política em que nos debatemos. É arrepiante a aparente insanidade de uma grande parte dos nossos responsáveis políticos, a começar pelo Presidente. Ou estão demasiado baralhados ou, de tão embrenhadas na contemplação das folhas, as pessoas ficam incapazes de ver a floresta. Prendem-se com pequenos aspectos marginais e deixam escapar a magnitude do problema que afecta PORTUGAL, os seus cerca de 10 milhões de habitantes actuais e as próximas gerações vindouras.

Em primeiro lugar, porque carga de água um governo maioritário necessita de "apoio" da oposição? Têm maioria, têm o poder, devem governar, pois foi para isso que se candidataram e o povo os elegeu. Governem Tomem as medidas que acham correctas e colham as suas consequências, sejam elas boas ou más, mas de preferência boas. Foi para isso que foram eleitos.

Em segundo lugar, porque razão o Presidente, que tem um Executivo apoiado por uma maioria sólida, toma a ousadia de inventar "soluções" que não dependem dele, e que consistem, basicamente, em momento de folclore regional, de dar as mãos, todos juntos, ser amigos e seguir o pastor?

Há que entender que não é assim que funciona a democracia. Por outro lado, tentar amarrar o PS, que tem estado no seu papel de oposição a preparar a alternativa ao governo é entregar de mão beijada a oposição à extrema-esquerda. Na estrutura de partidos, esta manobra espúria traduzir-se-ia, inevitavelmente, na menorização do PS em favor do BE e do PCP. E o que poderia ocorrer em próximas eleições seria algo parecido com a tragédia grega com a esquerda ufana e eufórica a servir de única alternativa ao rancho folclórico agora formado. Não parece nada boa para Portugal esta radicalização.

A estrutura democrática e constitucional, parece ser simples e funcional. O Governo governa, a oposição opõe-se, a Assembleia fiscaliza os actos do Governo e o Presidente intervém apenas quando estes papéis não estiverem a ser desempenhados O jogo democrático necessita de alternativas. A opção possível e sensata, neste momento, em Portugal, é entre PSD, CDS e PS. Os extremistas de esquerda, pelo seu pequeno peso eleitoral, não são alternativa, são partidos de protesto que apenas aceitam o jogo democrático como meio de transporte, devendo com as suas críticas ajudar a limar arestas e a polir o funcionamento da administração pública, valorizando-se, dessa forma, perante os seus eleitores, pela sua capacidade de defender os interesses nacionais, no aspecto de bem estar e qualidade devida dos cidadãos. Se as suas propostas forem perigosas, irrealistas e ingénuas, não dão boas perspectivas acerca do dia em que forem eles a alternativa.

Por isso é compreensível o cuidado de António José Seguro quando se recusava a consensos e a não participar no Governo a não ser em cumprimento da vontade expressa pelo povo. Na verdade, o consenso do PS não é necessário no actual quadro parlamentar, considerando a vitalidade do jogo democrático.

Há que olhar de frente para o quadro, o cenário, em que a maioria deve tratar de governar resolvendo os problemas de curto prazo e legislar estrategicamente para as medidas de longo prazo em que é fundamental a Reforma Estrutural do Estado sobre a qual já inúmeras sugestões na Comunicação Social e na blogosfera, nada havendo a inventar, apenas é preciso analisar e escolher a melhor solução para o PORTUGAL de amanhã. E deixem-se de palavras exóticas que só servem para confundir os cidadãos e adiar o trabalho que se impõe com urgência. Para quem não está habituado em estudar os problemas e encontrar solução pode ser difícil e duro, mas foi para isso que pediram o voto aos portugueses e eles lho deram.
E não percam tempo que ele é o recurso mais precioso pois, aquele que se perde, não se recupera.

O Partido Socialista deve fazer o seu papel e opondo-se, contestando, berrando, mas de forma positiva, construtiva, mostrando o seu valor ao seu eleitorado para constituir-se como alternativa, para que os portugueses não tenham de escolher entre grupos menos credíveis.

O Presidente Cavaco, em vez de travar de bloquear e ameaçar deve inserir-se nas regras da Democracia e, quando necessário, estimular o Governo para soluções simples e eficientes com vista à boa qualidade de vida das pessoas e ao eficaz desempenho da Administração Pública. Se vir que o Governo não funciona, então tem a competência de dissolver a AR e convocar eleições antecipadas. Mas não ameace com esta arma.

BE e PCP, devem continuar a sua actividade de crítica e de propostas mesmo que radicais e irreais. Talvez um dia algumas delas sejam aplicadas depois de os ânimos serenarem e as condições se tornarem mais propícias às utopias de agora.

imagem de arquivo

sexta-feira, 21 de junho de 2013

MADURO PARECE AINDA VERDE !!!


Maduro parece estar muito verde. Lamenta que um dos grandes problemas em Portugal é que "tudo é contestado" e que não conseguimos colocar-nos de acordo quanto aos processos credíveis de apuramento dos factos que devem servir de base às nossas decisões públicas".

Fica-nos a dúvida quanto a onde tem vivido o ministro, se numa redoma opaca. O que é que conhece de Portugal e dos portugueses, daqueles que, como governante, tem a responsabilidade de defender e ajudar a preparar um futuro melhor com mais aceitável qualidade de vida, para preparar "um país mais justo, próspero e livre", como muito bem diz.

Mas como deve saber das suas leituras e da sua competência de universitário, cada povo tem a sua cultura, as suas tradições com qualidades e defeitos, e que não é fácil de mudar em curto prazo . Recordo que já o romano Caio Júlio César (1000-44 AC) disse que «há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar». Talvez, por isso e por não ter havido o necessário cuidado dos governantes na actuação escolar em benefício da «cultura política e cívica», hoje ainda se mantém algo desse aspecto do tempo dos Lusitanos. Quem governa deve conhecer o seu povo e atender à sua idiossincrasia. Mas, infelizmente, há governantes que desprezam os desabafos populares, não procuram conhecer o seu mal-estar e dizem arrogantemente que não têm medo dos portugueses.

Mas hoje, se atendermos a que nos consideramos em democracia, com liberdade de opinião e de expressão, e de obrigatória intervenção pelo menos na ida às urnas, é desejável que o povo observe a forma como os seus mandatados desempenham o papel de representantes eleitos. E dessa observação resulta, forçosamente, o aplauso pelo que se considera correcto e o lamento e a indignação pelo que não corresponda às promessas de antes ou depois das eleições, às previsões, às intenções «asseguradas», «garantidas» e os caprichos arrogantes levados para a frente «custe o que custar«, doa a quem doer.. Muita atoarda atirada como rebuçado para incentivar esperança e confiança, é contradita pouco depois, lançando o descrédito em tudo o que venha posteriormente.

A contestação, a crítica e as sugestões são instrumentos democráticos de participação do povo, em democracia, como contributo para que os governantes tomem as decisões mais correctas e adequadas às circunstâncias de momento e às grande linhas estratégicas para preparar o futuro desejado para Portugal. Do conjunto de opiniões sairá uma melhor preparação das medidas a decidir, segundo o método descrito em Pensar antes de decidir.

Aproveitando as suas palavras poderá afirmar-se que os governantes devem falar ao país com rigor, clareza e verdade, mais sobre políticas públicas e de estratégia de futuro e menos de táctica política ou de intrigas inter-partidárias e, dessa forma, atrair a colaboração e contribuição de todos para um debate público "mais informado e com maior substância". Em vez de impor soluções arrogantes, será preferível preparar medidas com apoio da conversação e do diálogo entre as pessoas mais conhecedoras dos temas.

Precisamos de "um país mais justo, próspero e livre". Com os portugueses que temos, com as deficiências de que sofrem, por carência de um sistema de ensino que não devia desprezar a formação de adultos capazes de gerir a sua vida privada, como pessoas, famílias, empresários e cidadãos eleitores.

É interessante o último parágrafo do artigo Dois anos depois, falhou a mudança de mentalidades: «Passos Coelho chegou ao Governo com um discurso moralista. Acusou os portugueses de viverem acima das suas possibilidades. Passados dois anos, foi aqui que falhou. O Estado que governa continua a gastar muito mais do que pode. Falhou no exemplo. E, enquanto líder, não conseguiu fomentar a mudança de mentalidades. Os portugueses continuam a olhar para o Estado da mesma maneira: exigindo direitos e com pouco espírito crítico. E a culpa é sempre dos outros.»

Imagem de arquivo

quinta-feira, 20 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES OCULTAM INTERESSES INCONFESSADOS




Esta montagem alerta para o facto de a actual politiquice de conflitos demolidores ocultar muitos interesses. Cabe aos jornalistas e analistas investigar a verdade oculta, para que o povo esteja mais esclarecido e possa accionar a democracia para que a humanidade melhore. A democracia não pode ficar confinada a eleições periódicas em que os eleitores, depois do massacre da lavagem ao cérebro por promessas falaciosas e ideias não concretizáveis, é conduzido a escolher uma das listas cujos componentes lhe são totalmente desconhecidos. Há que rever o funcionamento das sociedades nomeadamente quanto a funções dos políticos e dos partidos.