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sábado, 13 de maio de 2017

DITADURAS GERADAS DEMOCRATICAMENTE?

Ditaduras geradas democraticamente?
(Publicado em O DIABO de 9 de Maio de 2017)

As ditaduras são detestadas pela maioria da população. Digo maioria e não totalidade porque uma pequena parte dos cidadãos beneficiam das vantagens do poder único e omnipotente, por viverem à sombra dos usurpadores das regalias, com os privilégios daí decorrentes. O que é de estranhar é que, em muitos casos recentes, há ditadores que usam e abusam do poder, mas os eleitores, talvez por ausência de cultura, de capacidade de discernimento e sujeitos aos efeitos de adequada propaganda ou lavagem de cérebro, dão-lhes o voto. O caso mais flagrante foi o do presidente da Turquia que, depois de mostrar, claramente, a sua tendência para se vingar do mínimo gesto que lhe desagrade, fez um referendo para alterar a Constituição passando, legalmente, a ser «todo poderoso», sem Governo e sem um Parlamento onde a oposição possa temperar os seus excessos, e obteve a maioria dos votos.

Os casos em países africanos, asiáticos e na América Latina são numerosos, embora a Comunicação Social não faça especiais reparos. Mas a violência que está a grassar na Venezuela não está a passar despercebida. E a eleição de Trump não merece os elogios de pessoas bem-pensantes e isentas de interesses.

Entre nós, embora se fale de democracia, ainda se não foi além da «partidocracia», como se verifica no sistema eleitoral, em que ao simples eleitor não é dado o direito de escolher os seus representantes nos órgãos de soberania, mas apenas o de votar a lista de um partido, ignorando pormenores sobre os componentes das mesmas que foram escolhidos por decisão de um «líder». O caso mais chocante e recente é o da candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, sem ter sido ouvido, sequer, o presidente da concelhia de Lisboa do Partido, que acabou por se demitir, procurando não melindrar demasiado o seu líder partidário.

Em democracia, a soberania reside na Nação, nos cidadãos, que, para melhor funcionalidade, delegam em representantes, os quais, por honestidade e lealdade para com os representados, devem procurar conhecer os seus sentimentos, as necessidades e objetivos legais, para melhor conseguir preparar um futuro com melhor qualidade de vida para todos, principalmente os mais desamparados. O dever patriótico cabe a todos os cidadãos, cada um participando com críticas positivas, sugestões ou propostas, conforme a sua situação e capacidade. Acerca disto, penso numa líder oposicionista que fala muitas vezes, mas sempre com o mesmo objectivo de criticar demolidoramente o Primeiro-Ministro, acusando-o de erros que já eram frequentes no Governo a que ela pertenceu. Seria mais patriótica se procurasse contribuir para um Portugal melhor, se apresentasse críticas, sugestões e propostas adequadas. Se fosse ao ponto de se mostrar interessada pela metodologia do Presidente da Tanzânia, John Magufuli, isso granjear-lhe-ia mais prestígio e votos para futuros cargos por mostrar maior capacidade e ser defensora dos interesses da maioria dos portugueses.

António João Soares
2 de Maio de 2017

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DEMOCRACIA OU DITADURA ?

Democracia ou ditadura
(Foi publicado em O DIABO de 11 de de Outubro de 2016

Numa época em que muito se fala em democracia, direitos humanos, respeito pelas pessoas, transparência, liberdade de expressão, justiça social, etc. aparecem governantes com actos ditatoriais, autoritarismo, intolerância e que, estranhamente, são aceites e quase justificados pelos seus parceiros internacionais.

È agora o caso das Filipinas, foi recentemente o da Turquia, tem sido repetidamente o da Coreia do Norte, que vêm juntar-se a muitos outros desde a Europa à América do Sul, passando pela África e Ásia. No entanto, os problemas cívicos e sociais devem ser colocados numa prioridade muito acima do alcance das competências de grande parte dos governantes. Tais problemas exigem competência, inteligência e sensibilidade.

Não é fácil. O célebre lema da histórica Revolução Francesa – Igualdade, Liberdade e Fraternidade – contém uma impossibilidade, a da incompatibilidade entre igualdade e liberdade. Para as pessoas serem iguais, não podem ter liberdade de ser como gostam. O resultado de tal conflito de conceitos conduziu a que os líderes saídos da revolução, desejosos que, em nome da igualdade, todos comungassem dos mesmos ideais, não admitiram que houvesse pensadores com a leviandade de usar a liberdade de ter ideias diferentes e as exprimirem publicamente. E, para os calar, puseram a guilhotina a trabalhar. Mas passados 227 anos sobre tal acontecimento histórico e tendo sido adoptado o conceito de democracia, nas palavras proferidas publicamente pelos políticos, já é altura de assumir inteiramente o ideal democrático ou implantar outro que seja aceite. Afinal, para que quiseram destruir as monarquias, se não eram capazes de governar melhor em todos os aspectos da qualidade de vida das pessoas especialmente das mais débeis?

Parece que as Filipinas, como outros Estados, estão a fazer a criação de «novo método de governar», mas que contradiz o conceito civilizacional de Humanidade e respeito pelos outros. No século XXI tem que ser escolhida uma forma aceitável de educar os jovens desviados do bom caminho e desenvolver métodos de informação e de educação das pessoas para vivermos pacificamente em harmonia, espírito de ajuda, de compreensão e evitar ambições com formas selvagens de competição por pretextos insignificantes.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COMPLEXO DE DELINQUÊNCIA OU CLANDESTINIDADE


Os portugueses da actual «elite» parecem sofrer do complexo de delinquência ou clandestinidade. Não é por acaso que Eduardo Oliveira Silva intitula o seu artigo «BES/GES um caso cada vez mais opaco», pois assim se mostra na penumbra a complexidade das negociatas mais ou menos fraudulentas, algumas praticadas em rede na escuridão das vésperas da implosão do caso. Por outro lado os esbirros do poder, perante a clandestinidade e a delinquência dos inimigos da sociedade usam de intrusão na privacidade dos perigosos malfeitores e praticam «fugas de informação» para amedrontar os maus e, ao mesmo tempo, para incitar os amigos a explorarem as possibilidades de negociatas enquanto é possível, como foi o caso que a oposição quer esclarecer de que é exemplo a pergunta «Como soube Marques Mendes o que ia ser dito 24 horas antes?»

Nesta luta dos polícias contra os ladrões aqueles criam habilidades, de cujo preço não se fala, para controlar cada respiração dos potencialmente maus, como os controlos por via electrónica dos transportes de mercadorias, de que as Finanças não referem os benefícios para as pessoas, que é suposto defenderem e protegerem, mas sim o grau de obediência dos supostos praticantes de economia paralela, declarando que «Novo regime dos documentos de transporte supera previsões». Não interessa o benefício mas o êxito da invenção habilidosa. O que ressalta é a submissão de cada gesto com vista à extorsão do máximo de numerário, como se vê nos exageros já denunciados pelos serviços que controlam e penalizam o estacionamento em lugares públicos que, por definição, são de todos nós. Sensatamente o «Provedor de Jiustiça quer acabar com» a fúria obstinada de multar.

O que parece contar mais é a vaidade de o «bom» poder atirar à cara do «mau» eu «quero, posso e mando» e tu tens que rastejar a meus pés, seguindo o meu capricho. Isto será democracia ou ditadura? Talvez seja a segunda hipótese onde se enquadra bem o complexo da clandestinidade, da delinquência e das habilidades de espia e de denúncia e perseguição. Será que não conseguimos sair completamente do regime anterior? Ou será que estamos a regressar a nova modalidade de ditadura, agora mais sofisticada e cruel, com o apoio das modernas tecnologias?

Hoje, 14 de Agosto, aniversário da batalha de Aljubarrota, não devemos deixar de pensar em NUNO ÁLVARES PEREIRA, um dos maiores vultos da nossa história. Antes morrer livre do que em paz sujeito. Mais vale arriscar a vida de forma generosa, dedicada a causas nobres em benefício dos outros, do que viver amarrado por correntes de corruptos egoístas, ambiciosos por riqueza material e vaidades efémeras, que são capazes das acções mais vis para chegar ao cume da notoriedade.

Não podemos deixar de reparar no conflito intestinal, demasiado ruidoso, pela conquista da cadeira do poder dentro de um partido em que acontece que um dos contendores acha que é dono absoluto de uma ideia banal por si proferida e que sente o direito de criticar o outro por também dizer que defende ideia semelhante. Chegámos a isto. Mas, se não houver uma paragem, uma reflexão honesta e uma restauração de valores éticos, de cidadania, podemos correr o risco de ir além do «ponto de não retorno» e ficará em sério perigo o FUTURO DOS NOSSOS NETOS.

A João Soares. 14-08-2014
Imagem de arquivo

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O BOM POLÍTICO OUVE O POVO



Das manifestações populares ocorridas em S Paulo e no Rio de Janeiro, chegam várias notícias. Delas convém não desprezar as que se referem à posição da Presdente da Repúblicae chefe de Governo: Dilma está atenta às reivindicações dos brasileiros e aquela em que evidencia a sua posição democrática perante a expressão do desagrado popular Dilma Rousseff diz que manifestações pacíficas são «legítimas».

Esta prática dos conceitos democráticos é para nós uma surpresa por estarmos habituados a comportamentos opostos, quando verificamos que, pelo contrário, Passos Coelho tem afirmado arrogantemente que não tem medo dos portugueses nem se deixa impressionar por manifestações nem cede a pressões, e avança com a sua ideia «custe o que custar».

Onde está a democracia? Afinal o que é uma ditadura? Democracia não pode resumir-se a eleições de quatro em quatro anos para os eleitores, depois de semanas de intoxicação com falácias, ser colocado perante a escolha entre listas em que constam nomes que desconhece totalmente. Estamos a necessitar de uma «excelentíssima reforma», a começar pelas mentalidades dos políticos e das funções dos partidos.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

O «ESTADO NOVO» INICIOU COM O MINISTRO DAS FINANÇAS


Transcrição de artigo seguida por links relacionados com o tema:

A ditadura de Gaspar
Económico. 10/04/2013 00:35 | António Costa

Vítor Gaspar incendiou o País com o despacho sobre a proibição de realização de nova despesa por parte dos ministérios e serviços públicos, uma medida que é, de alguma maneira, paradigmática do poder e da incapacidade do ministro das Finanças de explicar o que deveria ser, e é, simples de perceber: um despacho preventivo, e temporário, enquanto o conselho de ministros não define os novos tectos de despesa para 2013 com vista a acomodar o impacto da decisão do Tribunal Constitucional, de 1,3 mil milhões de de euros.

Os serviços das Administrações Públicas - incluindo empresas - sabiam, como o País, que vêm aí novos cortes e, por isso, a probabilidade de anteciparem despesa, novos compromissos, novos concursos era, no mínimo, uma certeza. É claro que, como sucedeu no episódio da proibição de reformas antecipadas, este tipo de iniciativa política não se anuncia, faz-se. E não se faz por chantagem ou pressão sobre os portugueses, faz-se por necessidade e urgência, como é evidente que foi o caso.

Vítor Gaspar deveria, é claro, ter avaliado exactamente os ministérios ou serviços públicos que não poderão ser abrangidos por uma medida transversal como esta nem por uma semana que seja. E deveria ter discutido, e ouvido, os seus colegas da educação e saúde sobre o impacto desta proibição temporária nas universidades ou centros de saúde, por exemplo. Já se sabe que há excepções, como os salários, mas a reacção colérica dos reitores, por exemplo, deixa perceber que Gaspar não discutiu ou não ouviu. E fez mal.

É evidente, esta ‘ditadura das finanças' - que só peca por tardia - só pode mesmo ser temporária, só pode estar em vigor durante uma ou duas semanas, porque, caso contrário, paralisaria toda a administração pública e todas as empresas públicas abrangidas pelo despacho. Gaspar tem de fechar o dossiê das maturidades do empréstimo, primeiro, e a sétima avaliação da ‘troika', depois, e na quinta-feira da próxima semana tem de definir os novos tectos de despesa e manter o défice de 5,5% do défice para este ano.

O Governo está em Processo de Remodelação em Curso (PREC), a mudança de ministros já não é apenas uma necessidade por razões de oportunidade política, é uma urgência por uma questão de sanidade dos ministros que já sabem estar com um pé fora, à espera de uma chamada a São Bento. A partir de agora, Passos Coelho não pode olhar para trás, deve aproveitar o momento para reconstruir o tripé do Governo, e comprometer Paulo Portas.

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sábado, 29 de setembro de 2012

Dia de Grande Manifestação


A minha actual situação não me permite a deslocação a Lisboa para aumentar o número de manifestantes. Mas estarei presente em pensamento, porque tenho na memória algumas frases que fui fixando:

 - Para o triunfo do mal basta que os bons não façam nada.
Edmund Burke (16-01-1729 – 09-07-1797)

- Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente há uma certa cumplicidade vergonhosa.
Vítor Hugo (22-02-1802 - 22-05-1885)

- O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior.
Platão (428-347 A.C.)

- Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.
Mahatma Gandhi

- A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.
Aristóteles

- Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colmeia por medo das picadas das abelhas.
Shakespeare

- O que me preocupa não é o grito dos maus! É o silêncio dos bons.

- Se lutares, podes perder; se não lutares, estás perdido!

- É preciso não temer arriscar, pois, quando um barco avança, ele equilibra-se.
Ditado chinês

- A mais elevada moral é a que nos leva a trabalhar incessantemente para melhorar a humanidade.
Mahatma Gandhi.

- Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim.
Mahay«tma Gandhi

- A utopia move o mundo e a demagogia governa-o.

- Se não mudas nada em ti mesmo não esperes que o mundo mude.

- Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.
'' António Aleixo''

- Ninguém entra em pânico com aviso prévio.
Prof João César das Neves

- A vida consiste não em ter boas cartas, mas em jogar bem com as que se possui.
Josh Billings

- É curioso que a vida, quanto mais vazia, mais pesa.
Léon Daudi

- Em país em que não há governo, todos governam e, quando todos governam, todos são escravos.

- É preciso revitalizar o homem para depois pensarmos em revitalizar o planeta.
Hugo Wernack

- Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens.
Pitágoras

- Temos o direito de ser diferentes, mas temos o dever de não sermos indiferentes.

- É melhor estar preparado para uma oportunidade e nunca tê-la, do que ter uma oportunidade e não estar preparado.

- Todos nós estamos na sargeta, mas alguns de nós olham para as estrelas.
Oscar Wilde

- "Saber mandar sempre foi um dos mais soberanos dons da espécie mortal."
Carlos Malheiro Dias

- "Não manda bem quem tem a ânsia de mandar."
John Ruskin

- Qualquer um pode ficar furioso. Isso é fácil! Porém, ficar furioso com a pessoa certa, na intensidade correcta, no momento correcto, pelo motivo correcto e na forma correcta,… isso não é fácil!
Aristóteles (Ética a Nicómaco)

- Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.>

- A arma mais letal é a alma ferida.

- "Vergonha" é uma emoção que nos deixa saber que somos finitos.
John Bradshaw(1933-….)
Educador americano

- A ditadura clássica é vitalícia e acaba com a morte (natural ou provocada ) do ditador. A actual democracia é uma ditadura pelo prazo de 4 anos. Geralmente, ambas se iniciam com a aprovação dos cidadãos.

Imagem de Arquivo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ditadura pode aproveitar a crise económica


Abra o vídeo e recorde-se do ditado «quem vê caras não vê corações». Jorge Pais de Sousa apresentou em Coimbra um livro que resultou do estudo das origens das ditaduras de Mussolini, Franco, Hitler e Salazar, as quais o levaram a concluir que "O estado de exceção e o estado de emergência económica justificaram, muitas vezes, o fim da ordem democrática e do estado de direito".

Já o artigo A manipulação de um Estado de Direito, aqui publicado dava sinais de perigos preocupantes. Tais perigos foram também objecto de receios, pela lógica da evolução real, no post Sociedade exige ordem, disciplina, respeito, o que impõe cuidados do Poder e dos cidadãos para evitar a fuga de situações equilibradas para extremos intoleráveis que terminam normalmente com actos dramáticos com perda de vidas e de património.

Há quem suspeite que actualmente a ditadura, mais do que do poder interno poderá vir do poder continental ou mesmo mundial pela mão dos que controlam as agências de «rating», as altas instituições de controlo financeiro e os circuitos do mercado fiduciário. É imperioso estar atento à eventual aparição de desvios mórbidos e corrigir em estado precoce os que forem detectados.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ditadura Merkozy !!!

Os posts aqui colocados há algum tempo Globalização ou Colonização Moderna??? e o mais recente O Quarto Reich. A guerra pode ter já recomeçado pareciam uma fantasia chocante, mas a sua essência foi agora aceite e sublinhada pelo conteúdo da notícia que ressalta de voz bem informada e conceituada Freitas do Amaral insurge-se contra "ditadura" franco-alemã, que actua sob "pura ilegalidade".

Segundo o ex-MNE, a Europa está a ser condicionada por "um ser híbrido a que chamam ‘Merkozy'", afirmando que isso "não é federalismo, nem democrático". "Isso é uma pura ilegalidade geral na União Europeia, não se respeitam as competências nem do Conselho, nem da Comissão, nem do Parlamento Europeu".

E aproxima-se dos conceitos expostos no primeiro post citado quando diz que "É capaz de ser imperialismo, hegemonia, colonialismo, protectorado, mas o que temos é uma ditadura de dois chefes de estado ou de governo a mandar em dezenas de países".

Imagem do PÚBLICO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nova Ordem Regulatória Mundial

Transcreve-se este artigo que é extenso mas tem muito interesse até ao fim,

Da democracia ao totalitarismo
Notícias lusófonas- 22-Nov-2009 - 20:06, Por Helena Alves

Hoje em dia uma das expressões mais utilizadas, para além da palavra Corrupção é Ética Social. Lado a lado! Nas vésperas da cimeira mundial sobre a segurança alimentar, nos passados dias 16 e 18 de Novembro, Jacques Diouf da FAO e Ban-Kimoon da ONU, levaram a cabo uma greve de fome de 24 horas como protesto contra a fome crónica mundial e ausência de medidas concretas para atacar esse grave problema. Resolveram assim fazer um apelo aos líderes mundiais e à população em geral para que aderissem ao "projecto"!

Projecto?! de quem da ONU? da FAO? dos LIDERES MUNDIAIS?! Cheira-me a esturro!

Estes projectos deixam muito a desejar... realmente deixam, mas estão a banalizar-se e de que maneira! Estão a aproveitar a capacidade mimética (imitação) inerente ao homem e a sua bondade já tão mitigada! Agora pelos vistos, querem que seja a população em geral, a tomar a responsabilidade do que se passa no mundo? que diabo se passa?! Mas como me disseram, nós temos de ajudar, nós somos as ONG, o Estado e a ONU.

O quê?! Mas afinal somos essas organizações, apenas no que toca a dar contributo?! E quanto ás decisões que tomam, sem que a população em geral o saiba e onde é apenas um peão mandado, como no caso dos capacetes azuis?! E quanto às decisões de distribuição do dinheiro público?! E quando decidiram esses banqueiros e especuladores financeiros despoletar a crise?! A população participou?

Dizem que temos de ajudar os outros, agora mais do que nunca. Mas exactamente por sermos o Estado e a ONU, por sermos indivíduos e não apenas obreiros desses Estados e dessa ONU, exactamente por isso, pois não somos máquinas nem autómatos, é que devemos dizer, o quanto neste momento querem fazer crer, que a precedência das organizações é que é importante... errado.

Ora uma organização preceder sobre o indivíduo, é subordinar os meios ao fim, (um ditador famoso do séc.xx usou a mesma estratégia). Nós não fomos concebidos como as formigas ou abelhas, que já nascem com um papel definido numa organização! Somos mais como os lobos ou elefantes, nascemos para viver em grupos, sem um papel pré-estabelecido e é genético! Pois a mim parece-me que estão a fazer exactamente isso hoje em dia, essas organizações, Estado e outras subordinadas aos Estados. Incutem-nos o papel organizativo e nós fazemos... e ficamos com essa responsabilidade, que é isso que pretendem.

Uma nova Ética Social tem como palavras chave: - Integração, Trabalho de Equipa, Vida em Grupo, Ajustamento, Adaptação, Dinâmica de Grupo, Lealdade ao Grupo, Pensamento de Grupo, Criatividade de Grupo. Isto é Engenharia Social, altamente especializada e uma verdadeira armadilha, digam o que disserem, o termo Egoísmo Social, foi por eles inventado e não apanhado como um vírus, como nos querem fazer crer. Há que bater o pé e dizer chega.

Somos animais gregários e agora tudo começa a correr mal. Quanto ás ONG e associações independentes, que desistiram de esperar pelo Estado, são organizações, que a meu ver, dão a supremacia ao indivíduo, são a prova do ALTRUÍSMO e BONDADE humana e cada vez mais a responsabilidade será delas e do individuo que paga os seus impostos, dependendo da sua capacidade de dar.

Por se dar valor á organização e não ao indivíduo, é que minguou a entreajuda e a fraternidade. O "Egoísmo Social", é realmente condicionador dos comportamentos humanos. Deve-se na minha opinião á Educação e envolvente social, a que todos estamos sujeitos desde tenra idade.

A modificação é praticamente impossível, pois a nossa sociedade de consumo está controlada pelos interesses do Egoísmo Individual daqueles que se transformaram em poderosos Egoístas.

A Globalização pretende estender os tentáculos desse Egoísmo Individual. O Estado das Nações até ganha com isso, nos impostos. É o nosso modo de vida. Estamos aprisionados. Só uma revolução Ética pode modificar o nosso destino.

A Educação dos comportamentos é fundamental. A nossa sociedade está a ser amplamente des-humanizada, a bem da tão falada e politicamente correcta Ética Social, que veio substituir a Educação, no sentido lato da palavra. É que a Educação visa o indivíduo e tenta trazer ao de cima o melhor que cada um tem para dar. Os Grandes Egoístas, visam a organização de grupo, em detrimento do indivíduo. Das duas uma, ou "acordamos" muito rapidamente, ou os nossos filhos irão viver um Autoritarismo baseado no assédio e numa sociedade classificada em castas, em tudo parecida com a feudal.

Por isso mesmo é que a Educação, no modelo clássico foi posta de lado e o individualismo daí resultante é fruto dessa manobra nova, chamada de Ética Social. Já entramos nessa Nova Ordem e vai ser muito difícil sair, porque com esse individualismo maléfico, as pessoas tendem a não pensar pela sua cabeça. Um humano quando nasce, já nasce com um sentido de Justiça... é preciso que seja desenvolvido através da Educação e é preciso trazer ao de cima, "explorar" o melhor de cada um, não nos tentando impingir como fazem os grandes, o que é melhor para nós, ou seja, para eles! Temos de ter participação activa em todas as instituições, especialmente se se auto intitulam DEMOCRÁTICAS.

Desde a II Guerra Mundial, que engenheiros sociais têm vindo exaustivamente a estudar o comportamento de massas e o sucesso de Hitler como um líder dogmático, lançaram-se pois na chamada "Investigação de Motivações". Hitler explorava e utilizava sistematicamente os temores, as esperanças, os desejos as frustrações de todo um povo. É pela manipulação de "forças ocultas" que os peritos em publicidade nos induzem a comprar desde uma pasta de dentes a um Fuehrer."Toda a propaganda é eficaz, deve confinar-se ao estritamente indispensável em meia dúzia de fórmulas estereotipadas, constantemente repetidas, porque só pela repetição constante se conseguirá imprimir finalmente uma ideia sobre a memória de uma multidão" - escreveu Hitler.

Hoje em dia a Educação foi substituída pela Ética Social, onde o Alto Poder e Finança visam sobrepor a organização ao indivíduo. Por outras palavras, a aprendizagem com Hitler está a dar mostras de sucesso. Com a tecnologia ao seu dispor, a ganância dos líderes mundiais, conduziu-nos a uma Nova Ordem.

Suspeito que a maioria dos homens, ainda manuseada pelas novas técnicas de modificar os comportamentos humanos, diga que tudo isto não passa da Teoria da Conspiração. A memória colectiva do que não é bom, esbate-se perante promessas de uma vida cheia de conforto e qualidade.

Só que o Planeta não aguenta e os líderes sabem muito bem disso. Há que acordar para uma nova realidade. O despoletar da crise teve como pano de fundo a ruína do povo e um travão no consumo. A História está a repetir-se num ciclo muito curto. E o silêncio das massas continua... Quando acordarmos será demasiado tarde, se o não é já!

É que foram muitos anos de experiência, para sabermos que apenas uma ÍNFIMA PARTE destes contributos, CHEGAM a quem de direito! Agora terão de ser os que pouco têm, a distribuir pelos que nada têm?! Bem vistas as coisas os Grandes querem é meter ao bolso e esperar que o mundo fique todo na pobreza.

Como eles costumam dizer, é a CRISE! Vacinas para uma gripe e para a febre amarela, a hepatite, a febre tifóide, o tétano e tantas outras, onde estão?!

Nós queremos é ver com os próprios olhos, os nossos irmãos africanos, sul americanos, europeus e asiáticos, sem FOME e com SAÚDE. Se distribuíssem o dinheiro dos capitalistas, que só pensam em guardar para eles, o Mundo não passava fome! O ALTO PODER ECONÓMICO e POLÍTICO é o EGOÍSMO SOCIAL, que começou a estender os seus tentáculos às camadas ECONOMICAMENTE PRIVILEGIADAS.

Temos que estar atentos senão convencem-nos pelo assédio (o comprimido vermelho do Matrix, para quem viu o filme) e não tarda nada, parecemos autómatos a fazer o que nos mandam e a odiar-nos uns aos outros. Há que ter muito cuidado, pois desde a II Guerra Mundial que estudam a fundo o comportamento de massas, para exactamente poderem controlar o ser humano globalmente e estão a conseguir!
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NOTA: Em sintonia com este esforço internacional para desumanizar ao as pessoas e dominá-las como se autómatos fossem, José Sócrates quer que a Comunidade Ibero-Americana participe na construção de uma Nova Ordem Regulatória Mundial, (RTP 23 de Novembro de 2009). Sócrates falava esta manhã na Assembleia da República, na sessão de abertura do quinto Fórum Parlamentar Ibero-Americano que vai decorrer até amanhã.

Nota-se grande convergência com aquilo que se conhece dos objectivos do grupo Bilderberg.