
Mas há um aspecto pouco racional que carece ser explicado. Porque razão, sendo uma arma tão perigosa que acham não dever ser utilizada, ao ponto de os detentores quererem impedir a sua proliferação, isto é que não haja mais nenhum Estado de posse delas, porque não começam por destruir as que possuem? Que direito têm uns de as possuir e quererem impedir esse direito aos outros? Não havendo imperialismo nem colonialismo, não se compreende essa atitude.
E assim aparece a notícia «EUA não sabem como travar um Irão nuclear». Não sabem nem têm poder legal para o conseguir.
Mas não lhes seria tão difícil se, em vez dos tratados para a redução das AN, com os outros detentores confessos, assinassem tratados de compromisso de eliminação imediata das armas existentes e de não construírem outras nem permitirem, diplomaticamente, que surgissem novos Estados com poder nuclear. Deveria ser também assinada a aceitação e imposição de sistemas de verificação da energia nuclear para impedir a sua utilização bélica.
Dados esses passos para a desnuclearização do planeta para fins militares, deixaria de haver o problema que os EUA parecem ter com o Irão, com Coreia do Norte ou com a Líbia.
Os cidadãos de todo o mundo regozijariam muito com tais tratados e com o seu rigoroso cumprimento.
Utopia? Talvez, dada a loucura do Poder que transtorna os comportamentos dos políticos mais influentes. Mas se o é não deixa de ser solucionável se houver boa vontade e interesse em criar um ambiente de confiança e segurança, em que a guerra seja substituída pelo diálogo e pela negociação dos pequenos conflitos antes de se tornarem dramáticos. A inteligência dos animais racionais deve ser utilizada para benefício da humanidade.
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