Mostrar mensagens com a etiqueta disciplina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta disciplina. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

TODOS PELA TRELA, «DEMOCRATICAMENTE» !!!


Paulo Rangel reagiu frontalmente à proposta de Aguiar-Branco para o partido ser duro com os militantes que apoiaram outras candidaturas, chegando a argumentar «que o seu ex-adversário à liderança do PSD estava a ter um discurso soviético».

Talvez o modelo seguido pelo ministro da Defesa não seja o soviético, porque esse já pertence à História, ciência para a qual A Branco ainda não evidenciou ter apetência. Mais provável é que, como das Forças Armadas conhece principalmente o aspecto rígido das paradas e guardas de honra, deve ter como ideal a disciplina Norte Coreana imposta pelo «querido líder supremo», visível em diversos vídeos de cerimónias militares. E talvez veja vantagens na técnica dos tuaregues conduzirem as cáfilas através do deserto pela trela ou pela arreata.

E, com tais exemplo, revê-se numa imagem de partido político de acéfalos em que todos obedecem cegamente ao adorado líder, custe o que custar. O seu maior motivo de satisfação terá sido, certamente, a aprovação por unanimidade da «Lei da Rolha» no congresso do PSD em Março de 2010.

E assim vai a nossa «dita democracia».

Imagem de arquivo

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sociedade exige ordem, disciplina, respeito

Nos tempos que correm, há muitos acidentes nas estradas, no trabalho em casa e até mos processos de governação que conduzem a crises graves mas, apesar dos sofrimentos de que se tem conhecimento, cada um não toma precauções nem melhora a sua actuação porque está convencido de que as desgraças apenas acontecem aos outros. Há que olhar atentamente para o que ocorre fora de nossa casa e reflectir nos cuidados a ter para evitar azares.

Agora chega a notícia Ataque à sede do Governo na Líbia causa um morto e quatro feridos que nos mostra que nem tudo o que luz é oiro. A mudança é vantajosa quando se destina a aplicar uma solução devidamente estudada e ponderada para atingir um objectivo bem definido. De outra forma, «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo».

Semelhante a esta notícia, têm surgido outras como Ataque a manifestação faz 20 mortos no Cairo, Confrontos no centro do Cairo causam mais de 300 feridos e Dois mortos em confrontos entre polícias e manifestantes na cidade egípcia de Suez.

Estes casos, tal como muitos outros, mostram que a multidão se compraz em destruir, mas não tem projectos para edificar algo de melhor na vazio criado. E as leis da física mostram que o vácuo é autofágico, não pode sustentar-se e aceita ser ocupado por qualquer coisa que apareça. E nestes casos sociais, a necessidade de ordem, de respeito, de disciplina pode gerar uma autoridade que imponha um sistema demasiado duro, a ditadura, que depois, devido às imperfeições humanas, se transforme num regime vitalício cerceador da iniciativa individual e inibidor do crescimento e da felicidade das pessoas.

A lição que deveria ser retirada destes casos devia resultar em estilos de governação que tivessem sempre em vista o aumento de melhorar as condições de vida das pessoas e de desenvolver a mais perfeita justiça social, em respeito pelos outros. Cada um deve ser estimulado a desenvolver a noção do dever sagrado de respeitar os direitos dos outros que são o limite para os seus próprios direitos.

Dessa forma, se evitariam as reacções armadas, extremamente violentas que apenas destroem mas nada edificam de valioso em substituição das demolições praticadas.

Imagem de arquivo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Via dolorosa do próximo Governo

Transcrição seguida de NOTA:

Coragem e patriotismo
Destak. 14 | 06 | 2011 19.36H. JOSÉ LUÍS SEIXAS

O silêncio que tem rodeado a formação do novo Governo pode ser um bom augúrio. Mais importante do que as linhas programáticas – as quais, em bom rigor, se acham desenhadas no memorando de entendimento que contratualiza o auxílio financeiro internacional – são as pessoas que irão assumir o timão deste barco tão frágil perante uma tempestade com a dimensão da que se avizinha. O governo destes tempos exige muito músculo, muito prestígio e muita determinação.

E, sobretudo, um enorme desprendimento e um grande patriotismo. Quando os portugueses sentirem na pele os sacrifícios de que, por enquanto, apenas se fala, os ‘rostos do poder’ serão apupados e vilipendiados. Então já ninguém se recordará do Eng. Sócrates, do memorando ou da crise internacional.

Nesse momento o governo em formação converter-se-á no bode expiatório do passado que colocou o País à beira do abismo. Serão os nomes dos seus ministros os pronunciados nas praças públicas como os responsáveis das muitas desgraças que baterão à porta de todos os portugueses. É bom ter presente que a memória histórica dos povos é um breve instante que se esvai como o fumo de um cigarro.

NOTA: Este texto não é profecia, antes um conclusão lógica da situação actual e recente. Nada se poderá resolver por um gesto de varinha mágica. É preciso inspirar a confiança do povo, através de verdade e transparência, de explicar as razões dos sacrifícios exigidos e os benefícios deles esperados, agir com rigor e bom senso para não cometer erros que possam afectar a confiança e a esperança das pessoas e o prestígio dos governantes. Para isso ,não pode esquecer-se o patriotismo, não se deixar pressionar por políticos partidários de baixa estatura ética que não sabem o que são os interesses nacionais e apenas visam regalias pessoais, como ficou visível nas palavras de Sílvia Ramos

E é preciso muito músculo, coragem e determinação para enfrentar as reformas indispensáveis para emagrecer o Estado e conter as despesas dentro das possibilidades das receitas, como por exemplo a eliminação de instituições inúteis que além dos custos financeiros acarreta aumento de burocracia e de ineficácia dos serviços públicos.

Portugal precisa que o Governo não fraqueje nesta via dolorosa e consiga vencer todas as dificuldades e escolhos que se lhe apresentarem no percurso.

Imagem do Google

segunda-feira, 13 de junho de 2011

De Viçoso Caetano - Ser Militar



Ser Militar

É ser nobre, é ser valente,
Filho de rico ou de pobre
Não interessa que gente!
Interessa a chama ardente,
Que arde no peito heróico,
Que, à bravura dá guarida,
No sacrifício da vida,
Se a tal chega o gesto heróico.

É ser respeito, Aprumo,
Disciplina, Coerência,
Decisão, Inteligência,
É saber traçar o rumo.

Ser militar, afinal,
É ser orgulho, é ser raça,
Quando se veste uma farda
E a Pátria é Portugal.

Viçoso Caetano
O Poeta de Fornos de Algodres


NOTA: Este poema devia ter sido publicado no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades mas, por lapso, só agora o pode ser, do que me penitencio perante o autor.

Este poeta, autor de cerca de duas dezenas de poemas aqui publicados é um patriota de pura gema que coloca o amor a Portugal acima de tudo, o que tem sido notório desde tenra idade passada no coração da Beira Alta onde se beneficia da sombra de Viriato. Não é militar mas, como afirmou num programa da RTP em que foi estrela, cumpriu com prazer o Serviço Militar Obrigatório, como oficial miliciano, em Moçambique.
Este poema, tal como outros já nossos conhecidos, é uma emanação daquilo que cultiva e alimenta na sua alma de português apaixonado pelo seu país natal.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Requisitos Essenciais a Cumprir

Transcrição de artigo:

O novo ciclo
Correio da Manhã. 06-06-2011. 0h30. Por: Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD

Acabou ontem um ciclo político que não vai deixar saudades a ninguém. A pesada derrota que os eleitores aplicaram ao PS é a prova disso mesmo. Os portugueses, quando conheceram a verdade, não gostaram do que viram.

E disseram-no de modo concludente. Em bom rigor, porém, mais do que a derrota de um partido – o Partido Socialista – esta é sobretudo a punição política de um homem – José Sócrates. É ele o grande derrotado de ontem. Por isso se demitiu. Em boa verdade, os portugueses cansaram-se do estilo, indignaram-se com a atitude e revoltaram-se contra esta forma arrogante, auto-suficiente e mentirosa de fazer política. É bom para a democracia, é bom para o exercício da cidadania.

Abre-se agora um novo ciclo. Um novo ciclo que Passos Coelho vai liderar depois da retumbante vitória de ontem. A vitória que o líder do PSD obteve foi particularmente importante. Não apenas pela dimensão categórica do resultado. Mas também pela forma como foi obtida. Com uma campanha de verdade, com um discurso sem demagogia, com um programa eleitoral a sério, nunca ocultando as dificuldades, resistindo à retórica fácil e ao compromisso de circunstância. Passos Coelho seguiu o caminho mais difícil. Fez bem. Se seguisse outro caminho, podia ter tido ainda mais alguns votos. Mas desta forma conseguiu obter o que doutro modo não lograria alcançar – uma autoridade maior e uma legitimidade acrescida para governar. Ninguém o pode acusar de não ter sido verdadeiro ou de passar ao lado do essencial. É um bom começo e um excelente exemplo. Próprio de quem tem sentido de Estado e noção das responsabilidades.

Olhemos agora o futuro. É agora que ele vai começar. Acabou o tempo da mentira e a atmosfera da ilusão. Nada será fácil mas também nada será impossível. Mas para não dificultar o que já de si é difícil há requisitos essenciais a cumprir. Rapidez na acção, um executivo maioritário, uma coligação formal entre o PSD e o CDS, uma equipa governativa de elite, um governo como deve ser – a pensar nas próximas gerações, não nas próximas eleições. Mas convém ter visão estratégica – são necessários entendimentos políticos com o PS, para fazer reformas essenciais. Nem a maioria de governo deve fugir a este desafio nem o PS deve furtar-se a esta responsabilidade histórica. Fechadas as urnas e contados os votos, é tempo de pensar no País. E já não é sem tempo.

Imagem do Google

domingo, 16 de agosto de 2009

Disciplina ou conivência. 060808

(Publicada em O Diabo em 8 de Agosto de 2006, p. 22)

Os jornais de 29 de Julho davam notícia do discurso do MAI aos novos agentes da PSP e da perseguição a dirigentes sindicalistas desta corporação. A parte do discurso mais salientada refere a necessidade de disciplina. Com efeito, o MAI tem toda a razão para enfatizar a importância da disciplina, por não haver instituição ou equipa onde ela possa ser ignorada. Porém, não se pode interpretar esta virtude como sendo o dever de obediência cega a um chefe, porque se este estiver a aplicar erradamente o regulamento da instituição, a disciplina poderá passar a ser conivência, conluio ou cumplicidade. Também, qualquer instituição, para não se desviar do seu objectivo fundamental, estiolar e ficar inoperante, precisa de se aperfeiçoar, de se adaptar às novas circunstâncias, para o que precisa do espírito crítico e das sugestões de todos e de cada um dos seus elementos. Há aspectos que só podem ser perfeitamente conhecidos e aperfeiçoados pelos agentes que estão no terreno, no campo da realidade. Isto significa que deve ser dado a cada um o direito, mesmo o dever, de criticar e sugerir.

Ora, a associação da presença do sindicalista fora do portão com o apelo à disciplina feito pelo Ministro, conduz à dedução de que esta é entendida como uma mordaça que impede os agentes de raciocinar sobre os variados factores que condicionam a sua actuação. Convém, pois, não esquecer que a obediência a ordens não iliba os agentes da sua responsabilidade por cada um dos seus actos, como tem sido visto em julgamentos de crimes de guerra ou contra a humanidade, em que as ordens superiores não retiram a responsabilidade ao agente. Já não se usa obediência cega, nem conivência, nem cumplicidade numa instituição séria e eficiente, mas exige-se que os seus elementos estejam devidamente esclarecidos para actuarem em convergência para uma finalidade comum. Perseguir sindicalistas evidencia incapacidade de dialogar, de argumentar e de esclarecer sobre os bons princípios e as normas legais e honestas. Há que evitar o uso da mordaça.