sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pobreza aumenta em Portugal

18 por cento dos portugueses são pobres e a situação tende a piorar
Público. 16.10.2009. Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinala-se sábado, numa altura em que 18 por cento dos portugueses são pobres. Uma realidade que as instituições de apoio social dizem estar a agravar-se.

Segundo a Assistência Médica Internacional (AMI), os seus centros Porta Amiga apoiaram no primeiro semestre deste ano mais 10 por cento de pessoas do que no mesmo período do ano anterior.

"Estes valores demonstram uma nítida tendência para um crescente número de casos de pobreza persistente. A grande maioria destas pessoas encontra-se em plena idade activa, entre os 21 e os 59 anos de idade", pode ler-se num comunicado daquela organização. (Para ler todo o artigo faça clique aqui)

NOTA: Isto é chocante por evidenciar uma falta de sensatez e de equilíbrio por parte dos responsáveis políticos, pois enquanto a população mais desprotegida tem de se resignar a esperar a morte por inanidade, os políticos e seus compadres do BPN, do sector automóvel (ver aqui) e de outras organizações poderosas dos sectores económico e financeiro chupam à larga do dinheiro público.

Dos dinheiros que nos sacam quem vai beneficiar são os já ricos, os que recebem milhões de «prémio de produtividade» mesmo que a empresa tenha prejuízos por má gestão.

2 comentários:

Ana Martins disse...

Caro João,
e enquanto isto a pobreza diante dos nossos olhos aumenta sim e a largos passos, mas depois há também a pobreza envergonhada, que são os que tudo fazem para esconder a situação em que se encontram.

Sabe João, enquanto os responsáveis pelo nosso País não forem pessoas sensíveis e sensatas, isto não tende a melhorar, muito pelo contrario, dinheiro faz dinheiro e o importante é que eles e os deles estejam bem, os outros que se danem, se bem que nos queiram fazer crer do contrário.

Beijinhos,
Ana Martins

A. João Soares disse...

Querida Ana Martins,

Muito obrigado pela visita e o comentário. O problema é que os políticos devido às suas motivações que os levaram a dedicarem-se a tal «profissão» não possuem sensibilidade e sensatez para se dedicarem ao combate à pobreza. O interesse deles é ignorarem esse flagelo que aflige grande parte da população. O que eles querem é obter a máxima riqueza em pouco tempo, sem olhar a meios. Por isso nada de bom pode ser esperado deles. Como se tem visto nas campanhas eleitorais e noutras afirmações públicas, não estão interessados no bem-estar dos portugueses, mas em se manterem no poder e em obterem mais poder. O civismo, a moral, a ética o patriotismo são virtudes que desconhecem.
Os jornalistas dão-lhes força nessa manobra materialista e pouco séria. Nas entrevistas e nos noticiários, a tónica é sempre colocada nas tricas interpartidárias e nas rasteiras que passam aos rivais, mesmo que sejam companheiros de partido. Durante os próximos meses, preste atenção ao que se vai passar dentro do PSD em função da conquista do poleiro de presidente do partido.

Com tais exemplos de políticos os portugueses estão a descambar para os piores vícios de relacionamento entre si.

Beijos
João