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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O CAMINHO É PARA A FRENTE


Uma viagem, ou uma estratégia, desenvolve-se com O PENSAMENTO E OS OLHOS VOLTADOS PARA O LOCAL DE DESTINO PREVIAMENTE DEFINIDO, ou para as etapas intermédias, sem nunca fixar os olhos no retrovisor. O PASSADO JÁ PASSOU E SÓ DEVE SER RELEMBRADO PARA EVITAR OS ERROS OCORRIDOS.

Ora, de um conjunto de títulos de jornal vislumbra-se uma tendência para imitar erros do Governo que nos deu austeridade, «custe o que custar, até ao fim, não se cansando de atribuir as culpas ao Governo anterior. Agora surgem títulos como «Costa acusa Passos de ter enganado Bruxelas», «Carlos César acusa Maria Luís de “fraude propagandística”», Jerónimo. “Ficou claro que PSD e CDS enganaram os portugueses”. etc.

Será preferível saber que o Governo está interessado, mais do que em atacar o anterior, em melhorar as condições de trabalho, emprego, educação, saúde, justiça segurança pública, etc, com o mínimo de rompimento com o esquema existente mas com as alterações indispensáveis para os portugueses serem tratados como pessoas, acima dos recursos materiais e serem mais incentivados a agir para um PORTUGAL melhor, em que haja harmonia, paz, trabalho, justiça social e equidade perante o interesse nacional.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CAPUCHO? PORQUE NÃO OS DO BPN?




Pacheco Pereira: "Quase todas as pessoas do escândalo do BPN são do PSD e não perderam a militância."
Esses prejudicaram os interesses nacionais e muitos cidadãos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

QUEM SÃO OS POLÍTICOS DO PSD ???


A interrogação do título não tem resposta fácil. Ali encontram-se, certamente, pessoas de grande dignidade, e alguns de má qualificação, atraídos apenas pela ambição do enriquecimento fácil, rápido e por qualquer forma, servindo-se de qualquer pretexto para obter notoriedade e imagem pública. Não gosto de citar nomes, mas são demasiado conhecidos autarcas sem escrúpulos, indivíduos ligados ao BPN e ao BPP, aos terrenos em Oeiras destinados à expropriação para um futuro IPO, etc.

O que agora está a dar mais que falar é o caso da aprovação de proposta para referendo da co-adopção, em que, apesar da imposição de disciplina de voto na bancada parlamentar, houve «vários parlamentares sociais-democratas que deram a conhecer a intenção de apresentarem uma declaração de voto, o que traduz bem a divisão no seio do partido face a este tema».  Mas tal declaração nada abona depois de terem mostrado falta de dignidade e de personalidade votando contra as suas convicções, num tema que não põe em jogo interesses nacionais ou sentido de Estado, só para não perder o «tacho». Há o caso excepcional de «Teresa Leal Coelho que se demitiu do cargo de vice-presidente do grupo parlamentar do PSD» para não ficar mal com a sua consciência.

O que agora aconteceu com militantes do PSD não é caso único. Já em 1981, os jovens pepedistas, com medo de se arriscarem em missões militares, propuseram um estatuto de objecção de consciência.
Nessa altura, quando no MDN estava em preparação a análise de tal proposta da juventude social-democrata, o então ministro da Defesa, Freitas do Amaral, promoveu uma reunião com os mais altos dirigentes dos partidos a fim de o assunto ser decidido por forma consensual. Nessa reunião, Álvaro Cunhal afirmou claramente que «a defesa de Portugal é dever de todos os portugueses» o que foi uma boa lição de patriotismo.

A evidenciar pouco sentido responsabilidade, em meados de Março de 2010 o Congresso do PSD acabou da pior maneira possível. Acabou com a «Lei da rolha» que foi aprovada por unanimidade, mas os congressistas, ao chegarem à rua, pensaram e arrependeram-se. Ao verificarem que, distraidamente, tinham aprovado,.por unanimidade, para os seus próprios estatutos uma abjecta restrição aos mais elementares valores da política e da liberdade de expressão.

E, agora, surge o caso da ideia peregrina de uns «boys» da jota com o referendo, como se o País estivesse a necessitar disso com prioridade sobre a reforma do Ensino, da Saúde , da máquina administrativa, do corte do excesso de gorduras que reforçam a crise e alimentam a burocracia e a corrupção, Como se não fosse mais urgente o combate à corrupção, ao tráfico de influências, ao enriquecimento ilícito, às negociatas, à promiscuidade entre interesse público e privado, compadrio, clientelismo, etc.

Por isso se compreende a expressão de Pacheco Pereira: “O país em que vivemos é um país irrespirável para uma pessoa honesta”. E o post QUEM CUIDARÁ DO FUTURO DE PORTUGAL .

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domingo, 8 de dezembro de 2013

PODER REAL DÁ RECADO AO PODER POLÍTICO


O poder económico e financeiro dá recados ao poder político e este acomoda-se e cumpre as directivas recebidas, sem dar explicação aos eleitores, àqueles «que mais ordenam», segundo o slogan da democracia.

Notícia de hoje diz que Soares dos Santos gostava de um acordo entre PS e PSD com duração de 10 anos. O mesmo milionário (um dos três maiores do País) deu aos governantes em 01-09-2010 um recado que não parecia ajustado a intenções de justiça social e que, resumidamente, dizia Soares dos Santos defende redução do IRS e IRC e aumento do IVA. Houve reacções a esta directiva, mas ela foi obedecida pelo governo de então e pelo actual.

A directiva de hoje irá sem dúvida ser aceite pelo Governo embora o PS tenha legítimas dúvidas e seja problemática a sua concretização.

Vejamos antecedentes desta ideia:

- Em 19-11-2008, Manuela Ferreira Leite, Líder do PSD sugeria 6 meses sem democracia, o que está muito abaixo do agora proposto, quanto à duração da «ditadura», 6 meses contra os 10 anos de agora.

- Também em 10-07-2013, o PR resolveu não marcar para já eleições antecipadas e pedir um "compromisso de salvação nacional", mas este desejo de compromisso foi gorado por teimosias e e falta de verdadeira vontade e de sentido de Estado de negociar os pontos de divergência.

- Curiosamente, o Governo, de forma pouco convincente e sem interpretar devidamente o processo de obter consenso, isto é, a disposição para haver cedências de uma e outra parte, com vista a uma solução de apoio alargado para o bem comum, pediu em 17-04-2013, para o consenso entre Governo e PS e. em 26-11-2013 o PS afirmou que Governo falou de consenso mas só negociou consigo próprio, Situação idêntica à já referida para o que ocorreu no início de Julho.

- Em 27-07-2013, o PM não hesitou em apelar a acordo com PS para “clima de união nacional” Este termo foi na altura criticado mas agora, embora por outras palavras , Soares dos Santos reitera tal solução, o que faz lembrar o «partido único» do Estado Novo

No ponto em que o país de encontra, o Governo dos próximos anos deve, efectivamente, procurar consensos sérios e eficazes para os grandes problemas nacionais, a fim de evitar desperdícios de recursos em obras inúteis e em actos falhados com custos das tentativas, erros, avanços e recuos, e para garantir a cabal realização de projectos que precisem de continuidade por mais do que um mandato. Para isso deve haver um compromisso aceite honestamente a fim de salvaguardar os interesses nacionais, sem perigo de se cair numa nova ditadura.

E, para concluir, fica o desejo de os eleitos pelos cidadãos se compenetrem de que são mandatários pelo voto dos eleitores para defender os interesses nacionais que devem estar sempre acima dos interesses de políticos, e outros privilegiados, encobertos ou não por leis de sigilo ou outra «podridão dos hábitos políticos», como lhe chamou Rui Machete.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O AMIGO ANTÓNIO FALA DAS ELEIÇÕES


Desde 7 de Julho que não tinha uma conversa tão interessante com o Amigo António que agora se prestou a responder serenamente a algumas perguntas acerca das mais recentes eleições.

P. Não quero que me diga qual foi o seu voto, mas apenas que me ajude a compreender o fenómeno das abstenções e dos votos brancos e nulos.

R. O que admira mais não é o aumento de abstenções e votos inúteis do ponto de vista da atribuição do Poder, mas é haver ainda tantos votos válidos num sistema tão irracional como o nosso. Os eleitores são chamados a escolher entre várias candidaturas, todas com listas de numerosos elementos desconhecidos da maioria dos eleitores e que avançaram por iniciativa própria e com a ajuda de movimentos ou partidos que, colocando de lado o interesse nacional., se preocupam com a competição ou campeonato entre uns e outros, na ânsia de obter o Poder de que resultará benefício para si e os seus amigos, cúmplices e coniventes. O voto em tais condições assemelha-se a uma esmola dada às cegas a um desconhecido que pode ser um explorador da caridade para fins pouco legítimos como o enriquecimento oculto e disfarçado, ou a toxicodependência ou outra actividade menos legítima. Entre as três modalidade de voto sobre as quais me pede opinião, o voto branco constitui uma bofetada em cada um dos candidatos, uma ida deliberada às urnas para demonstrar que não tem confiança em qualquer deles.
O voto nulo não tem um significado único bem definido pois pode ter muitas causas variadas; ignorância, iliteracia que provocou erro na colocação da cruz, ,traço deliberado no boletim, cruzes em todos, palavras hostis, etc.
Tanto o voto branco como o nulo, como entram na urna, contam para o cálculo dos subsídios a dar às candidaturas que obtenham acima de determinada quantidade de votos. Isso faz com que muita gente que detesta que dos seus impostos seja dado mais dinheiro aos partidos, prefira a abstenção, embora esta, também não tenha um significado indiscutível, porque pode ser devida a impossibilidade de deslocação às urnas, por doença, por ausência da área de morada, etc.
O aumento da quantidade de eleitores que fugiram ao compromisso do voto poderá ser resultado do cansaço provocado por uma austeridade prolongada e sucessivamente agravada, sem ter sido devidamente explicada e justificada a sua adopção em vez da opção por outras soluções, de maior justiça social e equidade e proporcionalidade fiscal, e sem abrandamento, nem resultados visíveis ao fim de 28 meses e com a agravante das ameaças de agudização no próximo ano, contra as muitas promessas e previsões com que os cidadãos têm vindo a ser repetidamente enganados.
Creio que esbocei os aspectos mais significativos e merecedores de posterior reflexão.

P. E como explica que muitos votos tenham sido orientados para candidatos independentes, deixando de ir para os partidos?

R. Isso pode dever-se ao cansaço provocado pela austeridade e espiral recessiva, à perda de confiança nos partidos que, com a obsessão do Poder, para dar concretização à ganância de enriquecimento dos seus «boys, rápido e por qualquer forma, à baixeza de muitas discussões interpartidárias, tudo isso a sobrepor-se ao visível desinteresse pelas condições de vida dos cidadãos. Tudo isso tirou aos eleitores o sentimento de confiança e de segurança num futuro melhor que este sistema e regime lhes possa trazer. E, ao aparecerem candidatos sem subordinação às máquinas partidárias, atraíram o voto de muitos eleitores. Estes partiram da hipótese de que esses independentes poderão resistir às pressões dos reais donos do Poder: banqueiros, grandes empresários, construtores civis, etc.
Tudo aquilo que vimos a referir constitui uma atitude hostil por parte dos eleitores em relação aos partidos e pode ser um sinal de indignação do povo que poderá acentuar-se e tomar aspectos mais hostis ao poder institucional, aos hábitos políticos menos legítimos.
É muito significativo e algo preocupante que o povo, mesmo sem estar eficazmente organizado e enquadrado, agiu com intensidade e convergência, tendo dado a vitória a um independente no Porto e quase acontecendo o mesmo em Sintra.

P Referiu a possibilidade de o povo poder vir a usar de mais hostilidade. Como?

R. Não me vou alongar a responder a essa pergunta para não ser interpretado como incitador à violência. Mas esta poderá acontecer se não forem tomadas medidas correctivas adequadas no rumo que vem sendo seguido pelo Governo, porque a injustiça social, a má distribuição da fortuna, o alargamento do fosso entre os mais pobres e os mais ricos, o empobrecimento da classe média, tem aumentado o mal-estar social, sentido principalmente no estômago dos mais carentes

P. Quais são as perspectivas do futuro?

R. O PM já disse que vai continuar na mesma rota, o que não traz esperança e conforto mental aos portugueses. Também o porta-voz do Conselho Nacional do PSD afirmou que no partido há «coesão interna total e absoluta» o que não é minimamente credível, a não ser que sejam realmente acéfalos como se viu no caso da aprovação da lei da rolha em meados de Março de 2010.
Ora estes erros sucessivos na comunicação com os portugueses dão mostras de irem continuar e isso é extremamente grave e não permite augurar a serenidade desejada. Por seu lado, a comunicação social está demasiado amarrada ao Poder formal prendendo-se com futilidades e coisas marginais evitando ir ao âmago dos problemas e sugerir pistas de análise com vista a soluções adequadas. A Justiça mantém-se lenta e pouco convincente como factor de dissuasão e teima em não encarar de frente os crimes de políticos, como BPN, Swaps, Face oculta, Freeport, etc. Tudo isto e muito mais cria nas pessoas o desejo de uma mudança rápida e radical e o início ficou agora visível com a eleição de autarcas não partidários.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

GOVERNO TEM QUE OBEDECER À LEI FUNDAMENTAL DO ESTADO


«O Tribunal Constitucional chumba requalificação da função pública. O TC chumbou o novo regime que cria o sistema de requalificação na função publica porque viola o principio de protecçao de confiança dos trabalhados do estado quanto à estabilidade do vinculo laboral.»

Fica assim, mais uma vez o Governo alertado que as leis são para cumprir, não apenas pelos cidadãos mais desprotegidos mas por todos, em geral. E a Constituição da República constitui a Lei Fundamental do Estado e não deve ser esquecida como letra morta. O clima de confiança nos nossos governantes e noutros responsáveis democráticos pelo País é necessário para se gerar a «União Nacional» que o PM adoptou com muita paixão, antes de férias, mas de que não temos visto sinais convincentes, da parte de quem se deve unir aos cidadãos, auscultar as suas dificuldades, para lhes dar solução adequada.

Oxalá o TC nunca esmoreça no cumprimento das suas atribuições em defesa dos cidadãos «anónimos»

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

COMPROMISSO PARA A SALVAÇÃO


Um compromisso pode ser assumido entre duas ou mais partes e coloca em jogo benefícios e sacrifícios face a um objectivo previamente definido. Quando se negoceia entre duas partes, a mais forte sai beneficiada. Quando se trata entre várias partes, o objectivo é de interesse comum e, em relação a ele, cada parte está predisposta a fazer sacrifícios e concessões, a fim de se chegar a um consenso que seja traduzido por um esforço comum e convergente,, o que poderia significar que os sacrifícios serão distribuídos equitativamente por todos, nenhum ficando em inferioridade perante os parceiros.

No caso das negociações do Compromisso para a Salvação Nacional, englobando os três maiores partidos políticos, a jornalista Constança Cunha e Sá antevê que entre Passos ou Seguro, "um deles sai decapitado". Realmente, dos dois, o que já está gravemente lesado é Passos, cuja incapacidade para evitar as falhas que lhe têm sido apontadas pelos analistas, Gaspar, Portas e muitos notáveis do seu partido, todos apoiados em números oficiais que evidenciam a espiral recessiva iniciada nestes últimos dois anos e que não foi ainda travada, ficou bem em cheque com a comunicação de Cavaco. Também a comunicação em que o PR anuncia o Compromisso e se refere à hipóteses de eleições antecipadas, constitui uma trama de que Passos dificilmente se evade.

Quanto a Seguro, já está beneficiado por ser chamado a tomar parte activa nas medidas a decidir pelo Governo do País nos próximos meses e a sua valorização pode resultar muito positiva por pequenos retoques que introduza nas disposições que vierem a ser aprovadas, sem necessitar de trair o que disse quando prometeu não ceder à maioria. Do que se trata é de colaborar para que as decisões a tomar sejam as melhores para os interesses nacionais, dos portugueses.

Quem tem muito a ceder é Passos, porque tem de deixar a sua teimosia obsessiva do «custe o que custar», a sua fixação na solução de sucessivos agravamentos da austeridade, a que se referiu Gaspar na sua carta de demissão. Para haver salvação nacional não pode haver insistência nos erros dos passados dois anos e é imperioso fazer alteração do rumo para soluções construtivas que tragam emprego, justiça social, corte na obesidade do Estado, redução da burocracia, condenação da corrupção, do tráfico de influências, do enriquecimento ilícito, etc. Isto significa que das partes empenhadas no Compromisso a que tem que fazer mais cedências é a que constitui a coligação.

Nesta ordem de ideias, tem plena justificação Eanes quando considera iniciativa de Cavaco "ousada e correta". É correcta quanto ao objectivo que propõe ao sugerir a convergência de esforços para um mesmo objectivo de alto interesse nacional. Mas é ousada, isto é, arriscada, por contar com boas vontades onde sempre existiu conflito interpartidário de luta pelo poder pelas benesses dos ocupantes dos gabinetes, seus familiares e amigos, cúmplices e coniventes. Oxalá este aspecto menos positivo seja atenuado e não prejudique a obtenção do objectivo nacional pretendido por Cavaco Silva e por todos os portugueses de boa vontade.

E, quando se trata de interesses nacionais, é racional, lógico, pensar-se na presença, pelo menos em espírito, de todos os cidadãos e, por isso, não se estranha que Parceiros sociais querem ter voz na salvação nacional. É indispensável, no entanto que os três grandes criem método de funcionamento para evitar a indecisão e confusão quando há muitas vozes mal sintonizadas a lançar poeira. Mas não lhes faltará forma de dar oportunidade de voz aos parceiros para apresentar reparos e sugestões, de maneira a serem tomados em consideração sem perdas do andamento dos estudos. É preciso eliminar atritos por nem todas opiniões serem adoptadas na decisão final, pois esta consiste na escolha da melhor hipóteses de solução, excluindo as restantes como foi referido em pensar antes de decidir.

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sábado, 13 de julho de 2013

PREFEREM A NEGOCIAÇÃO INFORMAL !!!


Há notícias chocantes como a que diz que Partidos negoceiam de forma informal acordo de salvação, em que consta que «até ao momento ainda não há conhecimento de nenhuma reunião formal do Governo com o PS» e que «Cavaco Silva afirmou ontem que pretende a conclusão de um acordo entre os três partidos num curto espaço de tempo, podendo o limite estar marcado para o final da próxima semana.»

Isto é estranho. Embora o País já esteja em crise política há duas semanas, os maiores partidos com assento na AR continuam a brincar deixando escoar o TEMPO, com encontros «informais», como se houvesse pachorra para distinguir o que é negociação formal do que é negociação informal.

Seria bom que alguém já tivesse esboçado o que se pretende em cada sector da governação, quais os objectivos para sairmos da crise, as suas prioridades, as possíveis soluções? Sem se arriscarem nesses esboços, sem receio de eles serem relegados por virem a surgir outros melhores, não se avançará um passo. Ninguém deve estar à espera da solução óptima rejeitando as boas, e depois teimar «custe o que custar» na defesa da sua hipótese. Há que aceitar todas as sugestões, analisar friamente, sem olhar à origem, com vista ao interesse nacional e depois aperfeiçoar a definitiva, mesmo assim sujeita a ser melhorada até o último momento.

Não é difícil, mesmo para um simples cidadão, ver que é preciso fazer a reforma do Estado, cortando as obesidades da administração pública até ao mais alto nível, reduzindo ao mínimo as burocracias fontes de corrupção e de tráfico de influências, reduzir o desemprego, cuidar dos idosos, dos doentes e dos carenciados e, para efeitos a mais longo prazo, melhorar a educação para se prepararem futuros cidadãos mais esclarecidos e mais produtivos, tornar a Justiça mais eficaz e rápida, a saúde mais fácil e oportuna para os mais necessitados, etc.

Outro amadorismo é o «curto espaço de tempo» referido pelo PR, pois deve fixar prazos de forma mais clara, mesmo que as circunstâncias depois possam levar a pequenos adiamentos. Nada é definitivo mas devemos evitar o abuso do indefinido, do deixa-andar e depois se verá. O TEMPO é o recurso mais valioso porque não é recuperável, não voltamos a poder dispor daquele que perdemos.

Não se deve vaguear preguiçosamente pelo calendário com a desculpa de ser um governo de gestão por um ano. Não deve esquecer-se que a vida dos 10 milhões de portugueses não pára durante um ano e os juros da dívida não deixam de contar, pois não ignoram cada dia do calendário. Seria bom que nunca fosse perdido de vista que o futuro dos portugueses, de Portugal, deve ser considerado o farol que ilumina cada passo dos governantes.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Políticos e a sua «ética»


Seria desejável que os políticos, que mendigam o nosso voto para serem representantes dos cidadãos e, em tal condição, administrarem os interesses nacionais, se mostrassem nos mínimos pormenores, merecedores da nossa confiança. Mas não. Antes pelo contrário. O que eles dizem dos seus pares de partido diferente poderia ser calúnia ou simples maledicência, mas, aos poucos, vamos compreendendo que não dizem tudo.

Luís Marques Mendes, no seu artigo Contradições, começando por dar ‘reprimenda’ ao PS, diz, entre outras coisas, que «quem tem telhados de vidro não atira pedras à casa do vizinho». E acrescenta: «Há coisas que alguns políticos não percebem. Falar do País e agir depois contra o interesse do País só mina a credibilidade política. Quando a bota não bate com a perdigota, não há retórica que nos salve. É mesmo suicídio.»

Transcreve-se o seu último parágrafo dirigido ao seu próprio partido:

«3. Está a generalizar-se a moda de os autarcas do PSD começarem a criticar o Governo e a demarcar-se das suas políticas. O objectivo, percebe-se, é o de não serem afectados pelo voto de protesto que seguramente vai existir nas próximas autárquicas. Esta prática é humanamente compreensível. Mas é politicamente perigosa. Se soa a manobra táctica e oportunista, então o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Os eleitores gostam de quem age com verticalidade e coragem, não de quem troca convicções por conveniências. Argumento e pretexto são coisas muito diferentes. Até na política

Concorrendo para a mesma lição de ética, o artigo Tesoureiros políticos de Armando Marques Pereira diz o seguinte:

«A Justiça espanhola descobriu na Suíça uma conta bancária do tesoureiro do partido que agora está no Governo. Essa conta, que teve 22 milhões de euros, também servia de saco azul para compor os salários dos principais dirigentes.

«As milionárias contas secretas de políticos ibéricos não são exclusivo do outro lado da fronteira. Em Portugal, há pessoas que passaram pelo poder, ou pelas suas franjas, que ostentam fortunas inacreditáveis. Os escândalos do BPN apenas levantam uma ponta do véu. Se os ‘homens da mala’ das estruturas partidárias confessassem o que acontecia ao dinheiro do financiamento político, este país ficava com várias figuras capazes de rivalizar com o tesoureiro espanhol.»


Também José Rodrigues, no seu artigo Fazer como Pilatos coloca em evidência discutível «ética» subjacente à propaganda, promessas, manobra, movida por interesses não confessados. Eis o texto do artigo:

«O debate sobre a dita reforma não podia, de facto, ter começado pior, com a encomenda ao FMI de um relatório que veio cá para fora causando ondas de choque, a realização de uma conferência supostamente aberta à sociedade civil que foi um episódio risível, e a criação de uma comissão parlamentar na qual os partidos da maioria vão ficar a falar sozinhos…

Mas se o Governo cometeu erros atrás de erros, o PS também não se comportou à altura, mostrando-se mais preocupado em antecipar o calendário eleitoral do que em apresentar propostas alternativas concretas. O partido tem razões para não alinhar com o Governo, mas não pode simplesmente colocar-se fora do debate sobre o Estado social enquanto espera que Passos e os seus boys se desgracem de vez. Os tempos não estão para atitudes à Pilatos…»


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sábado, 19 de janeiro de 2013

Fotografia do País real


Sugere-se a leitura e a posterior consulta, com alguma frequência, da entrevista dada pelo sociólogo António Barreto ao jornal Ionline em que é feita uma análise serena e objectiva de diversos aspectos da vida nacional actual e o esboço de algumas perspectivas eventuais do futuro.


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

10 de Junho será estímulo ao crescimento ???

Estamos muito próximos do 10 de Junho, dia em que serão distribuídas comendas e outras benesses honoríficas. A tal propósito, recordo o post Palavras e actos desavindos e outro Coerência entre palavras e actos. Será bom que se medite num e noutro para que deixe de haver desavença entre as palavras e os actos e que estes passem a fazer o mesmo jogo, em plena coerência, para se conseguirem os objectivos do «crescimento » de que tanto se tem vindo a falar. Será desejável ver em cada condecorado o resultado visível de esforço no sentido do crescimento da economia nacional, do emprego, das exportações, etc. Sua Exª o PR tem dito palavras muito sensatas acerca destes objectivos e será uma oportunidade de as condecorações que irá conceder serem coerentes com tais conceitos, para que acreditemos na sua fé e na sua esperança na ultrapassagem da crise e servirem de forte estímulo para um futuro mais «garantido» para os portugueses.

Deixa-se aqui o convite a cada leitor deste espaço para que empregue algum do seu tempo a procurar listar os feitos de cada condecorado para os altos objectivos nacionais, em termos de bom investimento, de criação de postos de trabalho, de aumento de exportações, de impostos pagos, de média salarial justa e elevada, de apoio à sociedade local e regional em regime de mecenato, etc. Se forem conseguidas boas listas, então terá havido coerência entre as palavras e os actos…

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domingo, 12 de junho de 2011

Não cessa a nojeira dos políticos anões ??? !!!

Grande parte dos observadores está de acordo em que os votos ganhos pala actual maioria, foram devidos não apenas ao seu mérito mas, principalmente, por o povo estar cansado do governo Sócrates e querer mudar. Era preciso acabar com o escândalo das dezenas de institutos inúteis criados apenas para dar tachos aos «boys» por critérios de amiguismo e compadrio.

Seria de esperar que os militantes medianamente inteligentes e patriotas dos partidos na coligação em formação se apercebessem disso, da situação dramática do País, e se preocupassem mais com o futuro de Portugal do que com os interesses pessoais na obtenção de tachos. Seria bom que lessem atentamente os discursos lidos no 10 de Junho por António Barreto e pelo PR e mostrassem mais dedicação a Portugal do que a «líder» regional do CDS-PP de Beja, Sílvia Ramos, que diz que militantes merecem cargos. São lhe atribuídas as seguintes palavras “Este é o momento…de se correr atrás de lugares…” Aos militantes do seu partido que lhes compete estar “nos devidos lugares, proporcionalmente ao nosso peso político e porque temos isso legitimado pelos votos que obtivemos”.

Pretenderá lançar a imagem que o seu partido é um bando de piratas ou uma praga de parasitas?

É preciso nunca esquecer que Portugal é dos portugueses e não apenas dos partidos em geral nem dos governos em particular. Por isso, não sendo seus donos, os políticos devem desenvolver sentido de Estado e de responsabilidade na gestão dos recursos nacionais, que são dos portugueses e não devem ser esbanjados ou desviados das suas finalidades.

Será bom que a direcção do partido repudie tais afirmações, num momento em que Portugal precisa de todos os portugueses e deve chamar os melhores, mais competentes, com mais mérito, mais patriotas para colaborarem na reconstrução do País, mesmo que sejam de outros partidos com menor representação. Os interesses de Portugal devem constituir a grande preocupação do Governo e de todos os políticos. Não se podem cometer erros e as decisões devem ser cuidadosamente preparadas para serem as melhores, para a mais rápida e eficaz resolução da crise que estamos a atravessar.

Não há lugar para políticos anões, sem estatura para os problemas que estamos a enfrentar. A Sílivia Ramos parece a Ana Gomes que, em vez de focar as suas energias para o engrandecimento de Portugal, se dispersa e desbarata as energias com mexericos de peixeira (sem ofensa para as vendedeiras de peixe).

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Interesse nacional acima de tudo


Segundo notícia do PÚBLICO, «a antiga ministra Leonor Beleza lembrou que existem alturas em que há coisas muito mais importantes do que as diferenças, considerando que é preciso colocar o país e os portugueses acima de tudo o que divide


Nem devia ser preciso alguém lembrar desse princípio ético. Mas mesmo tendo a boa ideia de lembrar, Leonor Beleza foi menos correcta ao restringiu tal dever cívico a algumas alturas, pois, em qualquer decisão, o País deve estar acima de outros interesses particulares ou partidários.

É muito lamentável que os políticos, que querem o nosso voto, se esqueçam de que a norma atrás enunciada deve ser permanente e nunca pode ser desprezada.

O exercício do poder não pode e não deve ser realizado a pensar nos benefícios de partidos e de pessoas viciadas nas manhas da politiquice, tendo como principal objectivo a corrupção e o enriquecimento ilícito dos componentes de um bando pouco elogiável. O exercício do Poder não é uma regalia mas um dever, por vezes, um sacrifício em benefício dos cidadãos.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

PS a olhar para o umbigo


Não há rosas sem espinhos e tudo tem aspectos melhores e piores, como ressalta da notícia Ordem para calar críticas ao líder de que aconselho a leitura para melhor se compreenderem as reflexões que se seguem.

Uma instituição, um grupo, seja desportivo ou político, deve ter espírito de equipa, tendo em mira um objectivo. Isso é importante. O PS não quer ser como o PSD que, desde que deixou de governar, já escolheu e apeou quase meia dúzia de líderes. Mas levar essa preocupação ao extremo de calar todas as críticas, mesmo que positivas com propostas construtivas e inovadoras, já não parece um gesto racional de preparação do futuro do partido.

O culto da personalidade não dá resultados perpétuos, como se viu, por exemplo, com Mao Tse Tung, apesar da táctica da «Grande Marcha» e do seu livrinho vermelho. Por outro lado, a unanimidade nem sempre é garantia de boas decisões, como se viu na votação da lei do financiamento dos partidos e na da lei da rolha.

Mas isso é um problema interno que eles terão que resolver. Porém, a notícia apresenta um aspecto lastimável que é o de evidenciar que o PS não está a olhar pela positiva para um objectivo essencial, o de apresentar ao País propostas para desenvolver Portugal de forma a cá poderem viver com prosperidade as crianças que hoje dão os primeiros passos, sem terem de ir realizar a sua vida no estrangeiro.

Em vez de objectivo nacional, circunscrevem-se a objectivo partidário de ganhar o campeonato a olhar para as canelas do adversário, a passar-lhe rasteiras. É a pura luta pelo poder para continuar a distribuir empregos (melhor dizendo, salários e mordomias) aos amigos, em prejuízo dos contribuintes.

É deprimente ver a principal preocupação do PS ser colocar «todos os notáveis a falar a uma só voz nas críticas ao principal partido da oposição». Para um independente, apartidário, esta intenção é anti-patriótica, porque ignora, subalterniza, o interesse nacional, o País dos portugueses.

Felizmente, para Portugal e para o PS, surgem algumas (embora poucas) vozes de pessoas que recusam ser ovelhas abúlicas, como José Luís Carneiro, presidente da Câmara de Baião, que disse que "afrontar o PSD poderá dificultar inevitáveis negociações futuras, independentemente de quem sair vencedor das próximas legislativas", e se manifestou favorável à demissão de José Sócrates da liderança do partido em caso de derrota nas legislativas. "Se fosse eu, era o que faria. No entanto, estamos na luta com o claro objectivo de fazer com que ele volte a vencer".

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Confissão do saque aos portugueses


Como é noticiado, o Governo gaba-se de que Governo atinge superavit histórico de 836 milhões de euros até Fevereiro à custa de saque, por formas diversas, ao bolso dos contribuintes e aos beneficiários da segurança social e de outros serviços públicos como saúde, ensino, etc.


Se o Excelentíssimo Governo desejar, poderá elevar esse superavit a valores muito mais altos. Imaginemos que decide expropriar todas as contas bancárias dos portugueses e todos os seus haveres, a contabilidade mostrará de imediato que o superavit ultrapassa todas as expectativas orçamentais. E o PM poderá gabar-se junto da UE ou do tão citado «mercado» da sua alta competência de ter ultrapassado a crise.

No entanto, passados poucos dias, morrerão à fome todos os portugueses e se algum teimar em sobreviver com água e ervas, ser-lhe á aplicada a eutanásia referida por Almeida Santos no congresso partidário em Espinho. Ficará apenas o PM e o seu bando, o todo poderoso Rei do deserto. Senhor de tudo e de nada. Mas não se iludam com os vossos sonhos fantasiosos e irreais, porque deixarão de ter motoristas, secretárias, empregadas da limpeza e de quem lhes trate da roupa, da alimentação e da TV que lhes permita fazer discursos de auto-elogio e de culpabilização da oposição. Definharão durante poucos dias vítimas da vossa sede de grandeza e do desprezo com que trataram os portugueses.

Na medida em que continuam a existir os cancros referidos em dezenas de institutos públicos que podem ser extintos ou alvo de fusões, e tendo o superavit sido devido principalmente ao esforço compulsivo dos portugueses acima das suas possibilidades, o que está a entravar a evolução positiva da economia, não pode realmente esperar-se uma subida sustentada do superavit, sem que haja um colapso irremediável da vida em Portugal.

Já que o Governo não se mostra atento e interessado no que se passa no País real, mas apenas aos números frios da contabilidade, será oportuno que a oposição se una para salvar o País, com um protocolo que permita a união de esforços para reorientar a vida nacional no sentido mais positivo.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

FMI. Há alternativas


O cronista do Jornal de Notícias Álvaro Castro, no seu artigo de hoje, procurando prever as medidas que o PR, hoje empossado no seu segundo mandato, irá adoptar, apoiar ou aconselhar aos portugueses para sairmos da crise económica, financeira e social, coloca interrogações, quanto a soluções que assentem na continuidade do regime, com os partidos a defenderem mais os seus interesses próprios e dos seus clãs do que os interesses nacionais, dos portugueses em geral, e acaba por concluir que a última tábua de salvação será a celebração de um pacto político e social.



Tal pacto não constitui ideia nova e já aqui foi sugerido desde o post «Reforma do regime é necessária e urgente», com data de 30-08-2008, seguido de vários outros que, com um ou outro título, se centram numa mesma ideia que permite o consenso e a eficiência pragmática nas decisões mais necessárias à recuperação de Portugal. Citam-se alguns dos posts referidos:

- Código de bem governar, em 23-04-2009,
- Ética na Política, em 15-05-2009,
- Código de conduta, em 05-04-2010,

Poderá argumentar-se que tal solução impede soluções mais arrojadas e inovadoras, mas isso será vantajoso se, por arrojo e inovação, se pretende significar decisões com elevado risco e pouca probabilidade de sucesso. Em crise não pode decidir-se de ânimo leve por capricho, instinto ou voluntarismo.

Sem dúvida que, com tal pacto, não haverá rejeição de medidas que parecem eficazes e que até já tenham dado bons resultados em Estados evoluídos com características sócio-económicas semelhantes às do nosso.

Num aspecto haverá, certamente, convergência de opinião: a redução de despesa da máquina administrativa, simplificando-a e seleccionando o pessoal indispensável, a todos os níveis por concurso público e sujeitos a pareceres de todos os partidos do pacto e de instituições económicas e sociais, para efeito de rejeição de candidatos por carência de qualidades positivas ou por existência de antecedentes não recomendáveis.

O combate à corrupção, ao enriquecimento ilícito e aos contratos por negociação directa bem como o funcionamento da Justiça, com eficácia e rapidez, aplicável a todos os portugueses sem excepção, sem excluir os próprios políticos, penalizando qualquer acto lesivo dos interesses nacionais por incúria, desmazelo ou por intenção menos correcta.

Também não devem deixar de ser tidos em consideração textos publicados como os atrás referidos e os posts Onde se cortam as despesas públicas??? e Dezenas de institutos públicos a extinguir. E não pode haver dúvidas que tal pacto é praticamente impossível devido ao espírito competitivo dos partidos que se sobrepõe aos interesses nacionais, pelo que se torna indispensável a iniciativa e o estímulo do PR, afim de conciliar as vontades que, sem essa intervenção se manterão divergentes. O País exige e agradece esse esforço.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Barões do PSD tolhem o partido

Transcrição seguida de NOTA de artigo que apresenta uma análise interessante da idiossincrasia do maior partido da oposição:


Jornal de Notícias. 07-03-2011. Por Carlos Abreu Amorim

1. Pedro Passos Coelho ainda não sofreu o gosto amargo da tradição em que o PSD se tem tragicamente destacado: uma oposição interna feroz e destrutiva cujo efeito inapelável tem redundado no facto de que cada liderança é canibalizada pela anterior e assim sucessivamente, para gáudio dos seus adversários à esquerda e à direita. 

Mas a esmagadora votação interna que Passos Coelho adquiriu não foi o único factor que aquietou a raiva mal escondida dos seus opositores – as iminentes (mas não eminentes) eleições presidenciais foram a condição suprema que adiou a costumeira algazarra no partido laranja. O tão apregoado “novo ciclo” na política indígena a partir da reeleição de Cavaco Silva tem já como efeito inicial e inegável o previsível altear da vozearia de muitos dos que foram derrotados há um ano e que farão tudo, mas mesmo tudo, que estiver ao seu alcance para que Pedro Passos Coelho nunca venha a ser primeiro-ministro. Nem que, para isso, enlacem as suas tácticas políticas com a estratégia pessoal de José Sócrates.

2. Primeiro foi Santana Lopes. Com uma justificação política e intelectualmente tosca, arremessou o nome de Rui Rio para líder ideal de um partido em que ele próprio, presume-se, experimentaria um papel tonificante para o seu próprio ego. Logo a seguir, em contraciclo com o que tinha acabado de declarar, afirmou-se desiludido com o PSD e a política.

Santana Lopes tem uma incapacidade irreparável para acolher o valor do silêncio – queixa-se dos políticos (como se ele alguma vez tivesse sido outra coisa), dos não-políticos, fala muito, incessantemente, antes e após o tempo oportuno, obsessivamente centrado em si, sobre o que lhe fazem, o que lhe fizeram e o muito que imagina lhe pretendem causar.

Santana Lopes esquece-se do que deveria significar já ter sido líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal. E ainda que a memória histórica não lhe seja favorável, deveria acalentar a esperança de poder vir a ser uma opinião respeitada na sociedade portuguesa. Ao invés, cada vez mais, assemelha-se a uma “voz Deolinda” fora da geração e da realidade, que já ninguém consegue levar a sério.

Desta forma, é natural que a sua oratória ininterrupta e aligeirada seja aproveitada para fazer as vezes de “galgo coelheiro” da táctica de outros que nada quererão com ele caso venham a obter algum êxito – é o que se passa com Rui  Rio e Pacheco Pereira.


3. Rui Rio poderia ter sido presidente do PSD quando Durão Barroso fugiu para lugares mais auspiciosos – mas fez os cálculos e resolveu que ainda não era o momento. Foi o primeiro vice-presidente de Santana Lopes e estava em posição privilegiada para lhe suceder quando este baqueou – mas a sua contabilidade particular dizia-lhe que não tinha chegado o ensejo de avançar e permitiu que o partido fosse liderado por Marques Mendes. Quando este caiu, Rio deveria ter acometido contra Filipe Menezes – mas computou que a sua hora não tinha ainda assomado e retraiu-se outra vez. Muitos dos seus esperançosos seguidores julgaram que o fim da liderança de Menezes significaria o advento de Rio – mas não, novamente, este mostrou não possuir a audácia exigida e preferiu empurrar Ferreira Leite. Quando esta foi derrotada, Rio hesitou, titubeou, voltou a decidir não ir a votos e – pasme-se! – tudo fez para que Paulo Rangel fosse derrotado apesar de não esconder a sua oposição a Passos Coelho

Agora é o mesmo Rui Rio que surge a defender a permanência do Governo Sócrates até ao fim do mandato, porque, tal como elucidou o seu inevitável profeta, Pacheco Pereira, a mudança de governo seria muito “traumática”!!!

Rio e Pereira querem que Sócrates governe até ao final de 2013 mas não por causa do país – muito pelo contrário. O seu triste intuito é desgastar a actual liderança do PSD e reganhar tempo para lhe conseguirem fazer frente, o mesmo tempo precioso que o país já não tem. Pretendem, apenas, que os seus meros interesses pessoais e politiqueiros prevaleçam ainda que os disfarcem com conferências grandiloquentes mas inócuas acerca da crise do regime. Crise essa, a de valores e de vontades, que ambos estão em vias de personificar pelo seu pior ângulo.

NOTA: O PSD tem sido um centro de iconoclastia. Elegem um líder, sendo suposto que é o melhor, mas logo lhe cortam as pernas para voltarem a fazer nova escolha, em ambiente de semi-loucura como aquele em que foi votada por «unanimidade a lei da rolha», seguindo ovinamente os barões, após o que os mesmos eleitores, ao saírem para a aragem do ar-livre, se arrependeram, também unanimemente, de tal votação. Com tais unanimistas abúlicos e o predomínio de inconfessados interesses pessoais e ausência de visão nacional dos interesses do País, estão agora a destruir uma hipótese de o partido voltar a ser poder, uma ambição que vem sendo frustrada há muito tempo.

E, com estas tricas internas à margem dos interesses nacionais que colocam em lugar sem prioridade, fica a dúvida: Portugal precisará mesmo do PSD? Se ele vier a ocupar o Poder, não irá continuar a desgovernação em que temos vivido? Ou o País precisará de uma outra solução que rompa decididamente com a podridão que resultou de uma pouco frutuosa e mal aproveitada revolução ocorrida há 37 anos?

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sentido de Estado

A notícia «Passos Coelho só admite censura em caso de “beco sem saída”» demonstra «sentido de Estado», «sentido de responsabilidade» e a convicção de que, neste momento, a estabilidade política é prioritária e que os interesses nacionais devem sobrepor-se aos interesses e ambições partidárias.

Espera-se que o PS reaja com igual ética e comece a pensar mais nos interesses nacionais do que no corporativismo partidário de dar de mamar a «boys» desnecessários e incapazes, só para lhes dar enriquecimento indevido e injustificado, à custa dos contribuintes, já demasiado sacrificados. É preciso retirar a chucha a vermes e sanguessugas que minam a credibilidade do regime e exploram o povo.

É urgente que se procure restaurar o prestígio das instituições políticas e levantar a confiança da Nação e a esperança dos Portugueses em dias melhores. Para isso é imperioso que não se confunda a vontade de estabilidade política, manifestada pelo PSD, com continuidade da política pantanosa que tem insistido em aumentar a dívida pública a cada semana que passa.

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A Palestina também dá lições

Na Tunísia o presidente Zine El Abidine Ben Ali e no Egito Hosni Mubarak abandonaram o Poder. Agora o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, imita-os, sem ter sofrido pressões, por sua iniciativa, para permitir novas soluções para o seu país, na convicção de que quem fez parte dos problemas dificilmente pode ser parte da solução. Não é fácil a mesma pessoa mudar o rumo e alterar a estrutura que criou e alimentou.

É pena que em Estados que se consideram mais antigos, mais modernos e desenvolvidos se mostre uma visão menos lúcida de respeito pelos interesses do Estado, dos seus concidadãos, e se imponham opiniões pessoais sem sintonia com os reais interesses nacionais.

Em Portugal aquilo que, nos dias actuais, os governantes dizem em público dificilmente ultrapassa as querelas interpartidárias acerca de uma promessa de moção de censura, deixando no escuro problemas essenciais para os portugueses, em que se inclui o aumento periódico de dívida soberana, através de consecutivas vendas de títulos de dívida a juros assustadores e perigosos para as gerações mais jovens e as vindouras.

O Magreb e o Médio Oriente estão a dar exemplos de que, em Democracia, «o povo é quem mais ordena» e os políticos devem interpretar os desejos colectivos da Nação e agir em conformidade com os interesses nacionais daí deduzidos.

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Construir o amanhã

O artigo de Manuel Maria Carrilho que se transcreve, analisa com nível universitário, a situação actual e realça alguns tópicos já aqui focados em «diversas oportunidades. O ano que agora se iniciou, vai exigir de todos os portugueses responsabilidades de decisão e acção com a finalidade de cooperar na saída da crise, com a certeza de que quem esteve na sua causa e desenvolvimento não tem condições anímicas nem técnicas para fazer parte da solução. Em eleições e outros actos formais bem como em acções espontâneas a que se seja chamado, há que ter sempre presente que é preciso mudança, é indispensável ir além de malabarismos paliativos e encontrar estruturas que beneficiem o futuro dos nossos filhos e netos. O artigo merece uma leitura muito atenta. 

Malabarismos sem fim
 Diário de Notícias. 06-102011. Por Manuel Maria Carrilho

A ideia-chave para que em 2011 se comece a sair do impasse em que o País e a Europa se encontram é só uma: não será com as pessoas, nem com as instituições, nem sobretudo com as ideias que nos conduziram à crise que conseguiremos sair dela.

Parece uma ideia simples, óbvia - e é. E é também uma ideia que os acontecimentos destes dois últimos anos reforçaram todos os dias. E, no entanto, ela parece quase não ter consequências, aumentando assim o abismo entre a nossa experiência quotidiana do mundo e tudo aquilo que os responsáveis políticos e os media constantemente dizem dele.

Com efeito, os dois últimos anos revelaram, tanto no plano nacional como internacional, uma invulgar incapacidade de fazer frente à crise. Em ambos os planos se pretendeu convencer as pessoas de que ela decorreu "apenas" do mau uso da financeirização da economia, que todos os seus erros e excessos foram pontuais, que talvez aqui ou ali se justificasse um pouco mais de regulamentação (quanto à supervisão, mais tarde se veria), que nada punha em causa o essencial do rumo seguido na última década, que a retoma estava sempre ao virar da próxima esquina, ou da seguinte....

Infelizmente, o Governo português comungou até ao limite deste obtuso estado de espírito. Mas rapidamente se percebeu que tudo era conversa fiada. E que nunca como agora a economia tinha estado sob o garrote de uma especulação tão descontrolada, às mãos de uma finança que tinha entretanto, sob diversas formas, conquistado os comandos do mundo.

Os dois últimos anos transformaram-se assim numa duríssima lição para aqueles que, ingenuamente, imaginaram que com a crise tinha chegado o momento de todos os regressos: do regresso da política a um lugar decisivo na vida das nações. Do regresso do Estado às suas essenciais funções de soberania, de regulação e de supervisão. Do regresso da economia a uma vida livre dos delírios especulativos e da pressão de lucros instantâneos.

Todos, ou quase todos, à direita e à esquerda, se descobriram então subitamente keynesianos, sem perceberem que o keynesianismo não é uma tábua de salvação a que se recorra conforme o aperto das circunstâncias. Mas uma visão original que, num contexto muito específico, conseguiu dar uma resposta inovadora e eficaz à crise do capitalismo. E o que hoje, numa situação que é bem diferente, tem faltado é precisamente essa capacidade.

Isto para já não lembrar um outro ponto, absolutamente central: é que o tão referido "intervencionismo" defendido por J. M. Keynes consistia numa intervenção dos poderes públicos contra a lógica cega, ou míope, dos mercados, feita em nome do bem comum e da sociedade. E não, como os keynesianos de última hora parecem pensar, numa intervenção conduzida em nome dos mercados, contra a sociedade e os seus valores.

Por tudo isto não surpreende que, depois de tantos relançamentos nos últimos dois anos, a financeirização do mundo tenha prosseguido. E prosseguido continuando a subjugar as economias aos seus caprichos mais inverosímeis, numa genial série de golpes que acabaram por fazer sempre das suas enormes fraquezas forças temíveis.

É assim que entramos em 2011. E, além disso, com sinais cada vez mais claros de uma guerra das moedas de efeitos imprevisíveis. Com uma inquietante contínua subida do custo das matérias-primas (que foi de 25% nos últimos seis meses) e com o petróleo a ultrapassar os 95 dólares. Com um G20 que pouco mais promete do que um exercício declamatório, este ano sob a batuta de um N. Sarkozy afogueado pela sua agenda interna.

A nível europeu, os impasses agravam-se, o bloqueio político parece total, as tensões da moeda única vão aumentando e a divergência das diversas trajectórias económicas vai-se acentuando, deixando como única via a dos recursos "caso a caso". Nenhum dos problemas fundamentais da União Europeia foi resolvido, e nada indica que o sejam este ano. Estamos praticamente na mesma situação de há um ano, na verdade só mudou o nome dos países sob pressão: a prová-lo, Portugal pagou ontem juros seis vezes superiores ao que pagou há um ano, para colocar 500 milhões de euros de dívida em obrigações do Tesouro.

Continuamos assim bloqueados pelas ideias que nos conduziram à crise, governados por aquilo que um economista australiano, John Quiggin, inspiradamente designou como uma economia de mortos-vivos. Isto é, uma economia dominada por ideias cuja falência vai sobrevivendo à prova dos factos. E perante isto os poderes públicos, em vez de reagirem, vão-se entregando a malabarismos sem fim, numa inédita confissão de impotência que já não escapa a ninguém.

Todos gostávamos de ver abrir-se um novo ciclo, neste começo de ano. Mas assim isto vai correr mal, muito mal. É com este realismo que Portugal deve decidir o que fazer. E de uma coisa estou certo: vai haver de facto muito para decidir em 2011.

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