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sexta-feira, 19 de abril de 2019

NATALIDADE, TRABALHO E IMIGRAÇÃO

Natalidade, trabalho e imigração
DIABO nº 2207 de 19-04-2019, pág 16

A par da teoria do género, das instituições intituladas autoridade, observatório, polícia, da república familiar, acentuou-se agora a apologia do controlo da natalidade ou, pelo contrário, do seu aumento. Como em tudo o mais, cada um destes factores sociais, deve ser bem ponderado, com profunda análise das suas implicações definindo vantagens e inconvenientes, face ao resultado desejado.

Em Portugal tem sido referido o factor “força de trabalho muito fraca” devido à baixa natalidade e ao envelhecimento da população, tendo atrás de nós, na Europa, a Alemanha, com população mais envelhecida. Mas a força de trabalho na nossa economia poderá ser bem acrescida se forem libertados os deputados que temos a mais e aumentam os gastos públicos sem notável compensação e se forem dispensados muitos dos ocupantes dos gabinetes do Governo e de instituições públicas, como assessores, adjuntos, técnicos especialistas, secretárias pessoais, técnicos administrativos, etc. os quais em empresas privadas bem geridas poderão dar melhor contributo para o desenvolvimento do País.

Mas o governo parece mais esperançado no aumento da natalidade e, enquanto ela não se traduzir em aumento na força de trabalho, se recorra à imigração, mas esta exige um controlo muito apurado das qualidades e competências e dos apoios às condições de vida. Há por aí estrangeiros, principalmente romenos a receber subsídio por cada elemento da família o que permite bom recheio de casa, mas de que não resulta actividade económica rentável para o fisco. Além de que os adolescentes, inactivos, como “a ociosidade é mãe de todos os vícios”, se entregam a actividades ilegais, por vezes em grupos dos quais até alguns têm sido exportados para actuar no estrangeiro integrados em movimentos bem conhecidos.

Para evitar o descaminho da juventude excessiva, a “África (e a Ásia) vão começar a ‘falar seriamente’ sobre planeamento familiar”. E isto é indispensável para os países poderem desenvolver-se, “porque os recursos são insuficientes para gerir ‘o tsunami de juventude’”.

É imperioso que as sociedades encarem este problema de forma bem ponderada, porque envolve implicações de natureza religiosa, aspectos sociais de tradições e mentalidades que desaconselham decisões apressadas e insustentáveis. Estes problemas devem analisados e debatidos, ponderadamente, para fazer face aos milhões de pessoas que chegam ao mercado de trabalho e não conseguem emprego.

Para tratamento dos idosos, como é de tradição, se as famílias tiverem recursos para providenciar educação de dois filhos e eles forem bem-sucedidos na vida, poderão assumir eficazmente essa função, não sendo necessária maior quantidade de filhos. Mas ter meia dúzia de filhos, não tendo recursos para lhes garantir educação, aumenta o risco de não obterem trabalho, ficarem a viver na dependência da família ou de “alguém” e serem aliciados por organizações terroristas, algumas muito citadas nos jornais.

Será aconselhável que a UE e a União Africana preparem aliança bem estruturada que permita receber e controlar «migrações legais e seguras». Por outro lado, convém aconselhar indústrias e outras actividades para se instalarem em África para a desenvolver e dar trabalho a africanos. Quanto aos que venham para a Europa convém que o façam de forma legal, tragam meios de sobrevivência e possam contribuir para melhorar as economias dos países de acolhimento.

Voltando à falta de força de trabalho nacional, e não querendo simplificar a máquina administrativa, reduzindo fortemente os seus efectivos, e querendo recorrer a trabalhadores africanos, é recomendável que se tenham em consideração os cuidados no parágrafo anterior, em ambiente de reciprocidade de respeito pelas pessoas quanto a raça, religião e tradições pessoais, devendo, no entanto, as normas sociais dominantes ser as da tradição local. ■


domingo, 20 de maio de 2018

VALE MAIS A INTELIGÊNCIA E VONTADE DE TRABALHAR DO QUE ALGUNS DIPLOMAS

História de um homem com poucos estudos, mas inteligente e com vontade e trabalhar que teve uma vida de muita utilidade para si e para os outros.

Em conversa de amigos em que afirmei que tem mais valor um homem inteligente e trabalhador do que um doutor que apenas recita teorias, o meu amigo António Ribeiro referiu a vida de um tio que falecera poucos dias antes. Pedi-lhe para me dar um apontamento de caso com tanto interesse e enviou-me o seguinte a que não resisto a dar divulgação:

Caro amigo

Conforme prometido, passo a resumir alguns dos passos da vida do meu Tio Vasco.

Nasceu em Douro Calvo, Concelho de Sátão, Distrito de Viseu. Filho de agricultores rumou a Angola onde se estabelece no Norte como produtor de café, de que apenas tinha ouvido falar. Amanhou a terra, criou as infra-estruturas de irrigação e criou riqueza.

Em 1961, e com o advento da revolta dos movimentos de libertação, fugiu como pôde para salvar a família e a si próprio! Vai para Luanda apenas com a roupa do corpo e um velho Land Rover que lhe permitiu a fuga! Aqui chegado cria uma empresa de gelados, sendo que todas as arcas frigoríficas e carros frigorificados de venda foram concebidos e fabricados por si próprio! Este homem tinha apenas a 4ª classe e nunca ninguém lhe tinha ensinado o que quer que fosse sobre produção de frio! Nesta qualidade torna-se o fornecedor de gelados mais importante dos bairros da Terra Nova, São Paulo e Rangel, com 27 carros de venda na Rua, todos os dias da semana.

Neste período em que teve a fábrica de gelados, construiu ele próprio, com as suas próprias mãos, um condomínio fechado com várias casas que colocou no mercado de arrendamento.

Dá -se o 25 de Abril e volta a ficar sem nada, regressando a Portugal com meia dúzia de caixotes e 5 contos no bolso. Instala-se na terra da sua esposa em Trás -os-Montes e começa novamente do zero.

Dado que os emigrantes eram a principal fonte de dinheiro da terra, por via da construção das suas casas, decide erguer uma fábrica de blocos, cujas máquinas foram, mais uma vez, fabricadas por si próprio!

Vem a crise da construção e decide voltar a mudar de vida, estabelecendo-se na sua cidade Natal, Viseu, desta feita como serralheiro civil! Aqui foi desenvolvendo a sua actividade até à altura em que a sua idade avançada o foi impedindo de realizar trabalhos mais meticulosos em que a vista, por exemplo, era determinante!

Mas nem assim desistiu! Até aos 95 anos foi arranjando trabalho a cavar vinhas no Douro, ao lado de gente muito mais jovem, mas ao lado da qual nunca se sentiu diminuído! Sempre que estávamos juntos ia-lhe perguntando como é que corria a vida e lá me respondia no tom habitual: “está tudo bem Toninho, só sinto falta do trabalhito, que podia ser mais!”

Morreu com 96 anos sem nunca conhecer o conceito de reforma! Paz à sua alma!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

LEGISLAR PARA CRESCIMENTO DE PORTUGAL

Legislação laboral para o crescimento de Portugal?
(Publicado no semanário O Diabo em 27- 02-2018)

Fala-se de remodelações profundas na legislação laboral, mas tal problema parece estar a ser aproveitado para atritos no seio da geringonça, tendentes à valorização dos partidos mais pequenos face à posição do Governo. É curioso que não se evidenciam argumentos que mostrem vontade de criar benefício nas finanças e na economia nacionais e na posição de Portugal em relação aos outros países mais fracos da União Europeia.

É assumida a conveniência de o nosso País dever aproveitar inteligentemente a sua posição geográfica no centro do Ocidente entre as duas maiores potências económicas. Para isso, há que desenvolver a economia e aumentar as exportações, para o que devem ser atraídos investidores estrangeiros válidos que criem emprego e produzam para exportar.

Em dúvida, as máquinas de produção, apesar da evolução das tecnologias e inovações, ainda estão baseadas no trabalho, dando emprego a muitas pessoas com vontade de conseguirem boa qualidade de vida, de forma sustentável. Mas obsessão focada, cegamente, nas remunerações e nas condições do regime de trabalho, se for exagerada pode desencorajar investidores e gorar os desejos de desenvolvimento da nossa economia. Há que remodelar a legislação, mas sem perder de vista os interesses nacionais e sem desprezar totalmente as propostas da Concertação Social. Estas devem ser ponderadas com sensatez, por forma a melhorar a qualidade da vida dos trabalhadores e suas famílias e, ao mesmo tempo, estimular o investimento em empresas que contribuam para o melhor futuro de Portugal, isto é, dos cidadãos portugueses.

Reduzir a dívida, baixar o défice e tentar evitá-lo são também intenções que devem estar sempre presentes no pensamento dos governantes, como estão na mente de todos os portugueses medianamente informados. Mas nisso parece não se quererem comprometer os partidos que parecem mais interessados no seu sistema de financiamento e nas reformas de deputados e governantes, nos seus subsídios vitalícios e nas diversas formas de mordomias que desejam ver cada vez mais ampliadas, custe a quem custar. Para os «boys» não há falta de «emprego», com remuneração faraónica, mesmo que do seu «trabalho» não resulte algo para maior eficiência dos gabinetes e repartições a que são adicionados. Com efeito, dessa «mão de obra» não é visível resultado em projectos, planos e realizações das instituições em medidas tendentes a diminuir os riscos variados que ameaçam as populações ou aumentar a sua segurança física, social, de saúde, financeira, etc. Parece que quanto mais malta estiver sentada às secretárias menos (em proporção) são os efeitos práticos e valiosos para bem do País e que se reflitam na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Apenas aumentam a burocracia e as palavras vãs, fantasiosas sem correlação com a realidade.

Por exemplo, aproxima-se a época dos incêndios florestais. Já passaram cerca de oito meses sobre a tragédia de Pedrógão Grande e ainda não há notícias de medidas tomadas, e de alguma realização iniciada, para prevenir os fogos que se aproximam e para combater, com rapidez e eficácia, os que ocorrerem, apesar da boa prevenção que venha a ser efectivada.

É nas realidades desconfortantes que os partidos devem concentrar a sua atenção a fim de serem evitadas ou, no mínimo, reduzidas as suas proporções. E deixarem de se sentirem felizes com as guerras intestinas «do alecrim e da manjerona» que pretendem apenas obter benefícios na competição entre si para atraírem apoiantes obscurecidos, por propagandas falaciosas e pouco honestas. Tais discussões sobre as leis laborais destinam-se ao engrandecimento do País ou aos melhores resultados eleitorais do respectivo partido?

António João Soares
20 de Fevereiro de 2018

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EXPORTAÇÃO RESULTA DO TRABALHO


EXPORTAÇÃO É VENDA DO FRUTO DO TRABALHO. Esta afirmação não tira valor à gestão as empresas que exportam. Mas é preciso que também que a propaganda não retire importância ao papel dos trabalhadores que, com o seu interesse na formação e a sua dedicação ao cumprimento das tarefas, procuram a perfeição.

A empresa tem responsabilidades perante os accionistas (proprietários), o pessoal que nela trabalha, os clientes, os fornecedores, as pessoas que residem na sua área (acção social) e os familiares do seu pessoal. Ao recordar esta «ciência» que ouvi, há cerca de meio século, em curso institucional, pensei no empresário Rui Nabeiro que é considerado familiar de cada habitante de Campo Maior e em Henrique Neto que tem a ousadia de entrar em competição, como candidato a PR, com professores universitários, alguns dos quais se têm evidenciado despudoradamente nos Órgãos de Comunicação Social, com o que criam ilusões nos eleitores mais descuidados.

Seria bom que, em qualquer momento, não fosse desprezado o objectivo de servir e honrar PORTUGAL, cujos interesses devem ser sempre colocados acima de interesses pessoais de pessoas ambiciosas, vaidosas, arrogantes e auto-convencidas.

Perante estas reflexões, não me parece lógico e interessante para o País dar-se demasiado relevo ao preconceito , do tempo do PREC, contra esquerda. Esta tem sempre colocado a tónica na defesa das pessoas, dos trabalhadores, dos idosos, dos mais abandonados pelo Poder. Por outro lado, não será lógico que, por cima de preconceitos, pouco fundamentados, se recuse a oportunidade de a esquerda poder mostrar o que vale na realidade ao aliar os seus ideais à responsável prática governativa.

COMO SE PODE MANTER A EXCLUSÃO DE IDEIAS, antes de se lhes dar oportunidade de mostrar quanto valem?.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

INTELIGÊNCIA SURPREENDENTE !!!! INACREDITÁVEL !!!!!

Transcrição de e-mail de amigo que muito admiro:

«ERA DE ILUMINADOS

O irmão Constâncio raiou esta manhã a arengar sobre a horda que invade a Europa. Um frete por dever de obediência que a emissora nacional não resumiu melhor:
O vice-presidente do Banco Central Europeu admite que as taxas de desemprego são elevadas e defende que os imigrantes são vitais para manter a força de trabalho (R.T.P., 16/IX/15).

É vital manter a força de trabalho de 26 milhões e meio de pessoas desempregadas?!... Que raio de iluminação!»

NOTA: 

Nem coloco fotografia do iluminado por ter muitas dúvidas de quem CONSTA sob aquele conhecido apelido. Se PORTUGAL tem uma enorme força de trabalho parada, qual o objectivo de a aumentar com mais uns milhares de arrivistas? Parece que a solução menos estúpida seria uma sugestão que criasse, de repente, emprego para os actuais desempregados, a tal força de trabalho parada. Sem dúvida que os refugiados precisam da solidariedade das pessoas e têm o estrito dever de ser merecedores dela, mas é preciso ser sensato nos argumentos utilizados

sexta-feira, 8 de março de 2013

PM teimoso e fantasista

Em resposta à proposta socialista de aumento do salário mínimo, o PM «chegou a dizer que, dada a actual conjuntura, o “mais sensato” seria fazer o oposto». Teimou que “quando um país enfrenta um nível elevado de desemprego, a medida mais sensata que se pode tomar é exactamente a oposta.”. ‘Explicou’ que o governo não deixará de “discutir o aumento do salário mínimo”, mas numa altura em que “o tecido produtivo tenha condições para o fazer”, caso contrário isso só trará “mais desemprego”. Reiterou que, na actual conjuntura, um aumento do salário mínimo seria um "sobrecusto" para as empresas e uma "barreira" ao emprego.

Mas as ‘explicações’ do PM não foram credíveis nem consistentes, mas saíram eivadas de fantasia, não convencendo nem os mais ignorantes nem os mais doutos e não tardaram notícias a elucidar. Por exemplo o presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, afirmou que a revisão em baixa do salário mínimo é um "erro e um disparate" político, económico e social e que "não é uma forma para criar mais emprego".

Por outro lado, a contrariar que o aumento do SMN descapitalizaria as empresas e obrigaria muitas a encerrar e aumentar o desemprego, surgiu a posição completamente diferente do Presidente da República, no encerramento do encontro "Jovens e o futuro da economia",. "Nunca pensem que é nos baixos salários que se garante a competitividade das empresas.

Outra notícia afirma que «mesmo num país ensombrado pela crise há empresas que mantém as suas políticas de aumentos salariais. Em sectores como a química, farmacêutica, vidro ou metalurgia, os colaboradores vão ter este ano um aumento no vencimento que varia entre 1% e 3%».

Como não há regra sem excepção, poderá haver casos em que seja dada razão aos argumentos do PM, mas quando se olha atentamente para os portugueses, que são o pilar fundamental do Estado, não se pode ser sadicamente teimoso, com os olhos fixados apenas em números e o pensamento em fantasias muitas vezes irrealizáveis, como o foi a maioria das intenções manifestadas em quase dois anos. Os portugueses continuam a esperar que lhes seja explicado em linguagem simples, compreensível e verdadeira que benefícios obtiveram em resultado dos sacrifícios que têm sido obrigados a fazer.

Imagem de arquivo

sábado, 22 de dezembro de 2012

Greves. Porquê tantas ?

Ultimamente, apesar de a situação de crise aconselhar a aumentar a produtividade, em benefício da economia nacional, isto é, do aumento do bem-estar dos portugueses, tem-se usado e abusado das greves, algumas que nada prejudicam os causadores do mal-estar, mas que provocam sérios incómodos aos inocentes utentes dos serviços públicos.

A notícia intitulada Tribunal intima administração da RTP a reunir-se com trabalhadores sugere meditação sobre as relações entre trabalhadores e entidades patronais.

Primeiro a interrogação: porque será que, dizendo-se que estamos em democracia, essa reunião entre administração e trabalhadores não teve já lugar, de forma espontânea, sem ser necessário a imposição do tribunal? A resposta não pode afastar-se da qualidade dos administradores e gestores de instituições e empresas públicas e ou dependentes de dinheiro público.

Geralmente, salvo eventuais excepções, eles não ocupam os cargos por reconhecida competência técnica e de liderança, mas apenas por troca de favores, compadrio, cumplicidade ou conivência com os detentores do Poder político. Como estão ali para receber um bom salário e pouco ou nada sabem, não têm possibilidade de dialogar com os representantes dos trabalhadores.

Por estas razões, o diálogo, que deve ser uma análise das realidades e dos pontos de vista dos litigantes e consta de cedências de ambas as partes para encontrar o ponto de entendimento, nunca é concludente, porque há um grande desequilíbrio entre as capacidades das partes dialogantes: dum lado, está o sindicato, com profundo conhecimento dos problemas em litígio, e experiência de argumentação, obtida ao longo de anos de luta. Do outro lado, está o administrador sem a mínima capacidade, interessado em agradar ao Poder para manter o tacho, com a agravante de usar da arrogância devida ao apoio que a política lhe concede, e não está disposto a fazer cedências. O resultado é o sindicato suspender a fantochada das negociações e ir para a greve.

A greve constitui o último degrau da escalada de conflito entre a entidade laboral e a entidade patronal, como a guerra o é nos conflitos entre Estados. Muitas vezes a guerra é dispensada por ter havido acordo, em diálogo directo ou por intermédio de mediadores aceites pelos dois lados. No diálogo há sempre cedências de ambas as partes, as quais são maiores ou menores conforme a capacidade de diálogo, os argumentos utilizados pelas partes.

Há dias, um amigo salientava a ausência de greves nas instituições militares, mas há uma explicação para isso. É uma questão da reconhecida competência e valor da autoridade patronal, neste caso dos comandantes das unidades e da instituição. Entre os militares, normalmente o comandante, pela sua preparação inicial e continuada, a experiência adquirida ao longo do tempo de serviço, o ascendente que tem sobre o pessoal e, porque não, a disciplina por todos assumida, compreendida e aceite, tornam desnecessária a greve. Esta só poderá acontecer com a conivência do comando contra a tutela política (só em situação pré-revolucionária).

O militar, desde os primeiros postos, aprende o trabalho de equipa e a compreensão dos subordinados, por forma a que no combate, quando olhar para os lados e para trás veja que os seus colaboradores estão consigo e não se encontra isolado em frente do inimigo.

Nas empresas com características públicas ou municipais, os responsáveis, muitas vezes, não possuem saber, sensibilidade e experiência para liderar a equipa em cuja chefia foram colados artificialmente.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Crise económica e desemprego

Duas notícias mostram efeitos da crise alargada que nos está a esmagar. O facto de se referirem a sectores diferentes faz pensar.

Retirando lições da crise e procurando tornar a empresa mais rentável, a construtora «Soares da Costa prepara reestruturação que pode eliminar até 900 postos de trabalho». É um sinal preocupante pois mostra que vai ser reduzida a actividade de um sector que contribui para a riqueza nacional, o aumento da comodidade e bem-estar dos cidadãos e a melhoria do património habitacional e das obras públicas. Empresas que produzem bens e que exportam bens ou serviços, quando reduzem a actividade, empobrecem o pais.

Também a britânica «BBC vai acabar com 2000 postos de trabalho até 2017», para reduzir custos de funcionamento o que leva a fechar algumas redacções e reduzir alguma programação. Embora a divulgação de informação e de cultura seja indispensável na vida corrente, pode haver muitos cortes inofensivos para os «clientes». Será bom motivo para seleccionar os programas mais adequados à formação da sociedade de amanhã e eliminar os que corroem as pessoas estimulando a violência e as acções menos éticas e de solidariedade. Encontra-se já muita gente que diz não ver TV e que considera prejudicial que os jovens percam tempo em frente do ecrã.

Outra diferença entre estes dois casos, é que nos 900 trabalhadores da construtora a maioria são pessoas de fracos recursos, enquanto na BBC, entre os 2000, encontram-se muitos com salários exorbitantes, muito acima da média e que, por outro lado, têm facilidade em encontrar alternativas e usar a sua criatividade em ramos paralelos.

É conveniente ter atenção aquilo que afecta as pessoas e garantir a sua sobrevivência em condições humanamente aceitáveis.

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domingo, 24 de julho de 2011

Estudante medalha de ouro da Matemática

Sinal de esperança no Portugal de amanhã assenta no valor da juventude de hoje. E nesta há cotações de alto nível em âmbito internacional. Tem havido vários exemplos de distinções em competições mundiais de âmbito do ensino das ciências, mas agora, o Miguel Martins dos Santos, de 16 anos, aluno do 10.º ano da Escola Secundária de Alcanena foi galardoado com medalha de ouro nas Olimpíadas Mundiais da Matemática.

E uma honra para Portugal e o ministro da Educação tem consciência de que tal medalhado merece reconhecimento público, mais do que qualquer futebolista ou profissional do ócio. Portugal, para se desenvolver e gerar riqueza para os portugueses precisa de boa aplicação no estudo do nosso idioma e da matemática. Por isso o ministro vai ao aeroporto receber o aluno premiado
.

Imagem do Google

domingo, 8 de agosto de 2010

Aluno português brilhou em competição no Japão

Transcrição de artigo, seguida de NOTA:

Aluno brilha nas Olimpíadas da Química no Japão
Jornal de Notícias. 05-08-2010. Por GLÓRIA LOPES

Concluir o 12º ano com uma média de 19,9 valores não é para todos, mas este foi o resultado alcançado por Jorge Nogueiro, 17 anos, aluno da Escola Secundária Emídio Garcia, em Bragança.

O jovem, estudante excepcional, foi o primeiro português a ganhar um título nas Olimpíadas da Química, que decorreram no Japão, de onde trouxe uma menção honrosa.

A participação no evento internacional foi considerada por Jorge Nogueiro “fantástica”, porque lhe permitiu o contacto com outros estudantes de países “muito mais adiantados do que nós nestes aspectos, onde alguns participantes com 18 anos vinham a preparar-se desde os 13 anos para participarem”, referiu. A pressão no concurso foi grande, mas o aluno brigantino gostou do clima de competição, sobretudo dos países asiáticos, cujos estudantes normalmente arrebatam as medalhas de ouro.

O jovem não considera uma fatalidade viver no interior, apesar de reconhecer que no litoral e nas grandes cidades há mais oportunidades de estudo e de trabalho. Faz das fraquezas forças e esforça-se por brilhar. “Viver aqui (Bragança) até é uma forma de nos fortalecermos, como há dificuldades de acesso a algumas coisas e não há grandes oportunidades, temos de lutar mais”, confessou.

Foi a primeira vez que Jorge Nogueiro participou nas Olimpíadas da Química. Em 2009 foi apurado e desde então que vinha recebendo preparação na Universidade de Aveiro.

NOTA: Esta nota será apenas preenchida por uma lista de posts aqui publicados, sobre o mesmo tema, cujos títulos, só por si, parecem bem eloquentes.

- Jovens hoje, adultos responsáveis amanhã
- Criança estimulada e apoiada sobressai
- Jovens ao poder
- Estudantes premiados
- Geração com menos de 40
- Preparar o futuro
- Geração perdida? Não
- Três mulheres cientistas premiadas
- Cientistas portugueses em destaque
- Jovens que recuperarão Portugal
- Mais jovens portugueses premiados internacionalmente
- Respeitar os jovens e apoiar os mais válidos
- Jovens hoje, líderes amanhã !!!
- Jovens portugueses em destaque no estrangeiro
- Mais dois jovens em destaque
- Jovens desejam preparar o futuro
- Sobredotados sem compreensão e apoio do Governo
- Mais um caso de jovens válidos
- Jovens em voluntariado louvável
- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais
- Tenhamos esperança nas novas gerações
- Jovens hoje, Líderes amanhã

Imagem da Net

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cascais dá um exemplo louvável

Se a ociosidade é mãe de todos os vícios, é bom dar emprego a jovens e criar neles o sentido da utilidade e da responsabilidade, tornando-os adultos conscientes dos seus deveres, numa época em que estes são esquecidos e só se fala de direitos.

Dentro desta ideia o Centro Comunitário da Boa Nova, que apoia maioritariamente a população do antigo bairro de barracas Fim do Mundo, no Estoril, está a ajudar a criar várias pequenas empresas que prestam serviços à comunidade, criando postos de trabalho.

Todos os dias, o centro comunitário presta apoio a mais de 700 pessoas. E, além de um colégio privado, que oferece formação entre o 1.º e o 6.º anos, já estão constituídas empresas nos ramos de farmácia, florista, "take away", lavandaria e serviços de manutenção - como carpintaria e oficina de pequenos arranjos - e uma empresa de limpeza, projectos empresariais que nasceram no seio do Complexo da Senhora da Boa Nova, erguido nos terrenos em tempos ocupados pelo bairro de barracas do Fim do Mundo.

Na oficina social, recuperam-se móveis, fazem-se arranjos, mudanças, pinturas, trabalhos de carpintaria e limpeza de jardins e piscinas.

Para saber mais pormenores convém abrir o link e ler a notícia. Quem residir perto do Estoril deve recorrer a estes serviços que contribuem para efeitos sociais de elevado mérito. Seria desejável que destes jovens trabalhadores surgissem pequenos empresários e iniciassem uma vida de sucesso. Merecem ter a compensação de enveredarem por um caminho de virtude em vez de se abandonarem a loucuras da juventude de que os jornais falam todos os dias. As sementes atiradas à terra pelo Centro hão-de florir e frutificar com muito êxito e servir de exemplo para outras partes do País.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A vida exige equilíbrio

Quando em 1965-66 fui aluno do professor de economia Manuel Jacinto Nunes, ouvi-o dizer que «Trabalho é o esforço penoso para produzir bens». Durante as mais de quatro décadas desde então decorridas, muitos pretextos ocorreram para reflectir sobre a importância do trabalho e sobre o necessário equilíbrio entre a actividade laboral e a vida real, emotiva, familiar e de lazer.

Hoje, com a ganância do enriquecimento rápido, os empresários sentem apetência para obter mais trabalho produzido com menores custos e, por seu lado, os trabalhadores procuram obter melhores remunerações com menor produção ou com menor esforço. Muitas vezes esta luta é levada a extremos um tanto desumanos, em que a felicidade, a cultura, o ócio e a vida de relação com a família e os amigos, ficam num plano altamente lesivo da qualidade de vida de cada um.

Fui arrastado para estas reflexões pelos seguintes três títulos do Jornal de Notícias de hoje «Quando o trabalho mata», «Todos os dias há uma morte por stresse laboral» e "Somos vítimas de um assédio permanente", e deixo aqui os links para quem desejar inteirar-se de situações que chegam a ser dramáticas. A vida, neste mundo actual exageradamente materialista e desumano apresenta momentos muito preocupantes que merecem ser seriamente meditados.

Não devem também ser deixadas passar sem reflexão as notícias sobre o desemprego provocado pela crise, os suicídios causados pelo desespero de vidas insuportáveis, etc.