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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

IMIGRAÇÃO INCENDEIA EUROPA

Imigração incendeia Europa
Artigo do semanário O DIABO, de 4 de Setembro de 2018, pág.7, de autor não indicado

Milhares de manifestantes saíram à rua na Alemanha em protesto contra actos de violência praticados por imigrantes e que originaram retaliações igualmente violentas.

As manifestações são uma condenação da política de imigração de Merkel, que permitiu a entrada de quase um milhão de refugiados sírios e iraquianos só entre 2015 e 2016.

A Chanceler, que se manteve em silêncio enquanto a violência teve origem em núcleos de imigrados, tornou-se instantaneamente defensora do “Estado de Direito” e da “ordem nas ruas” quando os contra-manifestantes quiseram exprimir o seu ponto de vista.

Para piorar as coisas na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, aproveitou uma visita oficial à Dinamarca para fazer uma afirmação que apenas teve o condão de irritar os dinamarqueses: “o ‘verdadeiro’ francês ou o ‘verdadeiro’ dinamarquês não existe num mundo globalizado” – disse Macron, defendendo a União Europeia como “super-Estado progressista”, uma das ideias mais detestadas na Dinamarca.
É preciso pontaria…

sexta-feira, 29 de junho de 2018

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Quarto Reich. A guerra pode ter já recomeçado

A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes.

Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros,russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência,tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão.

Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria directamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.

As discussões do pós-Guerra incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal,as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.

Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Lebor «ficciona» sobre um suposto directório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos,provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o directório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.

Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram,finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redactor do projecto de Constituição europeia.

É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.

Texto de Filipe Luís extraído da revista Visão

Imagem do Google

domingo, 19 de dezembro de 2010

A China entra na Europa pacificamente

«A chegada das empresas chinesas perturbou o mercado da construção civil e os concursos na Polónia, e suscita o interesse do vizinho checo. O seu segredo: preços baixos, pontualidade e integração de mão-de-obra local. Para além do apoio do Governo de Pequim.»

A notícia «O caminho está livre para as estradas chinesas» vem ao encontro do texto publicado em «Revolução imparável em curso».

O Grupo empresarial COVEC (China Overseas Engeneering Group), com sede instalada no subúrbio de Varsóvia dirige a expansão – há muito planeada – de Pequim na Europa. Após ter ganho o concurso para a construção da auto-estrada A-2 da Polónia, comunicou que estava interessada em projectos semelhantes noutros países europeus, incluindo na República Checa.

A Polónia é co-organizadora, com a Ucrânia, do próximo Campeonato Europeu de futebol, em 2012, e tem necessidade de centenas de quilómetros de novas estradas e o tempo é apertado. É lógico que este país de 40 milhões de habitantes procure aproveitar esta ocasião única, para mostrar ao mundo os imensos progressos realizados nos últimos anos. É bom que se saiba que a Polónia é um dos raros países da União Europeia que, apesar da crise económica que preocupa muitos estados europeus, não teve nem recessão nem um défice orçamental significativo. A Bolsa de Varsóvia, após algumas hesitações dos investidores, tornou-se uma das praças financeiras europeias mais procuradas pela sua estabilidade.

A entrada das empresas chinesas nos concursos permite escapar à maldição da corrupção endémica que envolve a construção de auto-estradas. Graças ao novo sistema que os concursos passaram a seguir o custo de construção de um quilómetro de auto-estrada passa para um terço, em poucos anos.

Imagem da Net

sábado, 10 de abril de 2010

Euro com morte anunciada???

Transcrição seguida de NOTA

Metade dos alemães quer regressar ao marco
Por Joaquim Letria, no 24 Horas e no Sorumbático em 26-03-10

A Cimeira Europeia está a ser o esperado teste aos propósitos de Berlim. Vai ser nesta reunião que se perceberá, de uma vez por todas, se há uma verdadeira solução para a Grécia e se perceberá qual vai ser finalmente adoptada. Terá esta reunião a grande vantagem de nos elucidar. Cada um e todos nós ficaremos a saber com o que verdadeiramente poderemos contar. Logo se verá.

Aceitar o recurso ao FMI para aliviar um estado membro da Europa a 27 é uma possibilidade que se revelou estar no horizonte da Alemanha, assim como admite a expulsão do Euro de algum prevaricador, duas hipóteses não consideradas até há muito pouco tempo atrás.

A verdade é que enquanto se fala em proteger a Europa e o Euro, cada vez há mais alemães (46%) a quererem regressar ao marco e uma percentagem ainda maior que não quer continuar a pagar os vícios sulistas destes PIGS onde, simpaticamente, continuam a incluir-nos, a acolher-nos e a pagar-nos. Já não é só a Europa que treme. É também a confiança no Euro que abana. O que vai acontecer, logo se verá. O que é preciso é fé!

«24 horas» de 26 Mar 10

NOTA: Tudo o que tem início terá fim. Hoje não existem, senão nos livros de história, as associações, os acordos e os tratados de outrora. Foram criados por motivo datado e depois o tempo causou a sua erosão.

O grande inconveniente provém de entretanto se ter perdido a estrutura organizativa e ser difícil o regresso ao que era antes. Por isso, não se espere regressar ao ponto de partida mas avança-se para um novo sistema. Este, para não trazer muitos amargos de boca, deve ser previamente bem estudado e preparado para que a mudança seja para melhor.

Tenho dúvidas se existem homens sensatos e ponderados capazes de planear e programar a mudança por forma a trazer benefícios, sem agravar ainda mais os problemas actuais, no tocante às pessoas, à justiça social, aos direitos liberdades e garantias, sem exploração de todos por uma minoria feudal.