quinta-feira, 12 de setembro de 2013

QUATRO VERDADES TODAS DIFERENTES


Quis aqui publicar um texto que li há alguns anos mas não o encontrei e, como o acho com interesse didáctico, vou tentar reproduzir a ideia nele contida:

Um pai, estando adoentado e prevendo que a vida não se iria prolongar muito mais, chamou um dos quatro filhos, por altura do Natal, e pediu: Pegas num caderno e numa caneta , vais pela estrada que conduz à cidade e, ao chegares à casa dos cantoneiros, quando começa a descida para o rio, sentas-te na pedra que está do lado esquerdo e fazes uma redacção descrevendo, de forma pormenorizada, aquilo que vês na paisagem, à tua frente.

Quando o filho chegou e lhe leu a redacção ele apreciou o cuidado com que foi elaborada e guardou-a na arca onde tinha documentação de interesse. Nada disse aos outros rapazes sobre isso.

Pela Páscoa chamou o segundo filho e fez-lhe igual pedido, obtendo igual resultado e guardando a redacção. Pelo S. João repetiu a mesma atitude com o terceiro filho e, na época das vindimas, antes de começarem as aulas, fez o mesmo com o quarto filho.

Passados dias, de posse dos quatro papéis, reuniu os quatro filhos e, sucessivamente, entregou a cada um a sua redacção e disse para a ler. Eram descrições todas diferentes. Perguntou a cada um se sabia qual era a paisagem descrita pelo irmão e a resposta foi negativa pois as descrições eram todas diferentes embora tivessem uma qualidade quase fotográfica.

O pai revelou, então, que cada um deles tinha escrito a sua redacção no mesmo local de todos os outros. A paisagem é geograficamente a mesma mas em datas diferentes. Tratava-se de quatro verdades acerca da mesma coisa e nada havia de comum. A verdade é coisa subjectiva e depende de muitos factores: ponto de vista, momento, condições do observador, etc, etc. Não há um detentor único da verdade, nem verdade absoluta. Cada um tem a sua e convém que ela seja bem fundamentada e definida com clareza e racionalidade.

Por ajoaosoares

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PORTUGAL GRATO AO MF GERMÂNICO


Segundo a notícia Schäuble ‘desmente’ Passos e diz que Portugal está a salvo de segundo resgate, os mercados, agitaram-se depois de Passos Coelho ter abordado o cenário de Portugal ter de pedir um segundo resgate em consequência de o Tribunal Constitucional ter chumbado a requalificação da Função Pública. Mas agora, os mercados acalmaram-se depois da declaração de Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, defendendo que Portugal está a salvo de um segundo resgate.

 Por vezes há quem, em termos diabólicos, receie que Portugal seja colónia da Alemanha mas, desta vez, verificou-se que o alemão foi melhor defensor dos interesses portugueses do que Passos e que remediou o mal que este gerou na posição da nossa dívida externa.

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domingo, 8 de setembro de 2013

INVESTIMENTO E EXPORTAÇÕES TERMINAM A RECESSÃO ???


São vários os autores que consideram como finalidade da governação a melhoria da qualidade de vida da população, em geral, e que a economia política constitui uma ferramenta para atingir tal finalidade.

A notícia «Menor queda do investimento e exportações explicam saída da recessão», parece referir sinais de que a crise com recessão está a ser ultrapassada. No entanto O governo, segundo algumas opiniões, baseadas nas notícias sobre o OE para 2014 em preparação, continua com ameaça e chantagem, em vez de explicar as cidadãos as razões reais e verdadeiras da austeridade, os resultados já conseguidos (se há alguns) para a sua qualidade de vida.

É possível que haja dificuldades para tal explicação de forma credível e compreensível pelos cidadãos contribuintes e eleitores, apesar de alguns governantes serem considerados detentores de elevada formação teórica e intelectual mas, aparentemente, sem capacidade de compreensão das realidades e de efectuarem a ligação entre as doutrinas que decoraram e os factos no terreno.

Mas, mau grado tais dificuldades de comunicação com o cidadãos mais simples, ela é indispensável e não podem ser regateados esforços para esclarecer o povo que, sem isso, pode entrar numa doentia falta de esperança e de confiança que pode ser geradora de situações conflituosas de proporções imprevisíveis.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

JÁ TENS UM «SMARTPHONE NOVO ???



Notícia do Jornal de Negócios diz que «Mercado de “smartphones” cresce 74% no semestre», o que levanta sérias dúvidas sobre a capacidade da generalidade dos portugueses para gerir racionalmente a sua vida.

A crise não gerou tendências de amadurecimento da forma de encarar o consumismo e a prevalência da ostentação, do apego a coisas superficiais, marginais, não essenciais.

Não é visível a ideia de estabelecer prioridades na vida privada e, por consequência, também é duvidoso que nas vidas profissionais as coisas tenham melhorado.

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INCÚRIA PODE DESTRUIR O PLANETA


Às primeiras horas do dia deparei com notícias no Euronews e no Ionline. que referem o perigo representado por um arranha-céus em construção em Londres que, por ter uma grande superfície espelhada, arrisca-se a ser conhecido como um verdadeiro forno solar, por os reflexos do sol produzirem temperaturas de 92º à sombra e incendiarem tapetes, derreterem montras e espelhos de carros estacionados na rua.

Isto demonstra falta de atenção do construtor e dos seus colaboradores, engenheiros e arquitectos e dos autarcas que concederam a licença de construção sem cuidarem de pensar nas consequências de resultante concentração de energia solar na área vizinha.

Com mais distracções deste género, a vida no Planeta fica em perigo.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

PASSOS, DÉSPOTA «ILUMINADO»???


O título da notícia de hoje do jornal «Público» transcreve a frase do PM «Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhe valeu a Constituição até hoje?» que é demasiado preocupante.

Sr. PM, De que valeu aos reformados haver as leis que lhes asseguravam as pensões de reforma em função dos descontos que tiveram em tudo o que receberam ao longo de toda a vida activa? Sr. PM, De que valeu aos funcionários públicos a lei que criou os subsídios de Natal e de Férias e, e os considerou irrevogáveis?

Sr PM, De que valeu aos portugueses ter votado no PSD na mira de promessas positivas se estas foram esquecidas logo que conhecida a vitória eleitoral desse partido?

Sr. PM. De que valeu aos portugueses, idosos, reformados, da «periferia social» (Papa Francisco), desempregados, etc a «iluminada» interpretação de V.Exª, as sua as promessas, as suas previsões, as suas «sábias» decisões «custe o que custar»)?

Sr. PM, Segundo a sua maneira de encarar a legalidade, de que valem aos portugueses a Constituição, as leis e as promessas de governantes que seria suposto merecerem confiança e respeito?

Parece não estarmos em democracia bem gerida mas numa autocracia, «sem rei nem roque», tendo à frente um déspota iluminado que impõe a sua interpretação e os seus caprichos como verdades absolutas, indiscutíveis a que tudo tem que se subordinar obedientemente, provavelmente pressionado pela «podridão dos hábitos políticos» (Rui Machete), sem coragem para deles se afastar.

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