quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Passos quer crescimento acima da média

Para atingir objectivos não basta querer e falar vezes sem conta acerca do desejo que se alimenta obsessivamente. Isso não transforma o desejo em realidade. Trata-se do fenómeno que José Gil denomina de obsessão neurótica.

Não é por muito querer que as medidas surgem e produzem efeitos. Fica a interrogação: O que está a ser planeado e programado para materializar esse «querer»? Só tais medidas, se forem viáveis, poderão criar esperança e optimismo nos cidadãos. Sem isso, cai-se na contestação, na crítica, na reclamação, por vezes pouco ponderada, e no descrédito de quem promete.

Acerca de reclamar, recordo as seguintes três frases:

- Se lutares, podes perder; se não lutares, estás perdido!
- O que me preocupa não é o grito dos maus! É o silêncio dos bons
- Para o triunfo do mal basta que os bons não façam nada.

Porém, na actual situação, parece estar a acontecer que ninguém se preocupa em pensar seriamente naquilo que vai dizer. Uns prometem e até decidem coisas que não lembram ao diabo e, por vezes, sentem-se na necessidade absoluta de recuar. Outros disparam críticas ao acaso sem fazer uma pontaria cuidadosa e sem ter a hombridade de sugerir, mesmo que toscamente, uma hipótese de caminho considerada melhor para as soluções dos problemas que lhes parecem mal resolvidos.

Temos que concluir que a sociedade está doente, mas é dela que saem os governantes que, infelizmente, nem sempre provêm da amostra menos afectada.

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Constituição não está suspensa...

Senhores governantes, a Constituição não está suspensa, existe a separação dos três poderes democráticos, existem os órgãos de soberania. Como Manuel Catarino diz no seu artigo de hoje, não é de bom tom um secretário de Estado atrever-se a condicionar os juízes do Tribunal Constitucional, para fecharem os olhos a qualquer norma do Orçamento menos conforme com a Lei Fundamental. É aconselhável que os políticos empossados em altos cargos dêem o exemplo do respeito pelas instituições nacionais.

Essa pressão, esse condicionamento podem ser vulgares em determinado tipo de regime (Por ordem alfabética: Adolph Hitler, Benito Mussolini, Idi Amin, Joseph Stalin, Moammar Gaddhafi, Saddam Hussein, etc.), mas é suposto ainda estarmos a viver em democracia, embora a Constituição esteja a ser desrespeitada, tal como as promessas eleitorais, o programa de Governo, o orçamento, as sucessivas promessas e decisões que, passados poucos dias, são alteradas com «recuos» imprevistos.

Como a vida seria mais fácil e bela se pudesse haver confiança nas directivas para o futuro, nas regras de comportamento individual e colectivo, na esperança fundamentada na dedicação a Portugal e aos portugueses.

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Reformas estruturais, para quando?


Há ano e meio que andamos a ouvir promessas de reformas estruturais para serem reduzidas e racionalizadas as despesas do Estado a aumentada a competitividade, a produtividade, o investimento e a inovação, mas não se vêm medidas concretas e eficazes apesar da austeridade excessiva e da compressão dos salários e dos cortes de benefícios. Tem-se visto retirar os direitos adquiridos das classes média e baixa, enquanto os dos senhores do feudalismo dos grupos económicos são considerados sagrados e intocáveis.

Das medidas tomadas, os resultados obtidos tem sido a redução do poder de compra, a travagem da economia, com empresas a fechar lançando muita gente no desemprego e aumentando a fome e a miséria. Uma das medidas restritivas, actualmente em discussão, é a redução da indemnização por despedimento primeiro para 20 dias e depois para 12. Mas são intocáveis os privilegiados das fundações de finalidades não esclarecidas, dos observatórios, os assessores e especialistas que vegetam nos gabinetes, nomeados por compadrio com salários de nababos e de cujo trabalho não resulta perfeição nas decisões, não impedindo os erros e recuos que escurecem a imagem do Governo, as repetidas infracções à Constituição, apesar de esta ter vindo a ser considerada perfeita e intocável, etc.

Dos erros e consequentes recuos, são de salientar, por muito comentadas, as atitudes referentes a privatizações, mal preparadas, confusas e hesitantes.

Também a burocracia estatal e autárquica não tem sido reduzida ao mínimo essencial, sendo mantida para ocasionar travagem do funcionamento das actividades económicas e das vidas dos cidadãos e dar oportunidade para tráfico de influências, de corrupção e de enriquecimento ilícito, crimes para cujo combate não tem havido coragem para criar legislação.

Deseja-se que a esperança de ver estas situações resolvidas para bem de Portugal não saia gorada neste ano que agora começa durante o qual se completarão dois anos do actual Governo. Nesse sentido, embora as decisões vindas a público não sejam favoráveis aos portugueses mais carentes, o PM espera que portugueses vejam «luz ao fundo do túnel», mas isso só poderá acontecer aos que entrarem em estado comatoso devido a fome e a desespero, sendo mais credível a opinião de Mota Amaral, quando diz que insistir em 2013 nas medidas que não deram resultado em 2012 conduzirá a vir repetir-se em 2014, certamente em tom maior, o que será o “alastramento de verdadeira catástrofe”.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Governo gasta acima das nossas possibilidades

A crise foi gerada por má gestão de governos que gastaram acima das nossas possibilidades; para lhe fazer face, os governantes condenaram os cidadãos ao sacrifício de uma austeridade irracional que arruinou a economia, com empresas a falir, despedimentos, desemprego, miséria geral; mas, apesar dos sacrifícios que nos impõem, eles continuam a viver acima das nossas possibilidades como diz a notícia Gabinetes ministeriais ignoram austeridade baseada em estudo do Tribunal de Contas.

Segundo a notícia, um relatório do Tribunal de Contas afirma que “não existe evidência de que as despesas de funcionamento dos gabinetes dos membros do Governo tenham diminuído”. «A inexistência de um tecto máximo para a despesa dos gabinetes e a manutenção da sua opacidade revelam que persistem anomalias…»

“No actual dispositivo legal, à semelhança do anterior, não constam critérios sobre a atribuição de regalias como o cartão de crédito, uso de viatura e despesas de telefone”. Parece existir uma balda sem critério nem controlo em que cada um pode sacar o que desejar do saco que considera ser seu e apenas para seu benefício.

E, desta forma, continuamos a ser espoliados de tudo aquilo que nos conseguirem tirar para bem de todos os que viverem à sombra do polvo.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Souto Moura premiado


Foi agradável encontrar a notícia de que o arquitecto Eduardo Souto de Moura foi distinguido com Prémio Wolf. É mais um português que a nível internacional eleva a imagem deste nosso rectângulo. Parabéns para o arquitecto e para os portugueses.

Este prémio já tinha sido atribuído a outro português, o também arquiteto Álvaro Siza Vieira, em 2001.

Sobre Souto Moura, já aqui foi referido, em 16-09-2011, o seu prémio pela Casa das Histórias, museu de Paula Rego, em Cascais.

Estes êxitos a tão alto nível devem ser publicitados porque, além de ser uma retribuição ao mérito dos galardoados, constitui um exemplo e um estímulo aos mais jovens para darem asas às suas capacidades de inovação e criatividade, porque em arte, a cópia e a imitação não merecem elogios.

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Viver sem dinheiro, de trocas



Encontrei este vídeo, através do artigo do Público
Ela viveu um ano com mil euros… e muitas trocas

Este tema já foi aqui tratado, em 19-08-2010, no post
Dinheiro não é o essencial