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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Souto Moura premiado


Foi agradável encontrar a notícia de que o arquitecto Eduardo Souto de Moura foi distinguido com Prémio Wolf. É mais um português que a nível internacional eleva a imagem deste nosso rectângulo. Parabéns para o arquitecto e para os portugueses.

Este prémio já tinha sido atribuído a outro português, o também arquiteto Álvaro Siza Vieira, em 2001.

Sobre Souto Moura, já aqui foi referido, em 16-09-2011, o seu prémio pela Casa das Histórias, museu de Paula Rego, em Cascais.

Estes êxitos a tão alto nível devem ser publicitados porque, além de ser uma retribuição ao mérito dos galardoados, constitui um exemplo e um estímulo aos mais jovens para darem asas às suas capacidades de inovação e criatividade, porque em arte, a cópia e a imitação não merecem elogios.

Imagem de arquivo

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mar, Agricultura e Indústria

Transcrição de artigo de opinião que convida a meditar sobre as palavras, ideias ou intenções e as realidades visíveis:

A expiação de Cavaco
Económico. 22/11/12 00:25 | Helena Cristina Coelho

Rodeado por criativos e especialistas em tecnologia e inovação, Cavaco Silva subiu ao palco para falar do futuro.

Rodeado por criativos e especialistas em tecnologia e inovação, Cavaco Silva subiu ao palco para falar do futuro. Mas foi ao passado que acabou por regressar ontem, na abertura do Congresso das Comunicações. Os portugueses, alertou o Presidente, precisam de voltar a olhar para os sectores que esqueceram nas últimas décadas: o mar, a agricultura e a indústria. Isto porque, justificou, é preciso ultrapassar estigmas, é obrigatório criar riqueza no país, é urgente gerar novas bases de crescimento económico. E isso deverá passar por produzir mais e melhor esses produtos e serviços, para chegar aos mercados externos.

Se Cavaco Silva acredita mesmo que a regeneração económica do país passa por voltar a investir em sectores que passaram as últimas décadas a ser esvaziados, é bom que saiba como isso se faz. Porque, nesses mesmos anos, pouca gente ou quase ninguém soube como (ou conseguiu) travar o declínio das pescas, o abandono das terras ou o fecho sucessivo de fábricas.

O próprio Presidente, num artigo de opinião publicado há um ano no ‘Expresso', já discursava nesse sentido. Que venham mais apoios para a agricultura, que se incentivem os jovens, escreveu na altura. Metas bem intencionadas - só é pena que colidam com os números que seguem em sentido contrário.

Já nessa altura, apenas 2% dos agricultores tinham menos de 35 anos e 10% tinham menos de 45 anos, com tendência a agravar-se. É possível que hoje sejam mais, empurrados pela crise e pelo desemprego a criar novas oportunidades onde (ainda) há abandono e desinvestimento.

Mas quantos destes - apesar de tudo, nobres e necessários - projectos empreendedores podem dar verdadeira escala à economia portuguesa? E quantos serão necessários para que Portugal resgate da sombra sectores tão maltratados como o mar, a terra ou a indústria?

Haverá muitos culpados nesta história, desde as políticas e quotas comunitárias que condicionaram os volumes de produção no país, aos subsídios que fomentaram muita dependência e comodismo em vez de competitividade, sem esquecer o próprio plano económico do país que, a certa altura, preferiu o betão das autoestradas a pastos e searas.

Cavaco Silva estava lá e sabe como poucos o impacto que essas decisões tiveram na sobrevivência desses sectores. O que faz parecer esta sua proposta um acto de expiação pelos factos passados. Os portugueses, ao contrário do que diz o Presidente, não esqueceram esses sectores - tanto é que muitos estão a regressar a esses negócios, investindo, inovando, diversificando. Porque sabem que o mar, a agricultura e a indústria estão longe de se esgotar no peixe, na fruta ou numa peça de roupa. Mas acreditar que isso basta para alavancar a economia não é um plano para o futuro. Parece mais uma remissão do passado.


Imagem de arquivo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Embalagens para melhorar habitabilidade de barracas


Não basta falar das desigualdades, fosso entre ricos e pobres, injustiça social. Alem da reestruturação da vida económica, é preciso, já, imaginar soluções práticas para fazer face às piores carências.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Escadas do Metro



O vídeo mostra o que um grupo de engenheiros realizou para motivar as pessoas a subirem a escada fixa do metro.
Cerca de 97% da população usava a escada rolante.
Uma simples, mas genial ideia mudou a "vida" das pessoas, motivando-as a fazer exercício, sem quase notar.
As ciências e a tecnologia estão aí para servir, ajudar.

Realmente, os cérebros privilegiados descobrem coisas geniais mas muito simples. Os medíocres deslumbrados impõem as coisas mais complicadas mas sem valor. Tem sido esse um dos grandes males do País com os procedimentos administrativos cada vez mais complexos e demorados, a incitar à corrupção e que só complicam e atrasam a vidas dos cidadãos e o desejado desenvolvimento nacional.
Mas as inovações devem ser ponderadas, consistentes e com boas perspectivas de futuro quanto à economia e eficácia da manutenção.


Recebido por e-mail

domingo, 18 de setembro de 2011

Portugueses com valor reconhecido no estrangeiro

Segundo a notícia do JN o Investigador de Vila Real premiado por tratamento inovador de resíduos, o investigador João Claro, docente do Centro de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi um dos vencedores do "Green Projects Awards" pela autoria de um processo inovador de tratamento de resíduos e efluentes dos lagares de azeite com pó de cortiça para produção de biomassa. O prémio significa que o projecto BioCombus, que tem em desenvolvimento, conta com um financiamento comunitário de 1,16 milhões de euros.

A concretização do projecto está a ser feita através de uma parceria entre a UTAD e a Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça.

O investigador propõe-se resolver dois problemas em simultâneo, os resíduos e efluentes resultantes dos sectores oleícola e da cortiça, juntando-os e transformando-os em biomassa, que poderá ser utilizada como combustível sólido para caldeiras domésticas.

Com este projecto liberta-se o ambiente dos inconvenientes da «água russa» que sai dos lagares e é mais poluente do que os dejectos da população verifica-se e a aplicação da biomassa resultante em aquecimento contribui-se para idêntico objectivo do conseguido em Paredes, em que desde 2010 escolas e instalações autárquicas são aquecidas com desperdícios das fábricas de móveis, estando a Câmara de Paredes a substituir o gás natural por resíduos de madeira reciclados, em pequenos briquetes cilíndricos, provenientes das mais de 1200 fábricas de mobiliário do concelho.

Também recentemente, os quatro estudantes que participaram nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, obtiveram óptimos resultados, tendo Diogo Maia e Silva, conquiatado a medalha de bronze, sendo a primeira vez que Portugal foi premiado na competição.

Portugal precisa de valores humanos, de produtividade, de competitividade e de exportação e os processos aqui referidos que economizam recursos, tornam a vida mais barata e segura e defendem o ambiente, merecem ser destacados. A inovação e a criatividade são dois factores de que Portugal tem necessidade, quer internamente quer para exportar ideias, projectos e equipamentos.

Bem se encaixariam nestes nossos concidadãos as comendas da Ordem do Infante D. Henrique.

Links referidos no texto:
(1) Investigador de Vila Real premiado por tratamento inovador de resíduos
(2) Ambiente - 4 RRRR
(3) Estudante premiado no estrangeiro
(4) Prémios justos, merecidos ???!!!

Imagem do JN

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sair da crise exige esforço de todos

Não espere que o País faça tudo por si; faça o que puder. Quanto mais dificuldades tivermos mais temos que redobrar esforços, imaginação e criatividade.

Não se deve desanimar. Mas manter optimismo, porque nada é definitivo, e os momentos difíceis hão-de ser ultrapassados. Com o próprio esforço e com a solidariedade de toda a gente, melhores tempos aparecerão. Estas palavras são uma adaptação das proferidas pelo Bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira.

É necessário que cada um procure aproveitar da melhor forma as oportunidades mesmo que pequenas para melhorar a vida. Grão a grão, a galinha enche o papo.

Faço votos para que o Natal seja festejado da melhor forma e que o futuro, construído com esforço, imaginação e criatividade traga horas melhores.

Imagem do PÚBLICO

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Centro de inovações visa o futuro

Se procurarmos fazer uma lista dos instrumentos de trabalho e de lazer agora existentes e que não eram sequer imaginados há 50 anos corremos o risco de encher várias folhas A4. E outros já eram previsíveis mas tomaram formas novas, mais funcionais e práticas. Tais inovações mostram que será difícil imaginarmos o que existirá dentro de 10 anos, porque a inovação está a surgir a um ritmo cada vez mais veloz.

E um País que se preza de pertencera a uma área das mais desenvolvidas do planeta não pode ficar á espera das ofertas de centros mais evoluídos que nos invadem com um marketing em constante actualização, nas suas tácticas de convencimento e nos novos produtos que apresentam. É preciso inovar, criar e exportar, para se sobreviver num mundo de trocas constantes.

Integrado neste conceito, nasce um Centro de inovação nasce na Asprela, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, destinado ao desenvolvimento de novos produtos por investigadores, em articulação com grandes empresas.

Espera que seja uma semente de um crescimento promissor para o País. Oxalá o Estado, com as suas burocracias não lhe tolha a criatividade e não o transforme num «instituto» apenas destinado a albergar «boys». Da forma como o País tem andado tudo é de temer, mas temos que acreditar na eficiência de organismos que incentivem as pessoas bem intencionadas e com ideias positivas com potencialidade de aproveitamento prático. Precisamos de crescimento saudável e tudo leva a crer que este germe o vai produzir. Estas esperanças são fundamentadas nos vários exemplos de estudantes que têm sobressaído com valor acima da média e têm conquistado prémios muito significativos em concursos no estrangeiro.

Há motivos para sermos vaidosos das potencialidades dos nossos compatriotas, que poderão ser autores de grandes feitos, assim os políticos os saibam compreender e apoiar na proporção do seu mérito e dos seus projectos.

Imagem da Net