
Votar é fazer uma escolha entre objectivos, programas, metas. É um empenhamento em algo que nos reforce a confiança, nos dê esperança num futuro melhor. E traduz-se em passarmos um cheque em branco, uma procuração com plenos poderes em alguém em quem confiamos para a realização do seu programa.
Mas isso é utopia, é fantasia, pois não há programa inteligível nem promessas realistas e, mesmo que houvesse, ficaríamos com as dúvidas, assentes em experiências recentes, se elas teriam algo a ver com as verdadeiras intenções e com as realizações, se nos meses seguintes viriam a ser concretizados ou não.
Nada foi apresentado e discutido em nome de Portugal ou dos portugueses e, como disse Jorge Sampaio, a Campanha fugiu do "essencial" com partidos a não dizerem como vão cumprir memorando.
Por seu lado Manuel Pinho mostrou-se sem esperança numa vitória e apela ao presumível vencedor, defende um novo Bloco Central e reconhece que «A crise moral em Portugal é muitíssimo maior do que a crise política», o que faz lembrar o seu gesto num plenário da Assembleia da República dirigido ao líder do Bloco de Esquerda.
E não devemos ignorar o aviso de Francisco Louçã: Sócrates traz "impostos no bolso"
E assim vai Portugal e ficamos sem saber em que votar, pois já sabíamos em quem nos convidam a entregar o cheque sem cobertura – candidatos a deputados alguns totalmente desconhecidos que constam de listas sem divulgação, sem as suas virtudes convincentes. Não são apenas eles a deixarem dúvidas, pois o regime que a tal nos convida não merece a mínima confiança. Não parecendo que ele se reformule por si, resta a vontade popular (como?).
Mas isso é utopia, é fantasia, pois não há programa inteligível nem promessas realistas e, mesmo que houvesse, ficaríamos com as dúvidas, assentes em experiências recentes, se elas teriam algo a ver com as verdadeiras intenções e com as realizações, se nos meses seguintes viriam a ser concretizados ou não.
Nada foi apresentado e discutido em nome de Portugal ou dos portugueses e, como disse Jorge Sampaio, a Campanha fugiu do "essencial" com partidos a não dizerem como vão cumprir memorando.
Por seu lado Manuel Pinho mostrou-se sem esperança numa vitória e apela ao presumível vencedor, defende um novo Bloco Central e reconhece que «A crise moral em Portugal é muitíssimo maior do que a crise política», o que faz lembrar o seu gesto num plenário da Assembleia da República dirigido ao líder do Bloco de Esquerda.
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E assim vai Portugal e ficamos sem saber em que votar, pois já sabíamos em quem nos convidam a entregar o cheque sem cobertura – candidatos a deputados alguns totalmente desconhecidos que constam de listas sem divulgação, sem as suas virtudes convincentes. Não são apenas eles a deixarem dúvidas, pois o regime que a tal nos convida não merece a mínima confiança. Não parecendo que ele se reformule por si, resta a vontade popular (como?).
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