domingo, 29 de setembro de 2019

O SUSTO GLOBAL

O susto global
Transcrição do artigo de O DIABO nº 2230 de 29-09-2019, pág 12-13. Pelo Sociólogo Augusto Deveza Ramos

O clima foi sempre um instrumento político e militar. Quem controlar a narrativa do clima controla as vontades do planeta

Numa semana internacionalmente marcada pela Cimeira da Acção Climática, em que uma criança sueca foi usada como “argumento” emocional das teorias ambientais “da moda” e o Presidente Marcelo, ao discursar nas Nações Unidas, associou Portugal ao alarmismo catastrofista do “politicamente correcto” de esquerda, O DIABO entra no debate sobre o clima e dá voz às crescentes dúvidas sobre uma “agenda ambientalista” cada vez mais politizada.

1.O susto

A opinião pública tem sido intoxicada e atacada com propaganda acerca do clima. É um esquema ideológico socialista. O objectivo é criar impostos, atacar as soberanias, rebaixar a classe média e vigiar os comportamentos individuais: tudo em nome do preconceito a que deram o nome de «aquecimento global».

Uma das principais agendas nos Media tem sido que «o clima do planeta está a mudar» e que não se pode fazer nada por isso, senão «pagar mais impostos para que cientistas tentem resolver o problema». Grande parte da opinião pública não tem tempo para aprofundar essas premissas e acredita, sem muita dúvida, na intoxicação das televisões, rádios e jornais. Um pequeno resumo dramático acerca do “apocalipse no clima” transmitido no telejornal da noite é o suficiente para que parte significativa da população considere o ‹susto› climatérico como verdadeiro. O objectivo é gerar conformismo nos contribuintes e eleitores e até messianismo nas classes sociais marginais. O susto baseava-se numa premissa geo-estratégica, mas errada à partida: é possível enganar a maioria da população e até países.

À medida que a globalização avançou, a ONU e organizações internacionais adquiriram legitimidade para, literalmente, enganar a população com as narrativas mais absurdas, do susto climatérico aos benefícios da migração, sem esquecer as glórias da China. O logro foi criado para que os globalistas mantivessem a população assustada e hipnotizada, mais dócil para pagar impostos mundiais, sem fazer perguntas e até se juntarem à ‹causa›. O esquema não é novo. O clima foi sempre um instrumento político e militar. O que é inédito é a disseminação planetária de uma mentira que está a ficar muita cara ao ocidente.

Até aos anos 70, a ONU e os globalistas mantinham a população hipnotizada com a ameaça da guerra nuclear entre a URSS e os EUA. Assim que a Guerra Fria terminou, era preciso manter o hipnotismo da obediência, um novo medo. Foi quando os globalistas forjaram a «catástrofe climática». Mas não foi um processo pacífico, foi cómico. Por exemplo, nos anos 70 a revista ‘Time’ publicou três capas medonhas acerca do gelo ameaçador para a humanidade: era o «arrefecimento global». De repente, tudo mudou. A maturidade revelou que final era «aquecimento global».

Estas organizações supranacionais, como a ONU, são organizações ideológicas que usam a ciência para justificar as suas políticas. Mas algo mudou: se a empreitada tinha avançado sem grande resistência, com filmes retóricos como o de Al Gore, “Uma verdade inconveniente” (em sequela), o susto parece que deixou de funcionar. O planeta acordou.

2.Uma hipótese

O “aquecimento global” não é uma teoria, é uma hipótese que nunca mostrou prova científica. Para isso, as organizações globalistas conseguiram reunir um consenso mundial, expandido, acerca desta fraude científica: «o homem emite dióxido de carbono (CO2), causado pela indústria e automóveis, para a atmosfera, que gera uma camada de ozono que afecta o efeito de estufa e gera o aquecimento da terra». A lenda passou tantas vezes nos ‘tops’ mediáticos que apenas os especialistas duvidaram desse refrão. A maior parte da população ouviu, encantou-se e até alinhou com a sereia. Mas poucos a dissecaram a lenda.

Em primeiro lugar, o CO2 (Dióxido de Carbono) é um gás fundamental na vida humana: sem CO2 as plantas não vivem, não há pasto para os animais, nem alimentação para a humanidade; em segundo lugar, não há relação provada entre emissão industrial e aquecimento global. Segundo Luiz Carlos Molion (Universidade de Évora, Universidade Federal de Alagoas, Brasil, e Western Michigan University, EUA), o maior aquecimento da terra no século XX deu-se entre 1925 e 1946, quando o homem lançava menos de 6% de CO2 para a atmosfera; terceiro, a camada de ozono a ser formada desaparece pelo efeito de auto- -regulação da atmosfera, e quando chega aos polos frios, literalmente desaparece; quarto, não existe nenhum preservativo na terra chamado «efeito de estufa».

E se é verdade que tem havido um aquecimento da terra, é falso que esse aquecimento tenha causa atribuível, isto é, causa humana. O aumento das temperaturas é causado pelo Sol, que aquece os oceanos e difunde correntes marítimas quentes que podem afectar os glaciares. Esta verdade é inconveniente porque não tributável, a não ser que as finanças globalistas já estejam a observar a contabilidade do nosso velho amigo Sol.

Al Gore exala nos seus documentários que o “CO2 é a causa do aquecimento da terra”, invertendo a realidade: na verdade, há mais CO2 depois do aquecimento da Terra (quando o sol emite mais temperatura à Terra, aquece os oceanos, que libertam CO2, e estimula os seres vivos, plantas, que produzem o CO2 pela fotossíntese). Al Gore e os globalistas tributários insistem que o CO2 é o ‹mau da fita› no planeta, não revelando que sem carbono não estariam cá para continuar a enganar-nos. O dióxido de carbono é fundamental à vida: é gerado pela fotossíntese de plantas, num processo de transformação de energia solar em energia química que é distribuída aos seres vivos (animais, humanos) que consomem essas plantas no ciclo da teia alimentar.

Como o dióxido de carbono é armazenado naturalmente nos combustíveis fósseis, os globalistas decidiram perseguir os seus armazéns: petróleo, carvão, gás natural. Mas é mais um esquema económico geo-estratégico a médio prazo. Porque se trata de sancionar os países produtores destes combustíveis fósseis, como a Rússia, produtora de gás natural.

3.A fraude

Não há evidência científica de que o aquecimento global tenha relação com o aumento de CO2. Até agora, nenhum organismo ambientalista, ou académico, provou isso. Não passa de uma hipótese que nunca cumpriu a última etapa epistemológica: a prova. Os globalistas associam directamente o crescimento do CO2 à revolução industrial, mas é uma falácia: o CO2 é produto do aumento da temperatura (actividade do sol) e não o contrário.

Esta propaganda fraudulenta tem origem no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), um organismo político (não científico) que foi criado em 1988, nas Nações Unidas (ONU). O IPCC não produz pesquisa original, apenas sintetiza o conhecimento produzido por cientistas «independentes» mas «ligados a organizações e governos» (sic). É uma espécie de central de difusão de relatórios duvidosos para justificar a administração de políticas tributárias. Mas até o próprio IPCC tem recuado nas suas premissas, cada vez mais denunciadas como fraudes. O IPCC emite relatórios de 4.000 páginas (que conta que ninguém leia) mas concentra dezenas de especialistas a elaborarem sumários de 25 páginas, com linguagem volátil, para acertar nas redacções dos jornais e televisões e, principalmente, na agenda de incautos ministros dos governos soberanos.

4.A maldita agenda da ONU

O Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris (que Trump não assinou) pretendem 100 biliões de dólares/ano, em impostos, para reduzir “emissões” de carbono (atribuídas ao homem e não à natureza). Esses biliões provêm dos bolsos dos contribuintes de todo o planeta. O objectivo do embuste será «reduzir as emissões de CO2» e atribuir as culpas ao Homem. Objectivo em que o Papa Francisco tem sido cúmplice.

Mas os objectivos são outros: em nome da redução das emissões de CO2, a ONU, através do IPCC, pretende empobrecer o Ocidente desenvolvido em três vectores: primeiro, aumentar os impostos gerais e à classe média detentora de indústria; segundo, atacar a infraestrutura dos países, sua produção e energia - 80% da energia eléctrica mundial depende dos combustíveis fosseis, petróleo, carvão e gás natural; terceiro, atacar os direitos e soberanias (o cidadão terá de obedecer a ‹níveis› de comportamento e consumo que o Big Brother da ONU vigiará). E não fica por aqui: a China, o país mais poluidor do mundo, está isenta de obrigações ambientais. Hoje a China é tão desleal na sua concorrência no Ocidente que tem electricidade sete vezes mais barata que a Europa, favorecendo a sua expansão económica e ideológica totalitária no planeta, como mostra a sua recente invasão a Hong Kong e a disseminação da tecnologia-espiã 5G no ocidente.

Se a ONU pretende reduzir emissões de carbono - por impostos, controle da energia e produção - vai atacar 80% da estrutura mundial que precisa de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás) para produzir electricidade. Isto vai gerar estagnação, desigualdade e pobreza em muitos países. Mas não se preocupem: a “Agenda 2030” da ONU já previu isso na sua primeira alínea («combater a fome em todo o mundo»); e se os impostos em nome do carbono vão causar massivo desespero e fuga à fome pela migração, a ONU também já forjou em Marraquexe, no ano passado, o Plano Global das Migrações - o plano que prevê que os países signatários (Portugal incluído) acolham migrantes vindos de países asfixiados pelas taxas de carbono. Isto não é apenas um embuste tributário, é muito pior: é criar pobreza e caos mundial, destruir fronteiras, prosperidades nacionais e locais, incitar à migração desesperada. Tudo isto para a subreptícia intenção da ONU: gerar o governo mundial de «emergência», centralizado, sem democracia, que iria salvar o planeta do clima e da fome.

5.Perguntas inconvenientes

Se a ameaça de aumento do nível do mar, causado pelo degelo nos polos, é real, porque comprou a vedeta de uma “Verdade Inconveniente”, Al Gore, uma casa de praia no valor de 9,5 milhões de dólares junto ao mar, a poucos centímetros acima do nível do mar, em Montesito, Califórnia? E porque fez o mesmo, o ex-presidente Barak Obama, que pagou 15 milhões por uma casa de praia numa ilha, bem rente ao nível do mar? Será que o mar é como os globalistas, quando se eleva não é para todos?

Por que razão a Alemanha se está a preparar tanto, tendo construído 23 centrais termoeléctricas a carvão (que geram acido sulfúrico, poluente), em 2018? Porquê o mesmo no Japão? Porque podem estes países construir termoeléctricas (carvão contém carbono) e outros países não? O que se está a forjar por trás das cortinas?

6.Respostas convenientes

O grande público, admite-se, não tem tempo para aprofundar a propaganda massiva que lhe é inculcada. Uma “mentira repetida torna-se verdade”, dizia Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler. A propaganda do «susto do clima» conta com biliões de dólares doados a centrais de difusão e Media para produzirem acólitos, missionários e até pategos.

Importa desmistificar estes mitos:

1) Nível do mar - não depende do aquecimento global mas do movimento das placas tectónicas, ventos, ondas dos oceanos e até do ciclo lunar; está, por exemplo, a baixar nos países nórdicos (a terra elevou-se por movimento tectónico); depende de um planeta inquieto, é o resultado de fenómenos de agradação (formação de praias) e degradação (da praia);

2) Aquecimento - houve um aquecimento da terra desde o início do século, o problema é que a ONU, pelo IPCC, diz que isso é responsabilidade do Homem; não é, o Sol é o responsável por isto tudo;

3) Derretimento glacial - resulta de ondas marítimas quentes vindas do Sul que entram no Árctico, aquecem as águas profundas e descongelam a infraestrutura dos icebergues, não é culpa do Homem;

4) Previsões - as hipóteses do IPCC e Al Gore não provêm da observação, saem de modelos de computador sem metodologia científica, onde não são tratadas variáveis fundamentais, como nuvens, ciclo hidrológico, movimentos de calor, oceanos;

5) Tendência - o clima está a mudar para o arrefecimento até 2035;

6) Lua - os ciclos da Lua interferem com a gravitação da terra, por vezes «puxam» os oceanos e estimulam correntes marinhas quentes e frias que afectam os climas locais e globais;

7) Camada de Ozono - não existe; o ozono desaparece diante das temperaturas da Antárctida;

8) Aquecimento local - incêndios, inundações, indústria, poluição, não têm impacto global, apenas local, no micro-clima, que a atmosfera dissolve rapidamente;

9) Chuvas - são fenómenos cíclicos de variação da temperatura dos oceanos que causam precipitação nos continentes, não dependem do aquecimento global.

7.Conclusão

Quem controlar a narrativa do clima controla as vontades do planeta. É o que pretende a ONU. O mais pernicioso nem é a fraude da hipótese do “aquecimento global”, mas a inculcação e danos que a propaganda já gerou na opinião publica e nas infelizes gerações que não tiveram oportunidade de questionar a doutrina. Hoje o clima é desculpa para todos os males da humanidade: pobreza, dilúvios, ursos polares, vontade de trabalhar, aborto, hiperpopulação, e até raças. A propaganda cumpriu o seu propósito: criar confusão, caos e desinformação, a favor dos ‘lobbies’ de mega- -empresas, governos e suas estratégias.

As dezenas de reuniões mundiais para o clima, servem actualmente apenas para discutir novas e mais sofisticadas formas de colonização globalista. Por exemplo, o ex-presidente do Brasil, Color de Mello, revelou, dois anos depois de assinar o Protocolo de Montreal de 1987 - taxação de CFC›s (spray, ar condicionado) – que tinha sido chantageado pelo FMI para poder renovar a ajuda ao Brasil. É assim. Os países pobres assinam tratados porque apenas querem subsídios financeiros dos globalistas, mas nunca se vão desenvolver ao nível dos ricos. A ‹Cosa Nostra› não permite.

O objectivo global do embuste do «clima aquecido» é centralizar decisões e controle: em nome do controle do clima, ‹gerem-se ‹os climas locais, isto é, controlam-se os recursos locais não apenas dos países, mas principalmente regiões, zonas e áreas, onde são mapeados os seus recursos minerais. Isto não tem nada de ambiental ou de eliminação de pobreza, é pura táctica geo-económica a prazo. Que inclui a desindustrialização de países em ascensão - como Portugal, que paga a electricidade caríssima e torna o país repelente a investidores estrangeiros, mantendo-o planeadamente insolvente e eternamente dependente da ajuda dos bancos centrais, o BCE ou FMI (globalistas).

Mas há boas notícias: milhares de cientistas, nomeadamente da NASA, denunciam o esquema do ‹aquecimento›; outros estão simplesmente em debandada. E Lord Monkton, um intrépido escocês, critico do logro, afirmou recentemente que «quando a ONU aceitar que o esquema é uma farsa está terminada a esquerda no planeta».

E é disso que a fraude do «aquecimento global» trata: da sobrevivência de um fóssil: a esquerda internacional. Não da nossa amada casa Terra. ■

2 comentários:

Carlos Machado dos Santos disse...

Todo o desenvolvimento do assunto, até concluir com as premissas numeradas e a síntese que fecha o artigo está bem estruturado e apoiado em bases científicas. Mas agora, por favor: não generalizem, rotulando de "esquerda" (os maus) e de direita (os sensatos) que pugnam pelas duas correntes. Eu, por exemplo, que me considero como um cidadão pertencente à esquerda coerente, aplaudo a versão do artigo, mas é por ter tido acesso a uma formação científica que menospreza tudo, ou quase tudo o que nos é vendido pelo maior meio de manipulação social que pode existir, a televisão. Mas, acontece: sendo eu, também, um indefectível aficionado aos touros (o toureio a pé, integral, praticado em Espanha, principalmente) mas apoiando todas as expressões tauromáquicas que têm raízes culturais, sou invariavelmente apelidado de reaccionário, até pelos meus camaradas.

A. João Soares disse...

Há muito a fazer para melhorar o ambiente e tudo o que pudermos fazer deve começar por difundir dicas para cada um agir correctamente no melhor sentido, sem se ficar por fantasias, algumas irreais como as da Greta que nos quer fazer confundir isso com as alterações climáticas que são forças da Natureza inevitáveis. E muitas de tais fantasias parecem formadas com interesses financeiros como se vê do apoio dado à Greta na sua deslocação à reunião da ONU.
Felizmente apareceram muitas opiniões baseadas cientificamente a ajudar a interpretar a Greta como defesa do ambiente para se viver melhor e com mais saúde e a encarar a mudança do clima com medidas preventivas e de adaptação de modos de vida e actividades económicas, principalmente na agricultura, para tiramos vantagem da mudança e evitarmos prejuízos. A racionalidade de que o homem se orgulha deve ser posta em prática da forma mais inteligente.