terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sabedoria salomónica!!!

Em democracia, devem sempre ser apoiadas as sugestões para resolver os problemas colectivos. Hoje tive o prazer de almoçar com o amigo Rui Abrantes que, do alto dos seus quase 86 anos, disse ser fácil saier da crise, bastando dois diplomas legais e a consequente regulamentação.

Acabar com o desemprego. Quem está a receber subsídio de desemprego passa a prestar serviço público a autarquias ou outras instituições, para ter direito à quantia que está a receber. Quem recusar tal trabalho é porque não precisa e tem outros recursos para sobreviver, pois deixa de receber subsídio.

Os agentes da Justiça têm que utilizar os computadores, para serem mais rápidos e eficazes com redução de pessoal e de despesa em papel.


Não sei bem se estas medidas seriam suficientes, mas constituiriam um bom início, para uma mudança de mentalidades e de economia.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Qual o Futuro de Portugal ?

Por conter temas de reflexão que ajudam a compreender as causas do afundamento na crise actual e por ajudar a reflectir no percurso que terá de ser d´seguido para termos um futuro menos dramático que o presente, transcreve-se a notícia seguinte que refere à intervenção intitulada “Portugal, Que futuro?”, que António Barreto proferiu na Academia de Ciências.

Barreto acusa governantes de omitirem factos que levaram à quase bancarrota
Público. 10.10.2011 - 17:34 Por Lusa

O sociólogo e ex-ministro António Barreto fez hoje duras críticas aos dirigentes que governaram Portugal nos últimos anos, acusando-os de iludir a realidade e omitir factos que contribuíram para as dificuldades em que o país se encontra.

“A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo”, afirmou o também presidente do conselho de administração da Fundação Manuel dos Santos, num discurso que fez em Lisboa.

Depois de uma situação que permitia “fazer planos de grande dimensão e enorme ambição”, passou-se, “em pouco tempo, num punhado de anos”, a uma “situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata”, acrescentou António Barreto na intervenção intitulada “Portugal, Que futuro?”, que proferiu na Academia de Ciências durante a inauguração do 2º ano lectivo do Instituto de Estudos Académicos para Seniores.

“Ainda hoje não sabemos as causas e o processo. Ainda hoje não conhecemos a origem exacta dessa terrível aceleração dos défices e das dívidas”, afirmou, reconhecendo que, se as “causas externas” são, “em parte, responsáveis”, a maioria dos países ocidentais não está na mesma situação que Portugal.

“Algo se passou mais, em nossa casa. Ou fizemos menos, ou fizemos pior. Ou não nos preparámos. Ou não cuidámos da nossa fragilidade. E o facto de saber que dois ou três outros países vivem dificuldades semelhantes, mais ou menos graves, não é suficiente para nos desculpar”, sustentou.

E prosseguiu, apontando que “há países e governos, a começar pelo nosso, que foram imprevidentes, complacentes e irresponsáveis". "Pode ser grande a origem externa das nossas dificuldades. Mas a verdade é que é isso mesmo o que se pede aos governantes: que prevejam dificuldades, que previnam problemas e que protejam os seus povos durante as tempestades”.

“Tivemos exactamente o contrário: as autoridades acrescentaram às dificuldades, não só pelas suas decisões, como também pelo seu comportamento teimoso e abrasivo”, opinou António Barreto, 69 anos, ministro do Comércio e do Turismo e depois da Agricultura no primeiro governo constitucional, que tomou posse em Setembro de 1976.

Numa tentativa de resposta à pergunta que lhe foi proposta como título da intervenção, afirmou: “Temos evidentemente um futuro. Mas não sabemos qual. Esse futuro depende cada vez mais de outros, dos vizinhos, do grupo do Euro, da União Europeia, dos Estados Unidos e até do resto do mundo”.

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Revoluções e golpes batem na rocha...

A notícia Governo egípcio reúne-se de emergência após confrontos que fizeram 24 mortos vem dar força ao ditado «quando o mar bate na rocha quem sofre é o mexilhão». Nas revoluções e nos golpes, as pessoas mais vitimizadas são os inocentes cidadãos que deixam de ser esmagados e explorados por uns governantes para o passarem a ser pelos novos ocupantes das cadeiras do Poder.

Há quase quatro décadas sentimos isso com os abusos generalizados dos agentes do PREC (Processo Revolucionário Em Curso). Agora estamos a ver no Egipto repetidos actos de violência, depois de ter surgido a esperança de melhores dias por ter sido derrubado o ditador Mubarak. E noutros países da mesma área geográfica as vítimas de entre a população são em número crescente e há quem vaticine uma guerra civil entre diversas facções tribais na Líbia pós-Kadhafi.

Mas, além do povo, há pessoas que são sempre vítimas de tais situações, que são os detentores do poder derrubado. E, havendo consciência disso, há que, em vez de ameaçar o povo com repressão, procurar a resolução pacífica dos factos que causam descontentamento, insatisfação, indignação, e procurar uma evolução sem luta, sem violência, com diálogo construtivo por forma a governar com o povo e para o povo em vez de o fazer contra o povo, em vez de decisões arrogantes, autocráticas, por intuição, capricho ou voluntarismo despótico. A verdade, a transparência, devem fazer parte do respeito a manter pelos cidadãos.

Não deve ser esquecido que as revoluções e os golpes, tal como o mar quando bate na rocha «lixam» sempre o mexilhão.

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Acidentes de viação


O flagelo continua nas nossas estradas e podia ser reduzido ou mesmo evitado se os condutores fossem mais cuidadosos e respeitassem a própria vida, a dos acompanhantes e a dos outros utilizadores das vias públicas. Transcreve-se parte da notícia:


Público. 10.10.2011 - 08:15 Por Lusa

Onze pessoas morreram e 154 pessoas sofreram ferimentos em 378 acidentes de viação ocorridos no sábado e no domingo na área de jurisdição da GNR.

Nos 169 acidentes registados no sábado morreram seis pessoas e seis ficaram feridas com gravidade. Os acidentes com mortos ocorreram nos distritos de Braga (1), Coimbra (2), Leiria (1), Santarém (1) e Viseu (1).

No domingo morreram cinco pessoas nos 190 acidentes que ainda fizeram sete feridos graves. Os desastres com vítimas mortais sucederam em Braga (1), Faro (1), Porto (1) e Santarém (2).

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domingo, 9 de outubro de 2011

Agricultura deve aumentar produção


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Governo quer "aumentar produção nacional" na agricultura
Diário de Notícias. 08-10-2011. por Lusa

O "aumento da produção agrícola nacional" é importante para o desenvolvimento económico do país, sendo um objectivo "muito claro" do Governo, disse hoje a ministra da Agricultura.

Assunção Cristas defendeu que Portugal deve "tentar produzir mais" nas áreas em que tem boas condições para tal, no sentido de reduzir a dependência das importações no sector alimentar, que se situa actualmente nos 30 por cento.

"A médio prazo, achamos que é possível equilibrar a balança, ou seja, em termos de valor, vender tanto quanto compramos", disse a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
Na segunda convenção social-democrata do distrito de Setúbal, dedicada às actividades relacionadas com o campo e o mar, que decorre hoje em Santiago do Cacém, a governante centrista apontou como uma das estratégias para atingir o objectivo definido "utilizar todo o dinheiro que temos".

A ministra referia-se aos "milhões de euros" que, no Orçamento do Estado, têm de ser inscritos para pagamento de coimas à União Europeia, por exemplo, pelo atraso na actualização do parcelário agrícola.

"É particularmente doloroso saber que dinheiro que poderia ser canalizado para a produção, para o investimento, está alocado ao pagamento de multas a Bruxelas", reforçou.

Assunção Cristas defendeu ainda que o crescimento da produção tem de ser acompanhado de uma organização do sector produtivo, sendo também importante "encontrar mecanismos de calibrar as relações entre a produção, a indústria e a distribuição".

NOTA: Ver os posts:
Agricultura não sofre apenas com o IVA
O essencial e o secundário
Deste último post transcreve-se:


«parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.

E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.»


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Política é forma de enriquecimento rápido

No artigo do Correio da Manhã «Ex-ministros ficam ricos com a política» é referido o livro do jornalista António Sérgio Azenha ‘Como os políticos enriquecem em Portugal’, em que afirma que os números não deixam dúvidas e constam no livro. Foca os casos de 15 ex-governantes que multiplicaram os rendimentos depois de saírem do Governo. E as fontes são duas: declarações de rendimentos entregues pelos próprios no Tribunal Constitucional e remunerações anuais referidas nos relatórios de governo nas sociedades onde trabalham.

Esta obra faz lembrar a designação de «provincianos deslumbrados» dada por outro jornalista a uma geração de políticos, que se inscreveram nas jotas mais prometedoras com a aliciante esperança de seguirem os exemplos dos mais antigos na «carreira». Estas expectativas e esperanças constituem forte motivação para a fonte de recrutamento para as jotas dos partidos. E faz compreender a razão que tem impedido que o prometido combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito ainda não tenha sido formalizado e tornado eficaz e rigoroso.

Eventualmente, poderão alguns dos casos citados no livro, ou outros, sugerir uma visita aos títulos listados a seguir:

- Ninguém sai da política "com as mãos limpas"
- Corrupção como factor da crise
- Anticorrupção. Todos com o indiano Anna Hazare
- Gestão descuidada do dinheiro público
- Corrupção. Alerta importante
- Corrupção e enriquecimento ilícito, cancro a extirpar
- Dignidade na política é indispensável
- Combater a burocracia e a corrupção
Cravinho, Socialista que pensa
Espanha combate a corrupção
- Corrupção com «protecção legal»???
- Corrupção, pobreza e injustiça social
- Corrupção mata mensageiro ???!!!
- Promiscuidade público-privado e corrupção

Imagem do CM