terça-feira, 4 de outubro de 2011

Crise e solução

Ninguém duvida que uma crise económica, financeira e social é um problema grave para quem tem que tomar decisões, para os que têm de suportar o peso das medidas decididas e para as gerações futuras que terão que suportar os efeitos que se arrastam por muitos anos.

Aqueles que arcam com a responsabilidade das grandes decisões não devem agir por capricho ou impulso, mas analisar cuidadosamente todos os factores intervenientes nas várias vertentes da questão. Para essa análise não devem desprezar dados e opiniões vindas de diversos azimutes, embora no momento da decisão tenham que assumir a inteira responsabilidade e, por isso procurar a melhor solução.

Assim, será conveniente que não sejam desprezados textos como os dois correspondentes aos seguintes links:

Austeridade não é solução para crise, diz Dilma Rousseff
Governo sueco receia que Grécia "não esteja no bom caminho"

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coronel Melo. Para descontrair

Seguro tem sentido de Estado

António José Seguro afirmou que "o PS está vinculado e quer contribuir para que o país possa cumprir todos os seus compromissos internacionais" e dará contributos "para que o país chegue ao final do ano com um défice de 5,9%, tal como está negociado e estabelecido com a 'troika'".

Com esta intenção, evidencia sentido de responsabilidade e sentido de Estado, colocando os interesses nacionais acima das rivalidades interpartidárias, que desgastam energias que devem ser empregues de forma convergente para se ultrapassar a crise actual e retomar a vida nacional, com vista ao desenvolvimento da economia para bem das famílias, principalmente as mais carentes de apoios.

Para essa intenção patriótica de fazer convergir todas as energias para objectivos nacionais é, sem dúvida, preciso estar atento às decisões e às promessas dos governantes, criticar o que não estiver correcto e indicar, sugerir, propor, melhores soluções e exigir que estas sejam tomadas em consideração nos procedimentos de preparação das decisões.

Neste sentido, constitui uma boa colaboração a sugestão apresentada quanto à redução de freguesias no interior do país, em que não deve adoptar-se o único critério da quantidade do número de pessoas", pois são estas e não os números que devem estar em primeiro lugar. As pessoas não devem ser obrigadas, para contactar a autoridade administrativa mais próxima, a deslocar-se a grandes distâncias com perca de tempo e despesas de transporte.

Este exemplo, se for sensatamente adaptado e seguido por todos os partidos, resultará num bom trabalho de equipa em que todos ficaremos beneficiados, mesmo os menores partidos da oposição porque poderão sempre orgulhar-se das suas propostas e da forma como as explicam aos portugueses. Como alguém um dia disse: todos seremos poucos para desenvolver Portugal.


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domingo, 2 de outubro de 2011

Resposta do Sr Almirante Carmo Duro a Macário Correia

Solicito que esse Gabinete faça chegar ao conhecimento do sr. Macário, presidente dessa Câmara, este e-mail da autoria e responsabilidade do Vice-Almirante (Ref.) Narciso Augusto do Carmo Duro.

Sr. Macário

Por estar nos Estado Unidos, não tomei conhecimento imediato das palavras que bolsou, numa rádio nacional, sobre as Forças Armadas. Por coincidência, no dia que me foi presente a sua singular peça de demagogia, de ignorância, de insensatez e de má educação, o Presidente Obama condecorou um sargento dos Marines com a Medal of Honor, por feitos praticados no Afeganistão. No discurso que proferiu durante a cerimónia dessa condecoração, usou palavras que poderiam servir de lição ao sr. Macário.

Claro que a arguta inteligência do sr. Macário lhe vai sugerir que não estamos no mesmo país e que as circunstâncias são diferentes. Não sr. Macário, as envolventes não são assim tão diferentes. Os militares portugueses serviram e servem em missões que não têm qualquer equivalência, com o que se exige de qualquer civil e/ou político, para melhor entender do que estamos a falar. Outra semelhança, sr. Macário, decorre dos princípios que enformam as Forças Armadas de múltiplos países, tais como a lealdade, coragem, ética, honestidade, clareza de procedimentos etc.

No fim, o que está em causa não são as diferenças entre as Forças Armadas mas sim as diferenças de categoria dos intervenientes políticos, não sei se me faço compreender.

Mas, sr. Macário, faço-lhe daqui um desafio. Marcamos um encontro com um órgão da comunicação social, para abordarmos, entre outros os seguintes parâmetros:
- O nosso currículo académico.
- Cursos e missões no estrangeiro e seus resultados.
- Quantas horas temos de navegação e quantas foram em imersão.
- Quantos meses estivemos fora da família e suas consequências.
- Quantos anos levam a um militar para atingir a reforma por inteiro. Igual para um deputado e para um presidente de câmara.
- Abordagem das mordomias. Aquelas que demagogicamente referiu, sem enunciar.
- Situação das construções clandestinas na Ria de Faro.

Tenho a consciência que alguns dos assuntos propostos podem exceder o seu âmbito de vivência ou de conhecimento, mas isso insere-se nos seus considerandos de leviandade, como aborda assuntos sérios sem cuidar dos resultados ou então considera-se intocável devido ao seu estatuto de político de longa data, ou devo escrever de sempre. Agora cabe-lhe a si propor outros assuntos.

Termino sugerindo que arranje um rabecão à sua medida.
Informo, ainda, que irei enviar este e-mail para quem eu entender.

Narciso Augusto do Carmo Duro

NOTA: Recebido por e-mail de amigo pessoal.


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Portugal em crise múltipla



Cada molécula deste vídeo dá «pano para mangas» para alimentar reflexão num desenrolar contínuo do fio da meada. As conclusões não são fáceis, mas pode sucumbir-se à tentação de as resumir em frase curta. Mas não nos esqueçamos de que não basta o diagnóstico, pois é essencial a terapia para curar a patologia. Para isso, é preciso ideias claras e muita coragem para desmontar do cavalo morto e eliminar as causas da crise para evitar recidivas.

Greves contra o quê e para quê?

Parece que, no final das manifestações promovidas pela CGTP como protesto contra as medidas de austeridade do Governo, de 1 de Outubro, foi aprovada uma resolução para ser realizada uma semana de greves e paralisações, entre 20 e 27 de Outubro. Haverá a realização de um vasto conjunto de greves e paralisações nos locais de trabalho dos sectores público e privado”, também estando previstas “acções com expressão de rua”.

A referida a aprovação, nas circunstâncias emocionais existentes, perde «valor» real, fazendo lembrar a unanimidade da aprovação da «lei da rolha» num congresso do PSD, ou da aprovação no Parlamento da «lei de financiamento dos partidos».

Uma tal decisão devia ser precedida de uma metodologia do género da indicada em «pensar antes de decidir». Com efeito, analisando, mesmo que superficialmente, a situação da economia e das finanças do país e a necessidade de aumentar a produção, as exportações, o que obriga a melhorar a competitividade com melhor qualidade dos produtos a exportar, fica a dúvida sobre a racionalidade, a sensatez, de uma semana de greves. Será que pensam dessa forma desenvolver a produção em qualidade e quantidade? Será com greves que se aumenta a riqueza a distribuir pelos cidadãos para lhes aumentar o poder de compra? Tais greves afinal são contra quem e para quê? Como colher benefícios delas? De que forma elas melhorarão o futuro dos nossos filhos e netos?

Sem dúvida, é preciso estarmos atentos às decisões e às promessas dos governantes, criticar o que não estiver correcto e indicar, sugerir, propor, melhores soluções. Porque não organizar reuniões de discussão de problemas concretos e depois apresentar propostas ao Governo e exigir que sejam por ele devidamente apreciadas? Os trabalhadores conscientes e bem informados poderão e deverão contribuir para um Portugal mais desenvolvido e mais rico, com a riqueza distribuída com melhor justiça social.


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