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domingo, 20 de outubro de 2013

OBJECTIVOS E INTERESSES NACIONAIS


No Curso de Defesa Nacional professado no IDN em que foram auditores alguns actuais ministros, era enfatizada por várias vezes a absoluta necessidade de estarem bem definidos os objectivos e os interesses nacionais que permitam traçar a estratégia nacional que faça convergir para eles todos os esforços nacionais a fim de serem obtidos os melhores resultados traduzidos em melhor qualidade de vida das populações e no crescimento da economia.

Depara-se hoje na Comunicação Social com várias notícias que fazem reflectir sobre este tema.

João Salgueiro, em entrevista, diz que "Se o PS chegar ao poder, vai fazer o mesmo que está a ser feito agora".
É apenas uma constatação da realidade muito conhecida. É a força da «podridão dos hábitos políticos» referida por Rui Machete, dos vícios do regime em que vivemos há quatro décadas e que já está decrépito. Arrasta-se sem iniciativa nem inovação, sob o peso da inércia a que se refere Gonçalo Portocarrero de Almada. É urgente uma definição consensual dos objectivos e dos interesses nacionais para, a partir daí, serem formuladas estratégias para os alcançar. As discordâncias entre os partidos podem ter lugar nas tácticas a utilizar para alcançar as finalidades estabelecidas em consenso e aprovadas no Parlamento, mas não pode haver dúvidas nem hesitações quanto aqueles mais altos valores fundamentais do Estado.

O pior inimigo do nosso actual regime é a «inércia» que faz adiar projectos e bloquear maravilhosas intenções e ideais deixando-os transformar em cadáveres putrefactos que constituem um preço muito elevado da incompetência e da ausência de inovação.

E a propósito de objectivos e interesses nacionais o BE alerta para que as boas relações entre Portugal e Angola não podem ser restabelecidas à custa de princípios fundamentais e diz também que calculismo político do PR não serve a defesa da Constituição , pois isso pode estar a sofrer do facilitismo da inércia e ir contra os verdadeiros interesses nacionais.

Sem tais linhas de rumo bem definidas e obedecidas, a actividade política funciona como um catavento ou como ou como brincadeiras como diz o colunista João Pereira Coutinho

Mas , por cima de tudo isto, aparece quem queira tapar o sol com uma peneira e diga como Luís Marques Mendes que «Gaspar é o grande responsável e quem paga a factura somos nós». Isto mostra uma deficiente interpretação da responsabilidade do chefe de uma equipa. Há poucas horas um militar, do alto dos seus 83 anos que completará em 12 de Janeiro, recordava que no Exército o comandante é responsável por tudo o que a sua unidade faz ou deixa de fazer. Ora Gaspar não era chefe da equipa governativa. Há que consciencializar os políticos acerca dos «princípios fundamentais» a que se referiu o BE.

Imagem de arquivo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Objectivos nacionais = felicidade e bem-estar dos cidadãos. 021011

É do conhecimento geral que o poder corrompe e quem o detém é tentado a dele abusar. Já os fundadores dos EUA partiram da base de que não há homens que não tenham errado, pelo que não se pode confiar cegamente em ninguém, e, por isso, não se pode deixar ao Presidente um poder absoluto e incontrolável. Criaram órgãos de fiscalização e controlo do exercício do poder, a divisão do poder soberano. O contra-poder é necessário, é indispensável, mas tem de ser desenvolvido de forma consciente, coerente, tendo em vista os superiores e legítimos interesses do país, os quais devem ter como objectivo a felicidade e o bem-estar dos cidadãos (que são a razão de ser dos políticos).

Uma oposição não pode ser um obstáculo obstinado e paralisante à acção governativa. Não pode ter por objectivo criar um deserto ou um monte de cinzas, desperdiçando energias com questiúnculas de menor interesse, em vez de atacar os verdadeiros problemas de fundo. Em vez de obstaculizar todo e qualquer acto governativo, deve apresentar propostas, planos, projectos alternativos, que contribuam para o legítimos objectivos nacionais.

Mas a esquerda está em crise, sendo o indício mais visível e significativo o resultado das eleições presidenciais francesas. Faltam projectos ideológicos alternativos ao «feroz capitalismo neoliberal». Jesus Cristo contribuiu para a oposição aos representantes do império romano. A sua doutrina continua válida, seja qual for a óptica com que a observemos. Carl Marx criou uma ideologia social, humanitária que tem algo de válido, apesar de a sua aplicação prática ter degenerado num dramático capitalismo de estado, num imperialismo sem o mínimo respeito pelos direitos humanos.

Hoje, precisam-se ideólogos; precisam-se homens com ideias úteis para o bem-estar dos cidadãos, que definam a melhor forma de criar riqueza e de a distribuir em benefício de todos, reduzindo as graves discrepâncias existentes. Para essa árdua tarefa, as energias não abundam e está errado o espectáculo a que assistimos de desperdício de tempo e de meios na discussão de tonalidades insignificantes para o conjunto do quadro do desenvolvimento humano, social, cultural e económico que todos desejamos e de que necessitamos, para não sermos esquecidos na competição internacional. São precisos pensamentos positivos e as consequentes acções válidas e não falsas lutas do alecrim e da manjerona.