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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

FUTURO COM PAZ E SAÚDE NUM AMBIENTE RESPEITADO


A História Universal evidencia que a vida das sociedades, da Humanidade, obedece à lei da física acerca do movimento sinusoidal, com descidas e subidas alternadas. Há sinais muito significativos de que nos encontramos no início de uma nova fase do ciclo.

Numa visão superficial, um tanto pessimista pode fazer recear que o futuro está muito comprometido, porque o mal está generalizado e a humanidade está em decadência. Já aparecem muitos vídeos a mostrar que os animais «ditos irracionais» agem.quer isoladamente quer em família ou em grupo, com mais racionalidade, solidariedade e humanidade do que os humanos que se arrogam o título de racionais.

A política que devia ser a função mais nobre e mais prestigiada, está considerada como a coisa mais vil e odiada que há na Terra. É um covil onde se encontram inaptos, e que, a cada mudança,, são substituídos por outros mais incapazes, estando em vias de ali irem parar os piores marginais, movidos não pelo amor ao seu País e suas pessoas, mas aos seus interesses pessoais de enriquecimento rápido sem olhar a meios.

Por este ponto de vista parece não haverá saída fácil e que teráde vir um dia em que tudo mudará, certamente com muito perda de sangue, para depois, das cinzas nascer a Fénix.

Porém, surgem sinais de optimismo de mudança inteligente e pacífica que coloca em acção as qualidades civilizadas de poderosos agentes da economia mundial. Quanto à objectividade de um novo ciclo, tenho grandes esperanças, porque, além de estar a ser absolutamente necessário, as pessoas, a Humanidade, precisam de voltar a ser mais respeitadas e ser o principal motivo das acções dos governantes dos países.

Eis alguns sinais positivos A propósito de uma proposta de um grande capitalista mexicano para a compra dos hospitais do GES, ouvi uma senhora economista com dotes de humanista dizer que se aproxima uma era em que o negócio ligado à SAÚDE vai substituir o que hoje se liga ao armamento. Os capitalistas que aumentam as suas fortunas com a morte das pessoas estão a orientar os seus negócios para a defesa da saúde delas. É o que se vê no grupo deste magnata, na reorientação dos seus diversificados negócios.

Outro sinal de reorientação de grandes homens de negócios mundiais é o interesse do grande capital, estar a dar sinais de se voltar do petróleo para o negócio da protecção do AMBIENTE. Este, curiosamente, tem pontos comuns com o caso anterior, pois também irá concorrer para a saúde e a qualidade de vida das pessoas e da Natureza em geral. Estes dois sinais do novo ciclo da Humanidade estando interligados, reforçam a convicção de que as preocupações com a saúde e o ambiente têm lógica, uma racionalidade consistente que poderá ser o estratégia de amanhã.

A elas, deverá juntar-se a PAZ. Para ela, a primeira medida seria acabar com a «não proliferação das armas nucleares» e pôr em prática a sua «eliminação total», o que deve começar pelo exemplo das potências que possuem grandes arsenais mortíferos e, depois, a ONU decretar sanções muito duras sobre o pais que teime em guardar uma, mesmo que muito pouco potente. Há muita coisa a fazer e é importante que a ONU e a NATO usem o seu PODER e obtenham AUTORIDADE, PRESTÍGIO E RESPEITO. E não tenham receio nem hesitação para manter a Humanidade numa nova era histórica de Paz, Saúde e uma Natureza respeitada e propícia à felicidade consciente e ética das pessoas.

A João Soares. 20-08-2014
Imagem de arquivo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inoportuno e Insensato ?

O ministro da Economia admite que a energia nuclear «é uma possibilidade» para Portugal. Realmente, no campo das hipóteses que devem ser estudadas, pois nenhuma deve ser colocada liminarmente de lado, antes de devidamente estudada nas suas vantagens e inconvenientes, e depois todas comparadas entre si para ser escolhida a mais aconselhável no universo dos factores considerados na sua avaliação.

Mas de momento, parece inoportuno e pouco sensato admitir tal hipóteses, depois das recentes manifestações contra a central espanhola de Almaraz em que estiveram presentes ecologistas portugueses, depois das imagens que circulam sobre os efeitos biológicos das fugas radioactivas provocadas pelo Tsunami no Japão e dos não esquecidos dramas decorrentes em muitas famílias devidos ao acidente na central de Chernobil.

Também não se pode deixar de atender aos alertas da professora doutora Maria da Conceição Tavares aos jovens economistas e políticos para o cuidado de não se deixarem dominar pela obsessão da matemática mas, pelo contrário, colocarem os interesses das pessoas em primeiro lugar.


Imagem de arquivo

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Perigo Nuclear

Num mundo de ambições e de falta de senso, é difícil compreender a existência de grandes arsenais de armas nucleares e a apetência de outros países para as possuírem, embora para isso tenham de desviar recursos que fazem falta à população. Mas como se tornou moda, embora haja a intenção de evitar a sua disseminação ou proliferação, cada País tem o direito de ter a sua, pois são todos iguais em direitos.

Por outro lado, a estratégia nuclear, numa época em que o domínio do mundo se faz pela economia e desde há mais de 65 anos não foi utilizada nenhuma AN em conflito, tornou-se carente de lógica que a sustente. A dissuasão, só por si não a justifica, principalmente quando se teme o seu emprego indevido por grupos menos idóneos e incapazes de serenidade reflectida. Os poderosos com milhares de armas em stock carecem de autoridade moral e democrática para impedir a proliferação, para evitar que outros de as possuírem, como o Irão ou a Coreia do Norte.

Como se pode acabar com tal perigo para a humanidade? Não é pelas limitações à proliferação porque não pode ser apenas meia dúzia de Estados a possuir tais «venenos», quando outros os quererão ter. Só resta uma solução: os que as possuem devem decidir-se a destruir o seu arsenal até ao mínimo exemplar porque, só depois, têm autoridade para decretar sanções a qualquer prevaricador. E, para não haver malandrice contra os mais ingénuos, a eliminação das armas deve ser feita de forma controlada por uma agência da ONU, cujos relatórios devem servir de base para sanções económicas ou de outro tipo.

Estas reflexões vêm na sequência da notícia de que os «EUA perderam contacto com 50 mísseis nucleares». Parece que os 50 mísseis, d e entre os 450 do mesmo tipo, que estavam incontactáveis se encontravam obedientemente estacionados nos seus silos, mas uma avaria informática, não permitia a ligação entre a central de controlo e eles. Mas até podia ter-se dado a hipótese de terem ido dar uma volta e serem utilizados contra alvos do tipo Torres Gémeas. Trata-se de um caso estranho que mesmo as autoridades americanas ficaram perplexas, dadas as medidas de segurança sobrepostas. Mas pelos vistos nada é infalível, mesmo na América em relação aos seus milhares de armas nucleares. Daí ser mais racional os detentores de AN concordarem em eliminar tal tipo de armas.

Este tema já aqui foi abordado nos posts

Falta coragem para eliminar o perigo nuclear
Nuclear. Insanidade globalizada

Imagem da Net

domingo, 8 de agosto de 2010

Falta coragem para eliminar o perigo nuclear

Completaram-se ontem 65 anos sobre a destruição de Hiroshima e de 200 mil vidas humanas assim como a interdição de vasta área. Felizmente, tem havido o bom senso de não repetir tal barbaridade, mas o perigo não desapareceu e os acidentes têm sido repetidos. Recordo o post Nuclear. Insanidade globalizada que evidencia a falta de verdadeira vontade e de coragem para eliminar o perigo nuclear.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon apela ao fim da "sombra nuclear" no mundo. Mas os seus poderes são praticamente nulos e e as suas palavras não influenciarão os detentores de tão perigosas armas que, sendo disseminadas, como é natural que aconteça, porque todos os Estados têm direito a possuí-las, constituirão uma ameaça terrível, quer sejam usadas como arma ou sofram acidente.

Nesta data, em que a Rússia está em acesa luta contra os fogos florestais, Chernobyl volta a pairar sobre regiões da Rússia, pois se não forem controlados os fogos na região de Bryansk, podem libertar-se para a atmosfera partículas radioactivas altamente nocivas para a saúde, existentes no solo desde o acidente na central nuclear de Chernobil.

«Desde a catástrofe nuclear de Chernobyl, há mais de 20 anos, que zonas de Bryansk permanecem contaminadas. No terreno, já não podem actuar pessoas. Os fogos estão a ser combatidos por robôs. Ninguém pode aproximar-se da área.

Cerca de 400 mil pessoas vivem na região,
situada a 300 quilómetros de Chernobyl. Na Internet, já circulam relatos de pessoas aterrorizadas, que partilham o seu medo em blogues pessoais.

Segundo as agências internacionais, mil funcionários do centro de investigação nuclear de Zarov, o mais importante do país, a Este de Moscovo, estão a retirar todo o material radioactivo e explosivo em cerca de cem camiões.»


Portanto, não faltam vozes de pessoas sensatas a alertar contra o perigo das armas e da energia nuclear. Resta esperar que os governantes de todos os Estados tomem consciência dessa ameaça latente e se mostrem sensatos e determinados a tomar medidas adequadas.

Imagem da Net.

sábado, 15 de agosto de 2009

O Irão e o nuclear. 060202

(Publicada no Destak em 2 de Fevereiro de 2006)

Os políticos do mundo ocidental estão seriamente preocupados com o facto de o Irão pretender produzir energia eléctrica a partir de reactores nucleares, coisa já muito em voga em países que agora se sentem em perigo com esta pretensa modernidade do Irão.

Embora muitos ocidentais o ignorem, o Irão não é um país de origem recente, pois trata-se da antiga Pérsia, tendo p Império Persa sido fundado em 539 a.C. por Ciro, o Grande, como era ensinado no início da disciplina de História nos liceus de outrora. Durante 26 séculos passou por altos e baixos, mas mantendo sempre uma importância notável no Médio Oriente e na Ásia do Sul, quer pela maturidade dos seus governantes, quer pelas preocupações sociais, apesar da carência de recursos, quer pela sua localização estratégica. Esta originou a disputa colonizadora entre Ingleses e russos que acabaram por dividi-lo em duas áreas de influência em 1906. Os ingleses iniciaram a exploração de petróleo em 1908. Em 1931, na sequência de golpe de Estado, liderado pelo general Reza Khan, foi derrubado o último sultão da dinastia Kajar e, em 1936, aquele general coroou-se Xá. Em 1935, mudou o nome do país para Irão e começou a delinear o sonho de o país se tornar, no início do século XXI , a 5ª ou 6ª potência mundial.

O previsível esgotamento das reservas de petróleo a curto ou médio prazo poderá justificar a transição para a energia nuclear, a fim de alimentar a economia e, e particular, as indústrias vitais do país. Mas também pode estar presente a intenção de continuação da ideia do Xá de impor o país como potência regional e mundial. Porque não? Se já há tantos países com armamento nuclear que mal faz haver mais um? Certamente que o mundo ficará um pouco mais perigoso. Mas então, perguntamos: porque não abolir todas – absolutamente todas – as armas nucleares existentes? Quando se fala em democracia e em assembleia Geral da ONU, porque continuar a alimentar a discriminação entre Estados que têm direitos para tudo e outros que não têm qualquer direito?

Espero que estas reflexões não sejam mal interpretadas, pois apenas gostaria de ver os Estados respeitarem-se mutuamente, evitarem actos violentos e de domínio e utilizarem a diplomacia com vista a criar um mundo mais harmonioso e cooperante no sentido de o relacionamento pacífico garantir uma vida mais cómoda, desafogada e feliz para qualquer ser humano à superfície da Terra. Não devemos alimentar as ideias colonialistas que assentem na ideia de que as sociedades mais antigas são menos inteligentes e capazes e só as mais recentes são detentoras únicas da verdade. As crises entre os Estados tal como entre as pessoas, têm origem no sentimento de medo e insegurança. Para o evitar, é útil o diálogo e a negociação, quando muito com arreganhar de dentes, mas neste caso, já é conveniente a ajuda de um mediador, para evitar o uso da violência que apenas destrói haveres e mata pessoas.

Parece que o principal objectivo da ONU, da UE, dos EUA, da Rússia e da China devia ser o desenvolvimento de acções diplomáticas que conduzissem a um relacionamento mais transparente e franco, colaborando para a paz, evitando qualquer gesto hostil face aos outros. Recordando os exemplos recentes da Somália, do Afeganistão, do Iraque, de Kosovo, conclui-se que a guerra só causa destruições, agravando a situação das populações, e só é conseguido algo de positivo, nas negociações que se lhe seguem. Pergunto: porque não se tenta negociações antes, em vez dos bombardeamentos? Porque não se opta pela reconstrução da confiança como no caso da Líbia, como medida de evitar crises?