terça-feira, 20 de setembro de 2022

A HUMANIDADE PODE SER MAIS FELIZ

 

A HUMANIDADE PODE SER MAIS FELIZ

http://domirante.blogspot.com/2022/09/a-humanidade-pode-ser-mais-feliz.html

(Public em DIABO nº 2383 de 02-09-2022, pág 16, por António João Soares)

Há sonhadores pessimistas que anunciam desgraças, crimes, egoísmos e outras coisas desagradáveis que, se acontecerem, transformam a vida no planeta como um cenário de trajecto para a extinção da humanidade.

Porém, se há pessimistas destrutivos, as realidades mostram que os sinais contrários também evidenciam que as opiniões opostas também existem e elas podem tornar-se viáveis, dependendo das vontades dos seres humanos e dos impulsos que as suportem, com valores éticos e morais apoiados por muitos dos governantes e condutores do comportamento que lhes quiserem dar a sua ajuda. As notícias, sendo bem interpretadas, convencem que há grande possibilidade de a convivência humana se poder tornar muito mais conforme com os desejos mais positivos

Uma notícia dizia que “duplicaram ocorrências por fogo-posto”, o que leva a concluir que as Forças de Segurança, a Justiça e as autarquias podem controlar estas actividades e aumentar a sua eficácia, no sentido de aplicar sanções que sejam desmotivadoras deste tipo de crimes e dos que com eles estejam relacionados. E quando os criminosos se aperceberem que tal actividade não compensa, passará a haver menos fogos florestais.

Outra notícia que mostra a eficácia das Forças de Segurança diz que “Homem de 65 anos foi apanhado com 108 doses de heroína em Sines”. Mais um caso de eficácia das Forças de Segurança e do seu sistema de trabalho.

Outra notícia sublinha a eficácia da PSP e refere que esta instituição “deteve homem de 34 anos que vendia passaportes falsos”.

Nesta época de altas temperaturas e fortes fogos, surge a notícia “prioridade na Serra da Estrela é estabilizar solos e linhas de água”, o que mostra que há pessoas bem informadas que se interessam por analisar os problemas que afectam o futuro da humanidade e por planear soluções para que haja melhores resultados na procura de boa qualidade de vida.

Nas relações internacionais há quem queira punir governos insensatos, privando os seus habitantes de serem turistas em países que apreciam. Mas há responsáveis pelas relações internacionais que afirmam que o povo não deve ser penalizado nessa liberdade pelo mau comportamento do seu governo. E os países que têm vocação para receber turistas não devem ver reduzidos os resultados dessa actividade.

A notícia de que um despiste de viatura fez duas vítimas mortais vem juntar- -se a muitas outras sobre a insegurança rodoviária de pessoas que perdem a vida por má conduta de automobilistas que não respeitam a segurança das pessoas, colocando-as em perigo de morrerem ou de ficarem gravemente feridas. A Justiça deve ser exercida por forma a defender as vidas das pessoas, punindo os causadores de tais acidentes como ponto de partida para maior rigor no cumprimento das boas normas de condução.

Uma notícia vinda de Angola diz que o culto ecuménico reúne regime e oposição e pede eleições pacíficas, sendo um belo exemplo de solidariedade e patriotismo. A religião deve ser um elo de respeito e de união democrática e não um incentivo a ódios e actos de violência. Começando pelos jovens, o ensino e as actividades culturais devem desenvolver o espírito que permite viver em paz e harmonia, não hostilizando quem pensa de forma diferente, mas de forma aceitável.

O Papa está preocupado com a violência entre facções da Nicarágua e pede um diálogo aberto e sincero para que possam encontrar os fundamentos de uma coexistência respeitosa e pacífica. Se este tema for difundido positivamente a partir das escolas primárias, as pessoas passarão a aceitar e a respeitar aquelas que têm opiniões e competências diferentes. Com estas diferenças, é possível viver em democracia e construir algo de notável para haver mais felicidade. 

É URGENTE TERMINAR COM O RECURSO À VIOLÊNCIA

 (Public em DIABO nº 2384 de 09-09-2022, pág 16, por António João Soares)

Existem muitas tentativas para defender que, socialmente, as hostilidades entre Estados e entre grupos de opiniões divergentes nas vidas nacionais devem ser substituídas pelo diálogo para se obter concordância na procura de soluções para questões em que é possível bom entendimento na procura de pontos de vista convergentes. Uma solução violenta e agressiva é sempre pior para as partes em litígio do que uma conclusão pacífica entre as partes dialogantes, sem violências, mesmo que alguma das partes considere que o resultado não lhe tenha sido totalmente favorável.

Por exemplo, a Líbia desde o derrube de Muammar Gaddafi, entrou num desatino de crimes violentos que duram há cerca de uma década em que o país tem sido devastado pela guerra e por disputas políticas, étnicas e culturais. Realmente, não é fácil um Governo satisfazer os desejos, ambições e caprichos de cada cidadão, mas, para se manter a colectividade nacional, evitando egoísmos com despesa em material de guerra, provocando mortos e feridos e impedindo a vida normal, trabalhando para um futuro melhor sem perigos de insegurança, é preciso que as partes beligerantes procurem convencer os seus apoiantes a respeitar os que pensam de forma diferente e estabelecer com eles uma forma de vida harmoniosa, procurando soluções de concordância.

Esse esforço traz resultados aceitáveis, sem mortos nem feridos e com um convívio mais agradável e com boas perspectivas de vida merecedora de respeito pelas outras partes da humanidade. Os respeitados heróis nacionais não são os que esbanjam dinheiro em material e os que provocam perdas de vidas, mas os que proporcionam vidas felizes, em harmonia e segurança e com esperança activa em futuro melhor. A ONU deve exercer o melhor esforço em tal sentido, usando todas as formas de mentalizar as pessoas, com prioridade nas gentes mais jovens antes que comecem os vícios da ambição, da inveja e da criminalidade que pode conduzir à violência, na ânsia do poder.

Curiosamente, na homenagem póstuma ao ex-PR angolano José Eduardo dos Santos, sobressaíram, as palavras do Presidente moçambicano, recentemente eleito, Filipe Nyusi ao elogiar a «inspiração» de «reconciliação» que o homenageado sempre evidenciou nos seus 38 anos de Presidente, considerando que tal resultado conciliava os esforços para a harmonia nacional e para um efeito muito útil. Pelo contrário, a discussão e a crítica negativa atrasam as soluções e o desenvolvimento do país.

Coincidindo com este conceito, o MNE português, João Gomes Cravinho, sublinhou que o homenageado, durante a longevidade das suas funções soube estabelecer com todos os PR portugueses, eleitos democraticamente, relações que proporcionaram a proximidade de ambos os povos e, nesse sentido, Portugal deve muito reconhecimento.

Os Estados do Sahel, após o fracasso do apoio francês e da saída da operação Barkhane que lutava contra o extremismo no Sahel contando apenas com a abordagem militar, que foi insuficiente para colocar fim ao problema, terá agora que rever a estratégia, em diálogo com todos os parceiros, comprometidos com a estabilidade e a luta contra o terrorismo islâmico, forçando-os a procurar novas formas de actuação, além da militar.

Os países do Sahel terão de aproveitar a oportunidade de pensar o que deve mudar na luta contra o extremismo a que têm de fazer face. Será uma tarefa colectiva de esforços agressivos de contraterrorismo por parte das forças nacionais, regionais e internacionais, contra a presença destes grupos extremistas que não só se mantiveram no Sahel como se têm expandido, atingindo já os países costeiros a sul, o que revela, na opinião dos analistas, a insuficiência da abordagem militar para colocar fim ao problema.

Será difícil mas uma bênção celestial, que a Humanidade se una na defesa do respeito e da harmonia e paz entre todos os seres humanos à semelhança do que acontece em muitas raças de animais irracionais.


quinta-feira, 8 de setembro de 2022

A HUMANIDADE PODE SER MAIS FELIZ

http://domirante.blogspot.com/2022/09/a-humanidade-pode-ser-mais-feliz.html

(Public em DIABO nº 2383 de 02-09-2022, pág 16, por António João Soares)

Há sonhadores pessimistas que anunciam desgraças, crimes, egoísmos e outras coisas desagradáveis que, se acontecerem, transformam a vida no planeta como um cenário de trajecto para a extinção da humanidade.

Porém, se há pessimistas destrutivos, as realidades mostram que os sinais contrários também evidenciam que as opiniões opostas também existem e elas podem tornar-se viáveis, dependendo das vontades dos seres humanos e dos impulsos que as suportem, com valores éticos e morais apoiados por muitos dos governantes e condutores do comportamento que lhes quiserem dar a sua ajuda. As notícias, sendo bem interpretadas, convencem que há grande possibilidade de a convivência humana se poder tornar muito mais conforme com os desejos mais positivos

Uma notícia dizia que “duplicaram ocorrências por fogo-posto”, o que leva a concluir que as Forças de Segurança, a Justiça e as autarquias podem controlar estas actividades e aumentar a sua eficácia, no sentido de aplicar sanções que sejam desmotivadoras deste tipo de crimes e dos que com eles estejam relacionados. E quando os criminosos se aperceberem que tal actividade não compensa, passará a haver menos fogos florestais.

Outra notícia que mostra a eficácia das Forças de Segurança diz que “Homem de 65 anos foi apanhado com 108 doses de heroína em Sines”. Mais um caso de eficácia das Forças de Segurança e do seu sistema de trabalho.

Outra notícia sublinha a eficácia da PSP e refere que esta instituição “deteve homem de 34 anos que vendia passaportes falsos”.

Nesta época de altas temperaturas e fortes fogos, surge a notícia “prioridade na Serra da Estrela é estabilizar solos e linhas de água”, o que mostra que há pessoas bem informadas que se interessam por analisar os problemas que afectam o futuro da humanidade e por planear soluções para que haja melhores resultados na procura de boa qualidade de vida.

Nas relações internacionais há quem queira punir governos insensatos, privando os seus habitantes de serem turistas em países que apreciam. Mas há responsáveis pelas relações internacionais que afirmam que o povo não deve ser penalizado nessa liberdade pelo mau comportamento do seu governo. E os países que têm vocação para receber turistas não devem ver reduzidos os resultados dessa actividade.

A notícia de que um despiste de viatura fez duas vítimas mortais vem juntar- -se a muitas outras sobre a insegurança rodoviária de pessoas que perdem a vida por má conduta de automobilistas que não respeitam a segurança das pessoas, colocando-as em perigo de morrerem ou de ficarem gravemente feridas. A Justiça deve ser exercida por forma a defender as vidas das pessoas, punindo os causadores de tais acidentes como ponto de partida para maior rigor no cumprimento das boas normas de condução.

Uma notícia vinda de Angola diz que o culto ecuménico reúne regime e oposição e pede eleições pacíficas, sendo um belo exemplo de solidariedade e patriotismo. A religião deve ser um elo de respeito e de união democrática e não um incentivo a ódios e actos de violência. Começando pelos jovens, o ensino e as actividades culturais devem desenvolver o espírito que permite viver em paz e harmonia, não hostilizando quem pensa de forma diferente, mas de forma aceitável.

O Papa está preocupado com a violência entre facções da Nicarágua e pede um diálogo aberto e sincero para que possam encontrar os fundamentos de uma coexistência respeitosa e pacífica. Se este tema for difundido positivamente a partir das escolas primárias, as pessoas passarão a aceitar e a respeitar aquelas que têm opiniões e competências diferentes. Com estas diferenças, é possível viver em democracia e construir algo de notável para haver mais felicidade. 

ELIMINAR OS REFORMADOS E DEPOIS ?

 (Public em DIABO nº 2385 de 16-09-2022, pág 16, por António João Soares)

Há quase quatro anos e meio, publiquei aqui um artigo a analisar o perigo para o interesse nacional em aprovar uma lei que permitisse, através da eutanásia, eliminar cidadãos que não tinham utilidade para o desenvolvimento da economia nacional, como por exemplo, os idosos fisicamente incapazes de produzir o suficiente para continuar a viver, os carentes de preparação ou de propensão para o trabalho, etc.

Porém, a ideia da eutanásia, que não chegou a ser legalizada, apresentava-se com uma finalidade humanitária, de caridade, permitindo a sua aplicação com o consentimento do sujeito e se destinava a reduzir o sofrimento provocado por uma doença incurável que prolongaria a vida sem esperança de resultar em recuperação.

Agora, recentemente, vi um vídeo em que um cidadão estrangeiro, embora sem mostrar claramente uma posição de apoio, referiu a redução ou eliminação de reformados que representam um grande peso para o Estado e que, como reformados, nada produzem para a economia nacional. A quantidade de funcionários públicos, sendo muitos desnecessários e inúteis que devem a sua função a favoritismos de políticos amigos a fim de garantirem o seu voto em eleições e que vêm as suas retribuições frequentemente aumentadas e que, por vezes, antes de se reformarem, ainda são contemplados com aumentos. Há casos frequentes, referidos na Comunicação social que permite críticas ao Governo.

Ao contrário do caso da eutanásia, não há aqui explicações de acção caritativa, mas apenas a de reduzir o peso para o Estado de uma quantidade de pensões de reforma injustificadas, sem contrapartidas de resultados positivos visíveis. Seria mais racional que o Estado actualizasse o critério da quantidade de servidores por forma a serem apenas os absolutamente necessários e produtivos e que não recebem, como sinal de gratidão, reforços independentes da quantidade e qualidade dos seus resultados e que, ao passarem à reforma, não sejam aumentados.

 No artigo «a entanásia ou o fim da humanidade», de 14-04-2018, depois de extensa análise, podia concluir-se que da aplicação habitualmente exagerada da lei, a redução da população aumentaria o encerramento de estabelecimentos comerciais e a capacidade de emprego e, consequentemente, a redução de trabalhadores que suportam a vida de funcionários públicos e por conseguinte a vida nacional. Tudo isso resultava de uma intenção humanitária, mas depois teria sido interpretado pelos homens das finanças.

Agora a lei, se a ideia evoluir e se tornar real, a causa é o valor do vil metal do dinheiro que os políticos colocam acima do interesse das pessoas. Há, no entanto, que ter em consideração o respeito pelos idosos, na parte final da sua vida

De uma forma geral, um idoso é uma espécie de tesouro de experiência e de saber proveniente de inúmeros contactos com a realidade em que vivem. Na sociedade actual os idosos são desconsiderados por muitos jovens que desprezam igualmente bibliotecas, arquivos e monumentos históricos, que também são tesouros apreciáveis. Isto deve ser evitado, porque se a humanidade se deixa envenenar pelas ideias do género e dos valores morais de que enfermam os jovens modernaços, a Humanidade dificilmente sobrevive mais um ou dois séculos. Não devemos deixar que sejam destruídos os valores éticos e morais e embora não queiramos voltar a viver à moda dos antepassados, devemos respeitar tudo que deles herdámos, não destruir os monumentos históricos, etc. Isso serve para concluir o certo e o errado e analisar as causas de alguns casos não atingirem os resultados desejados. 


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

A SOLIDARIEDADE É UM DEVER COLECTIVO

(Public em DIABO nº 2372 de 26-08-2022, pág 16, por António João Soares)

Temos o dever de amar os outros como a nós próprios. Isto que os deveres religiosos aconselham deve impedir a ambição porque esta, sendo elevada ao excesso do exagerado enriquecimento, priva muitas outras pessoas de disporem do indispensável para as suas necessidades básicas. Um dos deveres sociais torna-nos responsáveis, pelo bem-estar dos outros e de uma forma geral, pela harmonia comum, contribuindo para uma sociedade melhor e para manter viva a chama da fé e da esperança em dias mais felizes. 

Depende de todos nós promover a justiça, a segurança e a paz. Encontrei há dias uma lista de virtudes que devem ser desenvolvidas a todos os níveis sociais, principalmente pelos responsáveis políticos: altruísmo, sabedoria, cortesia, integridade, justiça, fidelidade, honradez.

No entanto, no mundo actual, vive-se quase agarrado ao egoísmo, ao interesse pessoal, em vez de se procurar contribuir para uma melhor qualidade de vida em benefício de todos, sem deixar ao abandono os menos favorecidos pela sorte.  A fé, a esperança e a caridade devem ser objectivos comuns para benefício de toda a humanidade. Com tal capacidade moral, a sociedade beneficiará de paz, prosperidade e partilha de riqueza. 

Quanto à protecção dos imigrantes, devemos ver neles seres humanos que necessitam de aprender uma nova língua, novos costumes, nova cultura, enfim aprender tudo de novo. Não basta dar-lhes o indispensável apoio financeiro que deve ser apenas uma ajuda para sobreviver, porque nos novos costumes e na nova cultura, devem contar com o resultado do seu trabalho para viver com dignidade e obter o essencial para ter comodidade e não ser desprezados, enfim, como pessoas normais.

A solidariedade deve ser colectiva e obrigar a viver com dignidade, justiça social e o devido respeito recíproco.

Infelizmente, grande parte dos políticos não seguem estes princípios porque, desde jovens, se habituaram a situações excepcionais de regalias e não conhecem a vida real da maioria dos cidadãos, as dificuldades do seu dia-a-dia com as complexidades dos pormenores com que se deparam. Chegam ao ponto de não compreender o valor do dinheiro que é obtido pelos impostos, e diversas taxas e, por isso, são levados a utilizá-lo de forma pouco ponderada, sem real benefício para aqueles que os pagam, por vezes de forma exagerada. Esses valores devem obrigar a meditar na forma moral e racional de os gastar, sem exagerar em benefícios próprios, de familiares, de amigos, de cúmplices ou de coniventes. E mesmo nos gastos com destino público devem ser ponderadas as finalidades, com estudos dos motivos e das soluções para serem escolhidas as mais racionais e os preços aceitáveis para o objectivo pretendido. As regalias devem ser conferidas mas não ser excessivas.

Haverá um longo caminho a percorrer até se conseguir uma solidariedade harmoniosa entre os principais países cujo comportamento em honradez, integridade e cortesia deve constituir um modelo e servir de exemplo para os restantes. Mas não parece fácil sair do vício das ameaças e actos violentos que prejudicam, não os altos responsáveis mas autores dos piores factos, por outro lado, os cidadãos inocentes são vítimas das piores violências e acabam por ser afectados por actos que os governantes ignoram.

Os sistemas de retaliações e ameaças estão a infernizar os povos com ligações à guerra no leste da Europa numa ou noutra das partes envolvidas. Agora já recorrem ao envio de vistos turísticos aos cidadãos russos que estão a ser incluídos nas sanções adicionais contra o estado agressor.

Esta impossibilidade de aqueles cidadãos poderem passear pacificamente pela Europa não livra os governantes, até porque os verdadeiros prejudicados não têm condições de sancionar os seus governantes nem sequer de os criticar, dado o autoritarismo que ali funciona. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

 (Public em DIABO nº 2371 de 19-08-2022, pág 16, por António João Soares)

Portugal dará possibilidade de ser realizada esta reunião mundial de jovens na primeira semana de Agosto do próximo ano. Este encontro de jovens constitui um salutar contributo para o bom entendimento social da humanidade. Serve para avivar o preceito religioso «respeitai os outros e amai-os como irmãos», este afecto que nos deve unir na harmonia social global, ultrapassando diferenças raciais e evitando ódios, invejas, vinganças, violências e muitos males de que a humanidade enferma e que deve merecer o máximo carinho de todos os serviços públicos e todas as religiões. O Papa pretende apoiar com a sua presença e seria desejável que outras religiões também se unissem no mesmo acto, esquecendo comparações, competições e rivalidades e procurando evitar violências e conflitos sociais e internacionais.

O respeito pelos outros, apesar de diferenças, o perdão de actos de antigas rivalidades estão aconselhados na segunda parte da trivial oração «Pai Nosso». Cumpramos os mandamentos constantes da religião.

Costumo referir o convívio semanal de um grupo de amigos, em que grande parte, são de origem viseense, como um exemplo a seguir na humanidade. E esta Jornada constitui, a outro nível, um caso semelhante que está a merecer a atenção mundial. A jornalista Rosália Amorim refere que nos organismos do Poder houve dificuldades levantadas quanto a problema financeiro, factor ambiental, localização e ainda bem que o problema foi analisado sob todos os aspectos como deve ser feito na preparação de qualquer decisão. Mas parece que tudo está já assente e definida a distribuição de competências e atribuições dos diversos afazeres. Esperemos que as condições de segurança se preparem para evitar qualquer discórdia entre tantos jovens e reduzir as condições de que alguma surja.

Portugal vai ser posto à prova e deve preparar-se para sair muito beneficiado na sua imagem de «paz e de segurança» bem conhecida dos muitos turistas que nos visitam.

Sobre a imagem de paz e harmonia atribuída ao nosso país devemos defendê-la e reforçá-la o que não pode dar motivos a desculpas posteriores com as habituais palavras vazias a que estamos habituados. Ainda agora, a propósito da morte de uma criança num Rali na Madeira, houve quem, em vez de ter aconselhado cuidados nas estradas e suas imediações, se limitou depois a usar o alto meio de comunicação a que tem acesso para «apresentar as suas sentidas condolências, neste penoso momento». Vale mais prevenir do que remediar.

Mas há situações tão graves que não seja possível e conveniente encarar preventivamente, e o alerta pode não ter a utilidade desejada. Mas as medidas preventivas não exigem publicidade. A própria «ONU avisa que a última escalada de violência em Gaza só pode piorar a sua própria situação humanitária». Mas a loucura dos políticos leva-os a ficarem ofuscados com as supostas vantagens de um acto violento e nem olham para outras soluções mais sensatas, pacíficas e harmoniosas. As palavras são, muitas vezes, usadas pelos políticos de forma pouco adequada às situações e mais parecidas com as dos representantes da Comunicação Social que, em vez de pretenderem informar e esclarecer a audiência, espalham promessas ilusórias que embrutecem as mentes dos destinatários deixando-os iludidos com a gravidade das situações e  incapazes de uma reacção adequada aos factos inesperados.

Forças responsáveis por garantir a segurança e a paz, não podem deixar de meditar nas piores situações que poderão vir a ocorrer. No caso inicialmente referido, há que ser realistas, para não deixar passar hipóteses, como a de, entre tanto jovem, aparecer um bem disfarçado com intenção de acto que destrua a boa intenção dos organizadores da reunião. Oxalá tudo decorra bem e a merecer elogios.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

O PASSADO E O FUTURO

 (Public em DIABO nº 2380 de 12-08-2022, pág 16, por António João Soares)

Antes era passado e agora tem início a preparação do futuro, o que nos exig o maior cuidado na sua preparação e organização para não deixarmos muitas coisas ao sabor do imprevisto. O passado não pode ser alterado nem deve ser repetido às cegas sem cuidar da sua coerência com as condições actuais. Mas não convém ser abandonado ou obsessivamente desprezado, porque o passado é origem do nosso saber e da nossa experiência da vida. E a experiência diz-nos que poucas coisas devem ser repetidas à letra. Houve conceitos que foram repetidos por distracção ou com pouca reflexão e que não devem ser tidos como bons exemplos.

O Santo Padre, numa recente visita ao Canadá, disse que uma Igreja que não actualiza o pensamento no sentido eclesial retrocede na convicção de que está correcta ao seguir procedimentos considerados tradicionais que hoje devem ser considerados «antiquados». A tradição, considerada por muitos como «a fé viva dos mortos», deve ser considerada pelos inteligentes realistas «a fé morta dos vivos». A tradição, no melhor sentido, deve ser como a seiva das raízes que faz uma árvore crescer, sempre mais e mais. Estas palavras papais referem-se a sentimentos religiosos que originaram conflitos, por vezes, violentos entre sectores de crentes de diversos grupos de cristãos nativos da parte menos evoluída daquele país.

 

No artigo aqui publicado, no passado dia 9 de Abril, sugeri que a Igreja incentivasse a moral e a ética social, levando os crentes a raciocinar sobre as palavras das orações que pronunciam com frequência mas sem pensarem no seu significado. «Por exemplo, raras são as pessoas que percebem as três lições constantes da segunda parte da oração “Pai Nosso”». O pão nosso de cada dia, perdoar as ofensas que nos são dirigidas, não cair em tentação e evitar o mal. Não devemos pedir ajuda divina para governar cada pormenor da nossa vida. Tal milagre pedido ao divino deve ser praticado por cada um, em permanência, orientando o seu comportamento da forma mais natural, moral e ética, a fim de não cometer erros que precisem de ajuda para serem remediados. A religião deve incentivar a luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela paz social e preparar o futuro de forma a termos mais harmonia, paz e felicidade.

Sugeri a difusão da vantagem da aplicação constante dos «mandamentos», bem explicados de maneira a serem praticados, por todos especialmente pelos políticos que estão habituados a ordenar actos ilegítimos que prejudicam seriamente povos pacíficos e inocentes, como tem sido o caso da Ucrânia e de tantos outros actos de terrorismo que afectam gente honesta e trabalhadora.

O respeito pelos outros é fundamental para vivermos em paz sem invejas, ódios nem ambições e, quando surgem dúvidas, quanto a limites dos interesses das partes, a melhor solução consiste no diálogo e, se necessário, com o recurso a intermediários independentes e amantes da paz. Qualquer acto de violência, na sua contabilidade final, traz mais prejuízos do que ganhos para qualquer das partes.

A Igreja deve orientar o seu esforço para que os ensinamentos da fé sejam devidamente aplicados para a felicidade e a segurança dos povos, de todos os povos, e sejam evitados acontecimentos indesejados e desgastantes da boa qualidade de vida que os evangelhos apontam como ideal. Para isso, é esperada a colaboração de todos os sacerdotes e dos seus melhores praticantes.

Esse esforço bem orientado contribuirá para um FUTURO melhor de toda a humanidade, sem a ambição, a ganância, a inveja, o ódio, a violência, nem guerras, e respeitando os outros, como irmãos.