
A notícia [Suíços aprovam em referendo limites aos salários dos executivos], mostra que não faltam bons exemplos para combater as crises sócio-económicas e financeiras, sem recorrer arrogante teimosamente à austeridade excessiva.
Não consta que a Suiça esteja em recessão semelhante ao que se passa em Portugal, nem com uma austeridade que esmague a população mais carente como acontece aos portugueses. Mas, por cá, os mais beneficiados com abusos em salários e pensões de reforma, estão ou estiveram na política ou são do mesmo grupo, como coniventes ou cúmplices dos assaltos directos ou indirectos aos cofres nacionais. Isso, ligado à debilidade moral dos governantes, torna difícil optar por uma medida semelhante à da Suíça e com a expressão dos salários e mordomias, não em milhares de euros mas em salários mínimos, para ser mais fácil sentir-se a diferença entre os mais favorecidos e os mais desprotegidos e abandonados, pelo regime. Com tais medidas passaria a haver mais justiça social.
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Não consta que a Suiça esteja em recessão semelhante ao que se passa em Portugal, nem com uma austeridade que esmague a população mais carente como acontece aos portugueses. Mas, por cá, os mais beneficiados com abusos em salários e pensões de reforma, estão ou estiveram na política ou são do mesmo grupo, como coniventes ou cúmplices dos assaltos directos ou indirectos aos cofres nacionais. Isso, ligado à debilidade moral dos governantes, torna difícil optar por uma medida semelhante à da Suíça e com a expressão dos salários e mordomias, não em milhares de euros mas em salários mínimos, para ser mais fácil sentir-se a diferença entre os mais favorecidos e os mais desprotegidos e abandonados, pelo regime. Com tais medidas passaria a haver mais justiça social.
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