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quarta-feira, 26 de junho de 2013

JOGOS DE PALAVRAS


Há jogos que servem de passa-tempo, ou para passar o tempo, há os culturais e há os infantis, há os de azar e sorte e há os de interesse, para ganhar uma taça, um título, um negócio, etc. E há outros que são difíceis de classificar e, com inocência e credulidade poderemos crer que servem apenas para passar o tempo, à espera que haja um milagre.

Por exemplo, Gaspar admite reduzir impostos assim que possível, o que nem parece ser jogo de palavras, pois Monsieur de La Palisse não ousaria dizer coisa de maior ciência ou intelectualidade. Isto nem sequer pode ser considerado promessa, mas apenas um punhado de areia lançado aos olhos dos inocentes e incautos. Não diz quando nem quanto nem como, enfim, não diz nada. E, por tal razão, seria preferível estar calado.

Mas não está sozinho, pois o seu chefe de Governo, talvez para não perder a cartada no referido jogo, sugere algo parecido, com efeito semelhante, quando diz que Governo trabalha para baixar IRS mas não faz "promessa".

Que brilhantismo, que genialidade, o destas tiradas de grande efeito, que mereceriam elogios dos nossos escritores consagrados como Eça de Queiroz ou outros da grande família lusíada!

Como a minha modesta condição não me permite sondar tão altos desígnios, sinto-me forçado a partilhar a «ignorância» de Constança Cunha e Sá pois não percebo do que o Governo fala.

Imagem de arquivo

sábado, 16 de julho de 2011

Matar o mensageiro

Notícia do PÚBLICO diz que a empresa Faianças Bordallo Pinheiro lançou ontem uma nova estatueta do Zé Povinho, com uma mensagem especial: o famoso boneco aparece a fazer um “manguito” à Moody’s, a agência de notação financeira que baixou o rating da dívida portuguesa para o nível de lixo.

Este aproveitamento comercial da empresa de faianças insere-se na campanha conhecida desde tempos históricos de «matar o mensageiro» em vez de analisar a mensagem e tomar medidas positivas.

Como disse João César das Neves em Conspiração, a explicação da actual situação financeira mais correcta e útil para Portugal seria, em vez de atacar as agências de rating, proceder a análise criteriosa «da dívida irresponsável e dos credores com medo compreensível de perder os seus empréstimos». Essa explicação seria «bastante mais plausível» e racional.

Imagem do PÚBLICO