sexta-feira, 9 de abril de 2021

SITUAÇÃO CLIMÁTICA

(Public em DIABO nº 2310 de 09-04-2021, pág.16.  Por António João Soares)

Há vários políticos em altas posições do poder internacional que pretendem tomar decisões sobre as alterações climáticas. É certo que as notícias recentes mostram que o clima está muito agressivo em várias partes do Mundo. Também aparecem opiniões de que a vida da humanidade é resultado dos comportamentos humanos.

Os cuidados com o ambiente acabam por ter incidência nas condições de vida local. Mas o clima surge, em todas as suas mais graves manifestações, por “decisão” da Natureza: sismos, granizo, inundações, ventos, tempestades, frio, calor, etc. Mas há cientistas que atribuem a maior parte desses fenómenos desagradáveis à actividade humana, pouco citada, da alteração das condições do espaço astral que nos circunda, por efeito de grande excesso das radiações electromagnéticas que recentemente têm inundado o espaço de forma muito acrescida. Os automatismos, os telecomandos e outras emissões de radiações para telecomunicações constituem um veneno que afecta todos os seres vivos de forma infelizmente muito desprezada e desrespeitada, talvez mesmo por ignorância e inconsciência. Disse-me há dias um cidadão bem informado que cada ponto da Terra, cada pessoa, está permanentemente a ser atingido por radiações diversas vindas de milhões de pontos do planeta ou de pequenos satélites artificiais que foram colocados a circular em redor da Terra. Em qualquer sítio, o nosso telemóvel pode receber mensagens e estas podem ter vindo de qualquer local, de onde foram emitidas, em todas as direcções. Os sistemas de automatismos são dotados de sensores ou radares, que emitem indiscriminadamente em contínuo. Há dias foi-me descrito um caso do Centro de Apoio Social de Oeiras, do IASFA, que dispõe de um túnel a fazer a ligação entre cinco edifícios, agora com muita utilização devido ao confinamento imposto em defesa da pandemia do Covid-19, que impede a circulação pelo exterior. Além de permitir o percurso entre os quartos e o refeitório, é utilizado para os diversos serviços e para o exercício físico da marcha de residentes que precisam de evitar a estagnação. Nesse corredor há uma porção de portas e de luzes que se abrem e fecham automaticamente à passagem de pessoas, o que significa que os sensores, radares, estão permanentemente a funcionar, emitindo as suas radiações electromagnéticas. Como estes, nas cidades, existem por todo o lado inúmeros casos. Será que os bem-intencionados que querem condicionar os climas conseguem reduzir este tipo de poluição do espaço astral? Um automóvel moderno tem vários sensores permanentemente activos (sempre que o motor está ligado) que avisam o seu condutor sempre que se aproxima, de qualquer dos lados, um corpo estranho. Isto significa que toda a atmosfera que nos cerca está poluída, contaminada por milhões de radiações e a Cintura de Van Allen, que é um conjunto de astros de pequena dimensão que vigiam as condições do espaço astral circundante do sistema solar, reage por “ordem da Natureza” às suas condições higiénicas. Daí as tempestades, as reacções climatéricas e as pandemias. É pena que a comunicação social não publique os vídeos que por vezes surgem, com palestras ou entrevistas de cientistas que se preocupam com estes temas sérios e a que devia ser dada mais atenção, devido à importância que têm para a cultura geral e para podermos contribuir de forma mais adequada para a continuidade da humanidade. Tem havido vários “entusiastas” a prometer lutar contra as alterações climáticas e, por vezes, a ignorância de políticos com elevada responsabilidade sociopolítica é chocante, por darem mais credibilidade à sueca Greta Thunberg do que a cientistas catedráticos. ■

sábado, 3 de abril de 2021

PROCURAR MELHOR ENTENDIMENTO E HARMONIA


(Public em DIABO nº 2309 de 02-04-2021, pág 16. Por António João Soares) 

Tem havido bons sinais de harmonia e tolerância entre países com ideologias ou regimes políticos diferentes. Isso não é muito difícil, nem exige sensatez extraordinária, já que acontece entre animais selvagens que convivem pacificamente, mesmo pertencendo a espécies diferentes.

Através das redes sociais da internet, tenho recebido vídeos diversos com casos que merecem ser considerados como exemplares para os humanos, especialmente entre estados considerados civilizados e respeitáveis em ambiente internacional. Mas grande parte dos responsáveis pelos governos são altamente condicionados pelo egoísmo, por interesses inconfessados e por ambição de mais riqueza, e menos pela moral, pela ética e pelo respeito pelas pessoas, esquecendo o seu próprio dever, assumido ao tomar posse do cargo, de procurar melhorar a qualidade de vida dos seus concidadãos.

Muitos destes tais carentes de capacidade e de sensatez têm desencadeado actos de violência inqualificável, usando potentes meios letais contra monumentos, edifícios religiosos, de utilidade pública, sem olhar a perdas de vidas de pessoas, sem repararem que são inocentes e inofensivas, que são transformadas em vítimas da brutalidade por gente sem a mínima sensibilidade.

Os cidadãos de países africanos asiáticos e da América Latina têm sido as maiores vítimas de tal violência selvagem. Agora, tem chamado mais atenção o agravamento da violência no Iémen, com a utilização de meios aéreos não tripulados, com o apoio técnico oferecido pelo Irão, país que parece estar com a ambição de recuperar a capacidade territorial do antigo Império Persa, uma ambição lunática, como se fosse viável recuar tantos séculos depois de a Humanidade ter dado tantas voltas, por efeito da evolução das sociedades, das culturas e das tecnologias. Para mais usando tanta brutalidade e tão destruidora de vidas humanas. O responsáveis por estas situações precisam de ser aconselhados a visitar as reservas de caça do centro de África, hoje exploradas pelos turistas e manter-se por lá o tempo suficiente para aprenderem o bom convívio entre animais muito diferentes.

Nos tempos de hoje em que já, praticamente, não há memória dos impérios Romano ou Persa, temos uma autoridade internacional respeitada por todos, a Organização das Nações Unidas, ONU, que algo tem feito para melhoria da PAZ de que os seres humanos sentem uma necessidade permanente. Mas os seus esforços não têm sido tão eficazes como é desejável. Há que reforçar os processos de terminar com o terrorismo, reduzir o risco de guerra e o emprego de armas letais contra populações pacíficas e ordeiras.

O respeito pelas pessoas e pelos seus legítimos direitos e liberdades deve constituir um dogma para qualquer detentor de autoridade. E este deve zelar para que todas as pessoas compreendam os limites dos seus direitos, de forma moral e ética, a fim de contribuírem activamente para que a vida possa ser vivida da melhor forma, para felicidade de todos.

Ninguém, nem outro estado, deve passar uma fronteira e ir impor um regime diferente contra a vontade dos residentes. Nem deve, por meios ocultos, forçar a uma mudança contra os interesses colectivos do Estado, com inconfessada intenção de o tornar uma aquisição fácil e útil.

Não é por acaso, antes por sensatez e amor ao seu país, que no Sudão, o líder do Comité Supremo para a Recolha de Armas anunciou, há poucos dias, o início de uma campanha de “recolha forçada de armas” – que se estimam em cerca de quatro milhões nas mãos de cidadãos –, a fim de desarmar a população civil e terminar com o flagelo de conflitos tribais no país.

A ONU deve tornar esta medida generalizada, de forma que só possam ser usadas armas por militares e forças policiais, de maneira moderada, bem justificada e controlada. Assim se evitarão os múltiplos actos de violência que ocorrem diariamente pelo mundo. ■

sexta-feira, 26 de março de 2021

PENSAR NO FUTURO É INDISPENSÁVEL

  (Public em DIABO nº 2308 de 26-03-2021.pág. 16. Por António João Soares)

O ser humano vulgar, não se preocupa muito com a inovação, com a evolução, com a mudança, dando mais importância à rotina, aos hábitos, às tradições e deixando o futuro a um palpite, a uma aventura e não a uma decisão bem pensada e preparada, seguida de uma acção bem planeada. Na realidade, o acaso e a esperança na sorte originam os palpites e as falsas decisões.

Por isso gostei de aprender a metodologia para preparar a decisão e que consta no artigo que publiquei neste semanário, em 29-09-2016, pouco depois de ter sido convidado para nele colaborar.

O facilitismo e o improviso usado em muitas gestões de que costumamos esperar sentido das responsabilidades, rigor e respeito por aqueles que vão ser as vítimas das imperfeições do trabalho de preparação, só criam desilusão, desagrado e perda de respeito por quem dirige.

 Mas quando se refere “pensar no futuro” não se trata apenas de planos, programas ou projectos que se prolongam por muitos meses ou anos, pois a ideia aplica-se a qualquer tarefa de que se deseja um bom resultado. Significa que não devemos perder tempo a trabalhar ao acaso, justificando “depois se verá”. Cada passo deve ser dado com vista ao objectivo pré-definido.

Uma situação que merece ser considerada ao abordarmos este tema é a forma como as autoridades têm encarado a actual pandemia. Quase toda a humanidade se enamorou da propaganda de muitos milionários ligados à indústria químico-farmacêutica que, com os olhos no lucro, apenas falou em negócios de máscaras e vacinas. No entanto, há países que focaram seriamente o sofrimento das pessoas e pensaram em medicamentos que combatessem o mal.

Em Portugal, vários médicos confirmam, ao semanário Expresso, que têm usado a substância Ivermectina para tratar “centenas” de doentes com Covid-19 e com resultados positivos. Trata-se de um antiparasitário usado contra piolhos e lombrigas. Os médicos que a prescrevem também a tomam a título preventivo, embora não esteja aprovada pela demorada burocracia como terapêutica contra a infecção, que tem semelhanças com a gripe em complicações respiratórias.

Também o Japão acaba de anunciar a disponibilidade de Avigan, um anti-inflamatório na fase final de experiência para tratar a infecção Covid-19, já com bons resultados e que pretende disponibilizar gratuitamente aos países que o solicitarem para testes.

Mas, quanto a novos medicamentos, quando o seu preço é baixo, a grande indústria dificulta a sua venda. Os grandes capitalistas querem controlar os seus lucros. Não esqueçamos, por exemplo, a saída do mercado da tintura de iodo por ter um preço baixo e ser muito eficaz na cura rápida de pequenos ferimentos, tendo sido substituída por novos medicamentos que, em vez de tratamento rápido, apenas acompanham as melhoras fazendo adiar a cura uma porção de dias. Esses homens de negócio odeiam resultados rápidos e pretendem tornar coisas pequenas em doenças com tendência crónica.

É a sua maneira de preparar o futuro, sem olhar ao interesse dos clientes. Isto faz pensar nas excepções a esta realidade. Como numa mensagem que recebi, vinda de Israel, que enumera dez boas notícias para a Humanidade. Cada uma destas contém uma inovação no âmbito da saúde, que torna a detecção de doenças mais expedita e simples e a sua cura mais oportuna e rápida, tudo com menos intervenção de médicos e mais acção da informática.

Estas dez notícias, e outras que aparecem a citar variados aparelhos informáticos para detecção e cura de diversos males, fazem prever a redução de médicos, o que constituirá uma ameaça para o futuro de muitos jovens.

A preparação do futuro está difícil, pelo que exige muita análise, que deve ser cuidadosa e aberta à inovação, de forma bem ponderada e olhando para todos os factores reais e potenciais.

A apatia deve ser posta de lado e a tolerância deve ser bem ponderada. ■


sexta-feira, 19 de março de 2021

RESPEITAR A NOSSA HISTÓRIA

 

Respeitar a nossa história

(Public em DIABO nº 2307 de 19-03-2021, pág 16, Por António João Soares)

 Portugal foi grande no mundo, mas não conseguiu manter a sua posição.

Do contacto dos nossos navegadores com a China, esta arrancou para o desenvolvimento e tem continuado em ritmo acelerado. Mas, pelo contrário, no Ocidente temos verificado um adormecimento, ou um exagerado repouso, no gozo de êxitos obtidos, esquecendo a conveniência de os continuar e tornar extensivos a novas situações e oportunidades, para bem das gerações vindouras. Em Portugal não se conseguiu evitar a queda nas listas em relação aos outros países, onde temos vindo a baixar de nível económico. Esta nossa queda tem sido aproveitada por jovens que se consideram “donos da verdade absoluta”, para condenar todos os nossos valores, história e tradições, esquecendo os pontos altos e dignificantes do passado, que errar é humano e que tais erros ocasionais não devem eliminar os actos positivos que dignificam a nossa história e devem ser motivo de orgulho dos nossos compatriotas.

Um dos pontos altos da nossa história, além de termos sido o farol que ajudou a despertar a China para o seu desenvolvimento, é a referência ao facto, citado pelos historiadores recentes, de que Portugal foi o autor das condições básicas para a criação da globalização, ao dobrar o Cabo das Tormentas, depois denominado da Boa Esperança, que permitiu a ligação entre o Atlântico e o Índico ou, na prática, entre a Europa e o Oriente, dando “Novos Mundos ao Mundo”. Este nosso passo histórico, e o conjunto de outros com ele relacionados, deve ser recordado com prazer, vaidade e orgulho das coisas grandiosas da nossa História. E não devemos pactuar com migrantes sem vergonha que nos pretendem enxovalhar e que se comportam como colonialistas que nos querem privar do nosso património histórico, das nossas tradições e valores éticos e chegam ao ponto de dizer que “deve ser morto o Homem Branco”.

E ao falarmos da História, não devemos limitar-nos aos séculos mais antigos. Pois é curiosa a comparação feita por alguns escritores entre o pós-25 de Abril e igual período anterior. Até 1974, não havia dívida externa e foi deixado um bom pecúlio, que depois foi esbanjado sem deixar rasto e substituído por dívida, por crises que obrigaram a ajuda externa, como na solução da criada pelo Governo de Sócrates. No período anterior enriqueceu-se o património público, criando-se hospitais, estabelecimentos de ensino superior, escolas primárias em muitas aldeias, palácios de Justiça em muitas cidades, novos quartéis militares e instalações para forças de segurança e bombeiros, construíram-se pontes, estradas, etc. E depois? Houve aumento de impostos e o benefício daí resultante foi mais emprego nos governos, em ministros, secretários de Estado e inúmeros “boys” e “girls” das jotas, cuja vantagem foi reduzir o desemprego de quem não tinha preparação para se empregar, e que obtiveram amizade com pessoas interessadas nos seus favores como intermediários. Assim, se aumentou a corrupção.

O esbanjamento, com 119 observatórios e outros tachos parecidos, sem utilidade visível, chegou ao ponto de alguém do PS pedir o encerramento de observatórios para desenvolvimento, por custo exagerado e ausência de resultados.

A reeleição do PR e a actual responsabilidade do PM na gestão da EU devem ser aproveitados pelos mais altos responsáveis para aperfeiçoarem os actos públicos na preparação das decisões oportunas para corrigir muitas coisas erradas e organizar as funções públicas, de forma a tornarem- -se menos burocráticas, com menos gastos, com mais rapidez e eficácia, enfim, mais úteis aos interesses nacionais. Para este efeito, será necessário que o sistema de controlo garanta correcta execução, a todos os níveis, das decisões tomadas, evitando duplicações e corrupção, com o máximo respeito pelos interesses dos contribuintes, isto é, do interesse nacional. ■

sexta-feira, 12 de março de 2021

RESPEITO PELO PASSADO

Sem respeito pelo passado não há futuro

(Public em DIABO nº 2306 de 12-03-2021, pág 16. Por António João Soares)

A loucura de brincalhões inconscientes e irresponsáveis, que querem destruir a História e os monumentos que respeitam e honram a memória dos heróis que tornaram Portugal no “maior” País ocidental, que deu novos mundos ao Mundo, fazem-nos pensar seriamente, nesse período de glória e compará-lo com a miséria actual, em que estamos na cauda da Europa. Houve alguém com sabedoria e amor ao seu povo que contribuiu para que o mundo desse um grande passo em frente, para que o saber que estava concentrado na Europa se expandisse para lá dos oceanos.

A própria China, que vivia numa antiguidade adormecida, totalmente artesanal, despertou para o saber do Ocidente, após o contacto com os portugueses, e deu os primeiros passos para a ciência, a arte e a cultura, de forma tão consciente e resiliente que não mais abrandou a velocidade do seu avanço e, agora, está no auge da vida científica, tecnológica e económica mundial. Permitam que cite do artigo no Diabo de 05-06-2018: “A China que cresceu como Império do Meio, ... e que procurou a defesa pacífica, bem traduzida na Grande Muralha para evitar a invasão pela Mongólia. Depois, aproveitou a abertura ao Ocidente, originada pelos portugueses, e conseguiu ser hoje uma potência comercial de grande importância em todo o mundo, sem ter necessidade de usar violência nem o poder de armas de grande poder destrutivo do agrado de outras potências”.

Mas acerca da destruição do monumento aos descobrimentos, houve um humorista que sugeriu a substituição das fisionomias dos 16 heróis que nele constam pelas de políticos actuais. Foi um incentivo muito interessante que nos leva a pensar na comparação desses antigos heróis nacionais, ali representados e venerados ao longo de cinco séculos, com os de hoje que não durarão muitos dias na mente dos futuros portugueses e nunca com saudades – a dívida pública, a ausência de obras públicas e de melhorias das vidas dos cidadãos, além das vendas de instituições públicas e das promessas da continuidade do empobrecimento – que não serão motivadoras de veneração pelos vindouros.

O passado não deve ser repetido cegamente, porque os factores dos diversos acontecimentos são diferentes, mas os sistemas de gestão merecem ser bem observados. É imprescindível saber analisar os problemas actuais e procurar a solução mais válida, que deve ser decidida com coragem e convicção, para ser seguida pelos portugueses. Depois de bem analisado o problema e escolhida a melhor solução, será tomada a decisão, são organizados os recursos necessários à acção, é elaborado o planeamento e programadas as tarefas. E, após iniciada a acção, é indispensável o controlo eficaz do qual pode resultar a necessidade de ajustamentos, para cuja decisão deve ser utilizada a metodologia igual à inicialmente empregue, por forma a não se perder o rumo que conduz à finalidade pretendida.

Agora, ao contrário dos nossos antigos heróis da época gloriosa dos descobrimentos, os nossos decisores mais destacados só sabem fazer promessas, ou nem isso, e esperar que um milagre lhes traga solução para as suas funções ou o acaso as venha resolver. Esperam que a “continuidade” dos actuais declínio e degradação receba o benefício de um milagre que livre os vindouros da fome e da miséria.

Para a ilusão de inconscientes e imaturos pode ser que esperem que, depois de substituídas as fisionomias do monumento dos descobrimentos, continue a haver quem o queira destruir. Mas esse prémio não significa que detentores de poder ali representados desapareçam. Para isso só uma eutanásia bem argumentada em termos de “excepção”, mas mesmo esta só costuma ser aplicada se beneficiar a partidocracia.

O passado não deve servir para cópia, porque a mudança faz parte da Natureza, mas deve servir de lição para a metodologia da estratégia e da preparação da decisão. ■

quinta-feira, 11 de março de 2021

A MULHER E TU, por Albertino Veloso

 

A MULHER E TU

Dia Internacional da Mulher

(a minha homenagem)

Se te cruzares com uma mulher sorri-lhe e cumprimenta-a amavelmente.

E se passares por ela num passeio cede-lhe a parte de dentro.

Se fores entrar (ou sair) com uma mulher pela mesma porta deixa-a passar primeiro, devendo tu segurar a porta aberta até ela a transpor.

Não repreendas a tua mulher em público. Se tiveres de lhe corrigir alguma distração fá-lo de modo que ninguém se aperceba.

Deves lembrar-te de que ela é um ser humano e que tu não és perfeito.

Toda a mulher te deve merecer inteiro respeito, quer seja a tua mãe, a tua irmã, a tua esposa, a tua namorada, companheira ou amante. Ou até mesmo uma prostituta (a prostituição feminina não é um defeito da mulher, mas sim da sociedade).

Se vires uma mulher a chorar limpa-lhe as lágrimas. Será um gesto que lhe poderá mitigar a dor; se a vires no chão dá-lhe a mão para a ajudares a levantar; se a vires abatida “empresta-lhe” um ombro onde ela possa apoiar-se e tomar algum alento.

Habitua-te a olhar para uma mulher como sendo uma fonte de vida e não como um objeto de teu uso pessoal. A mulher tem personalidade e vontade próprias, não podendo estar na dependência de caprichos masculinos. Respeita essa dádiva da Natureza.

Não dês ordens a uma mulher; pede-lhe por favor. Tu não és o seu rei nem ela é tua escrava. A mulher deve caminhar a teu lado e não atrás de ti.

Evita chamar “gorda” ou “feia” a uma mulher, porque irás ferir o seu amor próprio. Recordo-te de que aquela a quem chamas gorda pode sofrer de uma qualquer patologia que por si só já é bastante para a tornar infeliz; e aquela a quem chamas de feia pode ser dotada de uma beleza interior que faz dela uma pessoa excecional.

Não guardes as rosas para quando a tua mulher morrer, dando-lhe em vida os espinhos. Dá-lhe as rosas enquanto ela for viva.

Se a mulher é o ser mais perfeito do Reino Animal, a tua só pode ser para ti um animal sagrado.

Lembra-te: MULHER é esposa, companheira, namorada, amante, avó e, acima de tudo, MÃE. Sem ela tu não existirias; e o Mundo, tal como o conhecemos, também não. ESTIMA-A. RESPEITA-A.

OBRIGADO A TODAS AS MULHERES POR EXISTIREM.

 

Publicado em 8-3-2017, por Albertino Veloso.

Em 8-3-2021, o autor participou nas festas do «Dia internacional da Mulher» com a leitura deste texto seu que achei de grande significado como uma boa lição de civismo perante as mulheres em geral. Depois mostrei-lhe interesse em o ler, felicitei-o e mostrei-lhe gosto em o publicar. Agradeço-lhe a amabilidade da autorização que concedeu.

Um forte abraço ao Amigo Albertino Veloso.