domingo, 5 de fevereiro de 2012

Arrogância como tradição???

Desde miúdo (e já lá vão várias décadas!), numa aldeia do interior, ouvia dizer que «andamos a aprender até morrer», «o saber não ocupa lugar», «perfeito só Deus», «errar é humano», etc.

No entanto, ainda aparecem pessoas que se querem apresentar como sábios infalíveis, geniais, divinos, mas só acredita em tal arrogância e basófia quem não filtra as suas «barbaridades» de linguagem pelo crivo do próprio pensamento, pois quem observa as acções e omissões desses seres balofos, vaidosos e cheios de prosápia inconsistente, verifica que não passam de seres normais com imperfeições e erros, mais ou menos, como qualquer mortal.

Já houve um governante de quem ficou célebre a frase «nunca erro e raramente me engano», mas «decretou» não haver tolerância de ponto num Carnaval e o povo não gostou e a sua carreira política sofreu um ligeiro revês. Agora frequentemente mostra que ‘nem sempre’ acerta.

Parece que tal arrogância de quem não quer aprender com os outros e com a experiência está a tornar-se tradição. Senão vejamos o título de notícia no PÚBLICO que é a transcrição de palavras de um governante "Governo não aceita lições de moral da esquerda sobre sensibilidade social”.

O Zequinha das anedotas escolares ficou ignorante porque não queria aprender, não aceitava lições, porque já «sabia tudo». Mas estão a surgir afirmações da área do Governo que mostram ainda haver algo a aprender, ainda há lições a receber, como se vê da notícia Capucho considera "contraproducente, negativo e injusto" não dar tolerância de ponto, também desta Deputado do CD-SPP contra extinção de alguns tribunais e desta mais antiga Cavaquistas defendem saída de Vítor Gaspar do Governo.

A arrogância e a falta de humildade, levando a não estar atento a sugestões bem intencionadas, vindas de qualquer azimute, levanta dúvidas sobre a capacidade de decidir da melhor forma para criar uma vida melhor dos portugueses, da disposição para fazer uma boa preparação das decisões segundo uma metodologia do género da indicada em Pensar antes de decidir. O povo tem razão, o sábio, o cientista procura sempre aprender mais, e coloca sempre em dúvida aquilo que já sabe, com vista a aperfeiçoar-se mais.

Imagem de arquivo

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mário Soares alerta para a sensatez

Pedro Passos Coelho, manifestando-se consciente da "situação de grande dificuldade" que Portugal atravessa, disse hoje, no debate quinzenal no Parlamento com a presença do Governo, que o país cumprirá as suas obrigações "custe o que custar".

A propósito, o antigo presidente da República Mário Soares disse:"Custe o que custar são palavras fortíssimas", porque "acima de tudo estão as pessoas e o bem-estar das pessoas e não penso que a austeridade, só a austeridade, leve a nenhum lugar".

Alertou "se ele [Pedro Passos Coelho] acha que só é preciso a 'troika', é a posição do primeiro-ministro, mas é uma posição que vai sair mal, porque toda a Europa já está a pensar que não é só por aí que vamos".

Defendeu que, "além da austeridade, que é necessária, precisamos de ter crescimento económico, sem isso não se vai a lado nenhum, e de diminuir o desemprego", considerando estas necessidades como algo "fundamental".

Alertou para que "há uma ideologia que está em força que é o neoliberalismo. E os neoliberais pensam não nas pessoas, mas no dinheiro".

Frisou que se trata-se "de uma situação dificílima que se vai repercutir politicamente e não pode durar muito tempo porque as pessoas começam, realmente, a ficar desesperadas".

Referiu que "agora estão a dizer 'vão para fora, emigrem'", ou seja, "estamos a gastar dinheiro para dar às pessoas um certo bem-estar e eles [Governo] dizem 'emigrem'". Dessa forma, as pessoas "vão servir outros países, quando podiam e gostariam de servir o nosso?" e rematou: "Acho que isto é uma política de doidos".

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A III Guerra Mundial começará em Julho ou Agosto p.f. !!!



Neste vídeo é apresentada uma análise da situação no Médio. O embargo com o Irão já foi decidido a todos os níveis, a União Europeia irresponsavelmente deu o passo necessário para isso.
O Irão anunciou que se o embargo for efectivo, cortará todo o fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico fechando a passagem no estreito de Ormuz, tudo isso somado ao enorme contingente militar de navios de guerra Franceses, Ingleses e Norteamericanos situados na zona, fazem do lugar um paiol ao ponto de explodir.

Convidamos a ver com atenção esta breve análise que os tirará as dúvidas.

Objectivo: privatizar mais depressa !!!

Alienar património é sempre uma decisão difícil quer no sector privado quer no sector público, exigindo por isso séria reflexão, pensar antes de decidir, e provavelmente foi isso que o Governo fez antes de chamar António Borges para privatizar mais depressa.

Depois de observado o seu currículo ligado ao mais alto poder financeiro internacional surgem dúvidas acerca das intenções que poderão estar por detrás da cortina. Irá ser um defensor dos pontos de vista dos interesses nacionais junto da Troika ou será pressionado pelos tais poderes ocultos a desempenhar o papel de representante dos «superiores» interesses da alta finança mundial e ultraliberal, para impor a Portugal os desejos do Goldman Sachs, e das instituições que se diz serem por ele dominadas – FMI, BM, OMC, BCE, etc ? A solução relâmpago como saiu e foi substituído no FMI, e este aparecimento em funções vitais para o futuro de Portugal, tenta-nos a olhar com atenção e imaginar comparações com a imposição de outros seus ex-colegas de altas instituições financeiras internacionais para chefias não eleitas de Governo na Grécia (Lucas Papademos) e em Itália (Mario Monti), bem como na Presidência do BCE (Mário Draghi).

Esta entrada num novo cargo da estrutura governativa, pensando nas referidas ingerências nos governos de Itália e Grécia e na Presidência di BCE, faz temer que possa existir a intenção de ir substituir, a breve prazo, o ministro das Finanças ou mesmo o Primeiro–ministro se a sua actuação não agradar totalmente ao Goldman Sachs.

Há que aguardar atentamente os indícios que irão surgir a partir de agora. O futuro de Portugal não nos pode deixar indiferentes.

Imagem do Google

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vaga de Frio

Na vaga de frio intenso que se avizinha, a Autoridade Nacional de Protecção Civil aconselha as pessoas a evitar estar ao frio durante muito tempo, vestir várias camadas de roupa, proteger a boca e o nariz, usar luvas, chapéu e cachecol, não exercer actividades físicas violentas e ter especial cuidado com aquecimentos a lenha, por causa do monóxido de carbono.
Como os bebés e os idosos são os mais vulneráveis ao frio, devem ser objecto de cuidados redobrados.
Cuidados especiais a ter com o frio:

A. Fora de casa:

1. Na condução, nomeadamente em via propensas à formação de gelo, ter cuidado com o piso escorregadio e circular a velocidades baixas.
2. Para sair à rua, usar várias camadas de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso, evitar também o uso de roupas muito justas que façam transpirar.
3. Ter cuidado com actividades físicas intensas que obrigam o coração a um maior esforço e podem conduzir a um ataque cardíaco.
4. Ter atenção aos sinais de hipotermia (corpo frio, pele roxa e falta de reacção). Na presença de algum destes sintomas, ligar imediatamente para o 112.
5. Usar gorros (ou outro tipo de protecção) uma vez que uma boa parte do calor corporal perde-se pela cabeça.
6. Proteger as mãos com luvas.
7. Manter as roupas secas trocando as peças molhadas se necessário.

B. Dentro de casa

Aquecer o lar pode provocar incêndios ou intoxicações, por isso há que ter cuidado com o aquecimento da casa
1. Fazer um bom isolamento de janelas e portas.
2. Procurar fazer sempre refeições quentes.
3. Ter cuidado com as lareiras em locais fechados e sem renovação de ar, porque a combustão pode originar a produção de monóxido de carbono, que é um gás mortal. Ao utilizar uma lareira, colocar um resguardo próprio para evitar que qualquer faúlha salte para fora.
4. Nunca usar petróleo, gasolina ou álcool para atear a lareira.
5. Ter atenção aos aquecedores devido ao risco de acidentes domésticos, nomeadamente a sobrecarga dos quadros eléctricos.
6. Não secar a roupa no aquecedor e afastá-lo de cortinados, tecidos ou mobílias porque pode provocar um incêndio.
7. Se houver ar condicionado, deve ter-se cuidado ao sair à rua porque a diferença de temperatura pode provocar um choque térmico. Deve desligar-se o ar condicionado meia hora antes de sair e agasalhar-se bem.

Alerta para risco de «indignação» violenta

Para evitar surpresas desagradáveis, o Governo não deve deixar de estar atento aos diversos sinais de descontentamento e indignação que, embora possam, distraidamente, ser considerados insignificantes por a população ser tradicionalmente pacífica e ordeira, poderão, no entanto, ser um fermento de algo grave que possa estar para acontecer.

Não deve ser desprezada a notícia PSP regista forte aumento de posse ou tráfico de armas em Janeiro em relação ao mesmo mês do ano transacto.

A solução do «mais vale prevenir do que remediar» não deve assentar exclusivamente em rusgas e buscas policiais aos locais de mais prováveis existência de armas ilegais, porque o resultado de tais acções não será totalmente satisfatório, nem de efeito dissuasor duradouro. A melhor acção preventiva consistirá em agir sobre as causas e a motivação dos descontentamentos e da indignação. Será aconselhável um contacto mais íntimo com as várias camadas sociais, a explicação das medidas de austeridade que devem ser equitativas e proporcionais às potencialidades económicas dos cidadãos, a rigorosa gestão do dinheiro público, o combate à corrupção, aos abusos e às fugas ao fisco. Dessa forma, aqueles que estão gravemente atingidos pela austeridade poderão atenuar as suas razões de queixa.

Mas tem que haver cuidado, evitando as explicações falsas ou incompletas como as do PR em 20 do corrente que, em vez de serenarem, deitaram mais lenha na fogueira. A crise está a obrigar o povo a pensar e já não é muito fácil enganá-lo com palavras bonitas mas sem apoio visível de factos concretos.

Imagem do JN