domingo, 4 de dezembro de 2011

Susto com o fantasma de Américo Tomaz

Pareceu-me ter ouvido no rádio do carro em que me deslocava que o PM não tem medo de greves e de súbito saltou-me à memória a voz de Américo Tomaz «Estamos orgulhosamente sós a lutar contra os irreversíveis ventos da história». E os ventos eram de tal forma irreversíveis que acabaram por nos arrastar e, depois, ter sido perdido o «Ultramar».

O povo, na sua vetusta sabedoria diz que «a união faz a força» e as grandes reformas devem ser feitas com as pessoas nelas implicadas e não contra essas pessoas e, se a decisão for correctamente preparada, não será difícil explicar e atrair as vontades de todos os que serão afectados pelas medidas da mudança. Depois, todos unidos por um ideal comum que a todos beneficiará, será mais fácil atingir o objectivo escolhido.

Mas, infelizmente, a tal voz nada tem do fantasma do passado, pois é real e está bem traduzida na frase «O primeiro-ministro garantiu não ter «medo de greves» e prometeu «travar todas as batalhas» para alterar uma lei laboral que actualmente apenas gera «desemprego e precariedade»».

Recordo também que as reformas prometidas por Sócrates no início do seu primeiro Governo, e que eram bem-vindas para modernizar o País através da estrutura administrativa, foram todas goradas por terem sido iniciadas com a confrontação com as pessoas que as teriam de levar a cabo, os professores, os juízes, e, na Saúde, os médicos, os enfermeiros e os farmacêuticos, em vez de procurar beneficiar da sua colaboração activa e entusiástica.

As reformas não podem ser aventuras por capricho ou inspiração onírica, porque devem ser sistemas bem eficazes que possam manter-se sem alterações profundas durante largos períodos. Para tal, devem ser bem preparadas com as opiniões e sugestões de um leque muito alargado de pessoas e seguir uma metodologia semelhante à explicada em Pensar antes de decidir;. Parece ser uma ideia correcta que só se defende aquilo que se ama e só se ama aquilo que se conhece e se compreende.

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Corrupção e a crise de ética

Maria José Morgado e Luís de Sousa falam sobre corrupção
PÚBLICO, 03-12-2011

O Dia Internacional Contra a Corrupção assinalou-se no dia 1 de Dezembro. Até dia 9 multiplicam-se as iniciativas para debater este fenómeno que mina as democracias de todo mundo.

Maria José Morgado, e Luís de Sousa, falaram com São José Almeida sobre algumas das principais questões relacionadas com corrupção.

Maria José Morgado, coordenadora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa membro da Direcção da TIAC disse que há ilhas de eficiência na Polícia Judiciária e no Ministério Público que levaram a que o DIAP de Lisboa conseguisse prender preventivamente pessoas indiciadas por corrupção passiva, uma situação que ainda assim tem sido insuficiente para alterar a percepção da opinião pública em relação à corrupção.

Luís de Sousa, presidente da Transparência e Integridade Associação Cívica, explicou ao Público que a percepção sobre a corrupção em Portugal não melhorou porque está relacionada com a visão de homens de negócios estrangeiros que associam o problema da corrupção em Portugal à ineficácia da justiça e ao “modus operandi” do sector público.

Veja o vídeo do Público clicando aqui.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Golpes de Estado em Marcha !!!

Golpe de Estado: tomada inesperada do poder governamental pela força e sem a participação do povo. (Dicionário Houaiss)

Os Golpes de Estado na Grécia e na Itália foram feitos de forma suave, sem oposição.
Convém pensar que é indiscutível que na Grécia e em Itália estão actualmente no exercício do poder pessoas que não foram eleitas para isso. O que virá a seguir ???. Há que estar atento aos sinais.

A banca no poder, ou o poder da banca.

As substituições de Georges Papandreou por Lucas Papademos e de Berlusconi por Mario Monti foram na realidade dois golpes de estado de um novo género, sem tiros, sem sangue, orquestrados pelos mercados financeiros.

O método é simples: criar uma enorme pressão sobre as taxas de juros das dívidas dos países visados, o que desencadeia uma enorme instabilidade política e por fim, apresentar um tecnocrata para tomar conta dos destinos do país.

Estes golpes de estado não são perpetrados por um grupo político ou pelas forças armadas. As mudanças de chefias políticas são apresentadas como uma necessidade em consequência da engrenagem da desconfiança dos mercados sobre a capacidade de certos países em pagar as dívidas.

Ultrapassando as instâncias democráticas dos respectivos países, são então instalados no poder pessoas ligadas aos grandes grupos financeiros mundiais. Mario Monti está ligado ao Goldman Sachs, assim como Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu. Lucas Papademos foi governador do Banco da Grécia durante a falsificação da dívida grega pelo Golman Sachs. Todos são membros da Comissão Trilateral ou do clube de Bilderberg.

Actualmente, os lugares-chave do poder na Europa estão nas mãos do Goldman Sachs. Como chegaram a esses cargos? Com que meios e com que fim? Salvar os Estados Unidos à custa dos europeus?

Portugal?

Em Portugal, daqui por umas semanas ou meses, pode muito bem vir a acontecer o mesmo. Perante a fraca liderança de Passos Coelho e a fraca alternativa política de António José Seguro, e com o crescente agravamento da crise financeira portuguesa, pode vir a ser imposto a Portugal um homem de confiança da banca.

Esse homem poderá ser António Borges. Tem todos os requisitos: para além de ter sido vice-governador do Banco de Portugal, é actualmente director do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional (já não é….) e sobretudo foi vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs International em Londres, entre 2000 e 2008.

António Borges é membro do clube de Bilderberg, tendo participado nas reuniões de 1997 e de 2002. Também é membro da Comissão Trilateral.

Curiosamente, ou não, decorreu de 11 a 13 de Novembro, a reunião anual da Trilateral para Zona Europeia, em Haia na Holanda.

Reparem que o artigo é de 15 de Novembro. No dia 16 de Novembro, foi laconicamente noticiada a demissão de António Borges, "por razões pessoais", do cargo que ocupava no FMI para as questões europeias. Foi de imediato substituído no cargo por uma iraniana, por certo não recrutada à pressa...


NOTA: os textos transcritos foram recebidos por e-mail de pessoa identificada, sem indicação dos autores

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Crise, Saúde e Doentes Carenciados

Os portugueses são estrutural e tradicionalmente doentes, começando pelos governantes que sofrem de miopia, só conseguindo ver, raciocinar e falar de números e não podendo vislumbrar as populações com os seus variados problemas, dificuldades e carências. Por isso, existe muita susceptibilidade aos problemas relacionados com o Serviço de Saúde.

A actual situação da saúde ressalta em cada dia através das notícias que, embora escassas e bem camufladas, não conseguem deixar de mostrar sãs realidades, quando bem observadas. Vejamos:

No Jornal de Notícias de 28 de Novembro, saiu a notícia Um doente em cada quatro não trata a dor por falta de dinheiro

Mas, no dia seguinte, o respectivo ministro, muito atento aos números de euros, como vem sendo timbre dos governantes, deixou escapar esta arrogância, de bom contador de milhões Taxas moderadoras sobem 50% e Estado vai arrecadar mais 100 milhões.

Mas a crise é tão grave que sentiu necessidade de suavizar o descontentamento gerado pela notícia anterior nos doentes mais carenciados de entre os que pagam taxa moderadora,, prometendo Medicamentos mais baratos dentro de um mês. Mas há que esperar para ver, pois promessas e garantias de governantes são escritas na areia.

Perante os muitos casos como este e o direito e o dever responsável de votar, cada eleitor deve procurar estar informado, para o que convém interpretar cada elemento informativo que recebe de diversas origens, sem paixões nem aversões, para, no momento de dar o seu voto, o fazer com a mais esclarecida consciência e sentido de responsabilidade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

História de Natal



Belo vídeo. Com uma lição muito simples e significativa que todos os humanos deviam aprender. Os animais têm afectos, sentimentos profundos, que suscitam as melhores qualidades de quem com eles trata de perto.

Esta é uma boa mensagem de Natal. Tenham todos um Feliz Natal, com meditações profundas sobre a melhor forma de viver a vida em sociedade, com paz e amor aos outros.

Cultura e Arte servem uma Boa Causa



Quando menos se esperava, 4 cantores líricos juntaram-se na Gare do Oriente e alto e bom som deram voz à DPOC. Uma acção que surpreendeu e marcou o dia mundial da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), a 16 de Novembro. O momento, que durou alguns minutos, foi da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Fundação Portuguesa do Pulmão.