segunda-feira, 15 de novembro de 2010

FUNDAÇÃO Cidade de Guimarães

Guimarães será a Capital Europeia da Cultura de 2012 e para gerir todas as festividades e eventos foi criada a Fundação Cidade de Guimarães (FCG).

Curiosamente, em vez de ser nomeado um indivíduo para chefiar a equipa que ele próprio proporia e que não precisaria de mais de dois pares de colaboradores com conhecimentos técnicos adequados às tarefas que lhe iriam ser atribuídas, foi seguida uma artimanha já conhecida e que se adequa ao compadrio e ao «emprego» para boys amigos do Bando do Poder e foi criada uma FUNDAÇÂO.

A notícia Guimarães 2012 gasta 1,3 milhões de euros por ano em salários diz que esta FUNDAÇÂO, à imagem de muitas outras recentemente criadas vai gastar uma pipa de dinheiro, prevendo 8000000 (oito milhões) de euros até ao final do seu mandato, se não houver as habituais derrapagens. Só o Conselho de Administração, presidido por Cristina Azevedo, custa à instituição 600 mil euros por ano.

O Ministério da Cultura (MC) admite que não tem qualquer controlo sobre a decisão da política de vencimentos daquela entidade que foi definida por despacho do presidente da Câmara.

Com base naquela decisão, o conselho geral votou há duas semanas o orçamento da FCG, para o próximo ano, que prevê despesas anuais com pessoal de 1,285 milhões de euros. Como a FUNDAÇÃO vai manter-se em funções até ao final de 2015, a factura dos vencimentos dos responsáveis pela Guimarães 2012 vai chegar quase aos oito milhões de euros.

«A maior fatia desta verba destina-se à administração, que custa 600 mil euros por ano à fundação de capitais maioritariamente públicos. A presidente do CA, Cristina Azevedo, aufere 14.300 euros mensais, enquanto os dois vogais executivos, Carla Martins e João B. Serra, recebem 12.500 euros por mês. No mesmo órgão tem ainda assento Manuel Alves Monteiro, vogal não executivo, que recebe dois mil euros mensais pelo cargo.»

Vale a pena ler toda a notícia que pode ser aberta fazendo clic sobre o seu título citado atrás.

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Centro de inovações visa o futuro

Se procurarmos fazer uma lista dos instrumentos de trabalho e de lazer agora existentes e que não eram sequer imaginados há 50 anos corremos o risco de encher várias folhas A4. E outros já eram previsíveis mas tomaram formas novas, mais funcionais e práticas. Tais inovações mostram que será difícil imaginarmos o que existirá dentro de 10 anos, porque a inovação está a surgir a um ritmo cada vez mais veloz.

E um País que se preza de pertencera a uma área das mais desenvolvidas do planeta não pode ficar á espera das ofertas de centros mais evoluídos que nos invadem com um marketing em constante actualização, nas suas tácticas de convencimento e nos novos produtos que apresentam. É preciso inovar, criar e exportar, para se sobreviver num mundo de trocas constantes.

Integrado neste conceito, nasce um Centro de inovação nasce na Asprela, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, destinado ao desenvolvimento de novos produtos por investigadores, em articulação com grandes empresas.

Espera que seja uma semente de um crescimento promissor para o País. Oxalá o Estado, com as suas burocracias não lhe tolha a criatividade e não o transforme num «instituto» apenas destinado a albergar «boys». Da forma como o País tem andado tudo é de temer, mas temos que acreditar na eficiência de organismos que incentivem as pessoas bem intencionadas e com ideias positivas com potencialidade de aproveitamento prático. Precisamos de crescimento saudável e tudo leva a crer que este germe o vai produzir. Estas esperanças são fundamentadas nos vários exemplos de estudantes que têm sobressaído com valor acima da média e têm conquistado prémios muito significativos em concursos no estrangeiro.

Há motivos para sermos vaidosos das potencialidades dos nossos compatriotas, que poderão ser autores de grandes feitos, assim os políticos os saibam compreender e apoiar na proporção do seu mérito e dos seus projectos.

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Jovem Português ganha medalha de ouro da Física

A notícia Paixão pela física dá medalha de ouro a João Carlos Moreira diz-nos o jovem leiriense João Carlos Moreira, de 18 anos trouxe uma medalha de ouro da XV Olimpíada Ibero-americana de Física, que decorreu entre os dias 26 de Setembro e 2 de Outubro, no Panamá. O premiado, que é motivo de orgulho para Portugal e exemplo para os estudantes, assume uma autêntica "paixão" pela Física. Agora está a focar o seu interesse na electrónica, que desde o início deste ano lectivo cursa na Universidade de Aveiro.

O promissor estudante revela o segredo de ter sido bem-sucedido, o qual talvez resida no "trabalho contínuo e na capacidade de raciocínio", sendo com estas alavancas que planeia continuar a fazer mexer o seu futuro.

Conta: "Quando era pequeno ajudava o meu pai e já via física no acto de mover uma pedra, usar uma alavanca, uma roldana... em todo o lado. Também gostava de desmontar electrodomésticos e outros aparelhos para saber como funcionavam ou tentar consertar". Por vezes, confessa, "sobrava um ou dois parafusos", mas nada que o desmotivasse.

Enfim, trata-se de mais um jovem português que se distingue e que junto à lista dos que aqui têm sido enfatizados. Não devemos limitarmo-nos a críticas negativas, pois Portugal dispõe de potencialidades que, se forem devidamente encorajadas e apoiadas, poderão fazer desenvolver o País e tirá-lo do marasmo em que temos vivido por os governos terem sido constituídos por gente que está muito afastada da escala de valores que norteia este escol de jovens promissores.

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Perigo Nuclear

Num mundo de ambições e de falta de senso, é difícil compreender a existência de grandes arsenais de armas nucleares e a apetência de outros países para as possuírem, embora para isso tenham de desviar recursos que fazem falta à população. Mas como se tornou moda, embora haja a intenção de evitar a sua disseminação ou proliferação, cada País tem o direito de ter a sua, pois são todos iguais em direitos.

Por outro lado, a estratégia nuclear, numa época em que o domínio do mundo se faz pela economia e desde há mais de 65 anos não foi utilizada nenhuma AN em conflito, tornou-se carente de lógica que a sustente. A dissuasão, só por si não a justifica, principalmente quando se teme o seu emprego indevido por grupos menos idóneos e incapazes de serenidade reflectida. Os poderosos com milhares de armas em stock carecem de autoridade moral e democrática para impedir a proliferação, para evitar que outros de as possuírem, como o Irão ou a Coreia do Norte.

Como se pode acabar com tal perigo para a humanidade? Não é pelas limitações à proliferação porque não pode ser apenas meia dúzia de Estados a possuir tais «venenos», quando outros os quererão ter. Só resta uma solução: os que as possuem devem decidir-se a destruir o seu arsenal até ao mínimo exemplar porque, só depois, têm autoridade para decretar sanções a qualquer prevaricador. E, para não haver malandrice contra os mais ingénuos, a eliminação das armas deve ser feita de forma controlada por uma agência da ONU, cujos relatórios devem servir de base para sanções económicas ou de outro tipo.

Estas reflexões vêm na sequência da notícia de que os «EUA perderam contacto com 50 mísseis nucleares». Parece que os 50 mísseis, d e entre os 450 do mesmo tipo, que estavam incontactáveis se encontravam obedientemente estacionados nos seus silos, mas uma avaria informática, não permitia a ligação entre a central de controlo e eles. Mas até podia ter-se dado a hipótese de terem ido dar uma volta e serem utilizados contra alvos do tipo Torres Gémeas. Trata-se de um caso estranho que mesmo as autoridades americanas ficaram perplexas, dadas as medidas de segurança sobrepostas. Mas pelos vistos nada é infalível, mesmo na América em relação aos seus milhares de armas nucleares. Daí ser mais racional os detentores de AN concordarem em eliminar tal tipo de armas.

Este tema já aqui foi abordado nos posts

Falta coragem para eliminar o perigo nuclear
Nuclear. Insanidade globalizada

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O mérito de Daniel Bessa

O professor, com os conhecimentos técnicos e a sabedoria da idade e experiência da «política» que há décadas tem arrastado o País para posições pouco lisonjeiras na escala dos Estados Mundiais (32º em corrupção e 26º no índice de prosperidade) tem o mérito de nos fazer pensar sobre o desrespeito dos políticos pela verdade quando afirma o desejo de «Que o acordo não seja uma mentira». Todos sabemos que a condição que coloca a propósito do acordo para aprovação do Orçamento do Estado, pode ser aplicada a todas as afirmações dos políticos que, ao falarem aos portugueses, usam sempre a falácia vulgarizada nas campanhas eleitorais.

Todos os cidadãos que usem livremente a capacidade de raciocínio, sabem que há ausência de credibilidade nos políticos, mesmo nos que se dizem não profissionais, mas a dúvida do professor Bessa, que é uma forma subtil de ocultar a sua convicção, tem o mérito de vir confirmar a opinião geral.

Estabilidade, continuidade, desenvolvimento, são palavras bonitas que não traduzem vontade de reestruturar, reformar, sanear, moralizar, simplificar sectores da máquina do Estado que constituem sorvedouro do dinheiro dos impostos sem contrapartida proporcional para o bem público (ver os números referidos no primeiro parágrafo)

Quanto a «Portugal estar na 32.ª posição entre 178 países», o que dizem os meritíssimos juízes? Como explicam os resultados dos vários «casos» que passaram pelos tribunais? Se a culpa é da legislação, porque não propõem ou sugerem alterações no corpo a legislativo, dado que dos políticos pouco ou nada de bom se espera neste tema?

Quanto a «Portugal descer para 26º lugar no Índice de Prosperidade», o que dizem os governantes da última década? O que diz a isto o candidato Cavaco Silva? Porque pretendem a continuidade política? Porque se recandidatam depois do fracasso da actividade anterior? Mas o povo está embrutecido pela propaganda falaciosa e continua indiferente às armadilhas do seu destino e dos seus descendentes e vai voltar a votar na continuidade da descida para o abismo. Quem nos tirará do fundo da mina? Nem sequer temos capacidade como a do salvamento dos mineiros chilenos. Água parada dá pântano pestilento.

O estado em que nos encontramos, por incúria, incompetência ou falta de sentido de Estado e de responsabilidade dos políticos, mostra ser imperiosa uma mudança estrutural, uma substituição de pessoas, dando lugar a gerações mais jovens e menos infectadas pelos vícios de que hoje enfermamos.

Nos mais jovens há gente muito válida e com dedicação a causas e valores, evidenciando-se na arte, na ciência, no pensamento, na gestão. Procure-se entre eles os substitutos dos actuais parasitas que nada mais aprenderam na sua vida prática, além de enriquecerem à custa do dinheiro dos impostos.

E não vale a pena dar ouvidos a pessoas que prometem milagres que estão a anos luz da capacidade que mostram ao não adoptarem soluções válidas em missões anteriores. Como acreditar neles.
Mesmo agora vi a notícia de que o ministro das Finanças disse "Continuamos disponíveis para ultrapassar o impasse", quando talvez fosse mais sincero se dissesse estamos disponíveis para aceitar a rendição incondicional do adversário.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pobreza. Realidade a transformar

Apesar das promessas e afirmações bombásticas de propagandistas alheios às realidades do País, chegam, de origem oficial, informações dramáticas que denunciam um estado catastrófico na vida de cerca de metade dos cidadãos. Segundo o artigo do JN «504 096», o relatório apresentado, há uns dias, pelo Conselho Nacional de Educação indica que mais de meio milhão de crianças (504.096) são abrangidas pela Acção Social Escolar. Isto significa que estas crianças, que correspondem a quase metade das crianças portuguesas que frequentam as nossas escolas, dependem do apoio financeiro do Estado para comprar livros e material escolar. E dependem das cantinas escolares para comer. Numa palavra, são 504 096 crianças pobres. O facto de representarem quase metade das crianças das escolas faz meditar na dimensão da catástrofe social existente, apesar de tantas palavras falsamente optimistas de governantes.

Outro aspecto que contradiz a propaganda sobre a obrigatoriedade do ensino até ao 12º ano, é que apenas 30% dos alunos chegam ao 12º ano.

O estado de penúria da população também se torna visível nos cerca de 460 mil portugueses que passam fome ou, eufemisticamente,"sérias perturbações no acesso a alimentos", na linguagem técnica do nosso Instituto Nacional de Estatística; ficámos também a saber que cerca de 2,14 milhões de portugueses são pobres ou segundo o INE, em "privação material".

No entanto, no momento da elaboração do OE, esse problema é esquecido e, entretanto, enterra-se no BPN o que faltava para somar 5000 milhões de euros saídos do bolso dos contribuintes e passa-se ao lado, sem as fechar, das torneiras de saída de dinheiro público sem utilidade nem racionalidade aparente como ficou dito em Onde se cortam as despesas públicas??? e em Dezenas de institutos públicos a extinguir.

Mas a Comunicação Social continua a encher espaço e tempo com o espectáculo tosco de pugilismo feito por actores que não querem machucar-se, como se deduz de OE. Haja sentido de Estado.

Com este panorama, indícios e sintomas, é preciso ter muita fé para augurarmos melhores dias!!!

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