domingo, 16 de maio de 2010

Perturbação dos boys de Sócrates

Transcrição seguida de Nota:
Mais um processo contra um jornal
Diário de Notícias 8 de Maio de 2010

Foi só uma inocente graçola do 1.º de Abril, dia das mentiras. O AutoHoje desse dia resolveu anunciar que os preços dos combustíveis na Galp baixariam 0,22 cêntimos/litros para todos os felizes possuidores de cartão de militante no PS. "Boa notícia/PS dá descontos", assim rezava a chamada de primeira página (nem sequer era manchete!).


Acontece que na sede nacional do PS o estado de espírito é a atirar para o muito stressado. A crise, a falta de maioria absoluta, Manuel Alegre, Cavaco - enfim, só arrelias. O PS levou a sério a brincadeira do AutoHoje e decidiu processar o jornal. Mais um a "juntar" ao currículo de Sócrates

NOTA:
Esta notícia denuncia o estado patológico de perturbação dos «boys» que apoiam o PM, sem possuírem o mínimo de sensatez, maturidade, preparação teórica e prática e autodomínio para as funções. Já poucos motivos nos dão para ficarmos surpreendidos, desde a manifestação apoteótica na AR na recepção a Paulo Pedroso quando saiu da penitenciária por motivo da suspeição de estar envolvido no caso da pedofilia da Casa Pia até à efectuada com aplausos e atitudes laudatórias ao autor do «furto directo» de gravadores de jornalistas, como se tivesse cometido um elevado feito de heroicidade, nada realmente é de estranhar .

Mas, agora, esta notícia constitui um sério aviso de que se o governo se mantiver, devemos ter cuidado porque no próximo 1º de Abril poderão ser proibidas as tradicionais mentiras que não prejudicam ninguém.

Ao que nós chegámos!!! Os boys já não se contentam com uns descarados «furtos directos» de pequenas coisas que se podem meter no bolso das calças!!! Processam por uma mentira própria da tradição do 1º de Abril, dia das mentiras. Evidenciam muito nervosismo, perturbação e insegurança, que deviam ter serenado nos dias seguintes, antes de exporem publicamente a sua instabilidade psíquica. A poeta e ex-deputada Natália Correia diria que anda por ali muita histeria de mulher mal amada, mas talvez não se deva exagerar por aquilo ser excesso de stress por fadiga com coisas menores de política interpartidária à margem dos interesses nacionais.

Furto directo premiado

Não gosto de mexericos, mas por outro lado, há coisas de tal modo significativas e indiciadoras do estado da Nação, que não devem ser deixadas à margem mas merecem profunda reflexão. O «furto directo», muito diferente da «acção directa», como bem explica Pedro Coimbra em «Novo conceito de acção directa, ou nova figura jurídica?» onde sugere que Ricardo Rodrigues poderá ser considerado precursor deste conceito ao furtar dois gravadores a jornalistas que o entrevistavam, caso filmado e divulgado em vídeo, veio esclarecer melhor a «virtualidade dos deputados», como refere Pedro Ivo Carvalho.>

Mas apesar da atitude escandalosa, inqualificável, mais do âmbito dos políticos de Hitler do que de uma «democracia» ocidental, «Ricardo Rodrigues não tem intenção de demitir-se» ou afastar-se da ribalta e teve o privilégio de ter o apoio pessoal de «Francisco Assis» e de a bancada do PS lhe ter manifestado solidariedade.

E além do apoio pessoal de Francisco Assis e da manifestação da bancada do partido, foi condecorado com uma promoção adequada ao seu mérito musculado, como é publicado sob o título «Deputado do furto eleito conselheiro» no Conselho Superior de Segurança Interna.

Em «O caso dos gravadores» são apontados outros méritos deste «distinto» deputado a quem segundo o artigo, se deve muito do estado em que se encontra actualmente a Justiça depois dos quatro anos do anterior Governo em que teve cargo com poder. Também devem ser referidos os posts «Fugiu-lhe a mão para a verdade...» e «Poupando trabalho ao Procurador» e os textos neles linkados.

Mas, para encerrar este acervo de elementos informativos, é justo e dignificante que se refira que dentro do partido do homem da acção directa, surgiu uma voz de bom senso, a do professor VITAL MOREIRA que considera o acto "injustificável". Certamente que o professor com esta e outras atitudes anteriores se deve ter arrependido de entrar num fosso em que se encontra desambientado, no meio de companhias que não primam pela moral como demonstra o mais alto «defensor» da ética, agora metido na acção de «furto directo».

Há deputados a mais, sem dúvida!!!

Francisco Assis que, por vezes, é acusado de insensato e sem sentido de Estado, por apoiar situações e soluções aparentemente desprovidas de ética, tomou agora uma atitude muito louvável conforma diz a notícia transcrita a seguiur:

Francisco Assis avisa contra faltas e atrasos dos deputados
Público. 06.05.2010 - 13:43 Por Nuno Simas

Francisco Assis fez um aviso sério aos deputados socialistas para não faltarem tanto nem chegarem tão atrasados às reuniões da Assembleia da República.

O líder e a direcção da bancada do PS não gostaram de ver que tantos deputados faltem às reuniões plenárias. “Intolerável”, afirmou na habitual reunião da semana, hoje de manhã com o grupo parlamentar socialista.

Na última sexta-feira, no debate quinzenal com o primeiro-ministro estiveram presentes estiveram 42 deputados da bancada rosa. Contas feitas pela própria direcção da bancada socialista.

No final da reunião, Assis foi confrontado pelos jornalistas com a assiduidade dos deputados e remeteu a questão para o problema da pontualidade. Ele, que foi eurodeputado durante cinco anos, disse que a falta de assiduidade é “um hábito que nos afasta da Europa”.


NOTA: Com esta crítica à falta de assiduidade dos deputados socialistas, veio provar que existe, da parte dos deputados, consciência de que são em número exageradamente elevado e, portanto, desnecessários, dispensáveis e supérfluos, não havendo inconveniente em faltarem ou chegarem atrasados.

Já a mesma conclusão tinha sido tirada em outros momentos da vida da AR, como referiram os posts «Disciplina de voto, deputados a mais?» em 10 de Outubro de 2008, «Presentes menos de 50 dos 230 deputados» em 6 de Novembro de 2008, e «Há deputados a mais» em 6 de Dezembro de 2008.

Francisco Assis merece ser aplaudido por esta prova pública de sentido de Estado e de dignidade, mas não pode ficar por aqui, devendo retirar as devidas consequências e tratar da redução da quantidade de deputados e, depois, reorganizar os «trabalhos» dos eleitos por forma a realizarem as suas obrigações, para as quais foram eleitos, com mais eficácia e maior economia para benefício dos cidadãos contribuintes. Os portugueses ficarão muito agradecidos e não esperam menos do que isso.

Corrupção e enriquecimento ilícito

Um dos maiores resistentes na AR contra a legislação para combater a corrupção e o enriquecimento ilícito e que mais defendeu a famosa lei de financiamento dos partidos «saiu a meio de uma entrevista com dois jornalistas da revista ‘Sábado’, levando-lhes os gravadores da referida conversa».

Parece inacreditável, mas para saber mais acerca deste episódio «democrático» inserido na «liberdade de expressão e de informação, leia os seguintes artigos:
- Ricardo Rodrigues tira gravadores a jornalistas da ‘Sábado’ (COM VÍDEO)
- Ricardo Rodrigues vice-presidente da bancada socialista

A crise exige decisões correctas

Para sair da crise não bastam palavras falsamente optimistas, para lançar poeira aos olhos dos cidadãos e adormecer as vontades em vez de as alertar e estimular, como as referidas aqui, da autoria do ministro da Economia em 13 de Outubro de 2006, do primeiro-ministro em 25 de Março de 2008, do ministro das Finanças em 29 de Junho de 2009 e do primeiro-ministro em 17 de Setembro de 2009

A saída da crise não acontecerá por acaso, ou pela ordem natural das coisas, mas sim por decisões correctas que produzam os resultados mais convenientes, para bem dos portugueses. É em momentos difíceis que se evidenciam os valores as qualidades das pessoas com capacidade mas também ressaltam os defeitos e as incompetências que as circunstâncias não deixam permanecer ocultas camufladas pela falsa propaganda e pela conivência dos boys que apenas sabem sugar a seiva de qualquer organismo vivo e fazem-no sem o cuidado de não matar a fonte de receita, a galinha dos ovos de ouro.

Começa por ser necessário moralizar a sociedade política e nisso será de seguir o exemplo referido em «Nos EUA os políticos estão sujeitos à lei geral». Mas no imediato, haverá que tomar medidas semelhantes às que o país vizinho e nosso protector em questões de saúde (maternidades em Badajoz e urgências em Vigo, além de outros locais fronteiriços) que são arrojadas e prometem atingir bons resultados, como diz a notícia «Espanha corta um terço das empresas públicas e 32 altos cargos para poupar gastos».

Embora não de efeitos imediatos é conveniente a reformulação do ensino, adaptando às características nacionais com vista a melhorá-las, seguindo exemplos como o da Finlândia referido em Escola na Finlândia. As pessoas precisam de ser ensinadas a gerir a própria vida, para evitar endividamentos excessivos, tomar as melhores decisões, não se submeterem cegamente aos ditames da moda nem da propaganda mesmo que venha de bancos ou políticos, aparentemente bem intencionados.

Será positivo seguir a eficiência prática e dedicada dos «deputados ingleses», dos «suecos».

Porém, para já, impõe-se uma medida realista, urgente que consiste na ponderação das decisões já sonhadas mas incomportáveis nas circunstâncias actuais e no futuro previsível e que hipotecam insensatamente o futuro dos jovens de hoje, como são as relativas a investimentos desnecessários, supérfluos, de luxo, de ostentação insensata, de fanfarronice, que só beneficiam as empresas construtoras e os bancos que as apoiam. Nisso tem que ser dada razão ao alerta do PR citado na notícia «Presidente diz que "faz sentido reponderar" investimentos com pouca produção e mão-de-obra nacional».

Enfim, a crise tem muitas portas por onde se pode entrar a sério para a eliminar e depois criar uma sociedade mais socialmente justa e que seja geradora de esperança no futuro, confiança entre as pessoas, competência para produzir, inovar e desenvolver honestamente.

Espera-se que o Governo se debruce com muito cuidado e sentido de Estado nas realidades, sem fugas nem desvios dos grandes objectivos nacionais de longo prazo que devem ser bem definidos, com o apoio das forças vivas.

Inês de Medeiros e a mina de ouro

Segundo a notícia «CDS quer cortar apoio às viagens de Inês de Medeiros», os centristas vão propor lei para impedir pagamentos de deslocações a deputados que vivam no estrangeiro que, se for aprovada, torna impossível o pagamento das viagens à deputada socialista Inês de Medeiros como foi decidido pela administração da Assembleia da República. Trata-se de deputada eleita pelo círculo de Lisboa, mas com residência em Paris. O caso das viagens a Paris também tem causado mal-estar na bancada do PSD e é incompreensível que tal não seja partilhado pelos outros deputados.

Se vivia em Paris e queria manter a residência, qual a seria intenção de vir candidatar-se por Lisboa? E qual é a mais-valia para Portugal para suportar o ónus em viagens semanais em classe executiva? Que projectos de lei já apresentou desde que é deputada?

Curioso é Jaime Gama, homem sensato, muito ponderado não ter podido resistir às pressões e ter tido o cuidado, de afirmar que aplicou o que foi decidido em conselho de administração - pagar uma viagem semanal de avião equivalente a uma deslocação aos Açores em primeira classe -, mas deixou claro que a solução encontrada é uma excepção. E declara que o despacho será revogado se o Parlamento decidir alterar a lei.

Fica ao julgamento dos portugueses o facto de uma alta entidade, numa época de crise grave, como se vê diariamente nas notícias, permitir uma excepção, com acréscimo de despesas públicas, sem motivo de interesse para Portugal.

Poderá dizer-se que para o elevado volume de custos do Parlamento, se trata de amendoins. O certo é que essas viagens representam a soma de muitos rendimentos anuais de trabalhadores pagos pelo Salário Mínimo Nacional. E a crise que actualmente atravessamos resulta de «pequenos acréscimos de despesas» a troco de «robalos». O dinheiro público está em mãos de gestores que parecem imaturos

Vídeo de entrevista da deputada