Mostrar mensagens com a etiqueta união. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta união. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

UNIDOS PARA UM PORTUGAL MELHOR

Unidos para um Portugal melhor
(Publicado em O DIABO nº 2228 de 13-09-2019, pág 16 por António João Soares)

“A união faz a força”. A convergência de esforços é apanágio de uma equipa que deseja ganhar. Na vida social de um País todos devemos estar interessados no progresso, no crescimento do património colectivo e, para isso, devemos definir consensualmente objectivos estratégicos, a longo prazo, a atingir pelo esforço coordenado de todos. Cumprirá aos partidos do Governo, com a colaboração dos outros, a definição dos objectivos e de como conseguir a sua conquista da maneira mais positiva, para satisfação de todo os cidadãos, de forma realista, nos aspectos de segurança, justiça social, saúde, etc. Tal tarefa, a fim de ser respeitada durante muito tempo sem sofrer alterações da iniciativa de futuros Executivos, não deve ser levada a cabo simplesmente por Governo, de forma egoísta, prepotente e autoritária. Em assunto de tal relevância deve haver estabilidade, o que exige que na sua criação deva haver convergência de opiniões e compromisso de todos, unidos para bem do País.

Infelizmente, como se verifica em época pré-eleitoral, este conceito de patriotismo é esquecido e gastam-se de forma nada inteligente, capitais, tempo e energias em fantasias descoordenadas e ilusórias para enganar os eleitores com assunto sem significado real e duradouro e são desprezados os temas essenciais para preparar um futuro melhor, com boa qualidade de vida das pessoas e engrandecimento do património nacional. Podemos e devemos meditar sobre acontecimentos reais. No futebol o que interessa é a contagem de pontos para vencer o campeonato e nada adiantam as questiúnculas de agressividade nas bancadas devidas a uma falha do árbitro ou a um encontrão entre jogadores. O essencial não se resolve com tais violências nada desportivas. Também no Estado, a agressividade entre partidos concorrentes ao Poder, não compensa a perda de tempo e energias que deviam ser empregues na preparação do melhor futuro colectivo, com objectivos comuns bem definidos, embora contendo formas mais ou menos adequadas a opiniões diferentes.

Por exemplo, deve ser consensualmente meditada a finalidade do ensino e a melhor forma de preparação das futuras gerações, a melhor solução de apoio de saúde à população, a forma mais eficiente de garantir a segurança de todos nas mais diversas situações, sem excessos nem carências que condicionem as liberdades individuais, o estímulo a formas mais eficientes de desenvolvimento económico, sem perda de justiça social nem de estímulo à iniciativa individual, sem perda de respeito pelos direitos dos outros, pelas boas tradições culturais e sociais, etc.

Embora sem espaço para muito, refiro por exemplo a autorização para a exploração de lítio, que, além de lesar a capacidade agrícola das áreas próximas da exploração, contamina as águas que entram na rede fluvial, prejudicando as regas e as pessoas que as usam. Por exemplo, as águas da vasta bacia do rio Zêzere são colhidas na barragem de Castelo de Bode para alimentar a extensa região urbana de Lisboa. Também o turismo, que é agora um bom factor da economia nacional, exige cuidados porque, sendo uma actividade instável, muito susceptível de grandes alterações por efeito de pequenos casos de insegurança, pode ter uma paragem, semelhante à que ocorreu no Sul de França após o acto terrorista de atropelamento de várias pessoas em Nice.

Também tem sido muito falada a discrepância entre o aumento de impostos, taxas e taxinhas e, do outro lado, a ausência de proporcional aumento do património nacional, o que faz pensar nos gastos exagerados com a quantidade de deputados e de pessoal nos gabinetes da administração pública, suas mordomias, carros e luxos, sem benefício visível, directo ou indirecto, para os cidadãos vulgares.

Para as reformas estruturais serem devidamente respeitadas, precisam resultar de bom entendimento e convergência de esforços. As grandes decisões para se tornar Portugal maior não são tarefa a realizar por capricho ou inspiração de momento, mas fruto de profunda meditação, com a colaboração de largo espectro dos cidadãos. Todos devemos dar o maior contributo possível. ■

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

OPOSIÇÃO PRETENDE SER GOVERNO



Estar na oposição deve ser considerado como preparação para ser GOVERNO, quer na obtenção de treino para adquirir capacidades, quer na difusão pelos cidadãos em geral da competência adquirida e consolidada.

Como fazer para atingir tais objectivos? Evitar fazer críticas demolidoras sistemáticas e enveredar pela crítica positiva, construtiva para obter os melhores efeitos perante os cidadãos, Perante qualquer deficiência do governo, explicar o erro cometido e indicar alternativas mais benéficas para o País e para os cidadãos. Perante algo que precisa de mudança ou de ajustamentos, por vezes apontados pelos sindicatos ou até em cartas aos jornais ou opiniões individuais expressas em conversas, fazer propostas ou projectos na AR ou torná-los públicos por qualquer forma. Pode, de momento, nada resolver, mas será material que, ficando em arquivos ou da AR ou dos jornais, pode mais tarde ser aproveitado, por exemplo em campanha eleitoral, para lembrar aos eleitores que o País estaria melhor se não tivesse havido os erros do Governo e se tivesse sido seguido o que foi proposta pela oposição. E se essas propostas tiverem sido aprovadas pelo Parlamento, será oportuno relembrar que o benefício delas resultante foi devido ao autor da ideia, citando o que consta no arquivo respectivo.

Desta forma, ser oposição não é lavar roupa suja com intriguices e maledicências, mas sim uma preparação metódica e sistemática para vir a ser governo. E a ajuda para que o Governo tome medidas adequadas aos diversos assuntos, pode beneficiar quem a prestou.

Se assim for feito, não estou com receio daquilo que vier a ocorrer nos próximos tempos, seja qual for a cor do Governo, porque não haverá desperdícios de energias em «guerras do alecrim e da manjerona», mas sim uma convergência de esforços devidamente identificados para se fazer mais e melhor para o engrandecimento de PORTUGAL e para a consequente melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SUBSÍDIOS A QUATRO SECRETÁRIOS DE ESTADO


Segundo notícia do Diário de Notícias de ontem, Passos dá subsídio a quatro secretários de Estado no valor diário de 25 euros, respeitantes a alojamento, o que equivale a 750 euros por mês, ou seja mais de 1,5 salários mínimos nacionais.

Certamente nem todos os servidores do Estado, professores, militares, polícias, etc. podem gastar tanto em alojamento quando são deslocados do seu lugar de residência. Resta também definir o que é local de residência habitual de um político. Há alguns que têm esse local reconhecido oficialmente a muitas centenas quilómetros do local onde residem há dezenas de anos e que lhes dá direito a subsídio de deslocamento.

Esta notícia vem fazer compreender o espírito do legislador que gerou a Lei n.º 64/2013, de 27 de Agosto sobre o sigilo dos privilégios dos políticos recentemente publicado no Diário da República e que fora aprovada pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD, CDS/PP e do PS.

Isto dá muito que pensar pois vulgarmente aquilo que se deseja manter em segredo é algo a esconder por ser vergonhoso, ilegítimo, imoral ou, mesmo, criminoso. Alguma destas qualificações estará em jogo na ocultação imposta por esta lei? E onde fica a célebre «transparência democrática» de que por vezes os políticos tanto falam acaloradamente?

Por outro lado, o facto do bom entendimento dos partidos CDS, PSD e PS na aprovação desta lei também é muito significativo e não deve ser esquecido o fenómeno de consenso, união, coesão, concertação, convergência, etc sempre que se trata de vantagem e privilégios para os «boys», como tem acontecido na recusa de legislarem contra a corrupção, contra o tráfico de influências, contra a promiscuidade entre funções públicas e tachos privados, etc.

Mas, pelo contrário, quando está em causa o interesse nacional, como no caso recente do «compromisso para a salvação nacional», cada um fica na sua ideologia e nos seus interesses partidários e parece que o seu pensamento é «o Estado que se lixe». Isso ficou bem patente na ausência de resultados de uma semana de procura de compromisso não conseguido.

Certamente, haverá portugueses atentos que não esquecem estas lições.

Imagem de arquivo

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

PROMESSA, DESEJO OU FANTASIA ?


A política está a revestir-se de uma ficção permanente, que nem sequer garante resultados da pretendida lavagem ao cérebro da população medianamente preparada. E em época de campanha eleitoral, os excessos são demasiado caricatos.

Ontem, a notícia Depois das eleições temos todos de dar as mãos por Portugal atirava com a seguinte palavra de ordem: « que "há vida para além do dia 29", e que "essa vida prende-se com a necessidade de todos os partidos e de todos os agentes públicos terem de dar as mãos"».

Ela sugere várias interrogações às quais deveria ser dada resposta bem positiva, esclarecedora e convincente.

Que milagre é esperado no dia 29 para que cesse a agressividade inter-partidária e todos dêem as mãos?
Isso é uma promessa, um pedido, um mero desejo de propaganda, uma proposta séria ou uma imposição inflexível «custe o que custar»?
E qual a razão porque ainda não se deram as mãos por Portugal?
Quais as razões do falhanço da «coesão social», da «concertação social», do «consenso», do «acordo de salvação nacional»?
Que cedências se mostraram os detentores do Poder dispostos a fazer na sua obsessão do «custe o que custar»?
O que têm andado fazer?
Se ainda não deram as mãos por Portugal, como querem que agora acreditemos que as vão dar?
Será que agora o Governo vai tentar deixar de querer apenas aplausos e palmas?
Será que o Governo vai esforçar-se por compreender as dificuldades dos portugueses para dar as mãos ao povo a fim de lhe melhorar a qualidade de vida?
Será que vai cortar os salários e as pensões superiores a 15 salários mínimos nacionais para poder aumentar o salário mínimo nacional que é o único rendimento de muitas famílias que não estão no desemprego?
Será que vai ser dado mais interesse às pessoas do que aos números sem, obviamente, desprezar estes?

Certamente, que seria óptimo que fosse feito um esforço válido, honesto coerente, racional, para eliminar as más tradições nacionais e exaltar as virtudes dos portugueses a fim de se fazer convergir TODOS os esforços para o desenvolvimento equitativo e a melhoria das condições de vida de TODOS os portugueses, sem descriminações. Mas tal objectivo não se consegue com palavras vazias mas com decisões correctas.

Imagem de arquivo

sábado, 27 de julho de 2013

UNIÃO NACIONAL - O OBJECTIVO???


Depois do post anterior, um amigo enviou-me o código que permite colocar o seguinte vídeo:

sábado, 7 de abril de 2012

A crise obriga a pensar

Transcrição de pequeno texto escrito por Ayn Rand, (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos a meio da década de 1920), e que, hoje, deve ser devidamente interpretado. Seguem-se-lhe referências complementares.

Sociedade condenada

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;
Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;
Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;
Quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício;
Então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".

Seguem-se referências a outros textos que ajudam a pensar na crise que nos oprime:

Todos sabem que Portugal não é a Grécia, mas convém ver as diferenças significativas sem olhar apenas para a antiga cultura grega e os descobrimentos portugueses, mas analisando as causas do problema actual. E depois concluir se, realmente e em aspectos estruturais e essenciais, a Situação de Portugal é muito diferente da Grécia'. Será que se pode concluir que Somos assim tão diferentes dos gregos?
A Situação na Grécia resultou de 'legado de anos de políticas irresponsáveis' e entre nós quais foram as causas?
E, depois de muita meditação, talvez se possa dar resposta à pergunta Porque já se fala num segundo resgate para Portugal?

E como se compreende que governantes em funções de alta responsabilidade façam afirmações aparentemente oníricas como a que manifesta o desejo ou faz a promessa de obter Ligação de Sines em bitola europeia até 2014, pois parece não ser viável a médio prazo como diz o artigo Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol.

E como se compreende que, na actual situação em que deve haver união de esforços e de energias de todos os sectores nacionais, se constate a discordância da oposição em relação a desejos ou «promessas» de soluções para variados problemas, por vezes em forma de reparos muito sensatos e com sentido de Estado? Certamente tais divergências mostram que o Governo se subordina incondicionalmente a pressões estranhas, esquecendo-se de dialogar mais intensamente com os partidos nacionais, os quais, como manda a lógica, devem ser melhores defensores dos interesses nacionais do que os líderes de países estrangeiros que, racionalmente, sobrepõem a tudo os seus próprios interesses nacionais.

Imagem de arquivo

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Manuel Alegre, homem de carácter

Há pouco mais de uma semana publiquei o post Dispersão ou convergência para vencer a crise ??? que se referia a uma atitude de deputado socialista que incitava à dispersão de esforços a nível nacional, apesar da crise que exige convergência de todas as energias para encontrar a melhor estratégia de ultrapassar a austeridade e recuperar o esforço de desenvolvimento e de criação de melhores condições de vida para a maioria dos portugueses.

Agora são de realçar as palavras do hisórico socialista, ex-candidato a Presidente da República e membro do Conselho de Estado que, perante a perspectiva de desagregação do grupo parlamentar e de outras instituições da estrutura directiva do seu partido, levanta a sua voz autorizada para «fazer um apelo à unidade e à serenidade interna no PS, dizendo que os socialistas não têm problemas de liderança». Sublinha que «não há qualquer problema de liderança no PS e é preciso unidade na diversidade e é preciso um PS unido e forte».

Num momento em que todos seremos poucos para levantar a imagem de Portugal, há que esquecer rivalidades partidárias e realçar atitudes, como esta, de bom senso e carácter patriótico. Portugal precisa de partidos bem organizados e coesos para melhor defenderem o futuro dos portugueses.

Imagem de arquivo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Meninos do colégio ?



REPARE-SE nas semelhanças - dos fatos, das gravatas, da posição das mãos, das pernas... Serão meninos com os bibes do colégio ou um preocupante espírito de rebanho ou o hábito de uma associação secreta? Quem souber explicar, elucide-nos em comentário

Com base no post de Carlos Medina Ribeiro em Sorumbático