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quinta-feira, 25 de março de 2010

Lisboa oculta

Há quem diga para fins turísticos que a beleza de Lisboa reside nas encostas e na vista que oferece a quem dela se aproxima pelo rio, nomeadamente nos cruzeiros que a visitam, com muita frequência.

Mas se as entidades responsáveis pelo turismo têm essa opinião, as outras ligadas a empresas de construção com boas relações com o Governo não se importam de ocultar a face da cidade, por detrás de uma muralha de contentores.

Repare-se bem na fotografia e leia-se a notícia que se abre fazendo clic no seguinte título «PS quer evitar "coligação negativa" no caso dos contentores». Afinal Jorge Coelho continua a ter muito poder, talvez agora, ainda mais!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

Incoerência de «estadistas». 060830

(Enviada aos jornais em 30 de Agosto de 2006)

À semelhança da ameaça de o Governo pretender deixar de publicar as nomeações de assessores, consultores, etc., não é impossível que tente proibir a existência de órgãos de Comunicação Social, como única maneira de evitar que as suas incoerências sejam conhecidas dos cidadãos eleitores, a fim de estes serem mantidos na morna ignorância da realidade e não lhes negarem o voto em próximas eleições. As notícias são realmente pouco ou nada animadoras. Há poucos dias foram conhecidos os fogos florestais na Peneda-Gerês, nas Serras de Aire e Candeeiros, em Leiria e em outras matas nacionais, em que os cuidados de manutenção da floresta e de prevenção dos fogos tinham sido apenas virtuais, longe de serem um modelo a seguir pelos particulares.

Agora, outra notícia diz-nos que o «Estado tem prejuízos na maioria dos sectores», o que não constitui novidade, visto já ser do conhecimento geral que, quando a acção de um gestor público se torna escandalosamente nociva para o Estado, a penalização que lhe é dada consiste na sua transferência para outra empresa pública, com remuneração superior, o chamado «pontapé pela escada acima». Houve um que passou da Expo para a TAP e quando, posteriormente, passou para a actividade privada, a sua «competência» levou-o à falência segundo notícia recente. São estes os protegidos da oligarquia com pretensões democráticas.

Mas, apesar desta visível negligência na gestão do património do Estado que mostra ser este mau proprietário, mau gestor e mau patrão, aparece agora a notícia de que «a Companhia das Lezírias não vai ser privatizada», isto é, continua a ser um sorvedouro dos subsídios da Política Agrícola Comum e de subsídios do Estado. Pelo contrário, se fosse privatizada, contribuiria para a melhoria da indústria alimentar, em concorrência leal com outras empresas congéneres e pagaria impostos ao Estado (em vez de sacar subsídios).

É visível, neste como em muitos outros casos, a incoerência dos «estadistas» que ornamentam sempre as decisões com floreados discursos de optimismo balofo (como depois se torna visível). Mas temos de condescender que, na realidade, a oligarquia reinante precisa de gabinetes bem mobilados e decorados para os seus «boys» e «girls» e isso não seria viável com a privatização de todas as empresa que vegetam à sombra do erário. Estamos esclarecidos!

Contradições e incoerências

(Publicada no Destak em 29 de Junho de 2006, p. 18)

A cada momento, surgem notícias negativas quanto à capacidade dos agentes económicos e à falta de directrizes estratégicas para o desenvolvimento sustentado do País. Ocasionalmente, ouve-se os governantes dizer que é preciso desenvolver o interior do País, com vista à inserção e que o futuro depende essencialmente do turismo, mas são múltiplos os sinais contraditórios e incoerências entre este «desejo» e a realidade. Agora, aparece a notícia do encerramento do golfe de Marvão por não ter actividade que suporte o seu funcionamento, em virtude de as autoridades e empresários locais não organizarem eventos culturais e desportivos que estimulem a atracção turística para a área da Serra de S. Mamede. O golfe foi um importante primeiro passo para o enriquecimento da região, mas não foi aproveitado por falta de iniciativas dos empresários. Desta forma, é muito difícil, talvez impossível, desenvolver as regiões do interior. Recordo que, há cerca de 20 anos, no início da época estival, estando interessado e aumentar a minha colecção de postais ilustrados, não consegui encontrar um único em Castelo de Vide, por estarem «esgotados».

E, para o interior se desenvolver, não pode esperar-se por «milagres» do poder central, mas sim cada empresário, por si ou em ligação com outros, desenvolver actividades complementares das já existentes, por forma a criar um conjunto coerente e atractivo dos turistas, sejam eles da área cultural, do desporto, da religião, da gastronomia ou até do comércio. Em tudo isto, as autarquias têm um papel importante a desempenhar com directrizes, fornecimento de estudos e dados estatísticos, facilidades fiscais, etc. É preciso fazer tudo pra evitar o fracasso de iniciativas positivas e convergentes para um futuro melhor.

Também merece realce a contradição de trabalhadores e sindicatos que pensam apenas em sacar o máximo das entidades patronais, esquecendo que o seu futuro está ligado ao desempenho das empresas, sendo do seu interesse que elas tenham lucros, mas, quando elas têm de fechar, por falta de solvência, lamentam ficar desempregados. Seria desejável que este e outros factos semelhantes fossem devidamente analisados para servirem de lição para comportamentos futuros.