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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Jovens generosamente voluntários

Da notícia "Jovens tremendamente abertos ao voluntariado" ressalta o trecho «"É muito gratificante verificar que há jovens que se privam das suas férias para vir para aqui fazer bem a quem precisa. E que se entusiasmam de verdade. E que voltam no ano seguinte." Manuel Antunes faz questão de destruir o que diz ser um mito. "Criou-se a ideia de que os jovens são egoístas e vivem alheados da realidade. Não é verdade. Quando há alguém que os motiva, são tremendamente abertos e disponíveis."»

«No Verão, há centenas de pessoas que ocupam as férias a cuidar dos outros. Mas também há ilusões: o voluntariado será menos romântico do que possa imaginar-se.»

«O padre Manuel Antunes, responsável por dois campos de férias para deficientes no santuário de Fátima, corrobora. "Não basta ter boa vontade, é preciso ter vocação e muita generosidade." Dá o exemplo do projecto que lidera há seis anos: "Trabalhamos com pessoas com limitações físicas e mentais profundas. Ficam connosco durante uma semana para que a família possa descansar um bocadinho. É um trabalho muito duro, violento mesmo. Passa por dar-lhes banho, fazer camas, acompanhá-los, alimentá-los... "»

Apesar de não ser fácil tratar de idosos e de doentes variados, apesar de ser um compromisso difícil dar aulas com regularidade e honesta preparação numa «universidade» para a terceira idade, há muitas pessoas que se prestam com entusiasmo a ser úteis aos semelhantes.

É um bom sinal que haja muitos jovens a dedicarem parte ou a totalidade das férias a bem-fazer aos outros. É uma promessa de que estamos a entrar numa nova era, de solidariedade, oposta à do egoísmo, do consumismo, da ostentação, da adoração do dinheiro. A construção dessa nova era cabe aos jovens de hoje e virão a ser eles os beneficiados pelos resultados dessa tarefa.Por isso, convém dedicarem-se a ela com todas as suas capacidades, para recuperarem os valores éticos que as duas ou três gerações anteriores desprezaram.

Tenhamos esperança nos jovens. Veja-se a lista de links constante do post «Aluno português brilhou em competição no Japão»

Imagem da Net.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Na peugada de Madre Teresa de Calcutá!!!

Maria Conceição, nasceu em Vila Franca de Xira, há 32 anos, tem um aspecto frágil mas determinado. Encontra-se sedeada no Dubai como assistente de bordo e do que tem visto pelo mundo, sentiu-se preocupada com a vida de muitas crianças em bairros pobres e decidiu, há cinco anos, entregar-se a um objectivo: minorar a miséria de crianças de uma comunidade desprovida de tudo, dando-lhes mais condições de higiene, saúde e educação. Começou por procurar bens doados em roupa que eram vendidos para obter verbas.

E a captação de boas vontades permitiu evoluir ao ponto de agora, o seu projecto, o Dahka Project, na capital do Bangladesh, já poder apoiar 600 crianças no bairro de Korail e emprega cem pessoas da mesma comunidade. O resto é trabalho esforçado de voluntários do mundo inteiro.

Depois de ter sido tocada pela miséria de outros e querer pôr-lhe fim. Maria Conceição tomou em mãos um bairro desprovido de tudo depois de uma passagem profissional pela capital do Bangladesh. Esta portuguesa já ganhou prémios de prestígio pela sua acção humanitária. É aliciante ver reconhecida a sua acção de que resultam benefícios para tanta criança carente.

Agora, Maria Conceição, atraída pela grande vontade de bem-fazer e de ajudar, num mundo em que os carenciados são ignorados pelos donos do dinheiro presos a um materialismo ambicioso e egoísta de olhos no imediato, não desiste e tem em mente outro projecto, esse no Brasil, provavelmente no Nordeste. Será um orfanato capaz de se auto-sustentar com a exploração de uma unidade hoteleira de praia. Segue o conselho chinês: se queres matar a fome a um pobre não lhe dês um peixe, dá-lhe uma cana e ensina-o a pescar. Prepara as crianças para a auto-subsistência, para a pequena empresa.

Diz com muita segurança: "Cheguei à conclusão de que aquelas crianças tinham um potencial enorme, mas não tinham oportunidades", assim recorda o grande embate ao visitar os arredores de Daca. Há ali um trabalho desmedido e difícil a fazer e, aos poucos, há resultados. Tudo é difícil, até ter vacinas doadas por vários países e encontraram todo o tipo de obstáculos para conseguir das autoridades daquele país um boletim que atestasse por alguma forma a identidade das crianças.

Maria Conceição tem a energia de liderança dos dinamizadores e transmite-a. Garante que é exigente com os voluntários e reconhece que, indo uma vez por mês a Daca e tendo já lá passado dois meses, aquelas circunstâncias são tão dramáticas que "se tem que sair para respirar e recarregar baterias". Na capital do Bangladesh, outra iniciativa de Maria está a pôr crianças a ensinar inglês aos pais e a dinamizar a comunidade de Gawair para a limpeza das casas e vielas. A esta acção, a fundadora deu o nome de The Catalist.