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terça-feira, 15 de maio de 2018

VÍCIO DA DROGA FINANCEIRA, CORRUPÇÃO, ETC.

Vício da droga financeira, corrupção, etc.
(Publicado no semanário O DIABO em 01-05-18)

Não faltam promessas de medidas para combater crimes de corrupção, peculato, abuso do dinheiro público, crédito malparado, etc. Mas as notícias tornam evidente que, se foram tomadas medidas, elas foram ineficazes. Tais abusos dos valores do erário público traduzem-se em maiores saques aos bolsos dos cidadãos, principalmente os mais desfavorecidos, devido ao excesso crescente de impostos indirectos e às múltiplas taxas que sobrecarregam a generalidade das despesas.

Têm sido chocantes as notícias de ex-políticos que se tornaram milionários e que possuem diversas contas em «offshores», depois de terem tido ligações com grandes empresas, desde bancos a fornecedores de energia que, nas facturas dos seus clientes, adicionam taxas, com os mais diversos pretextos.

Expressivo foi o caso recente dos deputados e outros políticos que, vivendo em Lisboa há longos anos, dão como residência fiscal a terra onde nasceram, nas Ilhas ou no Continente, a fim de receberem subsídios de deslocação, por vezes em duplicado, que depois de muita controvérsia na Comunicação Social, foi objecto de palavras de altas entidades que procuraram fechar a polémica afirmando que não há ilegalidade. Ora o facto torna imperioso que a lei seja revista por forma a ser clara e rigorosa no seu conteúdo, a fim de não permitir tanta discussão que subentende a existência de texto mal elaborado e impreciso que se presta a duplas interpretações. Terá sido intenção do autor do texto? Convém ser averiguado por técnicos totalmente honestos e apartidários. A Justiça, que tem sofrido muitas críticas negativas, precisa de leis rigorosas para nelas basear as suas decisões.

E não parece aceitável que políticos servidores do Estado, que devem ser exemplos de honestidade para os cidadãos seus mandatários, tenham mordomias e benefícios demasiado elevados em relação ao nível de vida dos cidadãos e exijam excepções às leis, que, por definição devem ser aplicáveis de forma equitativa a todos os portugueses, ao ponto de os cálculos das pensões de reforma não serem elaborados pelo critério que a lei impõe aos portugueses e que, mesmo que se tenham tornado milionários na sequência dos seus cargos, recebem um subsídio vitalício, o que não sucedes aos mais qualificados funcionários públicos. Para que o assunto atrás referido seja correctamente esclarecido, será conveniente que a lei seja revista por uma equipa de legistas, independentes, apartidários, que façam a análise tendo em vista a dívida pública nacional e os crescentes encargos com impostos directos e indirectos com que são sobrecarregados os cidadãos, e as facilidades concedidas a deputados, a quantidade destes e o fruto dos seus trabalhos em benefício dos cidadãos.

Se toda a gente está de acordo que deve ser evitada a toxicodependência por produtos químicos ou de origem vegetal, parece recomendável que, para recuperação de valores sociais, hoje tão esquecidos ou desprezados, se procure reduzir o vício do «dinheiro pelo dinheiro», que esquece os valores humanos o respeito pelos outros e a preocupação de preparar o futuro com melhor qualidade de vida e mais justiça social.

E convém que os governantes não se preocupem apenas com os números financeiros, pensando que o erário é um poço sem fundo e que há sempre a solução de sacar mais umas taxas ou taxinhas. Não devem distrair-se porque as pessoas têm necessidades que as obrigam a reflectir sobre as realidades nacionais e, à semelhança daquilo que por vezes se passa lá fora, podem dizer «basta de tanto sofrer».

sábado, 17 de fevereiro de 2018

DINHEIRO É DEMÓNIO COM MUITOS FANÁTICOS


Dinheiro é demónio com muitos fanáticos
(Publicado no DIABO em 13-02-20118)

Portugal, por tradição, era um país que, sem ter religião de Estado, tinha a maioria da população católica. Mas a sociedade modificou-se ou degradou-se  e, hoje, os locais de culto  mais frequentados são os estádios de futebol. E, em vez o Deus dos católicos, grande parte da população está loucamente fanatizada pelo dinheiro, uma coisa demoníaca que, de objecto necessário e indispensável, passou a ser cobiçado, sem limites, por qualquer forma, sem olhar a respeito pela própria função, nem pelo dinheiro público nem pela própria reputação.

Já acontece haver juízes suspeitos de sujar as mãos, por pressão de pessoas amigas que os fazem esquecer a sua condição de dignidade, liberdade e independência, com valores éticos e desejos de perfeição. Também tem havido elementos de governo e de sectores da administração pública que se deixam tentar pela adoração de tal ídolo, como se diz da compra de submarinos, de vistos dourados, etc. O BPN e outros Bancos entraram em dificuldade por créditos concedidos a amigalhaços que não pagaram. Em IPSS e outras instituições houve problemas graves.O futebol deixou de ser um desporto para ser praticado com prazer e pelo prazer para movimentar monstruosas somas de dinheiro.

Os negócios já não têm por objectivo a eficiência e a vantagem na concorrência para beneficiar clientes e atrair mais, mas apenas para aumentar os lucros da sua contabilidade. Um exemplo disto é referido num texto que refere a dessalinização da água salgada dos mares que viria resolver os graves problemas de seca que ameaçam continuar a agravar-se, assim como o desenvolvimento das energias renováveis, mas que está condenada a não sair do estado das intenções por os potenciais investidores estarem mais interessados em continuar com a utilização dos produtos derivados do petróleo para as indústrias que dele se servem. Essa obsessão dos lucros e medo de arriscar ousar eventuais iniciativas de novação e desenvolvimento de melhores tecnologias que facilitariam a vida das pessoas e a preservação do ambiente contrariam a evolução. O jogo de interesses imediatos, para garantir os mais fabulosos lucros é imparável e não olha para os sacrifícios evitáveis das pessoas a quem são privadas soluções inovadoras e mais vantajosas.
Também o desenvolvimento dos automóveis eléctricos e de outros meios inovadores de transportes está a ser boicotado pela associação de comerciantes do ramo amarrada, sem imaginação, à antiquada dependência dos produtos petrolíferos.

Em muitos campos, os fanáticos pela moeda acabarão por falir, agarrados à sua teimosia sem criatividade, impedindo as pessoas de beneficiar de uma evolução apoiada nas mais modernas tecnologias mas, entretanto, vão resistindo. Apetece perguntar: porque não usam a inteligência e o seu poder financeiro para se dedicarem a novas modalidades, estimulando a investigação e a inovação com finalidade idêntica e alternativa à que agora têm mas mais vocacionada para o futuro? Porque preferem continuar na mesma rotina obsoleta até sucumbirem sendo vencidos pela previsível concorrência da inovação? Enfim, são fanáticos, obstinados carentes de capacidade para procurar estratégias modernas, inovadoras, e nem pensam em dar aos seus sucessores maior probabilidade de sucesso.
O fanatismo do dinheiro transforma-o num produto altamente tóxico gerador de guerras e outras tragédias e obrigando os seus detentores a uma vida de escravatura mascarada de pompa e fausto de exibicionismo. Mas há excepções como o milionário Bill Gates que distribui para fins de benefício social, grane parte dos seus rendimentos. E o nosso Cristiano Ronaldo que vai ajudando a família e pessoas com necessidade de apoio financeiro. A revista Exame publicou a lista de 15 milionários mais caridosos e filantropos, com Mark Zuckenberg no topo. Há quem se arrependa do erro da toxicodependência do dinheiro.

António João Soares
6 de Fevereiro de 2018

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O DINHEIRO COMO PRODUTO TÓXICO


O dinheiro como produto tóxico
(Publicado no semanário O DIABO em 10 de Outubro de 2017)

A notícia «Rússia destrói hoje últimas reservas de armas químicas», faz pensar na conveniência para a harmonia mundial, da eliminação de armas químicas, biológicas, nucleares, de hidrogénio e outras de grande poder destruidor.

Mas é imperioso que o Conselho de Segurança da ONU encare com seriedade o problema, a fim de adoptar uma solução democraticamente correcta. Essa solução terá que encarar a situação dos cinco «donos» do Conselho de Segurança da ONU que, em vez de se limitarem a impor a proibição de fabrico de armas nucleares e outras de grande poder letal e de destruição aos países mais pequenos, devem defender a igualdade de direitos de todos os parceiros da ONU e darem o exemplo, destruindo todas as armas com tal poder de destruição que possuem.

E para haver a certeza de que não haverá aldrabice, devem criar uma comissão a organizar por pequenos Estados, com liberdade de se deslocar a qualquer local, para verificar a ausência de qualquer arma do género. Dessa forma, haverá autoridade para, depois, condenar severamente um Estado que montar uma arma de elevados efeitos letais, como, por exemplo, a Coreia Do Norte e o Irão ou outros. E tal medida prestigia a ONU e torna-a merecedora de respeito a nível mundial.

E também no Conselho de Segurança não deve haver estados com assento permanente e com poder de veto, porque isso não se enquadra nas características democráticas de que todos parecem querer mostrar-se paladinos. Seria um grande passo para a harmonia internacional e para o prestígio da ONU.

Numa conversa sobre este tema, foi dito que a Rússia destrói as armas químicas não a pensar na humanidade, mas apenas na segurança da sua população devido ao risco de problemas com essas armas sujeitas a acidentes com explosões acidentais ou com fugas de produtos tóxicos.

Mas a proibição de armazenamento e de utilização de armas, muito ou pouco potentes é solução que desagrada aos fabricantes – o complexo industrial militar - os quais são impulsionadores, para não dizer decisores, de novas guerras, guerrilhas ou acções terroristas, por isso lhes dar lucros substanciais.

Já Eisenhower alertava para o facto de o «complexo industrial militar, ávido de dinheiro, estar interessado em não parar as suas fábricas e, por isso lhes facilitar pressionar governos, etc, para guerras frequentes, senão permanentes. Recordemos que a invasão do Iraque, iniciada em 20 de Março de 2003, foi «justificada» com o pretexto de ir desactivar armas nucleares na posse de Saddam Hussein. Após a invasão, instigada pelos fabricantes de armamento, nada foi encontrado daquilo que tinha sido alegado e anunciado. Mas o Iraque, passados mais de 14 anos, ainda não passou a viver em paz, com as populações a sofrer duros incómodos daí resultantes.

Esse apego da grande indústria ao dinheiro condiciona as políticas e a vida das pessoas criando mais pobres e explorados. Por exemplo, quanto à indústria farmacêutica, o Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia que ela, obedece ao sistema capitalista, preterindo os benefícios económicos à Saúde, tendo travado o progresso científico para a cura de doenças, porque esta não é tão rentável quanto a cronicidade. Em vez de um medicamento que cura em poucos dias, dão preferência aos que não curam totalmente, apenas fazem sentir melhoras que desaparecem quando se deixa de tomar a medicação, o que permite sacar dinheiro às pessoas, em continuidade até ao fim da vida.

O dinheiro é realmente um produto tóxico, grande inimigo da democracia e da justiça social.

António João Soares
3 de Outubro de 2017

sábado, 5 de novembro de 2016

A DROGA MAIS PERIGOSA ESCRAVIZA A HUMANIDADE

Quando, em 19 de Maio de 2013, publiquei em blog que o dinheiro é «A DROGA MAIS PERIGOSA», a minha ingenuidade não me permitiu ver todo o perigo que resulta do poder afrodisíaco do vil metal. Nem a corrupção generalizada que a Comunicação Social nos tem mostrado me dava uma noção real do verdadeiro problema e, por isso, fiquei impressionado ao ler a notícia referente à entrevista dada por Assange, o fundador do WikeLeaks, em que afirma que várias autoridades do Qatar e da Arábia Saudita doaram milhões à fundação de caridade de Hillary Clinton e, por outro lado, financiam o Estado Islâmico. Quem tem o apoio dos grandes financeiros consegue dominar o mundo e, apoiando aqueles que, ao serviço de interesses ocultos, trucidam milhares de inocentes no médio Oriente, em África e na Europa.

Parece que isto ajuda a compreender um pouco o porquê de a América, estar a apoiar discretamente os rebeldes da Síria, em oposição a outra grande potência que apoia o poder legal. E, segundo a mesmo notícia, esses mesmos poderosos da Arábia Saudita e do Qatar convergem no apoio às eleições presidenciais com poderes semelhantes, como Bancos, serviços de informações, empresas de armamento e outro dominadores. O poder da droga mais perigosa não respeita fronteiras, nem cor, nem religião.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

DINHEIRO É DROGA DIABÓLOICA




O dinheiro é o pior demónio da humanidade actual.

Infelizmente, A SUBSERVIÊNCIA AO DINHEIRO está demasiado fanatizada por todo o mundo que se deixou submeter ao vil metal, o qual faz desprezar a cultura da história, das tradições e da ética que muito bem foi definida por Cristo. Os valores que conseguiriam unir as pessoas, em cooperação, em harmonia social, para um desenvolvimento sustentável, equitativo, em paz, pelo diálogo e pelas conversações, dependem muito de um entendimento à margem dos interesses materiais.

Não rejeito a hipótese de uma amizade com o Irão, agora que o seu Presidente visita a Europa, recusando o consumo de álcool e outros pormenores, possa contribuir para que a Humanidade inicie um processo de reabilitação. Já está provado que esta não pode surgir por movimento surgindo de dentro, dadas as fraquezas dos dirigentes políticos mais afeitos aos vícios fiduciários com corrupção, lavagem de dinheiro, negociatas sonhadas mas nunca concretizadas que arrasam os ingénuos que nelas acreditaram, e todas as habilidades para aumentar a posse de dinheiro mesmo que já estejam num nível em que este não lhes falta para qualquer loucura ostensiva de financeirismo.

domingo, 27 de setembro de 2015

PAPA ALERTA PARA DINHEIRO, ECONOMIA, LUXO E PODER



O VIL METAL constitui amarras que sujeitam o ser humano como se fosse uma fera perigosa ou um salpicão, retirando-lhe o pensamento e a acção mais correctos no seu relacionamento com os seus semelhantes.
Civismo, no sentido de respeito pelos outros, tornou-se coisa obsoleta.
Para compreendermos as forças que estão a estrangular a humanidade, convém aplicarmos alguns minutos de reflexão aos seguintes três artigos publicados no Diário de Notícias:

Em 16-05-2013:
Papa denuncia culto do dinheiro e ditadura da economia

Em 22-09-2013:
Papa critica um sistema económico que idolatra o dinheiro

Em 04-02-2014:
Papa Francisco condena o luxo, o dinheiro e o poder

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O CASO DA GRÉCIA É UM ALERTA E UMA LIÇÃO

No mundo louco actual, devemos procurar gerir cada dia da forma mais adequada do ponto de vista de ética, do respeito pelos outros e sem arriscar o amanhã que é, cada vez mais, imprevisível e preocupante.

A Grécia, de que agora tanto se fala, como se fosse o factor essencial da construção de um mundo melhor constitui um alerta e deve ser ponto de partida para uma análise profunda pelas forças que estão a sujeitar o mundo actual. Deve ser uma lição para pensadores e homens de acção bem formados e bem intencionados.

Ela é um sinal evidente do mal de que sofre a sociedade actual, em que há uns «espertos» muito ignorantes e sem capacidade para viver decentemente, que entram na política movidos por obsessiva ambição de grandeza pessoal e, depois, só fazem asneiras com o dinheiro que sacam aos contribuintes. Infelizmente, o fenómeno está generalizado e está a acontecer, dramaticamente, por todo o lado.

O futuro está a apresentar-se com perspectivas muito negras. Ou a anunciada extinção das espécies dá cabo do ser que se considera racional (mas que devia aprender muitas lições dadas pelos ditos irracionais) ou, certamente, haverá uma revolução geral que tentará pôr ordem nisto. Não será por acaso que o Estado Islâmico se mostra tão activo e com muitos apoiantes.

Na Grécia, o dinheiro público tem sido, do antecedente, saqueado por todos. Porque o exemplo dos maus políticos acaba por servir de orientação para os cidadãos com menos escrúpulos. Por seu lado, os «credores» também têm muita culpa porque cada empréstimo é feito como um investimento que rende bons juros e, depois, mesmo que não seja totalmente liquidado, já foi coberto pelos juros, entretanto, recebidos. São investimentos sem critério ético nem humanista, sem generosidade para ajudar a adoptar melhores soluções para as pessoas. Não passam de frias acções contabilísticas da estrutura financeira.

Não tem aparecido quem alerte claramente para esta imoralidade de escravização financeira do mundo pela mão de uns poucos possuídos de interesses diabólicos na sua adoração pelo dinheiro e pelo seu amontoamento ilimitado, no que são ajudados por colaboradores subservientes, como humildes lacaios sem pensamento próprio. Parece que as pessoas têm medo de «chamar os nomes aos bois». E vivem apaticamente continuando a votar às cegas arrastadas pela vontade dos mais palavrosos e que dizem coisas fantasiosas que as pessoas gostam de ouvir, mesmo sem as compreenderem nem procurarem meditar nelas, minimamente.

Ainda sobre a Grécia, podemos reparar que todos os «responsáveis», a qualquer nível, são uns troca-tintas, sem capacidade de raciocinar coerentemente, com ideias de cata-vento, e ninguém aponta uma solução bem estruturada com hipótese de êxito. Têm andado, durante exagerado tempo, num jogo de empurra, à espera de um milagre que ninguém procura imaginar como será. E, entretanto, é notório que o agravamento da vida interna na Grécia e noutros países frágeis da Europa tem vindo a ser verificado mas nenhuma ajuda técnica foi disponibilizada para prevenir um colapso. Fica a dúvida se na Europa há algum gestor com ponderação suficiente para tal missão. É significativo que Paul Krugman, prémio Nobel, tem, por vários meios, alertado para problemas deste género. Mas os «sábios» da política não aceitam conselhos, por isso os poder ferir na sua arrogância balofa.

O Presidente dos EUA também tem dado palpites à UE, mas a sua credibilidade também é afectada porque pensa que o mundo melhora com o negócio do Complexo Industrial Militar, contra cujos perigos Eisenhower alertou os Poderes. Armas poderosas para a Ucrânia servem para desafiar os Russos o que pode originar nova Guerra Mundial. Armas para a Síria são resultado da guerra interna provocada pelos States quando houve o desentendimento quanto à passagem pela Síria dos gasodutos da Rússia e dos Emiratos Árabes. Apoiaram a guerrilha interna contra o Presidente Sírio o que acabou por originar o actual massacre levado a cabo pelos jihadistas. Por outro lado, estes também são resultado da guerra do Iraque, iniciada há cerca de 12 anos, por um motivo que não passava de mentira e fantasia.

É angustiante pensar na forma como a vida do ser humano, no actual mundo louco está a ser condicionada por ambição e estupidez de péssimos políticos…

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

SISTEMA FINANCEIRO, DINHEIRO, VALORES ÉTICOS

Os problemas que, recentemente, afectaram vários bancos e, agora, tiveram ponto alto com a crise do BES, vão levar as pessoas a olhar de frente para todos os aspectos do sistema financeiro. Muita gente estará implicada e outros bancos terão problemas semelhantes embora com outra dimensão. Uma notícia diz que «o caso BES foi uma "machadada enorme" dada ao mercado de capitais e à confiança dos investidores na informação e no funcionamento do mercado».

Vai-se confirmando o apocalipse esboçado por Paulo Baldaia que poderá estar próximo.

Este país não tem solução enquanto todos os poderes pactuarem com um sistema
-que favorece o enriquecimento ilícito,
-que julga na praça pública por ser incapaz de fazer justiça nos tribunais,
-que despreza a competência e aplaude o amiguismo,
-que se mostra totalmente incapaz de promover a igualdade de oportunidades.
-que recicla os donos disto tudo mas apenas para substituir uns pelos outros.

E, depois disto, você continua a ter confiança no seu banco?
Continua a investir as suas poupanças em acções para ter melhores resultados?
Acha que a felicidade depende do volume da sua fortuna?
Não será o dinheiro a pior droga criada pelo homem quando se usa descontroladamente e com obsessão?
Não será oportuno investir algum tempo, diariamente, na meditação que conduza a rever a escala dos valores éticos, morais, no funcionamento da sociedade?

A João Soares 08-08-2014
Imagem de arquivo

quarta-feira, 7 de maio de 2014

SAÍDA LIMPA TEM RISCOS E EXIGE CUIDADOS ESPECIAIS


A saída limpa, como qualquer outra solução para vencer a crise, apresenta riscos e exige cuidados especiais para não haver recaídas perigosas mais difíceis, por reincidentes. Não é por acaso ou leviandade que o «Eurogrupo avisa: Não se pode gastar o que não se tem» . Os governantes e outros responsáveis de alto nível têm que sentir o peso da responsabilidade perante os cidadãos mais carentes e deixar de levar vida de nababos, deixar de abusar do dinheiro público para fins menos significativos para o interesse nacional, etc. Também, uma voz vinda da Amnistia Internacional. Alerta para que a 'Saída limpa' representa 'saída dolorosa' para muitos. E a experiência diz que esses muitos são sempre os mesmos.

Deve ser dada prioridade ao dever de respeitar os direitos humanos, nos seus vários aspectos como: uma informação correcta e credível; os cuidados de saúde preventiva e curativa; quanto aos idosos e reformados, a reforma e o apoio para viver com dignidade; a exigência do respeito ao direito de ver cumpridas as promessas que forem feitas; no dever de fazer tudo para que a austeridade seja a mínima necessária ao interesse nacional e não sirva para aumentar a riqueza dos ricos e criar novos ricos e permitir o esbanjamento por políticos sem escrúpulos, resultando em mais sacrifícios para os mais carenciados, etc. etc.

Para começar, depara-se com a nuvem escura da «Garantia de financiamento», constituída pelo dinheiro dos impostos que, podendo ser vítima da ambição e da falta de escrúpulos de alguém que lhe tenha acesso, corre o risco de ser utilizada para esbanjamentos, ostentação e gastos inúteis.

É oportuno que, sem pressão directa da troika e com explicação clara aos cidadãos, se inicie, uma verdadeira, ousada e eficaz reforma do Estado com : cortes de todas as instituições que não sejam necessárias e indispensáveis (as criadas apenas para dar tachos aos «boys»; se fundam as instituições paralelas, cuja finalidade é praticamente a mesma (à semelhança daquilo que foi feito quando foi criada a ASAE.); se reduzem substancialmente os apoios a fundações que não tenham mostrado interesse significativo para os portugueses em geral, se diminuam deforma bem visível a quantidade de deputados, de assessores e outros cargos que não tenham uma função indispensável e bem justificada de mais um salário permanente.

E porque não criar um teto salarial, contando com o total das remunerações, assessórias, mordomias, etc. E a quantidade de carros por serviço deve ser revista deve ser revista, acabando com muitos carros individuais e passando a ser mais utilizados os carros do serviço do para as deslocações e actividades pontuais.

E, desta forma, se concretizará a norma de Não gastarmos aquilo que não temos», «não viver acima das possibilidades do Estado», etc

E também convém publicar legislação há muito esperada, adequada, bem explicada, que. «puna severamente. a o tráfico de influências a ,o esbanjamento do dinheiro público, etc.

Governar exige cada vez mais cuidado e competência porque o povo mostra cansaço de palavras bonitas mas sem conteúdo real. O protesta no Porto em 6 do corrente mostra que nada adianta falar de promessas. intenções e projectos, sendo necessário factos, resultados, realizações.

Os oradores da área do Governo não devem procurar desviar as atenções do essencial para o fantasioso e falsamente optimista.

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Financeiros e o seu jargão opaco


Transcrição de texto recebido por e-mail sem indicação de autor, mas que tem muito interesse para ajudar a compreender a situação actual:

Os financeiros gostam imenso de inventar abreviaturas que lhes servem em dois objectivos:

1 – Simplificar desmesuradamente as suas já paupérrimas análises. É assim que, depois dos PIGS, recentemente inventaram outra sigla, os FISH (França, Itália, Espanha e Holanda) que, com a conivência das agências de rating, serve para manipular os investidores vesgos e atacar as economias destes países (se repararem bem já vamos em 7 países da EU e agora já não são bem do Sul; é claro que esta coisa do Sul é um mito como outro qualquer porque, se bem se recordam, o primeiro I que ocorreu correspondeu à Islândia; mas, como a manobra islandesa correu mal aos financeiros, eles fazem tudo para não referir esse desaire. Entretanto a Islândia recuperou, expulsou os banqueiros, não os indemnizou e está bem melhor do que os outros Is);

2 - O outro objectivo é opacificar a compreensão dos leigos. Quanto mais complicada a sigla mais difícil a sua compreensão e mais fácil a manipulação da opinião pública. Este é o caso dos CoCos.

CoCos é a abreviatura de Correntes Convertíveis, que significa que, numa situação de aperto financeiro, os activos correntes de uma determinada instituição bancária poderão ser convertidos em acções do dito banco de forma a atingir um determinado rácio de liquidez. Criou-se assim o chamado 'core tier' que determina que os Bancos de Referência de cada país (esta noção foi forçada pelos alemães, cujos Lander Bank se encontram na mesma situação das Caixas Espanholas) deverão ter no mínimo um rácio de liquidez de 9,5% até 2012 e de 10% a partir de 2013.

Chamo aqui a atenção que dos maiores prevaricadores são os alemães. Estes, devido á sistemática manipulação financeira no sentido de enfraquecerem as restantes economias europeias, atraíram uma imensidão de capital estrangeiro o que aumenta cada vez mais o risco dos depósitos nestes mesmo bancos. Com efeito, e isto é um dos aspetos que o inefável Walter Schauble, Ministro das Finanças alemão que como diz o Financial Times, é um completo ignorante em mercados financeiros, quanto mais depósitos estrangeiros houver nos bancos alemães, maior é o risco de, em situações de pânico internacional, os grandes investidores passarem os seus gigantescos depósitos em euros para dólares.

Embora muita gente não saiba, isto aconteceu assim mesmo à UBS – Union des Banques Suisses em 2009 – que se viu obrigada a reestruturar todo o seu sistema financeiro, tendo tido a sorte de o fazer com antecipação à crise que entretanto alastrou.

A situação na Alemanha é tão sensível que o Deutsche Bank pediu um adiamento do cumprimento do core tier até 2015.

Pois com uma situação periclitante como a que existe neste momento que é que fez o senhor Schauble, na madrugada da reunião do ECOFIN na semana passada?

Quando a maioria dos Min das Finanças já se tinham retirado porque apenas se estava a discutir um assunto menor – o resgate de Chipre – Walter Schauble, em conjunto com o Min das Finanças Holandês, VITOR GASPAR, que tudo faz para lamber as botas aos alemães, e o Min das Finanças de Chipre, que agora diz ter sido colocado entre a espada e a parede, aprovaram a utilização do mecanismo CoCo à banca de Chipre, alargando-a a todos os depósitos.

Ora é sabido que existe um mecanismo de segurança assinado por todos os estados da EU em como os depósitos abaixo de 100000 euros são invioláveis.

Ao determinar isto, os alemães e o nosso inefável Vítor Gaspar para quem a lei não existe, nem mesmo a europeia, semearam o pânico nos cipriotas e acenderam um rastilho de uma bomba que pode trazer consequências inimagináveis.

Com efeito a cabecinha pensadora de Schauble, apoiado cegamente pela Merkel, decretou que a banca cipriota servia para lavagem de dinheiro pelo que merecia este tratamento.

Se é um facto que os russos têm lá depósitos superiores a 3000 milhões de euros que não são nem de perto nem de longe todos provenientes da lavagem de dinheiro, certo é também que, para além dos russos, os ingleses têm lá 2000 milhões de euros, sem falar dos turcos e dos israelitas, que usam Chipre como uma plataforma financeira para a EU.

Em suma, Schauble e a taralhoca da Merkel deram um pontapé num ninho de vespas. E irritar ao mesmo tempo os Russos e os Ingleses, metendo a mão no seu bolso, não é a melhor forma de manter a serenidade tão precisa neste momento.

Só falta mesmo irritar também os franceses e temos aí o caldo entornado. Os alemães estão a desencadear uma guerra económica e não têm, nem de longe nem de perto, a capacidade que o conjunto do Reino Unido, Itália, França e Rússia detêm para uma guerra militar.

Isto está a ficar MUITO perigoso.

Imagem de arquivo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Viver sem dinheiro, de trocas



Encontrei este vídeo, através do artigo do Público
Ela viveu um ano com mil euros… e muitas trocas

Este tema já foi aqui tratado, em 19-08-2010, no post
Dinheiro não é o essencial

terça-feira, 27 de março de 2012

A Ascensão do Dinheiro

A Ascensão do Dinheiro - The Ascent of Money (2009) Ep.1/6: SONHOS DE AVAREZA - DREAMS OF AVARICE from MDDVTM TV4 on Vimeo.


Quem não domina o idioma inglês, não deixe de ler o texto seguinte:
"A Ascensão do Dinheiro" é baseado no décimo livro do professor de Harvard, Niall Ferguson, publicado em 2008, onde ele procura explicar a história financeira do mundo, explorando a forma como o nosso complexo sistema financeiro global evoluiu ao longo dos séculos, como o dinheiro moldou o curso das relações humanas e como a mecânica deste sistema económico funciona para criar uma aparente riqueza sem limites.Para milhões de pessoas, a recessão gerou uma sede de conhecimento sobre a forma como o sistema económico global realmente funciona, em especial quando tantos especialistas financeiros parecem ter sido igualmente apanhados de surpresa. Em "A Ascensão do Dinheiro", o economista, escritor e historiador Niall Ferguson oferece-nos um vislumbre para estas questões levando os espectadores numa viagem passo a passo pelos marcos da história financeira que criaram este sistema, visitando locais onde ocorreram os principais acontecimentos. Ferguson mantém que a história do dinheiro encontra-se de facto no centro da história humana, com a força económica a determinar o controlo político, guerras com o intuito de criar riqueza e barões financeiros que influenciam o destino de milhões."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Dois grandes inimigos da sociedade

A evolução da humanidade, nem sempre foi imune a perigos de má utilização de evoluções que, se bem aproveitadas, com critério ético e precavido, seriam fonte de comodidade e bom viver.

Há, hoje, consciência de que o dinheiro e o petróleo constituem a causa de grandes males que tornam as pessoas infelizes sob diversos aspectos.

O dinheiro foi criado para facilitar as trocas de produtos e a remuneração de serviços prestados. Isso era de grande utilidade. Mas a má formação das pessoas veio transformá-lo em ferramenta da ambição, ostentação, competição, especulação, inveja, corrupção tráfico de influência, marketing agressivo incitando ao consumismo, perda da noção do essencial e das futilidades, etc, etc

O petróleo, aliado à ambição e outros vícios referidos em relação ao dinheiro, veio desenvolver a industrialização, primeiro como coisa útil, mas depois como competição e ambição de riqueza, etc. Diariamente são consumidos milhões de toneladas deste hidrocarboneto, na forma dos seus múltiplos derivados, praticamente todo transformado em monóxido de carbono, poluindo o ar, a terra e o mar, com destruição do ambiente e da vida que nele se processa. Doenças variadas e a mudança do clima devem-se em grande parte ao consumo dos derivados do petróleo. E a ele se devem muitas guerras que têm destruído vidas humanas, património arqueológico e de utilidade corrente e espécies naturais.

Não é fácil prescindir do dinheiro e da mola que faz girar a roda da indústria em geral, mas deve começar a meditar-se na melhor forma de utilizar as ferramentas de que dispomos, sem lesar a Natureza e a vida humana, nos aspectos de vida física e de comportamentos éticos.

Neste mês dedicado à Natureza, com o equinócio da Primavera a marcar o momento do rejuvenescimento da vida animal e vegetal no Planeta, será bom meditar sobre este tema.

Imagem de arquivo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Corrupção como factor da crise


A corrupção é um dos males da sociedade actual em que o dinheiro foi elevado ao lugar de Deus único a adorar com todas as forças e com a exclusão de todos os valores tradicionais, que passaram a ser considerados ídolos de infiéis, lunáticos e utópicos.

Na sequência de tal adoração, desenvolveu-se a ambição, desmedida, descontrolada, insaciável que deitou mão de todos os truques possíveis e nunca antes imaginados, de empresas públicas e autárquicas, de fundações, de criação de instituições inúteis e que apenas servem para transferir dinheiro público para a conta bancária dos protegidos, para pagar votos e favores, de nomeações por amiguismo e compadrio, de aumento da quantidade de assessores ou «especialistas», de consultorias a gabinetes que nada ou pouco mais fazem, etc.

Os grandes investimentos, mesmo que para além da possibilidade de suporte pelo erário, eram lançados, segundo se diz, por efeito das comissões e da promiscuidade entre público e privado. A condizer com essa dúvida, não deixa de ser expressiva a mudança de vida de muitos ex-políticos.

Por isso, cada pessoa sensata deve lutar contra os males que, por esse caminho de corrupção e de má gestão da causa pública, destroem a humanidade e aquilo que nela distingue o Homem dos outros animais. Ninguém deve abster-se dessa luta e de apoiar quem a trava. É preciso apreciar os exemplos referidos em:

Anticorrupção.Todos com Anna Hazare,
Warren Buffett. Justiça Social deve ser o objective principal,
Steve Jobs. Dinheiro não é o essencial,
Karl Rabeder. Dinheiro não dá felicidade,
Mark Boyle. Há um ano sem dinheiro,
Bill Gates e Warren Buffett doam parte da sua fortuna
Moussa Agassarid. Lição de um tuareg

E outros exemplos, modelos de luta contra os malefícios sociais do vil metal podem ser encontrados nos links inseridos nos textos atrás referidos.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Intelectuais são perigo social


Palavras de Eduardo Galeano que devem ser ouvidas com atenção.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Prefira nacional, que seja bom


Transcrição de artigo, seguida de NOTA:


Não basta ser nacional, tem de ser bom...
08 | 06 | 2011 19.33H. ISABEL STILWELL | EDITORIAL@DESTAK.PT

Se a crise servir para corrigir o provincianismo com que tantas vezes, e ao longo de tantos anos (melhor dito, séculos!), achamos que «estrangeiro é que vale a pena», terá pelo menos uma vantagem. Se, ainda por cima, nos levar a ter consciência de todas as coisas fantásticas que nos pertencem, que inventámos e produzimos, melhor ainda.

Mas é preciso que esse apelo patriótico a consumir nacional, reduzindo assim o peso das importações, e a valorizar o que é nosso, venha acompanhado de uma enorme exigência com a qualidade do nosso trabalho, do brio investido naquilo que fazemos e na capacidade de potenciar o talento, o nosso e o de com quem nos vamos cruzando. Não é falta de horas no local de trabalho, nem tão pouco o excesso de férias ou feriados, que explica a situação económica, mas, tantas vezes, a ineficácia da gestão desse tempo e a acomodação a uma rotina pouco criativa.

Foi para vencer essa inércia e para valorizar os bons exemplos e o que temos de melhor, que decidimos celebrar o Dia de Portugal com uma edição Especial Made in Portugal, pensada e produzida pela equipa do Destak, afinal o primeiro jornal gratuito português que este ano faz 10 anos, a única marca de imprensa portuguesa exportada e que conta já com três ‘irmãos’ no Brasil: o Destak S. Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Queremos fugir à bipolaridade, a doença nacional que nos leva a oscilar entre a euforia do «somos os maiores», destinada habitualmente a consumo externo(estilo vídeo ‘para finlandês ver’, para mais cheio de erros), e a depressão, traduzida na maledicência permanente, no deita abaixo movido pela inveja. Queremos ter orgulho no que fomos, mas acima de tudo no que somos e vamos ser.

NOTA: Este artigo veio em sintonia com reflexões de longa data. O consumidor, principalmente em período de crise, deve aprender a gerir a sua vida, as suas compras respeitando o valor do dinheiro, sempre escasso, comparando os produtos de que necessita nos aspectos de preço e qualidade. Por isso, sempre que tenho oportunidade de conversar sobre a campanha «prefira produtos nacionais», digo que o consumidor é responsável pelas suas decisões e deve comprar o que mais lhe convém. Não será moral exigir que um consumidor compre um produto nacional, que seja fabricado por empresa de capital estrangeiro ou que o empresário não produza com qualidade e rigor, pague mal aos empregados, demore a pagar aos fornecedores, e procure aumentar os lucros que utiliza em despesas de ostentação. Haja moralidade.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dinheiro não é o essencial

Transcrição de artigo seguida de NOTA

O Steve Jobs da publicidade fartou-se do capitalismo?
Ionline. 18 de Agosto de 2010. Por Vanda Marques

Durante seis anos não disse uma única palavra. O monge Greg Burdulis refugiou-se numa cabana de bambu na Birmânia para reflectir. Enquanto isso, do outro lado do mundo, Alex Bogusky transformava a sua agência de publicidade na mais falada do mundo. O Steve Jobs da publicidade, como foi baptizado, tornou a Crispin Porter & Bogusky na Agência da Década, segundo a revista norte-americana "Advertising Age".

Dedicou duas décadas da sua vida à publicidade, teve clientes como Microsoft, Volkswagen ou Burger King mas bastaram cinco minutos com o monge Greg para perceber que estava com uma crise existencial.

Em Dezembro de 2009 contratou-o para dar aulas de "mindfulness" aos trabalhadores da sua agência, mais ou menos o equivalente a treino da mente, e acabou convertido. Pelo meio, Bogusky, de 47 anos, ainda tentou manter-se na área. Trocou a Crispin pela agência MDC, foi considerado pela revista "Adweek" o director criativo da década, mas não era suficiente.

"Já trabalhei demasiado tempo na publicidade. Não encontro nenhum desafio nesta área", disse "The New York Times" ao anunciar a "reforma". Nem quando lhe ofereceram cerca de 11 milhões de euros Alex Bogusky desistiu da ideia de se demitir. O publicitário, que nasceu em Miami, está decidido e diz que não é uma crise de meia-idade: "Chegas a uma fase em que começas a procurar qual é a tua parte mais genuína." Criado segundo a máxima do pai: "Parte do prazer de ganhar e fazer com que os outros percam", diz agora que quer encontrar o seu lado menos competitivo.

NOTA: Este caso de Alex Bogusky vem juntar-se a outros semelhantes e a várias opiniões conceituadas. Alguns exemplos de leitura com interesse sobre o tema:

- Simplicidade de vida e justiça social
- Dinheiro não dá felicidade
- Mark Boyle: Há um ano sem dinheiro
- Lição de vida dada por um Tuareg
- Dispensar excessos, consumismo e ostentação
- O Homem sensato e a Avestruz

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domingo, 8 de agosto de 2010

Simplicidade de vida e justiça social

Transcrição seguida de NOTA:

Quarenta milionários americanos vão doar parte da sua fortuna
PÚBLICO. 04-08- 2010

Campanha lançada por Gates e Buffett

Quarenta milionários norte-americanos comprometeram-se a doar pelo menos metade da sua fortuna para causas humanitárias, em resposta a uma campanha lançada por Bill Gates e Warren Buffett, dois dos homens mais ricos do mundo.


Buffett prometeu doar 99 por cento do que possui à fundação gerida por Bill e Melinda Gates.

A lista, divulgada um mês depois do lançamento da iniciativa, incluiu nomes como o fundador da CNN Ted Turner, o mayor de Nova Iorque Michael Bloomberg, ou o realizador George Lucas.

Ainda agora começámos, mas a resposta é já formidável”, explicou Buffett, o investidor que prometeu doar 99 por cento do que possui à fundação gerida por Bill e Melinda Gates e está agora empenhado em que outros lhe sigam o exemplo.

Os organizadores explicam que as promessas não implicam uma obrigação contratual, mas apenas um “compromisso moral” e adiantam que os doadores são livres de escolher a organização ou a área a que querem doar parte da sua fortuna, em vida ou após a morte.


NOTA: Que o dinheiro não dá felicidade, nem deve ser pedra de toque para se avaliar do valor das pessoas já aqui foi referido muitas vezes, de que se indicam alguns títulos de posts. Há pobres honestos e sábios e há milionários a quem nada falta para serem os piores bandidos.

Estes quarenta milionários americanos que seguem as pisadas de Bill Gates e Melinda Gates estão na mesma onda dos já aqui citados
Mark Boyle e Karl Rabeder. Oxalá os beneficiados com as sua doações as utilizem da forma mais correcta e que os doadores se sintam bem na vida simples que passarão a levar, pelo manos não terão dores de cabeça com as flutuações da bolsa e a procura das oportunidades de negócio que lhes tiravam muitas horas de sono.

Links:

Dinheiro não dá felicidade

Mark Boyle: Há um ano sem dinheiro

Milionário desfaz-se da fortuna que o faz infeliz

Lição de vida dada por um Tuareg

A Simplicidade é louvável

Imagem da Net.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dinheiro não dá felicidade

Depois do post que nos diz que Mark Boyle, irlandês de 29 anos, vive há um ano sem dinheiro para provar ser possível uma sociedade mais generosa e menos consumista, surge agora a notícia do caso do milionário que se desfaz da fortuna que o faz infeliz. O dinheiro. embora possa dar comodidade, não garante a felicidade.

Segue a transcrição desta notícia:

Milionário desfaz-se da fortuna que o faz infeliz
Jornal de Notícias 9 de Fevereiro de 2010. Augusto Correia

Um milionário austríaco assegura que o dinheiro não traz felicidade e está a desfazer-se da fortuna. Fez rifas, a 99 euros, de uma casa nos Alpes e pretende mudar-se para uma cabana de madeira.

A ideia de que o dinheiro não dá felicidade há muito que se enraizou nas sociedades mundiais, especialmente entre aqueles que vêem no chavão um conforto espiritual face às maleitas na carteira. Mas para o quase ex-milionário austríaco Karl Rabeder, os milhões são um entrave a uma vida feliz .

Um aspecto do "Jardim das Rosas" na casa que está a ser rifada

Aos 47 anos, Karl Rabeder, um rico homem de negócios austríaco, decidiu livrar-se do peso da fortuna pessoal, avaliada em quase quatro milhões de euros, para dar livre curso a uma vida mais térrea e desprendida. "A minha ideia é ficar sem nada, absolutamente nada", disse.

Uma casa na Provença francesa está à venda por cerca de 700 mil euros. Já despachou o presidencial Audi A8, avaliado em cerca de 50 mil euros, e muitos outros ricos bens pessoais. Um luxuoso ?chalet? nos Alpes austríacos, com 321 metros de área habitável numa propriedade de 2711 metros quadrados pode ser adquirido por 99 euros - o valor de cada uma das 20 mil rifas que Rabeder criou para se desfazer da moradia alpina.

"O dinheiro é contraproducente, impede a felicidade de fluir", disse Karl Rabeder, em declarações ao tablóide britânico "The Daily Telegraph". Desapossado de todos os luxos que conquistou ao longo de uma vida de trabalho, basta-lhe o amor, da mulher, e uma cabana de madeira nos Alpes para seguir com a vida.

"Venho de uma família em que as regras eram trabalhar duro para arrecadar o mais possível", contou. Um modo de vida que seguiu durante muitos anos, mas que, gradualmente, o foi consumindo por dentro. "Durante muitos anos não fui suficientemente corajoso para fugir das armadilhas de uma existência confortável", acrescentou Rabeder, Karl de primeiro nome, como o do pai do comunismo, Marx de apelido.

O momento de charneira na vida de Rabeder aconteceu, paradoxalmente, numa luxuosa viagem às paradisíacas ilhas do Hawai, na companhia da mulher. "Nessas três semanas, gastámos todo o dinheiro que quisemos. Mas, em todo o tempo tivemos a sensação de que não conhecemos uma única pessoa real – eram todos actores", disse. "Os empregados faziam o papel de serem simpáticos e os outros hóspedes o papel de serem importantes, mas ninguém era real", acrescentou.

"Foi o maior choque da minha vida, quando me apercebi quão horrível, sem alma e vazia era o estilo de vida cinco estrelas", disse Rabeder. Foi o início de uma epifania a dois tempos, a duas realidades. Depois do choque no paraíso, a ligação à terra, em viagens a África e América do Sul. "Senti que há uma relação entre a nossa riqueza e a pobreza deles", acrescentou.

Determinado a fazer o pouco que uma só pessoa pode fazer no meio de 6,9 milhões de humanos, Karl Rabeder vai destinar o resultado das vendas a obras de caridade na América do Centro e do Sul. O dinheiro vai apoiar soluções de microcrédito em países como El Salvador, Honduras, Bolívia, Peru, Argentina e Chile.