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domingo, 20 de maio de 2018

VALE MAIS A INTELIGÊNCIA E VONTADE DE TRABALHAR DO QUE ALGUNS DIPLOMAS

História de um homem com poucos estudos, mas inteligente e com vontade e trabalhar que teve uma vida de muita utilidade para si e para os outros.

Em conversa de amigos em que afirmei que tem mais valor um homem inteligente e trabalhador do que um doutor que apenas recita teorias, o meu amigo António Ribeiro referiu a vida de um tio que falecera poucos dias antes. Pedi-lhe para me dar um apontamento de caso com tanto interesse e enviou-me o seguinte a que não resisto a dar divulgação:

Caro amigo

Conforme prometido, passo a resumir alguns dos passos da vida do meu Tio Vasco.

Nasceu em Douro Calvo, Concelho de Sátão, Distrito de Viseu. Filho de agricultores rumou a Angola onde se estabelece no Norte como produtor de café, de que apenas tinha ouvido falar. Amanhou a terra, criou as infra-estruturas de irrigação e criou riqueza.

Em 1961, e com o advento da revolta dos movimentos de libertação, fugiu como pôde para salvar a família e a si próprio! Vai para Luanda apenas com a roupa do corpo e um velho Land Rover que lhe permitiu a fuga! Aqui chegado cria uma empresa de gelados, sendo que todas as arcas frigoríficas e carros frigorificados de venda foram concebidos e fabricados por si próprio! Este homem tinha apenas a 4ª classe e nunca ninguém lhe tinha ensinado o que quer que fosse sobre produção de frio! Nesta qualidade torna-se o fornecedor de gelados mais importante dos bairros da Terra Nova, São Paulo e Rangel, com 27 carros de venda na Rua, todos os dias da semana.

Neste período em que teve a fábrica de gelados, construiu ele próprio, com as suas próprias mãos, um condomínio fechado com várias casas que colocou no mercado de arrendamento.

Dá -se o 25 de Abril e volta a ficar sem nada, regressando a Portugal com meia dúzia de caixotes e 5 contos no bolso. Instala-se na terra da sua esposa em Trás -os-Montes e começa novamente do zero.

Dado que os emigrantes eram a principal fonte de dinheiro da terra, por via da construção das suas casas, decide erguer uma fábrica de blocos, cujas máquinas foram, mais uma vez, fabricadas por si próprio!

Vem a crise da construção e decide voltar a mudar de vida, estabelecendo-se na sua cidade Natal, Viseu, desta feita como serralheiro civil! Aqui foi desenvolvendo a sua actividade até à altura em que a sua idade avançada o foi impedindo de realizar trabalhos mais meticulosos em que a vista, por exemplo, era determinante!

Mas nem assim desistiu! Até aos 95 anos foi arranjando trabalho a cavar vinhas no Douro, ao lado de gente muito mais jovem, mas ao lado da qual nunca se sentiu diminuído! Sempre que estávamos juntos ia-lhe perguntando como é que corria a vida e lá me respondia no tom habitual: “está tudo bem Toninho, só sinto falta do trabalhito, que podia ser mais!”

Morreu com 96 anos sem nunca conhecer o conceito de reforma! Paz à sua alma!

terça-feira, 11 de julho de 2017

SERÁ QUE A RESERVA MORAL DA NAÇÃO ENFRAQUECEU?

Será que a reserva moral da Nação enfraqueceu?
(Publicado no semanário O DIABO em 170711)

A tragédia que afectou muitos portugueses do interior, principalmente da denominada «zona do pinhal», com os fogos florestais, deve ser motivo de boa reflexão. Foi um grande abalo, principalmente por terem sido criadas leis com medidas para os prevenir, mas que não foram concretizadas no terreno por não terem sido criadas condições adequadas. Com as alterações ocorridas nas técnicas agrícolas que tornaram menos utilizados os matos, a caruma e os ramos dos pinheiros, o que mantinha as florestas permanentemente limpas, os fogos tornaram-se mais frequentes e é incompreensível, perante tais evoluções, a decisão de extinguir a Guarda Florestal que teria um papel importante na supervisão do cumprimento das regras legisladas destinadas a evitar incêndios e, também como consequência, na mentalização das populações, autarquias e serviços inerentes à prevenção. E nada ficou com aptidão e missão para a substituir, nessas indispensáveis tarefas. A imposição das adequadas medidas preventivas reduziria a calamidade que, desde há vários anos, ameaça com gravidade crescente as vidas e os bens dos habitantes das áreas mais desprotegidas.

Mas, quase ao mesmo tempo desta tragédia, a Nação sofreu outro forte abalo, o da ineficácia das forças que em tempos foram denominadas «reserva moral da Nação». Por incúria, parece que continuada, mostraram que não são capazes de defender a Nação, pois nem sequer conseguem impedir que lhes furtem o armamento guardado em paióis que era suposto serem guardados de forma a torná-los invioláveis.

Quais as causas deste furto, como de outros já ocorridos nos seus quartéis e também na Polícia. Parece haver um enfraquecimento da disciplina, da dedicação ao cumprimento do dever, do sentido de responsabilidade, incutido na mente dos recrutas do serviço militar obrigatório (SMO). Mas este foi extinto como o foi a Guarda Fiscal. Parece doença endémica generalizada!

Desapareceu o culto da excelência e poucos procuram evidenciar-se pelos resultados excelentes das suas acções. Noutros tempos, não havia horário para, à tarde se sair das unidades, pois isso não dependia de relógio mas sim do «toque de ordem», quando a ordem de serviço já estava afixada nas vitrinas das subunidades. Não era muito utilizada a dureza da instrução porque essa era doseada por forma a dar importância à acção cívica, à disciplina, à actividade em trabalho de equipa com vista a objectivos e tudo isso orientado para o respeito pela Pátria, para a defesa do País e dos interesses colectivos. Era a procura da eficiência com vista à segurança das pessoas e dos materiais.

Há quem diga que os militares que se encontram de guarda aos quartéis, por receio de acidentes com arma de fogo, não têm condições para responder com a necessária rapidez a agressores violentos. E é preciso adequar as condições de actuação de sentinelas ao momento actual de ameaças de terrorismo e outros actos violentos. Há casos em que a reacção dos responsáveis pela segurança tem que ser imediata e adequada às circunstâncias. Portanto a instrução deve preparar o pessoal para reagir prontamente a situações críticas, sem perder a sensatez e o auto-domínio.

Resumindo, estes dois acontecimentos indesejáveis exigem dois tipos de decisões imediatas uma com efeito relativamente rápido e outra de resultados mais demorados mas sustentáveis no futuro. A primeira consiste em remediar os danos causados, com medidas adequadas. A outra traduz-se em analisar cuidadosa e rigorosamente as causas do sucedido e preparar medidas muito correctas e ponderadas para o futuro, a partir de agora, para colmatar os erros, omissões, falhas de organização, desleixos, irresponsabilidades, etc. que ocasionaram os acidentes. Assim se definirão lições de organização e procedimentos que evitem repetições de situações críticas.

Será bom que o sucedido no mês dos Santos populares seja bem aproveitado como lição e incentivo para serem realizados melhoramentos nas instituições públicas por forma a terem mais eficiência nos resultados a obter, a bem dos interesses nacionais. Façamos tudo para bem da Pátria, que é de todos nós mas que muitos ignoram e desprezam. Defendamos todos e cada um dos seus sectores, desde a floresta até à força moral dos defensores de Portugal, que devemos defender em todos os aspectos, quer físicos e materiais, quer cívicos e morais. Façamos tudo quanto pudermos para tonificar a reserva moral da Nação, para darmos ao mundo novos exemplos de bem-fazer, como diria Luís de Camões se ainda fosse vivo.

António João Soares
4-07-2017

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EXEMPLO A SEGUIR POR GESTORES PÚBLICOS


Uma autarquia tomou uma decisão exemplar ao decidir criar um conselho de opinião, composto por especialistas e personalidades com ligação ao município, que terá natureza "consultiva" em relação a intervenções na área classificada como Património Mundial.

Tal procedimento deveria passar a ser praticado em todas a grandes decisões com incidência nos interesses nacionais, evitando-se medidas tomadas por «inspiração» de momento, por palpite ou por impressão com boa intenção, mas sem base numa análise correcta e rigorosa do problema e que, por isso, depois têm que ser anuladas, afectando a credibilidade da instituição em causa.

As decisões sobre assuntos importantes para o país ou autarquias devem ser tomadas de forma a que os interesses de Portugal, dos portugueses em geral, sejam colocados sempre acima de tudo. Para isso, elas devem se precedidas de análise cuidadosa, após ser colhida a opinião de pessoas bem conhecedoras do problema e que sejam independentes de partidos e de outros interesses de forma a não serem tentadas a pressionar a favor de empresas de construção civil, empresas locais com interesse dependente do espaço público ou da obra a realizar, de políticos partidários que pretendam defender interesses próprios ou de amigos, etc.

Ao alinhar estas palavras recordo o espírito que me levou a elaborar os textos «preparar a decisão», e «amar Portugal sem se submeter a um partido». Cada gestor de um qualquer sector público (incluindo autarquias e instituições nacionais) deve colocar em primeira prioridade os interesses nacionais e dedicar a cada assunto o máximo das suas capacidades de forma a merecer a frase do velho poeta «bendita a Pátria que tais filhos tem».

Uma semana depois de esboçar este texto, surgiu uma notícia que realça a necessidade de as pessoas serem seleccionadas para as funções, de acordo com competência e capacidade que dêem garantia de bom desempenho. O concurso público, bem efectuado, sem intenções reservadas, permite dar prioridade ao saber, à competência, à experiência, à dedicação ao interesse de Portugal e à capacidade e coragem para dizer não a interesses particulares nocivos ao interesse nacional.

Devem ser evitados casos como o que uma notícia referiu que «Diretor do SEF facilitou amigos do ministro para salvar cargo e Serviço», num negócio dos vistos gold, caso agora em julgamento. Isto vem provar que, em decisões de elevada importância nacional, há sempre inconvenientes em distribuir tachos aos «boys», aos amigos e aqueles a quem se devem favores, em vez de ocupar os lugares através do critério atrás defendido de forma a que as decisões dêem primeira prioridade aos interesses nacionais e não aos de partidos ou de pessoas. O «boy» que vai para o tacho, além de raramente possuir capacidade para ajudar a tomar decisões correctas, tem tendência para agir com gratidão e apoiar todos os caprichos do seu protector, tipo «yesman». É isso que chamam «politicamente correcto», salvando o seu cargo e o do protector. Mas, com tais compadrios, lançam o País no «lamaçal» em vez de o tornarem mais rico e dar melhor qualidade de vida às pessoas.

Em conclusão, os decisores devem ser apoiados por pessoas competentes e não por amigos cúmplices e coniventes.

segunda-feira, 21 de março de 2016

PORTUGUÊS COM ÊXITO PUBLICAMENTE RECONHECIDO NO CANADÁ



Enquanto muita gente dá prioridade a insultos, calúnias e acusações ainda há quem RECONHEÇA O VALOR QUANDO EXISTE RIGOR INTELECTUAL, ESFORÇO PELA EXCELÊNCIA NA INVESTIGAÇÃO E PELO AVANÇO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
O professor português João Pedro Trovão, dedicando-se ao aperfeiçoamento da eficiência de novos veículos eléctricos, não obteve cá o necessário apoio financeiro e aproveitou uma oportunidade do Canadá, onde tem tido êxito nas investigações na Universidade de Sherbrooke, em que é professor, ao ponto de lhe ser concedido um financiamento do Governo Federal de 500 mil dólares (340 mil euros) para desenvolver os seus projectos.
E recebeu uma carta do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, em que reconhece o seu trabalho e a sua dedicação ao aumento do conhecimento científico.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

RESPONSABILIDADE DA MAIORIA GOVERNAMENTAL




Estas palavras, meditadas sem preconceitos de partidos, merecem atenção. Quem é sério não deve fugir às suas responsabilidades, não deve sacudir a água do capote, deve procurar soluções.E devia estudar os assuntos antes de decidir para não sacrificar os contribuintes.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DUVIDA SOBRE A CAPACIDADE DOS GOVERNANTES

O Reitor da Universidade de Lisboa mostra-se céptico em relação à nossa classe política, conforme artigo de «notícias ao minuto»

O Sr Reitor foi cuidadoso e correcto ao utilizar o verbo duvidar. Mas o facto da incapacidade não surpreende. Basta olharmos para o critério de admissão às Jotas (Ver aqui), em que impera a ambição e o oportunismo de pessoas falhadas na avaliação escolar que procuram maneira fácil e vistosa de buscar garantia de futuro.

Depois a mentalidade nos partidos de competição para os votos por qualquer forma, a especulação, a ganância e apresentação de listas eleitorais com nomes que não foram devidamente apresentados aos eleitores o que leva estes a terem de escolher não pelo valor ético, moral, cultural, académico ou de experiência profissional, mas a optar pela lista cuja propaganda ou interesse pessoal mais o motiva. Só muito depois das eleições e casualmente se vão conhecendo os eleitos, como os casos de Duarte Lima, Isaltino, Carlos Peixoto, Ricardo Rodrigues, Jorge Barreto Xavier entre muitos outros.

As eleições, embora sejam o acto mais significativo da democracia, constitui uma farsa em que os eleitores não têm condições para escolher os cidadãos mais válidos, mas apenas os mais ambiciosos unidos entre si por obscuros laços de empatia, de conivências, cumplicidades e trocas de favores.

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terça-feira, 30 de julho de 2013

DESLEIXO GENERALIZA-SE ???


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Conheça os últimos acidentes ferroviários na Europa
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 29 Jul 2013 - 21:5

A colisão de dois comboios esta segunda-feira (29 de Julho) na Suíça, que provocou 44 feridos, quatro deles graves, acontece cinco dias depois da tragédia ferroviária em Espanha que causou 79 mortos e mais de uma centena de feridos.

Lista dos acidentes de comboio mais recentes na Europa:

3 de março de 2012 – 16 pessoas perderam a vida e outras 58 ficaram feridas numa colisão frontal entre dois comboios numa das principais linhas da Polónia que une Varsóvia e Cracóvia. O acidente teve origem num erro humano.

13 de abril de 2012 – Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando um comboio regional que fazia a rota Frankfurt-Hanau chocou com um trator estacionado na estrada perto de Muhlheim, na Alemanha. 21 de abril de 2012 – Uma pessoa morreu e outras 124 ficaram feridas na colisão de dois comboios entre a estação central de Amesterdão e a de Sloterdijk, na Holanda.

4 de maio de 2013 – Uma pessoa morreu, 93 ficaram feridas e 300 foram evacuadas devido à explosão de vários vagões de um comboio de mercadorias que transportava substâncias químicas inflamáveis entre as localidades belgas de Schelle e Wetteren, perto de Gent, na Bélgica. No acidente, provocado por excesso de velocidade, descarrilaram oito vagões e três incendiaram-se.

12 de julho de 2013 – Pelo menos sete mortos e 30 pessoas ficaram feridas quando um comboio que saía de Paris em direção a Limoges descarrilou em Bretigny-sur-Orge, na região da capital francesa. O Governo francês descartou o erro humano.

24 de julho de 2013 – Setenta e nove pessoas morreram e cerca de 130 ficaram feridas, 3o em estado grave, no descarrilamento de um comboio que fazia a rota Madrid-Ferrol nas imediações de Santiago de Compostela, na Galiza, a maior tragédia ferroviária em Espanha nos últimos 70 anos.

NOTA. Houve 3 acidentes ferroviários em 1912 e, em pouco mais de meio ano, em 1923, já houve 4. É um sinal muitas vezes referido de crescente desmazelo das pessoas no desempenho das suas tarefas. A Humanidade terá perdido o culto da perfeição naquilo que faz? Nos acidentes ferroviários, o desleixo humano constitui um factor importantes quer na operação da máquina quer, antes da viagem, na sua manutenção. Um erro pode ter consequências dramáticas para muitas pessoas e famílias.

Impõe-se que no ensino se preparem as crianças para virem a ser adultos cuidadosos, eficientes e responsáveis. E, depois, a Justiça deve punir severamente os responsáveis pelos acidentes, ao mesmo tempo que as empresas devem sancionar qualquer pequena deficiência e premiar os trabalhadores impecáveis. A tão falada avaliação de desempenho deve ser uma realidade, mas é indispensável que seja efectuada com a finalidade de conseguir os melhores resultados do trabalho para bem dos utentes, da população em geral e da empresa.


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quarta-feira, 20 de março de 2013

Passos Coelho aconselhado a sair por amigos e camaradas de partido


Transcreve-se artigo: António Capucho não descarta saída de Passos Coelho do Governo

Vítor Gaspar e Miguel Relvas são outros ministros que devem ser substituídos, diz o social-democrata. Também Ângelo Correia considera que chegou a altura de remodelar o executivo.

António Capucho defendeu esta terça-feira, citado pela Rádio Renascença, que o Governo precisa de profundas alterações na sua composição e que uma eventual remodelação do executivo não pode deixar de apontar para a substituição dos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares.

“No mínimo, é indispensável que altere a sua composição, que afaste os ministros que manifestamente têm conduzido a política macroeconómica – estou a falar do ministro das Finanças, para ser directo –, quem tem proporcionado uma falta de credibilidade total a este Governo, por outras razões, como o ministro Miguel Relvas, mas que, de facto, se veja se é possível, com a liderança do doutor Pedro Passos Coelho, proporcionar uma nova estratégia política que não conduza a este desastre”, afirma Capucho.

Mas até a saída do primeiro-ministro não é descartada pelo histórico do PSD: “Se necessário, se se verificar que este não é capaz, por exemplo, de proporcionar um debate nacional sério sobre a reforma do Estado, se não é capaz de trazer à discussão o próprio Partido Socialista, há que mudar de primeiro-ministro. É uma solução que não deve estar afastada das hipóteses de decisão do Presidente da República”.

Já em declarações hoje à TSF, o social-democrata Ângelo Correia, considerado próximo do primeiro-ministro, aconselha Passos a antecipar-se politicamente, o que significa remodelar: “O primeiro-ministro faria bem, nesta altura, livre de pressões, apenas olhando para o seu próprio interior e partido, para a opinião do partido que está coligado com ele e para o sentimento da opinião pública. Ele deve pensar bastante e antecipar-se a outras questões, órgãos e outras solicitações, outras requisições que lhe possam ser feitas”.

Considerando que o executivo está perante “um dilema”, o histórico do CDS Freitas do Amaral defendeu esta segunda-feira que ou o Governo muda de política ou “o país muda de Governo”, alinhando-se com as declarações já proferidas pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. Freitas afirmou ainda estar convicto de que a melhor solução para Portugal, neste momento, seria um outro Governo “da actual maioria”, que dispensasse a realização de eleições.

Mas o fundador do CDS deixou também duras críticas ao desempenho de Vítor Gaspar: “O ministro das Finanças, se não sair ao mesmo tempo que o primeiro-ministro, vai sair antes dele. Falhou tudo, falhou tudo. Foi apresentado como o tecnocrata que não falhava as suas previsões, com grande competência técnica. Falhou a sua missão.”

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terça-feira, 19 de março de 2013

Salvemos Portugal !!!


Transcrição da notícia que merece a maior atenção por parte dos portugueses, principalmente do Senhor Presidente da República:

Freitas apela a um "grande consenso nacional"
 Expresso. 22:31 Segunda feira, 18 de março de 2013 José Pedro Castanheira

Ao apresentar a biografia de Mário Soares, de Joaquim Vieira, o fundador do CDS exortou à união "de todos os democratas com preocupações sociais".

"A crise de Chipre pode deitar tudo a perder" na União Europeia, afirmou Freitas do Amaral durante a apresentação da biografia de Mário Soares, da autoria do jornalista Joaquim Vieira.

Extremamente crítico relativamente à actual governação portuguesa, o fundador do CDS apelou a um "grande consenso nacional" entre os dirigentes políticos. "Saibam colaborar de perto quando a Pátria assim o exigir" foi o apelo que deixou. E que concretizou: "Chegou o momento de todos os democratas com preocupações sociais se unirem".

As críticas do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros estenderam-se à União Europeia. Referiu-se aos "dirigentes incapazes", verberou as "políticas erradas" e denunciou os "novos nacionalismos". Criticou em particular os governos europeus que "querem impor a austeridade como única receita". A este propósito, citou o presidente norte-americano John Kennedy: "Se não formos capazes de apoiar os muitos que são pobres, não saberemos salvar os poucos que são ricos".

"Não tenhamos medo de agir enquanto é tempo"

O ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas não teve dúvidas em afirmar que "não foi esta a Europa e idealizada por Jean Monnet". Recordou, a propósito, que o processo de construção europeia foi obra da conjugação dos partidos e governos democratas-cristãos e sociais-democratas, que se defrontaram com os votos contrários "dos conservadores, dos nacionalistas e de alguns liberais, a par dos comunistas e da extrema-esquerda". Por ironia do destino, quem está actualmente à frente da Europa "são os neo-conservadores, os novos nacionalistas e os neo-liberais.". Manifestando-se muito preocupado com as consequências das últimas medidas aplicadas em Chipre, Freitas do Amaral exortou: "Não tenhamos medo de agir enquanto é tempo".

As afirmações de Diogo Freitas do Amaral foram produzidas ao fim da tarde numa livraria da baixa de Lisboa, onde apresentou o livro "Mário Soares. Uma vida". Da autoria de Joaquim Vieira, é uma biografia com a chancela da editora "A Esfera dos Livros". Freitas do Amaral protagonizou a mais renhida das eleições presidenciais de que há memória em Portugal, tendo sido derrotado à segunda volta em 1986. O vencedor foi, precisamente, Mário Soares, a quem Freitas desejou um rápido restabelecimento. "Homens como ele fazem muita falta a Portugal", concluiu Freitas do Amaral.

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domingo, 17 de março de 2013

PM é prometedor compulsivo


Perante a sucessão de desaires governativos progressivamente agravados e umas previsões para os próximos anos na sequência da espiral recessiva, Passos Coelho, com a sua habitual intenção de criar optimismo e esperança nos portugueses disse que «devemos procurar desmentir as previsões» do Governo, a que preside. Não disse quem é o sujeito de «devemos», mas supõe-se que sejam os governantes, os mesmos autores das previsões. Ele próprio disse que vai trabalhar para evitar que as previsões económicas se concretizem, as tais do seu Governo (mas ele não se passou para a oposição!!!).

Essa sua intenção começou por gerar em mim um efeito afrodisíaco, de estupefaciente, de incentivo à confiança no homem do leme.

Mas depressa, acordei dessa queda na letargia e me recordei que em 14 de Agosto (aniversário da batalha de Aljubarrota) último, Passos anuncia o fim da recessão em 2013, ideia de falsa propaganda que, poucos dias depois, foi evidenciada como absolutamente lunática ou utópica e hoje, passado pouco mais de meio ano, com sucessivas previsões falhadas e substituídas por outras mais pessimistas ou realistas, já não se repudia o conceito de «espiral recessiva» e de esperar que a recessão termine só para o próximo Governo. E, apesar de o seu Governo ser o autor das previsões, ele desdramatiza de forma incompreensível que “Previsões são apenas previsões”, o que significa que o médico deste doente, depois de receitar o mesmo remédio que agravou a doença e que, por isso, não a pode curar, não consegue optar por outra terapia menos danosa, mas reconhece que nem imagina sequer quando o doente recuperará, se é que algum dia conseguirá melhorar.

Entretanto, pessoas observadoras atentas dizem que as "coisas vão de mal a pior" e outras admitem que primavera é tempo de ruturas e outras fazem prognósticos menos optimistas. Do seu próprio partido sai a notícia de quem defende demissão do Governo.

Senhor primeiro-ministro, os portugueses não precisam da continuação dos seus anúncios de boas intenções, ideias, promessas e «planos» que conhecem há quase dois anos sem a mínima repercussão na melhoria das suas vidas (fome, desemprego, saúde, escolas, segurança, etc); eles ficariam mais motivados para aguentar se vissem efeitos positivos dos sacrifícios já sofridos, se vissem que valeu a pena, mas os números conhecidos produzem um efeito contrário, demasiado depressivo. Como não lhes pode mostrar os resultados positivos que desejam, não tente embriagá-los mais, com fantasias que não consegue concretizar. Procure colocar no terreno as promessas que faz desde há mais de dois anos, quando ainda andava à caça dos nossos votos.

E quando decidir falar em público, procure explicar claramente, para ser compreendido pelos mais sacrificados, como podemos ter esperança em tempos melhores, como podemos acreditar que os governantes que têm apertado os nossos cinto,s dia após dia, sejam agora capazes de agir com mais realismo e eficácia, para melhorar as vidas das pessoas mais carentes de meios de subsistência.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

2013 será mais do mesmo? Ou pior?


Em diálogo com comentador de blogue surgiu a ideia de 2013 poder trazer violência (caçador) para resolver a crise ou suicídio colectivo por incapacidade de resistir.

Das alternativas indicadas, é realmente mais positivo ser caçador do que recorrer ao suicídio, embora haja muitos que depois de grandes caçadas se suicidam… Mas nunca fui apologista do uso das armas para resolver litígios que podem e devem ser resolvidos por forma menos primitiva, mais civilizada, pelo diálogo e pela negociação, em vez de violência que atinge inocentes e destrói património e recursos que depois fazem falta.

As palavras com que nos embriagam e obscurecem o espírito crítico são uma arma poderosa e tudo devemos fazer para incitar as pessoas a usar o seu próprio raciocínio, o seu espírito crítico, para não se deixarem arrastar por palavras patéticas, por promessas de falso optimismo. Muitas vezes, é preferível errar pela sua própria opinião do que o fazer pela opinião dos outros. Se tem receio de a sua opinião estar errada, a dos outros também pode não estar certa e eles podem estar a defender interesses ocultos. A simpatia e as palavras promissoras são arma dos vigaristas, o que não significa que não possam ser utilizadas também por pessoas bem intencionadas e nossas amigas, mas devemos estar preparados para discernir e escolher. Por isso tem sido aqui referido que é necessário pensar antes de decidir.

Quando os cidadãos se habituarem a olhar esclarecidamente para os seus deveres e direitos de cidadania, compreenderão que devem agir responsavelmente guiados pelo seu raciocínio e não por propagandas e por promessas falaciosas, veiculadas por discursos de água destilada, sem conteúdo credível. Como podemos acreditar em promessas de indivíduos que já muito prometeram e, depois, nada alteraram ou até agiram em sentido oposto ao prometido. Muitas vezes, tais indivíduos comportam-se como aquilo que José Gil, já aqui citado, denominou de «neuróticos obsessivos» que se convencem que as suas ideias são acções. Porém, na realidade, o facto de muito teimarem numa ideia do «custe o que custar», não significa que ela seja posta em prática e, se for decidida, pode ter de vir a recuar, como tantas vezes tem acontecido, porque estava distante da realidade, porque não foi racionalmente preparada, porque não foi precedida pela metodologia «pensar antes de decidir» ou por outra semelhante.

O povo está a ficar mais esclarecido e os próximos dois meses obrigá-lo-ão a ver claramente o buraco em que as más políticas dos últimos tempos o lançaram. E, depois, talvez comece a funcionar a democracia, no seu significado etimológico.

Foram desrespeitados «direitos adquiridos» dos cidadãos da classe média, mas quando se fala dos abusos do poder em benefício das hidras que sugam o país, é argumentado que se trata de direitos adquiridos e não se lhes pode tocar. Estão neste caso as reformas milionárias e acumuladas (ainda não foi decretado limite máximo para tais despesas do Estado), a tolerância para o enriquecimento ilícito (não querem mexer no «ónus da prova»), as muitas dezenas de «observatórios» de utilidade duvidosa ou inúteis, os apoios a fundações que servem para enriquecimento de «tentáculos do polvo», o critério das nomeações dos «administradores» de empresa e de instituições públicas dependentes do Governo ou das autarquias, etc, etc.

Enfim, cada um usará a ferramenta que achar melhor para acabar com as fugas abusivas do dinheiro que nos é sacado. Uma ferramenta pode ser a escrita que deve ser usada com finalidade didáctica, generosa, altruista, construtiva, esclarecedora, incitando ao raciocínio para a livre formação de opinião pessoal.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Improviso Imperfeito

Governo corrige e completa simulações de IRS entregues aos deputados da coligação, numa reunião á porta fechada. Tratava-se de «simulações da autoria do Governo - também distribuídas aos jornalistas que esperavam pelo fim da reunião - onde mediam os impactos das alterações introduzidas na proposta de orçamento em matéria fiscal.»

«As simulações contêm algumas incorrecções e estão agora a ser alteradas para os corrigir, assim como para completar o documento. Em causa está a introdução de mais um quadro de simulações onde é incluído o exemplo de um casado com um filho, explicou a mesma fonte.»

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domingo, 8 de abril de 2012

«A tactear na escuridão»

Há dias, publiquei aqui um artigo em que referia o problema de alguém desorientado na floresta, sem bússola que não decidindo dar mais de meia dúzia de passos na mesma duração, não conseguia sair para o destino desejado. No artigo UE, seus antecedentes e construção do futuro, transcreve-se um discurso recente do ex-chanceler Helmut Schmidt, em que este refere como causa da UE não ter alcançado o êxito desejado pelos seus criadores, a actual crise de liderança na Europa. E agora na Páscoa o Papa diz que a Humanidade está a “tactear na escuridão”.

Há um consenso de opiniões sobre a situação actual, as suas causas e a incerteza das soluções, por falta de capacidade de visão estratégica para a definição e adopção de medidas adequadas e coerentes.

No Jornal de Notícias, o cronista Manuel António Pina, num dos seus artigos, dizia que o FMI está "triste" porque, diante do Parlamento grego, se suicidou um reformado que viu a sua pensão, para a qual descontou toda a vida, ser "aniquilada" pelo "governo de ocupação" grego de que faz parte o FMI. Este, lá «como em Portugal, a troco de empréstimos para salvar a banca responsável pela crise exigiu - e o governo grego, como o português, obedeceu - medidas de austeridade sobre os mais pobres, que semearam o desemprego, a miséria e a desgraça no país». O FMI ficou triste" por aquele suicídio, porque, no seu conceito humanitário, deverá considerar preferível a morte lenta.

Mas para salvação dos bancos o FMI impõe as suas regras e, no geral, os governantes andam a «tactear na escuridão», como invisuais à procura da porta em local que não conhecem, e ignorando o que é espírito e trabalho de equipa, alimentam a obsessão de ter mais visibilidade e fazer mais declarações à CS do que os partidos da oposição ou os comentadores e, nessa ânsia de protagonismo, acabam por se contradizer e fazer «oposição» interna entre si.

E assim se vê, apesar de muitas afirmações do género «garante que» e «assegura que» Passos Coelho revela dúvidas sobre regresso aos mercados em 2013. Como isto não é nada animador, logo a seguir aparece Relvas nega dúvidas e assegura regresso aos mercados em 2013.

Em que dados se baseia um e outro? Que informação tem um a mais do que o outro? Como demonstram o optimismo? A dúvida não precisa de explicação, pois perante a multiplicidade de «bocas foleiras» e de palpites que não esperam muito pela confirmação negativa, o Zé Povinho cada vez se convence mais de que eles estão desesperados, sem saber o que fazer nem o que dizer e, para nosso maior mal, em vez de trabalhar e procurar solução com ajuda de todos, perdem muito tempo a falar demais, aumentando as dúvidas e a confusão no espírito dos cidadãos.

Temos que acreditar que o Papa sabe bem o que diz e porque o diz e que Helmut Schmidt , no seu discurso de 04-12-2011, falava com conhecimento de causa.

Imagem do Google

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Há autarcas dedicados ao povo

Nem tudo é mau na Administração Pública, pois há autarcas que evidenciam competência e rigor no funcionamento dos seus serviços e manifesta dedicação aos interesses colectivos e ao bem geral, com o olhar focado nas populações que serão beneficiárias ou vítimas das suas decisões.

Recordo que, em Outubro passado, a Câmara de Barcelos aprova manutenção dos subsídios de férias e de Natal para funcionários, o que mostra sensibilidade humana e social face aos problemas do pessoal mas, para desgosto dos interessados, no início deste mês, por imposição de um governante, a Câmara de Barcelos "não pode" pagar subsídios de férias e Natal. Veio também a público no final do ano transacto que a Câmara de Almada termina o ano com saldo positivo e sem dívidas, o que prova ser possível governar sem criar défices e dívidas. São exemplos de muita dignidade e sentido de responsabilidade.

Agora surge a notícia Presidente da Junta de Matosinhos "monta" gabinete em café, o que mostra preocupação em conhecer os problemas no local, na presença dos habitantes e com a sua colaboração, vontade de descentralizar, de desburocratizar, conhecer as dificuldades dos cidadãos, procurar soluções participadas, realistas e eficazes, enfim… praticar a democracia.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Governar com rigor é possível !!!

É reconfortante a notícia de que a Câmara de Almada termina o ano com saldo positivo e sem dívidas porque nos mostra que é possível governar uma autarquia com rigor e sentido de responsabilidade e respeito pelo dinheiro pago pelos contribuintes. E se isso pode acontecer numa autarquia, também o pode ser no Governo do Estado.

Para tal, não são necessários complicados conhecimentos de matemática. Apenas é preciso ter as qualidades atrás apontadas e vontade de as aplicar a bem dos cidadãos que pagam impostos, contribuições, taxas, licenças, etc. A ciência necessária é apenas a aritmética básica com as contas de somar e sde subtrair, o que vier a mais ajuda mas é dispensável, pois com o devido respeito pelas proporções de escala, gerir uma autarquia exige cuidados semelhantes aos que devem estar presentes na gestão de uma mercearia de bairro ou de aldeia, ou a vida privada de cada um em que as despesas devem ser inferiores às receitas, para que não haja défice e consequentes dívidas.

Quando houver um mês com défice deve haver cuidado de no mês seguinte evitar continuar essa excepção e recuperar a normalidade. A acumulação de défices não é saudável.

Este caso de eficiência da Câmara Municipal de Almada constitui um exemplo que deve ser seguido, em todos os casos em que está em jogo o dinheiro público, dos cidadãos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Espírito de missão está ausente

O sentido de Estado, o sentido de responsabilidade, o espírito de missão, a dedicação no cumprimento de tarefas, são aspectos definidores do profissionalismo. E tem que haver profissionalismo para se gerarem esforços e se convergir na direcção correcta para a saída da crise e para iniciar uma nova fase do desenvolvimento do País, com vista a uma vida mais desafogada dos portugueses.

Parece que estes conceitos não suscitam controvérsia mas, no entanto, as notícias mostram que el4es estão demasiado arredados da mente dos portugueses do mais baixo ao mais alto nível das funções de cada um. Vejamos dois casos.

Notícia do PÚBLICO diz que Procurador proposto para fiscalizar SIRP "não pensou" sobre relações entre secretas e empresas. Paulo Óscar Pinto de Sousa, o nome proposto pelo PSD (com acordo do CDS) para membro do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação da República Portuguesa (SIRP), disse não ter pensado sobre a relação entre empresas estratégicas e os serviços de informação. “Não pensei nisso”. Várias respostas deste senhor causaram desconforto entre os deputados.

Faz pensar na resposta do miúdo na escola «setora eu pensava que…». Porém, talvez tivesse sido melhor o «procurador» «não pensar» do que se tivesse pensado!!! Sabe-se lá qual teria sido o resultado do seu pensamento, apoiado por tão grande «sentido de responsabilidade» e tão arraigado espírito de missão!!!
Com exemplos deste género, a este nível, que esperanças podemos ter acerca do futuro de Portugal?

Mas não ficamos por aqui, pois notícia do Jornal de Notícias do mesmo dia diz que Assaltaram multibanco e segurança não deu conta que refere que o assalto à caixa multibanco nas instalações do Grupo Lena, na Quinta da Sardinha, em Santa Catarina, Leiria, passou despercebido ao segurança que se encontrava no local.

Ficam dúvidas preocupantes: que consciência tem o procurador daquilo que se espera das tarefas que lhe foram confiadas? Que conhecimento das suas qualidades tinham as entidades que o nomearam? Ou que favores foram pagos com tal nomeação? E o segurança? o que estava a fazer para não detectar o roubo? Se a ronda às instalações era demorada ao ponto de ter de deixar sem vigilância um local importante ao ponto de poder ser roubado sem ser detectado, porque não organizaram a segurança de forma eficaz?

Num momento em que Portugal tem de se reorganizar de forma «histórica», todos os esforços não são demais para se ter êxito, e é imprescindível que se corrija tudo o que não é rigoroso e eficiente.

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domingo, 14 de agosto de 2011

Economistas confessam o seu fracasso

Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Economia mundial entrou numa "fase nova e perigosa"
Jornal de Notícias. 13-08-11.

A economia mundial entrou numa "fase nova e perigosa" e os países da zona do euro têm de reagir rapidamente, alertou, este sábado, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

"Estamos no início de uma tempestade nova e diferente, esta não é a mesma crise de 2008 (...) Nas últimas duas semanas, passamos de uma recuperação difícil - com um bom crescimento nos países emergentes e em alguns países como a Austrália, mas muito mais hesitante em países mais desenvolvidos - para uma fase nova e mais perigosa", disse Robert Zoellick, numa entrevista publicada pela revista semanal "The Weekend Australian".

Segundo o responsável, a crise na zona euro "pode ser o maior desafio" para a economia global, que exorta os países europeus a tomarem medidas o mais rapidamente possível. "A lição de 2008 é que quanto mais esperarmos, mais rigorosas são as medidas", considerou.

Apesar de a maioria dos países desenvolvidos já ter usado todas as políticas fiscais e monetárias de modo "tão flexível quanto possível", tal revelou-se insuficiente, pelo que Robert Zoellick sugere que deveria ser adoptado um regime mais rigoroso.

O presidente do Banco Mundial incentivou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a manter, apesar dos motins, as medidas de austeridade anunciadas nos últimos meses, já que são "realmente necessárias".

Este responsável sublinhou ainda que estão em andamento as mudanças no equilíbrio do mundo. O poder e influência estão a mudar "muito rapidamente" para as economias emergentes, num movimento liderado pela China.

NOTA: Nisto tudo, qual tem sido o papel dos «sábios» economistas ocidenatsis? Qual a razão de não terem evitado as sucessivas crise? Quem os impediu de contribuir para uma melhor gestão económica?
Porque não tem sido ensinada nas universidades ocidentais a metodologia que está a levar os Estados emergentes a progredirem de forma tão rápida?

Algo merece ser submetido a profundas reformas. É altura de os gestores não se submeterem de forma tão servil aos políticos e grandes capitalistas que apenas pensam no seu lucro e nada se interessam pela pessoa humana.


Vivemos numa época de servilismo, de corrupção de ambição descontrolada por dinheiro. Os políticos submetem-se aos donos do dinheiro e procuram não lhes desagradar, os jornalistas seguem na mesma peugada, os economistas criam as teorias de que eles gostam.

Isto parece levar a crer que os economistas se comportam como cegos guiados pelo cão dono do dinheiro, criam teorias favoráveis ao patrão, sem verem os perigos para onde levam a humanidade, não conseguem evitar as crises e, agora, gritam em desespero ao verem que estão a surgir outros patrões que não os vão aceitar como lacaios, porque têm sido apoiados por técnicos competentes e eficazes.

São incapazes de pensar no bem das pessoas, pois estas só lhes servem como consumidores, mão de obra explorada e pagadores de impostos.

Os sinais de esperança que nos trazem são meras fantasias que só existem na cabeça de lunáticos e utópicos. Mudam as moscas mas o cheiro é cada vez pior. A humanidade terá em breve o fim que tiveram os dinossauros, embora por causas diferentes.
Terá também interesse em ver o artigo Os reis vão nus

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domingo, 24 de julho de 2011

Estudante medalha de ouro da Matemática

Sinal de esperança no Portugal de amanhã assenta no valor da juventude de hoje. E nesta há cotações de alto nível em âmbito internacional. Tem havido vários exemplos de distinções em competições mundiais de âmbito do ensino das ciências, mas agora, o Miguel Martins dos Santos, de 16 anos, aluno do 10.º ano da Escola Secundária de Alcanena foi galardoado com medalha de ouro nas Olimpíadas Mundiais da Matemática.

E uma honra para Portugal e o ministro da Educação tem consciência de que tal medalhado merece reconhecimento público, mais do que qualquer futebolista ou profissional do ócio. Portugal, para se desenvolver e gerar riqueza para os portugueses precisa de boa aplicação no estudo do nosso idioma e da matemática. Por isso o ministro vai ao aeroporto receber o aluno premiado
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quarta-feira, 23 de março de 2011

PR sem margem de manobra !!!


Transcrição de notícia seguida de NOTA:


TSF, 22-03-2011. às 19:56


O Presidente da República afirmou, esta terça-feira, no Porto, que a rapidez com que a crise política evoluiu «reduziu substancialmente» a sua margem de manobra para actuar preventivamente na questão do novo PEC.

«Esta questão passou muito rapidamente para o plano dos partidos e da Assembleia da República. Pela forma como o programa foi apresentado, pela falta de informação, pelas declarações que foram feitas quase nas primeiras horas ou até nos primeiros dias, tudo isso reduziu substancialmente a margem de manobra para um Presidente da República actuar preventivamente», frisou.

Cavaco Silva recusou-se a «antecipar cenários» e a fazer «especulações em público» antes do «debate importante que vai ter lugar na Assembleia da República».

NOTA: Camões disse «Não louvarei capitão que diga não cuidei». Onde tem andado o PR durante estes anos? Porque não ordenou aos ses colaboradores o estudo permanente dos vários sintomas que têm surgido, por forma a prever a evolução da situação e preparar antecipadamente as suas atitudes perante o aparecimento dos factos? Porque não luta contra a sua crónica hesitação, o excesso de ponderação paralisante, a sua tendência para os tabus, para o sistema de esperar para ver? Na sua função, qualquer actuação ou ausência dela pode influenciar seriamente os interesses nacionais, para bem ou para mal. O nosso povo diz sabiamente que «vale mais prevenir do que remediar».

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Dedicação a Portugal

Transcrição de texto recebido por e-mail:

Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.
O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender o advento de uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.

NOTA: E agora? Dizem que Belém fica triplamente mais caro a Portugal do que a família real espanhola ao seu País. Os bons exemplos como o de Manuel Arriaga não frutificam num País em que os que devem dar bons exemplos desprezam a ética, a função de servir o País e o patriotismo.

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