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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Elvas com aeroestação

Transcrição de texto de blogue, seguido de NOTA:
Novo aeroporto em Elvas para aerocomboios em bitola europeia
Posted em 05/04/2012 por António Fernando Nabais

Após ter fracassado o projecto do TGV, Passos Coelho já colocou a hipótese de se construir uma linha de bitola europeia para mercadorias, até Badajoz. Uma vez que a referida bitola europeia só recomeça em Barcelona, a cidade de Elvas irá ser dotada da primeira aeroestação de comboios do mundo. Quando as composições saídas de Sines chegarem àquela cidade alentejana, ser-lhes-ão acopladas asas que lhes permitirão percorrer pelo ar os mil quilómetros até regressarem à linha férrea. Trata-se de um projecto absolutamente pioneiro cujo estudo ficará a cargo de uma comissão de especialistas.

Para a construção da nova linha aéreo-férrea, da aeroestação e dos aerocomboios será aberto um concurso público de ajuste directo. Ciente dos problemas criados pelas Parcerias Público-Privadas, Miguel Relvas já veio declarar que “todo este processo terá como base um novo instrumento jurídico-financeiro, as Sociedades Estatais Particulares.”

NOTA: Entretanto, até que seja adjudicada a obra da aeroestação e a compra dos equipamentos convém estarmos informados e começar pelos seguintes textos:

Passos Coelho "não estudou dossiê" e ligação ferroviária a Sines pode não passar de uma "ilusão"

- PS desafia Governo a discutir com Espanha linha de bitola europeia

- Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol

- Coelho bitolar

- Monólogo de um coelho bipolar

Imagem do Aventar. Ícaro, o comboio alado.

sábado, 26 de novembro de 2011

Linha de comboio de Cascais e seu futuro

A linha de Cascais, único sistema de transporte colectivo que liga Cascais a Lisboa, está em risco de parar durante tempo excessivo, por motivos logísticos, de material circulante e de funcionamento de toda a estrutura eléctrica.

Desde que a linha foi criada, em 30 de Setembro de 1889, tem vindo a funcionar com corrente contínua, parecendo não haver planos para passar a utilizar a corrente alterna, actualmente em uso nas restantes linhas electrificadas. Actualmente, já não há possibilidade de adquiri carruagens a corrente contínua. As existentes que precisam de peças recorrem à «canibalização» de outras já incapazes de circular. Mas tal solução não pode continuar a ser eficaz por muito mais tempo.

Porém, a mudança para a corrente alterna obriga a que, além da substituição das carruagens, se proceda à alteração de todo o sistema eléctrico, de alimentação das catenárias, motores das agulhas, sinalização e comunicações.

Admira que que ainda não haja sinais de trabalhos prévios de criação da futuras estrutura por forma a que a paragem decorrente da mudança do sistema seja reduzida, a poucas horas ou poucos dias. Ainda com estrutura actual a funcionar, poderão instalar-se novos equipamentos ao lado dos actuais, por forma a que, em pouco tempo de paragem se possam desligar as estruturas eléctricas actuais e ligar as novas. Depois de feito tal trabalho, as novas carruagens podem entrar nos carris, fazer os testes convenientes e iniciar a circulação regular.

A Câmara de Cascais admite assumir a gestão dos comboios da linha com Oeiras e Lisboa, mas trata-se de um assunto com especificidades técnicas que devem ser devidamente ponderadas, em todos factores em jogo. Oxalá que, seja quem for a entidade responsável pela infra-estrutura e pela exploração e funcionamento, o resultado seja a melhoria do serviço prestado aos utentes.

Imagem de arquivo