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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Manuel Alegre, homem de carácter

Há pouco mais de uma semana publiquei o post Dispersão ou convergência para vencer a crise ??? que se referia a uma atitude de deputado socialista que incitava à dispersão de esforços a nível nacional, apesar da crise que exige convergência de todas as energias para encontrar a melhor estratégia de ultrapassar a austeridade e recuperar o esforço de desenvolvimento e de criação de melhores condições de vida para a maioria dos portugueses.

Agora são de realçar as palavras do hisórico socialista, ex-candidato a Presidente da República e membro do Conselho de Estado que, perante a perspectiva de desagregação do grupo parlamentar e de outras instituições da estrutura directiva do seu partido, levanta a sua voz autorizada para «fazer um apelo à unidade e à serenidade interna no PS, dizendo que os socialistas não têm problemas de liderança». Sublinha que «não há qualquer problema de liderança no PS e é preciso unidade na diversidade e é preciso um PS unido e forte».

Num momento em que todos seremos poucos para levantar a imagem de Portugal, há que esquecer rivalidades partidárias e realçar atitudes, como esta, de bom senso e carácter patriótico. Portugal precisa de partidos bem organizados e coesos para melhor defenderem o futuro dos portugueses.

Imagem de arquivo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Passado significa mais do que promessas

Em confronto com Fernando Nobre, o candidato Manuel Alegre, não gostou que fosse referido o passado, porque segundo ele, o que interessa são as promessas para o futuro. Mas «palavras leva-as o vento» e as promessas não são mais do que palavras, principalmente se o passado do seu autor não lhes der credibilidade.

O candidato, na sua cultura poética, certamente, não ignora o ditado popular «Cesteiro que faz um cesto faz um cento».A ssim, na decisão do voto, há que fazer a avaliação dos candidatos e essa, como qualquer avaliação, recai sempre sobre o passado.

Mas, dadas as referências que circulam por e-mails, Alegre deve estar, realmente, interessado em que não seja recordado o seu passado. Pois… cesteiro que faz um cesto…

Imagem do Google

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Procurar acertar é meritório

Nos últimos tempos o Poder executivo e, mesmo o legislativo, têm sido alvos de críticas, com aspecto positivo de sugestão e conselho, o que mostra da parte dos opinadores consciência de que, perante a realidade no rectângulo, mais do que dizer mal, é necessário encontrar pistas para resolver a grave situação em que o País tem sido lançado de forma sistemática.

Os governantes, com a teimosia de quem não consegue distinguir o essencial do secundário, agarram-se a tentativas de solução comprovadamente (pelos resultados) erradas e recusam reconhecer os erros e procurar emendar-se. Fecham os olhos e os ouvidos a opiniões muito meritórias, talvez devido ao preconceito de não quererem aproveitar ideias expostas por quem não pertence ao clã. E, pior, procuram «calar» o mensageiro.

Mas, começa a haver repetidos sinais de que, no partido do governo, há cabeças pensantes que estão bem conscientes da necessidade de mudanças e apontam ideias de ponderação e avaliação das hipóteses potenciais de solução.

Agora é a voz de Manuel Alegre de quem se escreveu que estava asfixiado pela pressa, mas que criticou ontem, em Coimbra, a "promiscuidade" entre a justiça, a política e a comunicação social e afirmou que Portugal precisa de repor "rapidamente" a normalidade democrática.

Veio juntar-se a outras vozes socialistas que têm enviado recados ao Governo de forma muito clara e construtiva, desde João Cravinho que, há muitos anos, propunha um combate eficaz contra a corrupção e o enriquecimento ilícito, passando por Henrique Neto e, mais recentemente, por Ana Gomes.

Portugal precisa de um chefe de Governo que saiba ouvir e interpretar as sugestões e os conselhos que lhe são enviados por qualquer via e não se encerrar nas opiniões tendenciosas e interesseiras de «colaboradores» que nada lhe fornecem de novo para evitar desagradar e perder o tacho.

Ficaram atrás quatro nomes da sua área política, mas deve haver outros que tenham a coragem de esclarecer e iluminar os melhores caminhos para o ressurgimento de Portugal, com isenção, imparcialidade e dedicação aos destinos do País que pretendem legar aos filhos e netos. Oxalá as mentes dos responsáveis se ilumine e veja as melhores sendas a seguir.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Portugal avesso ao progresso



O seu a seu dono. O artigo de Paulo Martins no Jornal de Notícias, depois de várias notícias sobre a decisão de Manuel Alegre vir a candidatar-se às presidenciais, levanta várias reflexões. A primeira é o factor idade. Se o futuro de Portugal pertence às gerações mais jovens, porque razão o cargo de PR há-de continuar a ser um hobi de reformados para quem o futuro já não tem grande significado? Principalmente num caso em que a saúde já causa preocupações e o coração deve ser poupado a situações de stress e de emoções fortes.

Outra reflexão vem do Extremo Oriente, em que a China, que tem tido um desenvolvimento aproximado dos dois dígitos ao ano, tem procurado dirigentes e governantes do sector que mais a preocupa, tem uma grande percentagem de engenheiros no poder, principalmente engenheiros hidráulicos. Segundo esse critério, Portugal talvez se devesse orientar para os gestores e economistas. Mas alguém que se tem tornado público como bom poeta e declamador dos seus poemas, com voz bem timbrada e colocada, não constitui um trunfo muito válido para se sair da crise e criar um futuro brilhante para os que agora são crianças e jovens.

Em tudo isso, quando se esperava que surgisse alguém com mais ou menos 40 anos, cheio de aspirações para o seu próprio futuro e os da sua geração, eis que se apanha com um balde água fria ao saber que António José Seguro e a estrutura da JS se propõem apoiar Alegre. Fica-se na dúvida de as reflexões anteriores serem desprovidas de lógica ou de a juventude estar mais degradada do que diz a opinião geral dos idosos portugueses.

Neste ponto de que depende a imagem de vitalidade do País, verifica-se que, ao contrário do que se diz quando se afirma haver na humanidade conflito de gerações, em Portugal tal conflito não existe por falta de comparência da parte mais jovem. Parece que os jovens nasceram já com o vício de que «a política é a arte do possível», que o melhor é «não fazer ondas» e alinhar nas tácticas de intriga e tricas inter-partidárias, olhando apenas para o umbigo e aceitando que o destino e algum santo tratarão do futuro. Com isto, as perspectivas do amanhã são cada vez mais negras.